Archive for Novembro, 2008

MÚSICAS PARA RECORDAR

30/11/2008

Recorda-se hoje Sinead O´Connor – Nothing compares to you

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LENDA DAS TRÊS GÉMEAS DE SILVES

29/11/2008

No tempo em que Silves pertencia aos Mouros, vinha o rei Mohamed a passear a cavalo quando encontrou um destacamento do seu exército que trazia reféns cristãos. Entre estes estava uma lindíssima jovem, sumptuosamente vestida, acompanhada da sua aia, filha de um nobre morto durante o saque ao seu castelo. Mohamed ordenou que a nobre dama fosse levada para o seu castelo, onde a rodeou de todas as atenções, e lhe pediu que abraçasse a fé de Maomé para se tornar sua mulher. A jovem chorou de desespero porque Mohamed não lhe era indiferente, mas a sua aia encontrou a solução: ambas renegariam a fé cristã apenas exteriormente para agradar ao rei mouro e possibilitar o casamento.

Passado algum tempo, nasceram três gémeas a quem os astrólogos auspiciaram beleza, bondade e ternura, para além de inteligência, mas avisaram o rei que este deveria vigiá-las quando estas chegassem à idade de casar. O rei não as deveria confiar a ninguém. Passaram alguns anos e a sultana morreu, ficando a aia, que tinha tomado o nome árabe de Cadiga, a tomar conta das jovens. Quando estas eram adolescentes o rei levou-as para um castelo longe de tudo, onde havia apenas o mar por horizonte. As princesas tornaram-se mulheres, mas embora gémeas tinham personalidades muito diferentes. A mais velha era intrépida, curiosa, porte distinto e de olhar insinuante e profundo. A do meio era a mais bela, de uma singular beleza e apreciava tudo o que era belo, as jóias, as flores e os perfumes caros. A mais nova era a mais sensível. Tímida e doce, passava horas a olhar o mar sob o luar prateado ou o pôr-do-sol ardente.

Um dia, contra todas as indicações do rei aportou perto do castelo uma galera com reféns cristãos, entre os quais se salientavam três jovens belos, altivos e bem vestidos. Curiosas, as princesas perguntaram a Cadiga quem eram aqueles homens de aspecto tão diferente dos mouros. Cadiga respondeu-lhes que eram cristãos portugueses e contou às princesas tudo sobre o seu passado. Como as princesas começaram a ficar demasiado interessadas com os jovens cristãos, Cadiga pediu ao rei que levasse as filhas para junto de si, sem lhe explicar a razão. Cavalgavam as princesas com o rei e o seu séquito a caminho de Silves quando se cruzaram com os três cativos cristãos que não respeitaram a ordem de baixarem o olhar. As princesas quando os avistaram levantaram os véus e o rei, furioso, mandou castigar os cristãos insolentes. As princesas ficaram muito tristes mas conseguiram convencer Cadiga a arranjar maneira de se encontrarem com os jovens cristãos. A paixão violenta desencadeada por aquele encontro foi alegria de pouca dura. Os três cristãos foram resgatados pelo rei português e iriam embora em breve. As princesas dispuseram-se a segui-los e a converterem-se à fé cristã antes de casarem com os nobres cristãos. Cadiga rejubilava por conseguir resgatar para a fé que secretamente professava as filhas da sua ama. Foi então que a princesa mais nova se recusou a partir e a abandonar o pai. Ficou para trás e, conta a lenda, morreu de tristeza pouco tempo depois. A sua alma ainda hoje se lamenta e chora na torre do castelo nas noites sem luar.

Retirado do site Lendas de Portugal

RÁDIO SUPER FM ESTÁ DE VOLTA!

27/11/2008

Lembram-se da Rádio Super FM que fez furor nos anos 90?

Pois está de volta! Por enquanto ainda só disponivel na internet em: http://www.superfm.com

A VALSA

26/11/2008

Recebi por e.mail este artigo de opinião de Mário Crespo, que foi publicado no JN, e decidi colocá-lo no “Moura Encantada”

A valsa

“Dancemos, já que temos a valsa começada e o nada há-de acabar-se como todas as coisas”

Várias vezes ao dia figuras do Estado e do sector privado desdobram-se a anunciar que Portugal está em óptima posição para enfrentar a tormenta. O argumento é o mesmo. O nosso sector bancário é do melhor que há. Os gestores do passado e do presente tudo previram, até o imprevisível.

Podemos dormir descansados porque os nossos bens, tal como as G3 desaparecidas no 25 de Abril, estão em boas mãos.

Não é verdade.

Os nossos bens não estão seguros e nós não estamos em melhor posição do que outros. Temos fundos de reforma públicos e privados aplicados em bancos estrangeiros que já faliram, e cujo futuro é incerto. Para evitar a corrida aos bancos, quem nos governa e gere é obrigado a participar nesta farsa para nos serenar porque, como disse o poeta moçambicano Reinaldo Ferreira, “Dancemos já que temos a valsa começada e o nada há-de acabar-se como todas as coisas.”.

Os primeiros acordes da valsa vieram de longe sob as batutas do Primeiro-Ministro Cavaco Silva e do Governador do Banco de Portugal Tavares Moreira que empenharam 17 toneladas de ouro num sonho de rendimentos fabulosos prometidos por um especulador chamado Michael Milken, dono da Drexel, na mais pura tradição da Dona Branca. Investir na Drexel, era de facto o tal “gato por lebre”, que o Professor Cavaco Silva viria a denunciar na Bolsa de Lisboa, causando o grande crash no mercado em Portugal. Pena é que essa sensatez não se tenha aplicado na Drexel. Desse desastre de 1990, Portugal só conseguiu reaver uma parcela menor, esgravatada nas sobras da falência fraudulenta, já com Milken na prisão. O que se recuperou foi ainda mais irrisório depois de abatidos os custos da acção movida em nome do Banco de Portugal pelos advogados de Wall Street da Cadwater, Wickersham & Taft, que foi o litígio mais caro da nossa história.

Há duas décadas havia evidência concreta que Portugal não tinha nem a regulação adequada nem o bom senso para aplicar medidas que evitassem investimento jogador e ganancioso com dinheiro público. Não só não havia prudência como não havia vontade política de impor salvaguardas prudenciais. O populismo sempre se sobrepôs ao bom senso. Em Março de 1999 um governante veio a público anunciar aos portugueses endividados que o Governo tinha uma lei para equiparar as falências das famílias às falências das empresas, portanto com as mesmas garantias patrimoniais na administração de massas falidas.

Traduzido, o que isso dizia era: comprem o carro, a playstation e as férias em Punta Cana com o cartão, porque quando não puderem pagar o governo dá uma ajudinha. Isto aconteceu há uma década e arauto deste maná era Ministro-adjunto no Governo de António Guterres e chamava-se José Sócrates. É bizarro e preocupante que estes actores do passado e do presente, acolitados por executivos de uma banca em dificuldades, nos venham de hora a hora dizer que está tudo bem.

Não está.

Deviam dizer-nos para deitar fora o cartão de crédito. Deviam obrigar os anúncios do Credito na Hora a ser exaustivos na explicação do que oferecem. Deviam sugerir que muitos de nós não temos dinheiro para ter nem plasma nem carro.

Que, de facto, já não temos casa.

Que temos que fazer opções entre aceitar o canto dos prestamistas que, com ou sem fraque, nos virão cobrar, e fazer economias para a educação dos nossos filhos, porque só essa nos pode garantir algo de sólido no futuro.

E isso não vem com computadores à borla e “garantias” de segurança de quem nunca as assegurou.

DEPOIS DO BRASIL – PORTUGAL…

25/11/2008

SCOLARI E A SELECÇÃO

BANCO ALIMENTAR RECUSA ALIMENTOS DA JSD

24/11/2008

Parece mentira mas é a das mais puras verdades. O Banco Alimentar contra a Fome, de acordo com uma notícia avançada pelo Jornal de Noticias de 3 de Novembro, recusou os alimentos alegando que “os bancos alimentares são apolíticos”.

 

 

Mas vamos à história completa…De acordo com o mesmo jornal, a JSD, tendo conhecimento das recentes noticias de que davam conta da dificuldade do Banco Alimentar em ter produtos suficientes para acudir a esta época de crise, contactou a instituição a informar a pretensão de durante o seu Congresso Nacional marcado para o próximo fim-de-semana em Penafiel, recolher junto dos seus Congressistas, Observadores e Convidados bens alimentares para serem doados a quem necessita. Mas o Banco Alimentar contra a Fome recusou. “Recusamos porque os bancos alimentares são apolíticos” confirmou ao JN a presidente da Federação de Bancos Alimentares, Isabel Jonet, explicando ainda “A iniciativa não se enquadra no âmbito da nossa política. Nós fazemos campanha nos supermercados. Eles não estão no sítio onde estão os alimentos”.

 

Felizmente cerca de 15 instituições similares aplaudiram a iniciativa e borrifaram-se para o seu estatuto “apolítico” tendo contactado a JSD para que esta lhes disponibilizasse os produtos recolhidos durante o Congresso. E assim vai ser.

 

Para além da recolha de bens alimentares, estimada em cerca de 2 toneladas, o Congresso também será aproveitado para doar sangue destinado à recolha de medula óssea.

 

Sou obrigado a concluir que os produtos alimentares que algum militante social democrata (ou se calhar, de outro partido) pretenda dar para o banco alimentar correrá o risco de ser considerado impróprio para consumo em virtude de saber ou ter uma cor política. Isto é vergonhoso! Considero uma atitude lastimável e que presta um péssimo exemplo à camada mais jovem da nossa sociedade sobre o que é a ajuda desinteressada ao nosso semelhante independentemente da sua cor, religião, nacionalidade ou preferência política.

 

Mas antes de terminar este post, tenho de deixar uma pergunta no ar…Se os bancos alimentares são “apolíticos”, porque motivo alguns presidentes do Banco Alimentar são militantes de peso de alguns partidos políticos, como por exemplo o PS, no caso do Algarve? Como é obvio isso não tem problema nenhum, mas de facto, há coisas que não se entendem… 

MÚSICAS PARA RECORDAR

23/11/2008

Esta semana recorda-se Bruce Springsteen com a canção “Streets Of Philadelphia”

LENDA DA CASTELÃ DE SALIR

22/11/2008

A vila de Salir, no Algarve, deve o seu nome à filha do alcaide de Castalar, Aben-Fabilla, que fugiu quando viu o seu castelo ameaçado pelo exército de D. Afonso III. Antes de fugir, o alcaide enterrou todo o seu ouro, pensando vir mais tarde resgatá-lo.

Quando os cristãos tomaram o castelo encontraram-no vazio, à excepção da linda filha do alcaide que rezava com fervor que tinha preferido ficar no castelo e morrer a “salir”. De um monte vizinho, Aben-Fabilla avistou a filha cativa dos cristãos e com a mão direita traçou no espaço o signo de Saimão, enquanto proferia umas palavras misteriosas. Nesse momento, o cavaleiro D. Gonçalo Peres que falava com a moura viu-a transformar-se numa estátua de pedra. A notícia da moura encantada espalhou-se pelo castelo e um dia a estátua desapareceu.

Em memória deste estranho fenómeno ficou aquela terra conhecida por Salir, em homenagem pela coragem de uma jovem moura. Ainda hoje no Algarve se diz que em certas noites a moura encantada aparece no castelo de Salir.

Retirado do site Lendas de Portugal

O EFEITO DONUT EM FARO

19/11/2008

 

O efeito Donut, ou se preferirmos o esvaziamento dos centros urbanos, está neste momento a tornar-se uma realidade em Faro.

 

É já comum depararmo-nos com inúmeras casas fechadas, emparedadas e num estado de degradação acentuado, onde por vezes, se assiste derrocadas de maior ou menor gravidade.faro_degradado

 

Este fenómeno tem aumentado sobretudo nas últimas duas décadas, fruto das profundas alterações a que a sociedade portuguesa tem sido sujeita ao nível económico, social e cultural, tendo surtido numa forte transformação no parque habitacional português.

 

De referir que as cidades têm vindo a assumir um papel determinante, enquanto centros de decisão política, cultural e económica o que efectivamente condicionou as formas de habitação e onde Faro, não é excepção. Nesta cidade tem-se verificado um ritmo de construção e uma especulação imobiliária superior à média do território nacional.

 

Em consequência deste fenómeno temos a franja mais jovem da sociedade (jovens famílias) a fixarem-se na periferia onde os preços são mais acessíveis, enquanto se assiste ao envelhecimento e à desertificação do centro urbano. Como consequência, vê-se o comércio na baixa da cidade a definhar, as ruas com falta de vida e alegria, as habitações a degradarem-se e o sentimento de insegurança a aumentar.

 

casa_degradada2Para inverter esta tendência é urgente levar para os centros urbanos equipamentos e infra-estruturas que “chamem” pessoas ao centro e promover a recuperação e o arrendamento dos imóveis fechados. Porque não apostar em residências universitárias em alguns edifícios do centro da nossa cidade e que neste momento se encontram em estados de degradação avançados? Como é óbvio também não se pode negligenciar a politica de transportes colectivos e áreas de estacionamento.

 

Sobre o arrendamento há que efectivar, com urgência, politicas que visem incentivos aos senhorios e à reabilitação urbana de forma a que estes se sintam motivados a colocarem os seus imóveis no mercado de arrendamento e que parte desses imóveis se destinem aos jovens, com a aplicação de rendas controladas.

É insustentável continuar a viver em cidades completamente degradadas, sem vida e será uma política suicida continuar a “empurrar” os nossos jovens para fora dos centros urbanos. Não promover políticas que invertam esta situação será conduzir a cidade à decadência e à morte pelo seu interior.

REGRAS DA EMPRESA

18/11/2008

regras-empresa

TERÁ SIDO DOS OVOS?

17/11/2008
Ministra corrige regime de faltas do Estatuto de Aluno

De acordo com uma noticia avançada pelo jornal Sol, a ministra da Educação assinou ontem um despacho, que entra em vigor esta segunda-feira, que «clarifica de uma vez por todas» o regime de faltas e desobriga, e bem, os alunos com faltas justificadas à realização de um exame suplementar.

Parece que as várias “gemadas” que ocorreram um pouco por todo o país, na passada semana, permitiram um fluir de ideias de forma mais clarificada e realistica lá para os lados do Ministério da Educação.

Será que os professores terão de recorrer ao mesmo método para verem o seu sistema de avaliação corrigido?

MÚSICAS PARA RECORDAR

16/11/2008

Tal como o prometido, todos os Domingos será colocado no Blog Moura Encantada, uma rúbrica intitulada “Músicas para Recordar”, com canções dos anos 80/90. Hoje recorda-se Basket Case (1994) dos Green Day.

LENDA – A Moura do Castelo de Tavira

15/11/2008

A noite de S. João é, desde tempos imemoriais, a noite das mouras encantadas. A tradição conta que no castelo de Tavira existe uma moura encantada que todos os anos aparece nessa noite para chorar o seu triste destino. Os mais antigos dizem que essa moura é a filha de Aben-Fabila, o governador mouro da cidade que desapareceu quando Tavira foi conquistada pelos cristãos, depois de encantar a sua filha. A intenção do mouro era voltar a reconquistar a cidade e assim resgatar a infeliz filha, mas nunca o conseguiu.

Existe uma lenda que conta a história de uma grande paixão de um cavaleiro cristão, D. Ramiro, pela moura encantada. Foi precisamente numa noite de S. João que tudo aconteceu. Quando D. Ramiro avistou a moura nas ameias do castelo, impressionou-o tanto a sua extrema beleza como a infelicidade da sua condição. Perdidamente enamorado, resolveu subir ao castelo para a desencantar. A subida através dos muros da fortaleza não se revelou tarefa fácil e demorou tanto a subir que, entretanto, amanheceu e assim passou a hora de se poder realizar o desencanto.

Diz o povo que a moura, mal rompeu a aurora, entrou em lágrimas para a nuvem que pairava por cima do castelo, enquanto D. Ramiro assistia sem nada poder fazer.

A frustração do jovem cavaleiro foi tão grande que este se empenhou com grande fúria nas batalhas contra os Mouros. Conquistou, ao que dizem, um castelo, mas ficou sem moura para amar…

Lenda retirada do site: Lendas de Portugal

DESEMPREGO

14/11/2008

desemprego

A AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES

13/11/2008

Depois da manifestação de 8 de Março (Marcha da indignação), onde se juntaram cerca de 100.000 professores, foi a vez do dia 7 de Novembro ficar na história como a maior manifestação de sempre de professores, tendo ultrapassado as 120.000 cabeças, tendo desta feita, como alvo, o processo de avaliação.

Não sou professor, mas convivo de muito perto com professores, o que me permite ter uma ideia concreta do esforço exigido quando esta profissão é desempenhada com rigor e seriedade, daí compreender o sentimento de frustração e de revolta que assola neste momento esta classe profissional.

De acordo com o Ministério da Educação, o novo regime de avaliação dos professores, que é mais exigente e com efeitos no desenvolvimento da carreira, tem como principal objectivo a melhoria dos resultados escolares dos alunos e da qualidade das aprendizagens, proporcionando condições para o desenvolvimento profissional dos docentes, tendo em vista o reconhecimento do mérito e da excelência.

 

Até aqui tudo bem e acredito que raro é o professor que não concorde com a necessidade de existir uma avaliação que efectivamente diferencie o professor aplicado e empenhado na qualidade de ensino, do professor “baldas” e adepto da filosofia do “deixa andar”. Contudo, uma coisa é pugnar pela necessidade da avaliação dos professores e outra completamente diferente é concordar com o modelo que o Governo quer aplicar não ouvindo e ignorando por completo as vozes discordantes da esmagadora maioria destes profissionais.

 

Será que é correcto um professor ser avaliado pelas notas que dá aos seus alunos ou pela quantidade de “papelada” inútil e burocrática que tem de preencher? Será correcto o professor ser quase obrigado (pois se não o fizer será prejudicado na sua avaliação) a dar as suas notas baseado em “quotas” de avaliações? Mas isto cabe na cabeça de quem? E como podemos ter um sistema de ensino de qualidade do Norte ao Sul do país quando os critérios de avaliação em vez de serem nacionais, muitas vezes difere de escola para escola ao sabor das interpretações que os responsáveis por cada agrupamento de ensino pretendem fazer. É a isto que se chama rigor e coerência?

 

Para além destes pontos, também não considero ético que os avaliadores sejam colegas que trabalham diariamente lado-a-lado com os avaliados o que pode implicar em alguns casos avaliações ponderadas de acordo com os laços de maior ou menor amizade (ou inimizade) entre as pessoas em causa. Para evitar situações como esta (ou suspeições) porque não criar na área de jurisdição de cada Direcção Regional de Educação (DRE) equipas de avaliadores especificas (compostas por professores titulares) que percorreria as escolas pertencentes a cada DRE?

 

E para finalizar, se o Ministério da Educação pretende, tal como todos nós, um ensino de qualidade que sirva os interesses do país, que sirva os interesses das escolas e que sirva os interesses dos alunos porque não colocar os professores em cada 7 anos lectivos, num ano de formação (sem dar aulas ou com horário reduzido) onde pudessem actualizar os seus conhecimentos nas disciplinas que leccionam (porque as coisas evoluem) e a familiarizar-se com novas técnicas de ensino e com as novas realidades sociológicas da classe estudantil?

IMPOSTOS À PORTUGUESA

12/11/2008

IMPOSTOS À PORTUGUESA

MUNICIPIO DE FARO – Uma perspectiva

11/11/2008

Faro tem como privilégio ter uma enorme área do seu concelho inserida no Parque Natural da Ria Formosa. Contudo, esta realidade tem sido vista por muitos responsáveis como uma ameaça e um entrave ao desenvolvimento do município, quando, antes pelo contrário, deve ser vista como uma poderosa fonte de oportunidades. Para além de ser possuidora de uma riqueza incalculável em termos de biodiversidade e de paisagens naturais, que importa aproveitar e não desperdiçar, alia-se um conjunto de praias de grande qualidade e de água límpida. Convém não esquecer o clima ameno, agradável, simpático e convidativo que permite uma boa interligação com o meio natural durante todo o ano.

Não só a Ria Formosa, mas também o Barrocal e o princípio da Serra Algarvia apresentam um potencial de oportunidades para a criação de um concelho equilibrado, quer pelas suas características naturais e culturais, quer pelas oportunidades de desenvolvimento que aqui se podem gerar.

Todos estes indicadores (económicos, culturais e ambientais), dão a Faro um potencial estatuto de elevada Qualidade de Vida e de Excelência Ambiental. Por isso, é permitido considerar que Faro tem capacidades para reunir as necessárias condições para adquirir qualificações que lhe permitam afirmar o seu futuro no âmbito das melhores cidades europeias de média dimensão. Contudo, Faro também é possuidora de péssimos indicadores (acessibilidades, limpeza, espaços verdes, desordenamento) que, caso não sejam corrigidos ou minimizados, deitam por terra qualquer ambição de que a cidade e o município atinjam um patamar de excelência.

Empenhada em garantir o estatuto de cidade solidária, empreendedora e competitiva, de média dimensão, feita com os cidadãos e para os cidadãos, Faro precisa de continuar o caminho deixado por gerações passadas e reforçar a sua capitalidade na região mais turística de Portugal e uma das mais desenvolvidas do país.

Neste sentido, Faro necessita urgentemente de criar as condições necessárias para voltar-se novamente para a Ria Formosa, tal como o fez ao longo de tantos séculos, mas que inexplicavelmente a ignorou e desprezou num passado recente. Estou convencido que o Programa Polis recentemente aprovado poderá ser o veículo crucial para efectivar esta necessidade, mas é preciso ter em atenção que este programa por si só não basta.

É de vital importância que Faro, numa fase Pós-Polis, não se esqueça de continuar a considerar a Ria Formosa como fonte de vida, oportunidade económica, turística e elemento de integração urbana com uma forte interacção com os seus habitantes e visitantes. Só assim o Polis dará um real contributo para a revitalização da cidade, afirmando Faro como uma cidade âncora, fortalecendo o seu papel no Algarve e mesmo no país.

A este propósito, Faro pode e deve, em parceria com a Universidade do Algarve, desenvolver uma estratégia regional e mesmo nacional de inovação e competitividade, apostando na investigação e na inovação tecnológica em áreas ligadas ao ambiente, às energias renováveis, à construção bioclimática, ao mar, ao turismo sustentável e ao planeamento verde das cidades.

Este pode ser sem dúvida o projecto de futuro para uma nova visão de Faro, medida esta que pode ser entendida como de geoestratégia política e que não pode continuar a ser desperdiçada.

Faro tem de assumir de forma clara e efectiva o desígnio de fazer evoluir economicamente o concelho, qualificar e modernizar a cidade respeitando, contudo, a sua história e identidade. Para que isto se torne uma realidade, é necessário apostar em conceitos como o ambiente e a cultura, como a qualidade de vida e o bem-estar das populações, na formação e fixação de massa crítica e numa nova cultura urbana, rompendo definitivamente com o marasmo e com a inércia a que o município tem estado sujeito sobretudo nas últimas duas décadas.

Há que incrementar em Faro uma nova dinâmica económica e social! É necessário o estímulo ao investimento privado. É necessário ter um comércio local e tradicional, nomeadamente na baixa da cidade, mais dinâmico e atractivo, passando também por uma adaptação do seu horário de funcionamento à actual realidade e ao actual ritmo de vida. São necessárias mais pequenas e médias empresas e incentivar as já existentes ao seu crescimento. Para isso, há que desenvolver planos e programas de apoio e criar uma zona industrial/empresarial competitiva que estimule e atraia novos investidores. Também é necessário apostar no turismo, sobretudo em vertentes ainda pouco exploradas na nossa região, nomeadamente, no turismo de natureza, cultural, de congressos e desportivo e, como não poderia deixar de ser, estimular a abertura de, pelo menos, mais três hotéis de alguma dimensão no município.

O Aeroporto Internacional de Faro conta actualmente com um movimento anual a rondar os 5 milhões de passageiros, sendo uma das principais portas de entrada e de saída de turistas do território nacional. Contudo, o município mais uma vez não aproveita esta mais valia e não consegue captar estes passageiros para uma visita à cidade que dista cerca de 5 quilómetros do Aeroporto, distância esta que se faz em escassos minutos. Faro, em parceria com a administração do Aeroporto tem forçosamente de promover uma politica de marketing objectiva e bem estruturada, aliada a uma política de transportes que permita uma ligação rápida e prática ao centro da cidade, de forma a atrair um vasto número de visitantes que de outra forma ficam acondicionados ao Aeroporto aguardando horas e horas pelo seu embarque.

Faro, vítima de um fatal e danoso planeamento urbanístico, tem, de uma vez por todas, de libertar-se da teia da política da construção desenfreada, como sendo o vector de grande desenvolvimento económico do município. Este é um conceito ultrapassado, caduco e que já em nada ajuda a cidade a atingir um patamar de excelência.

Enfim, é fundamental que surja uma nova cultura de cidadania baseada na exigência e ambição aliada a um desenvolvimento sustentável correcto e efectivo, focado nas suas componentes essenciais: ambiental, económica e social.

Lenda do Almocreve de Estoi

10/11/2008

Olá a todos!

Para dar inicio ao novo blogue e para fazer juz ao nome do mesmo fica aqui registado o relato da lenda do Almocreve de Estoi.

O almocreve José Coimbra, conhecido também por Ti Zé da Serra, percorria habitualmente, com o seu burrinho, os caminhos do Algarve. Um dia ao passar junto das ruínas de Milreu, perto de Estoi, encontrou uma bela moura encantada vestida com um manto de princesa que lhe sorriu. Fascinado, seguiu a moura até que ela chegou a um sítio onde bateu com o pé no chão três vezes e um alçapão se abriu. Desceram ambos por uma escadaria de mármore até uma sala enorme revestida a ouro onde a moura o deixou só por um instante antes de surgir acompanhada por um leão e uma serpente, seus irmãos encantados.

A bela moura prometeu-lhe o palácio e todo o seu ouro se ele quebrasse o encanto: teria que ser três vezes engolido e vomitado pelo leão e três vezes abraçado pela serpente. O corpo do almocreve ficaria em chaga e finalmente a moura o beijaria na fronte para lhe retirar os santos óleos do baptismo. O almocreve pediu-lhe para pensar e a moura deixou-o partir com duas barras de ouro.

José Coimbra voltou para casa e tentou esquecer o episódio, mas passado pouco tempo começou a empobrecer, ficando na mais absoluta miséria. Decidiu então vender as duas barras de ouro que tinha escondido, mas quando as olhou logo ficou cego. Como última esperança, resolveu consultar um especialista de olhos em Faro. Ao passar por Estoi, apareceu-lhe a moura que o acusou de ter faltado à promessa de lhe dar uma resposta. A moura só lhe tinha poupado a vida porque ele nunca tinha revelado o segredo daquele encontro. O almocreve chorou sinceras lágrimas de arrependimento, comovendo a moura que decidiu perdoar-lhe e devolver-lhe a visão. Conta-se que o almocreve nunca mais voltou a passar por Estói, onde ainda hoje uma moura e os seus irmãos esperam por quem os queira desencantar.

Lenda retirada do site: Lendas de Portugal

BEM VINDO!

10/11/2008
Bem vindo ao blogue Moura Encantada. Espera-se que neste espaço seja possivel discutir os principais acontecimentos do município de Faro e do Algarve, bem como debater e comentar a actualidade política, económica e social do nosso país.

Resumindo, esperamos que este blog seja um ponto de referência na vida da nossa cidade. Para isso contamos com a sua colaboração!