Archive for Dezembro, 2008

31/12/2008

bom_ano

ISTO É UMA VERGONHA! – CONCURSOS PÚBLICOS DE ADMISSÃO DE PESSOAL

30/12/2008

O meu amigo MRC administrador do blog “Os Homens, a mula e o pudim” alertou-me para a existência da seguinte situação a qual se transcreve:No país do faz-de-conta

Este país do faz-de-conta é cada vez mais uma anedota pegada. Ora atentem lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008:

EXEMPLO 1
No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de “ASSESSOR”, cujo vencimento anda à ronda de 3500 EUR (700 contos).
Na alínea 7:…” Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na… Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato.”

EXEMPLO 2
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 450EUR (90 contos) mensais. “…Método de selecção: Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos.
A prova consiste no seguinte:
1. – Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. – Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. – Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
Os cemitérios fornecem documentação para estudo.
Para rematar, se o candidato tiver:
– A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
– O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
– O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS!

Enquanto o outro, com 3.500!!! Só precisa de uma cunha.

Vale a pena dizer mais alguma coisa?

MÚSICAS PARA RECORDAR

28/12/2008

Recorda-se hoje a música de Sting com Cheb Mami – Desert Rose

LENDA DO PEGO DA CARRIÇA – SÃO B. MESSINES

27/12/2008

    Nos limites da freguesia de Messines com a freguesia de S. Marcos há o Pego da Carriça.
      Em certa noite passou um rapaz junto ao Pego. Levava ele a sua guitarra, pois ia para um divertimento. Ouviu ele as seguintes palavras:
      – Aproxima-te e toca a tua guitarra.
      O rapaz era folgazão, e como a voz vinha do pego, aproximou-se deste e pôs-se a tocar.
      Em seguida ouviu:
      – Não repares em coisa nenhuma por mais extraordinária que seja.
      O rapaz viu então um porco a dançar, na sua presença, ao som da guitarra; e logo a seguir, viu um touro, fazendo o mesmo, e mais logo uma serpente que se pôs também a dançar. O rapaz ria-se a valer, mas quando a serpente dele se aproximou, enroscando-se às pernas, e alçando a cabeça no manifesto intuito de o beijar, o rapaz deu um grito e disse:
      – Valha-me Maria Santíssima.
      A serpente desapareceu; e então a mesma voz exclamou:
      – Ah, ladrão, que dobraste o meu encanto!
      – Que mal fiz? Perguntou o rapaz.
      – Minha irmã ia dar-te um beijo, e era só o que lhe faltava para ficarmos todos desencantados.
      O que ela queria era tirar-me os santos óleos, que recebi no meu baptismo, atalhou o rapaz.
      – Pois sim; mas fica sabendo que se ficaste com vida, a ela agradece. Perdeste grandes tesouros que estavam reservados para ti.
      O rapaz, cheio de medo, tratou de largar campo para favas e nunca mais por ali passou.

Oliveira, Ataíde. Monografia de São Bartolomeu de Messines. Algarve em Foco Editora, 1909.

A ORIGEM DO NATAL

24/12/2008

O Natal é a solenidade cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo. A data para a sua celebração é o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Cristã, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações. Ainda sendo uma festa cristã, é encarado universalmente por pessoas dos diversos credos como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.

Origem do Termo

Do latim ‘natális’, derivada do verbo ‘nascor, nascéris, natus sum, nasci’, significando nascer, ser posto no mundo. Como adjectivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de Dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas românicas – italiano ‘natale’, francês ‘noël’, catalão ‘nadal’, espanhol ‘natal'( navidad de J.C), português ‘natal’.

Em inglês, a palavra que designa o Natal – ‘Christmas’ – provém das palavras latinas ‘Cristes maesse’, significando em inglês ‘Christ’s Mass”, missa de Cristo. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.

De ‘natális’ deriva também “natureza”, o somatório das forças activas em todo o universo.

Aspectos Históricos

No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a ideia de se festejar o nascimento de Jesus “como se fosse um Faraó”. Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume na época comemorar o aniversário e portanto não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho directo que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.

De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu baptismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adoptar o dia 25 de Dezembro para o Natal e o dia 6 de Janeiro para Epifania (que significa “manifestação”). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c..

Segundo estudos, a data de 25 de Dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao “nascimento do deus sol invencível”, que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de Dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como “o sol de justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) revelam a fé da Igreja n’Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adoptaram a festa que era celebrada pelos romanos, o “nascimento do deus sol invencível” (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colónias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

O Ponto de Vista da Bíblia

A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de Novembro e primeira metade de Dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevões ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.

Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de Dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de Março e 25 de Abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de Dezembro.

Fonte: Wikipédia

23/12/2008

feliz_natal
FELIZ NATAL

SOLSTÍCIO DE INVERNO É HOJE

21/12/2008
 
De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, o Solstício de Inverno ocorre hoje às 12h04m. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte. É a estação mais fria do ano e prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio (primavera) que ocorre no dia 20 de Março de 2009 às 11h44m.

NOTAS SOBRE O SOLSTÍCIO DE INVERNO E AS DIFERENTES CULTURAS

O Solstício de Inverno era conhecido como o “nascimento do sol” desde a era mais remota e festejado por todos os povos no hemisfério norte, que é também o de maior população (maiores massas continentais).

Este acontecimento astronómico era muito importante visto marcar o início do novo ciclo do Sol sobre a Terra, com dias cada vez maiores e mais quentes até ao novo retorno.

A esta data associavam-se rituais ou festas muito importantes. Por exemplo:

As civilizações mais antigas consideravam o Sol como sendo o filho da luz, a luz para eles representava Deus em vida.

Entre os druídas, o solstício era comemorado como o dia da fertilidade e muitas mulheres tentavam engravidar nesse dia.

Nos povos asiáticos, o solstício era representado por um velho de barbas brancas e roupagem vermelha e branca. Esse ser representava Deus na Terra e os asiáticos acreditavam que esse Deus encarnado trazia para a humanidade o seu filho sol.

Os Egípcios festejavam o solstício com rituais de magia que envolviam o cultivo de sementes.

Os Indianos festejavam-no transcendendo os corpos em rituais dimensionais mágicos.

Entre os povos das Américas no hemisfério Sul, os Incas mais antigos e os indígenas comemoravam o Solstício de Inverno no dia 21 de Junho e o Solstício de Verão no dia 21 de Dezembro.

Os Maias elaboraram um calendário perfeito usando o solstício como o início do ciclo do sol e da lua na Terra.

Já nos dias de hoje e talvez também por pressão da sociedade de consumo há grupos e colectividades que começam a festejar os equinócios (a festa da Primavera) e solstícios.

Fonte: Observatório Astronómico de Lisboa

MÚSICAS PARA RECORDAR

21/12/2008

Recorda-se hoje Phil Collins – Another day in paradise – 1986

LENDA DO PEGO ESCURO

20/12/2008

  «Nos princípios do século passado morava nas proximidades do Pego Escuro um lavrador, que possuía muito gado, e tinha por isso criadores ao seu serviço. Um deles estava especialmente encarregado de guardar as vacas. Em certa noite foi o guardador em procura de uma vaca que se safara da Alpendurada, e viu que, horas depois, a vaca entrara no estábulo muito farta. O guardador preveniu o patrão e ambos a espreitaram nas noites seguintes. Em certa noite repetiu-se a cena: a vaca desprendeu-se da manjedoura, saiu, e voltou horas depois muito farta. Então resolveu-se o lavrador seguir a vaca, quando novamente a cena se repetisse. Uma noite, a vaca saiu, e o amo e o criador, acompanhando-a de longe viram que o animal se dirigia ao Pego Escuro; e logo, viram também que a água do pego se abrira, dando assim fácil entrada à vaca. Ficaram pasmados, e na noite seguinte, porque o criador tinha medo, foi a vaca somente vigiada pelo lavrador. Esperou o lavrador que a vaca saísse do pego, e nesse momento, uma voz dizia:
      – Aí tens a tua vaca pesada. Daqui a pouco tempo parirá dois bezerrinhos: um estrelado e outro mourato. No fim de um ano junte-os ao arado e trá-los a este pego. É preciso que ninguém veja o leite da vaca enquanto criar os bezerrinhos.
      O lavrador ouviu tudo perfeitamente e resolveu cumprir os desejos da voz oculta.
      Tempos depois, a vaca pariu dois bezerrinhos, e o lavrador proibiu que alguém tratasse da vaca. Era ele que tratava a fim de que ninguém visse o leite. Pareceu estranho à mulher do lavrador o preceito imposto pelo marido ao criado. Na primeira ocasião azada aproximou-se da vaca e pôs-se a ordenha-la.
      Com a presa caiu algum leite sobre as mãos da lavradeira, que logo as limpou no pêlo do bezerro moirato, que era o que lhe ficava mais próximo.
      Logo que os bezerrinhos fizeram um ano, o lavrador lançou-lhes a canga e conduziu-os, jungidos ao arado, para o Pego Escuro. Chegou, a água abriu-se, e os animais entraram, ficando o lavrador de fora a espreitar. Viu ele os bezerros, no fundo do pego, darem uma volta, e a chapa do arado encravar-se numa grande caixa, cheia de dinheiro em ouro. Ao mesmo tempo ouviu a voz, que gritava:
      – Força moirato, força moirato!
      O bezerro moirato fraquejou.
      Então ouviu a mesma voz:
      – Ai, ladrão, que me dobraste o encanto! Perdeste o dinheiro. Alguém viu o leite da vaca!
      Os bezerros não puderam sair do pego. O lavrador retirou-se para casa, triste e apoquentado. Soube pela mulher que ela fora a causa de não ficarem riquíssimos.»

fonte: Oliveira, Ataíde. Monografia de São Bartolomeu de Messines. Algarve em Foco Editora, 1909.

19/12/2008

crise

QUALIDADE DE VIDA EM FARO

17/12/2008

Apesar de ser um conceito relativamente recente, a expressão “qualidade de vida” é um chavão, actualmente, usado e aplicado com bastante regularidade no nosso quotidiano e em quase todas as análises e discussões de políticas de ordenamento e planeamento do território.

 

Contudo, apesar de ser abundantemente aplicado, o conceito de qualidade de vida é de difícil descrição, uma vez que é um conceito abrangente e no qual se interligam diversas abordagens e diversas problemáticas.

 

Nos anos 70/80, a qualidade de vida era analisada por aspectos essencialmente economicistas, prevalecendo sobretudo os indicadores de crescimento económico, negligenciando ou remetendo para segundo plano aspectos fundamentais que permitissem analisar com rigor e veracidade o desenvolvimento de uma sociedade.

 

Actualmente a análise da Qualidade de Vida já não se fica só pelos indicadores de crescimento económico e vai mais longe, assentando em 3 pilares basilares. Contudo, para se efectuar uma correcta análise, estes 3 pilares não podem ser vistos como peças individuais rígidas, mas terão sim, de ser vistos com flexibilidade e como um cruzamento e uma interligação entre os três.

 

O primeiro pilar tem a ver com a distinção entre os aspectos materiais e imateriais da qualidade de vida. Os aspectos materiais estão fundamentalmente relacionados com as necessidades humanas básicas, como por exemplo, as condições de habitação, acesso a água e esgotos, acesso a cuidados de saúde, ou seja, aspectos ligados a infra-estruturas. As questões imateriais estão sobretudo relacionadas com o ambiente, com o património cultural, com a segurança, com a participação cívica, com o bem-estar e ganham mais relevo quanto mais é desenvolvida uma sociedade ou cidade. Já as questões materiais são preponderantes em sociedades ou cidades menos desenvolvidas.

 

O segundo pilar, faz a distinção entre aspectos individuais e colectivos. Os aspectos individuais estão mais relacionados com as características sociais, económicas, familiares e pessoais dos indivíduos. Já os aspectos colectivos estão sobretudo relacionados com os serviços básicos e os serviços públicos.

 

Por fim, o terceiro pilar faz a distinção entre aspectos objectivos e aspectos subjectivos. Os aspectos objectivos estão relacionados com os indicadores de natureza quantitativa. Por sua vez, os aspectos subjectivos são direccionados para a sensibilidade subjectiva que os indivíduos têm da qualidade de vida e que é, claramente, de acordo com um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, elaborado por Santos e Martins (2002), sobre Qualidade de Vida Urbana, muito diferente de pessoa para pessoa, e de estrato social para estrato social. Este último aspecto é de fundamental importância: os indicadores de qualidade de vida têm diferentes traduções, consoante a estrutura socio-económica da população e, portanto, o mesmo indicador pode ser percepcionado de forma diferente por estratos socio-económicos diferentes.

 

Ainda segundo o estudo elaborado por Santos e Martins (2002), importa ainda referir duas outras questões fundamentais que devem ser equacionadas quando se analisa a qualidade de vida e quando se quer definir um conjunto de indicadores de qualidade de vida. A primeira, tem a ver com o facto de as necessidades dos indivíduos estarem intimamente relacionadas com o contexto social, político e cultural em que vivem. Há, portanto uma variação significativa dessas mesmas necessidades, tanto ao longo do tempo (as necessidades de Portugal de hoje não são, obviamente, as mesmas de há 20 anos ou 30 anos atrás) como também ao longo do espaço.

 

A segunda, de acordo com a mesma fonte, está relacionada com a caracterização de um espaço em termos de bens e serviços existentes: a qualidade de vida é medida não só em função da existência desses recursos, mas também, da sua acessibilidade e facilidade de utilização. Directamente relacionado com este último aspecto, coloca-se também a questão do nível de satisfação da população utilizadora desses mesmos bens e serviços, o que será central na análise mais subjectiva da percepção da qualidade de vida.

 

Mais recentemente, a problemática em torno do conceito “Qualidade de Vida” tem ganho um grande interesse e uma grande relevância no ambiente urbano e citadino, talvez devido ao facto desta se relacionar directamente com as principais questões que marcam a sociedade urbana moderna.

 

Este protagonismo, tem sido alimentado e reforçado por uma pressão crescente por parte dos munícipes que graças ao aumento do seu conceito de cidadania se tornam naturalmente mais exigentes e críticos com a sua cidade e com as condições que esta oferece. Contudo, também não é de negligenciar a competição que se tem vindo a estabelecer cada vez com mais afinco, entre centros urbanos para a atracção de recursos humanos altamente qualificados e de investimentos que representam uma mais valia para o município.

 

Faro é uma cidade que tem um enorme potencial para apresentar um nível de qualidade de vida excepcional, fruto de um vasto número de indicadores naturais de grande relevância para a análise deste conceito. Contudo, Faro, também é possuidora de péssimos indicadores (acessibilidades, ausência de espaços verdes, limpeza, desordenamento) , que conseguem deitar por terra qualquer ambição em apresentar Faro como uma cidade com uma boa qualidade de vida.

 

Faro, como capital de distrito, não pode negligenciar o conceito “Qualidade de Vida”, altamente importante para a sua estratégia de desenvolvimento económico e de planeamento urbanístico.

 

Neste sentido, Faro precisa urgentemente de fomentar politicas concretas que visem o desenvolvimento de um modelo de análise de qualidade de vida e actuar nos indicadores que neste momento são menos favoráveis para a obtenção de um nível de excelência na escala da qualidade de vida.

 

Porque Faro merece!

PELA REGIONALIZAÇÃO, SUBSCREVA A PETIÇÃO!

16/12/2008

Se ainda não assinaste a petição em defesa da Regionalização, que será entregue na Assembleia da República, faz agora! O prazo de recolha de assinaturas termina já no dia 31 de Dezembro.

Esta petição pede para que em sede de revisão constitucional sejam eliminados os condicionalismos excessivos que até hoje têm obstaculizado a implementação da Regionalização Administrativa e exortam os partidos políticos a assumir de forma clara e inequívoca nos seus programas eleitorais a apresentar ao povo português, nas eleições legislativas de 2009, o compromisso de concretizar, na próxima legislatura a criação e a instituição das cinco Regiões Administrativas, correspondentes às actuais NUTs II.

Para assinares a petição clica em http://www.regioes-sim.com onde poderás, como é obvio, ler o texto integral da referida petição, que para além da subscrição electrónica, também está disponivel em suporte de papel.

MÚSICAS PARA RECORDAR

14/12/2008

Recorda-se hoje, Hands on Approach – My Wonder Moon

LENDA DA TOMADA DE SILVES AOS MOUROS

13/12/2008

Reinava em Silves o inteligente e corajoso rei mouro Ben-Afan que numa noite de tempestade, no intervalo das suas lutas contra os cristãos, teve um sonho extraordinário. Um sonho que começou por ser um pesadelo, com tempestades e vampiros, mas que se tornou numa visão de anjos, música e perfumes e terminou pelo rosto de uma mulher, divinamente bela, com uma cruz ao peito.

No dia seguinte, Ben-Afan procurou a fada Alina, sua conselheira, que lhe revelou que tinha sido ela própria a enviar-lhe o sonho e que a sua vida iria mudar. Deu-lhe então dois ramos, um de flor de murta e outro de louro, significando respectivamente o amor e a glória. Consoante os ramos murchassem ou florissem assim o rei deveria seguir as respectivas indicações.

Enviou-o ao Mosteiro de Lorvão e disse-lhe que lá o esperava aquela que o amor tinha escolhido para sua companheira: Branca, princesa de Portugal. Para entrar no mosteiro, Ben-Afan disfarçou-se de eremita e o primeiro olhar que trocou com a princesa uniu-os para sempre. O rei mouro voltou ao seu castelo e preparou os seus guerreiros para o rapto da princesa. Branca de Portugal e Ben-Afan viveram a sua paixão sem limites, esquecidos do mundo e do tempo. O ramo de murta mantinha-se viçoso, até que um dia D. Afonso III, pai de Branca, cercou a cidade de Silves e Ben-Afan morreu com glória na batalha que se seguiu. Nas suas mãos foram encontrados um ramo de murta murcho e um ramo de louro viçoso.

Lenda retirada do site Lendas de Portugal

2 MILHÕES DE EUROS POR HORA!!!

12/12/2008

2 milhões de €uros por hora! É o ritmo a que a dívida externa de Portugal está a aumentar.

Está neste momento calculada em cerca de 353 mil milhões de €uros, praticamente 100% do PIB Nacional.

Fala-se muito do Deficit, fala-se muito da Crise, fala-se muito da Banca mas… esta matéria de crucial importância, que está a levar o país para o Abismo, não se fala nem se debate. Porquê?

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COMO O LOGOTIPO DOS JOGOS OLÍMPICOS FOI IDEALIZADO

11/12/2008

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1000 VISITAS

08/12/2008

À beira de completar um mês de existência, o blog Moura Encantada já ultrapassou as 1000 visitas, contando com uma média de 37 entradas diárias.

Para início de um blog é um score muito animador. Assim, agradeco a todos os que já por aqui passaram e espero poder continuar a contar com a tua visita diária!

MÚSICAS PARA RECORDAR

07/12/2008

Recorda-se hoje Roxette – Listen to your heart de 1989.

LENDA DA MOURA CASSIMA

06/12/2008

Esta lenda passa-se em 1149, na véspera da reconquista de Loulé aos Mouros pelo Mestre D. Paio Peres Correia
Loulé estava sob domínio dos mouros e seu governador tinha três belas filhas Zara, Lídia e Cassima que era a mais nova.

Quando D. Peres se encontrava no exterior da muralhas da cidade pronto para conquistar a cidade, o governador levou as suas filhas até uma fonte onde as encantou, com o objectivo de as preservar de um possível cativeiro. Contudo o governador nessa noite conseguiu fugir para Tânger deixando as suas filhas para trás.

Mas este não conseguia viver feliz ao pensar na pouca sorte das suas pobres filhas. Até que num certo dia apareceu em Tânger um “carregamento” de escravos vindos de Portugal onde se encontrava um homem de Loulé, que o governador não hesitou em comprar.

Já no palacete o mouro perguntou ao Carpinteiro se ele não gostaria de voltar para perto da sua família, este sem perder um segundo disse que sim. Logo o mouro pegou num alguidar cheio de água dizendo ao louletano para ele se colocar de costas para o alguidar e saltar para o outro lado, prevenindo-o que se caísse dentro da água iria-se afogar no oceano, dando-lhe 3 pães (pães esses que continham a chave para o desencantamento das mouras) diz-lhe o que fazer com eles a fim de libertar as suas lindas filhas do encantamento a que foram sujeitas. O carpinteiro salta e como num passe de mágica chega a sua casa abraçando a sua mulher, logo de seguida ele vai até um canto da casa e esconde os 3 pães dentro de um baú.

Passado algum tempo mulher descobre os pães e fica desconfiada por ele estarem escondidos, então ela pega numa faca afim de ver se há alguma coisa dentro deles, espetando a faca num de imediato ela ouve um grito e as suas mãos enchem-se de sangue vindo do interior do pão.

Na véspera de S. João (dia para o encantamento ser quebrado) o carpinteiro estava indiferente à animação pois só pensava em cumprir a promessa por ele feita ao ex-governador, logo que pode pegou nos pães e foi até fonte. Chegando a altura certa este atira o 1º pão para a fonte e grita por Zara, a mais velha das irmãs e uma figura feminina sobe no espaço e desaparece diante dos seus olhos. Logo de seguida atira o 2º e grita por Lídia volta a aparece-lhe outra bela rapariga que desaparece no ar diante dele. Por fim atira o 3º e grita pela filha mais nova do ex-governador, nada acontece, ele volta a grita por Cassima e uma jovem moura aparece-lhe agarrada ao gargalo da fonte, que lhe diz que não pode sair dali devido a curiosidade da sua esposa. Ele pede-lhe desculpa em nome da sua pobre mulher, esta diz que a perdôa e que tem uma coisa para a mulher deste pois jamais poderá sair daquela fonte e atira um cinto bordado a ouro para as mãos do carpinteiro, enquanto desaparece no interior da fonte…

No caminho o Carpinteiro para ver melhor a beleza do cinto coloca-o em redor de um troco de um grande carvalho, mas de imediato a arvore cai por terra, cortada cerce pelo cinto fantástico.

Benzendo-se e rezando o carpinteiro compreende tudo: Cassima dera-lhe o cinto apenas para se vingar! Sua mulher ficaria cortada ao meio, como o carvalho gigantesco!…

Este correu para casa abraçou a mulher e nessa noite não consegui pregar olho com medo que a moura ali aparece-se, mas isso nunca aconteceu. Tal como a moura Cassima lhe dissera não mais poderia sair da fonte. Apenas por vezes, segundo se diz – principalmente nas vésperas de S. João – ela consegue agarrar-se ao gargalo da fonte, e mostrar sua beleza, e chorar a sua dor aos que se aventuram por até lá….

Retirado do site Lendas de Portugal

ILUMINAÇÃO DE NATAL EM FARO – parte 2

04/12/2008

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ILUMINAÇÃO DE NATAL EM FARO

03/12/2008

Tal como no ano transacto o Município de Faro apostou forte na iluminação de Natal da Baixa da cidade (e não só) que apresenta um jogo de luzes bonito e bem enquadrado.

Seguidamente apresenta-se algumas imagens da iluminação de Natal 2008 na Baixa de Faro.

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Parabéns à Câmara Municipal pela boa escolha da empresa responsável pelo trabalho aqui demonstrado.

1º DE DEZEMBRO

01/12/2008

D. Sebastião, um rei jovem e aventureiro, habituado a ouvir as façanhas das cruzadas e histórias de conquistas além-mar, quis conquistar o Norte de África. Na batalha de Alcácer Quibir no Norte de África, os portugueses foram derrotados e D. Sebastião desapareceu. Após o desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, sucedeu-se o Cardeal D. Henrique (1578-1580), que faleceu em 1580, sem ter designado um sucessor. Assim, Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel I Invadiu Portugal e submeteu-o a 60 anos de domínio, designado por “domínio filipino“.

 

Com o primeiro dos Filipes (I de Portugal, II de Espanha), não foi atingida de forma grave a autonomia política e administrativa do Reino de Portugal. Com Filipe III de Espanha, porém, começam os actos de desrespeito ao juramento de Filipe II em Tomar. Em 1610, surgiu um primeiro sinal de revolta portuguesa contra o centralismo castelhano, na recusa dos regimentos de Lisboa a obedecer ao marquês San-Germano que de Madrid fora enviado para comandar um exército português.

 

No início do reinado de Filipe III, ao estabelecer-se em Madrid a política centralista do Conde-duque de Olivares, o seu projecto visava a anulação da autonomia portuguesa, absorvendo por completo o reino de Portugal. Na Instrucción sobre el gobierno de España, que o Conde-Duque de Olivares apresentou ao rei Filipe IV, em 1625, tratava-se do planeamento e da execução da fase final da sua absorção, indicando três caminhos:

 

·  1º – Realizar uma cuidadosa política de casamentos, para confundir e unificar os vassalos de Portugal e de Espanha;

·  2º – Ir o rei Filipe IV fazer corte temporária em Lisboa;

·  3º – Abandonar definitivamente a letra e o espírito dos capítulos das Cortes de Tomar (1581), que colocava na dependência do Governo autónomo de Portugal os portugueses admitidos nos cargos militares e administrativos do Reino e do Ultramar (Oriente, África e Brasil), passando estes a ser Vice-reis, Embaixadores e oficiais palatinos de Espanha.

 

A política de casamentos seria talvez a mais difícil de concretizar, conseguindo-se ainda assim o casamento de Dona Luísa de Gusmão com o Duque de Bragança, a pensar que dele sairiam frutos de confusão e de unificação entre Portugal e Espanha. O resultado veio a ser bem o contrário.

 

A reacção à política fiscal de Filipe IV vai tomar a dianteira no processo que conduz à Restauração de 1640. Logo em 1628, surge no Porto o ” Motim das Maçarocas“, contra o imposto do linho fiado. Mas vão ser as ” Alterações de Évora“, em Agosto de 1637, a abrir definitivamente o caminho à Revolução.

 

Nas “Alterações de Évora”, o povo da cidade deixava de obedecer aos fidalgos e desrespeitava o arcebispo. A elevação do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, bem como o aumento das antigas sisas, fez subir a indignação geral, explodindo em protestos e violências. O contágio do seu exemplo atingiu quase de imediato Sousel e Crato; depois, as revoltas propagaram-se a Santarém, Tancos, Abrantes, Vila Viçosa, Porto, Viana do Castelo, a várias vilas do Algarve, a Bragança e à Beira.

 

Em 7 de Junho de 1640 surgia também a revolta na Catalunha contra o centralismo do Conde-Duque de Olivares. O próprio Filipe IV manda apresentar-se em Madrid o duque de Bragança, para o acompanhar à Catalunha e cooperar no movimento de repressão a que ia proceder. O duque de Bragança recusou-se a obedecer a Filipe IV. Muitos nobres portugueses receberam semelhante convocatória, recusando-se também a obedecer a Madrid.

 

Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar (1581) tinha-se tornado insuportável: nomeados nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal; feito o arrolamento militar para guerra da Catalunha; lançados novos impostos sem a autorização das Cortes. Isto enquanto a população empobrecia; os burgueses estavam afectados nos seus interesses comerciais; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante a impotência ou desinteresse da coroa filipina.

 

Portugal achava-se envolvido nas controvérsias europeias que a coroa filipina estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador, Bahia, em 1624; Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630).

 

Em 12 de Outubro, em casa de D. Antão de Almada, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Decidiu-se então ir chamar o Duque de Bragança a Vila Viçosa para que este assumisse o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal.

 

No dia 1 de Dezembro de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país. Assim, um grupo de 40 fidalgos dirigiu-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos. A Duquesa foi presa e o Secretário morto. Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV, Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de “O Restaurador”, dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança.

  

Fonte: Wikipédia