Jobs for the boys

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Com o aproximar de novas eleições legislativas, voltam as acusações recíprocas entre os dois principais partidos, PS e PSD.
Quando se pede e precisa urgentemente de união, sobretudo Sócrates, com a sua arrogância política e a suas estratégia maquiavelista de estar na vida política, põe em causa o futuro do país.
Augusto Santos Silva acusa os boys do PSD de estarem já a salivar pelo assalto aos postos governativos e da administração pública.
Por sua vez, começámos já a assistir à já habitual nomeação de cargos para a administração pública de forma a salvaguardar o “tacho” dos que temem uma derrota nas próximas legislativas.
É sempre a mesma coisa, desde o início do parlamentarismo em 1820.
Os males do país e da democracia parlamentar, ao fim de 2 séculos, continuam a ser exactamente os mesmos.
António Guterres foi dos poucos que ousou tocar o dedo na ferida, chamando à atenção para a necessidade de qualificar e distinguir o que são cargos de confiança política (leia-se tachos for de boys) – algo perfeitamente legítimo e compreensível, dos cargos de exclusiva competência técnica. Dizia ele, os primeiros,poderão ser objecto de nomeação política, mas os segundos devem ser objecto de concurso público transparente e justo.
Infelizmente, ficou-se tudo pelas meras intenções.
O Estado engorda, aumenta os seus vícios e enche-se, cada vez mais, de parasitas. Assim dificilmente se salvará…
Como remata Zita Seabra, neste seu excelente artigo de opinião, “corre-se o risco de esquecer que tudo está interligado e que dois conceitos (simplificando um pouco) estão na origem de tudo: ausência de ética e de responsabilidade na sociedade, na família e em cada português”.

P.S.-

“Os ratos estão a abandonar o barco (…) Todos os dias o Diário da República está mais grosso, com nomeações de assessores que passam para directores-gerais. Ouvem-se loas diárias às grandes empresas – as Galp, as EDP, as PT – de gente que talvez lá vá parar daqui a semanas. Nas administrações destas empresas, os telefones não param: metade é da gente que está a sair do Governo; a outra metade é da gente que pensa que lá vai entrar. ‘Boys will be boys’…”, Pedro Santos Guerreiro, edição de hoje do Jornal de Negócios (página 3).

(Via Portugal Contemporâneo)

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Uma resposta to “Jobs for the boys”

  1. Pierrot le fou Says:

    Os policias, (que nem têm salários muito altos) não podem ser empresários.
    E os políticos?
    Enquanto a lei permitir negociantes no parlamento a promover leis para os seus interesses, a política em Portugal, não mudará!
    Isto tem que acabar!
    Tem que haver regras e respeito pela Constituição da República Portuguesa!

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