Archive for Agosto, 2011

ERA DE PREVER O OBJECTIVO…

28/08/2011

A ministra do Trabalho alemã, Ursula von der Leyen, considera que a crise pode ser superada com a criação dos “Estados Unidos da Europa”.

“O meu objectivo são os Estados Unidos da Europa, seguindo o exemplo de outros estados federais como a Suíça, Alemanha ou os Estados Unidos de América”, afirma Ursula von der Leyen na edição de hoje da revista alemã Der Spiegel.

Uma união política permitiria, segundo a governante, unificar questões importantes em matéria de política financeira, fiscal e económica, “aproveitando as vantagens da dimensão da Europa”.

No entender da ministra do Trabalho alemã e vice-presidente do partido da chanceler Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), a moeda única europeia não é suficiente para fazer face à competição global.

Ursula von der Leyen também defendeu esta semana a exigência da Finlândia de que os países que beneficiam da ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) apresentem como caução desses empréstimos as reservas de ouro que possuam ou as participações que detenham em empresas estatais.

Em declarações à televisão pública ARD, a governante – que é apontada pela imprensa alemã como uma possível sucessora de Angela Merkel – argumentou que só assim esses Estados “continuarão a envidar esforços para consolidar as finanças públicas”.

Fonte: Diário Económico

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ECONOMIA MUNDIAL COM 50% DE HIPOTESES DE COLAPSO

28/08/2011

De acordo com o prémio Nobel de Ciências Económicas, Michael Spence, a economia mundial tem 50% de hipóteses de entrar em recessão, uma vez que o crescimento da Europa e dos Estados Unidos estagnou.

“Estou bastante preocupado”, disse Spence ontem numa entrevista ao canal televisivo da Bloomberg. “A combinação de uma queda na Europa e nos Estados Unidos, onde se situam uma grande parte das economias industrializadas”, está a contribuir para a previsão deste cenário, analisou Spence, citado pela Bloomberg.

“Tenho quase a certeza de que a queda destas economias irá conduzir à queda do crescimento da China, em particular, e isso irá espalhar-se imediatamente às restantes economias emergentes”, continuou Michael Spence, advertindo que a probabilidade deste cenário ocorrer “é de cerca de 50%”.

A análise de Spence surge após os cortes das previsões de crescimento global de algumas instituições, tais como o Citigroup e o UBS. Os cortes ocorreram no seguimento da reunião dos banqueiros centrais de todo o mundo em Jackson Hole, em Wyoming, que teve início ontem. Ao contrário do sucedido na crise financeira de 2008, quando a China amorteceu a sua queda com um programa de estímulos à economia, desta vez o país apenas será capaz de “acalmar a sua economia doméstica”, refere Spence.

A China “não pode compensar o tipo de quebra na procura que irá surgir com a recessão das economias avançadas”, conclui o prémio Nobel de Ciências Económicas Michael Spence.

Fonte: Blogue “A Máfia Portuguesa”

OS 100 MAIS RICOS PORTUGUESES EQUIVALEM A 20% DO PIB

27/08/2011

Imposto de solidariedade sobre a fortuna. É este o nome dado em França à taxa sobre o património que o país tem em vigor e que varia entre os 0,55% e o máximo de 1,8%.Este imposto incide sobre patrimónios de 790 mil euros ou mais.

Replicar a taxa máxima deste imposto sobre as 100 maiores fortunas portuguesas permitiria ao Estado um encaixe de 576 milhões de euros. É pouco menos que os 630 milhões de euros que o governo vai retirar aos trabalhadores em Portugal este ano à conta do corte de 50% no subsídio de Natal.

Em 2009, os 100 mais ricos de Portugal contavam com um património de 32 mil milhões de euros, cerca de 19% do PIB desse ano. Mas trazer este imposto para a realidade nacional não colhe grande receptividade nos fiscalistas. “Alguns países, poucos, têm impostos globais sobre o património ou sobre as grandes fortunas, mas não são histórias de sucesso”, comenta Sérgio Vasques, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de José Sócrates e professor da Universidade Católica.

Os 25 mais ricos de Portugal viram este ano o seu património avaliado em 17,4 mil milhões de euros, cerca de 10% do PIB, segundo o mais recente ranking elaborado pela revista “Exame”. No ano anterior, os 25 mais ricos do país eram donos de um património que equivalia a apenas 8,7% do PIB.

Fonte: Blogue “A Máfia Portuguesa”

Revisão do processo dos Távoras

19/08/2011

Por curiosidade, no outro dia, encontrei uma tese de doutoramento deste ano de uma brasileira sobre o processo dos Távoras.

Dizia-se que parte do processo se teria extraviado e, ao que parece, terá sido levada pelo rei D. João VI para o Brasil e por lá ficou.

A tese parece-me exaustiva e interessante até porque, no processo de revisão, são invocados vários argumentos jurídicos para repudiar o uso da tortura nos interrogatórios criminais.

Está disponível em pdf neste link http://www.historia.uff.br/stricto/td/1315.pdf

1º FARCUME: FESTIVAL DE CURTAS METRAGENS DE FARO

15/08/2011

Depois da recepção de 31 trabalhos, que terminou no passado dia 5, a organização do 1º FARCUME – Festival de Curtas Metragens de Faro, seleccionou 22 curtas repartidas pelas categorias: Animação, Documentário, Experimental e Ficção e que serão agora exibidas ao público.

Este festival será composto por 3 sessões que serão realizadas nos dias 23 e 30 de Agosto e 6 de Setembro (3ªs feiras), por volta das 23 horas, em Faro, na Esplanada da Sociedade Recreativa Artística Farense e a entrada é livre!

Com actores conhecidos como: Ivo Canelas, Afonso Pimentel, Sara Barros Leitão, Cristóvão Campos, Rita Blanco, Guilherme Filipe, Pedro Barroso, Nuno Brandão, Elisa Lisboa e Maria José Pascoal entre outros, este conjunto de curtas, essencialmente de jovens realizadores e argumentistas nacionais darão a oportunidade aos espectadores de verem e de terem conhecimento dos bons trabalhos que são realizados nesta área em Portugal.

Na 1ª sessão (dia 23) teremos a exibição da categoria Experimental, que se seguirá a 1ª Meia-final da categoria Ficção que fará a selecção das 3 curtas para a Final do dia 6 de Setembro.

Na 2ª sessão (dia 30) será a vez da exibição da categoria Animação, a que se seguirá a 2ª Meia-Final na categoria Ficção que seleccionará mais 3 curtas;

Na 3ª sessão de dia 6, será a vez da categoria Documentário, que se seguirá a final da categoria de Ficção.

A avaliação das curtas será feita pelo voto do público que terá um peso de 40% e pela apreciação do Júri composto por 3 elementos e que terá um peso de 60%.

De referir que as “Pousadas de Portugal” e o “Zoomarine” juntaram-se à iniciativa, promovida pela associação FAR0 1540, garantido estas entidades os prémios às películas vencedoras.

As curtas a concurso são: Suspiro… ; Volant;  Temperar a Gosto;  Manhã Triste;  A Cova;  Senhor X;  O Risco;  Até ao fim do dia; O Profissional; Procurei por ti quando deixei de te ver, ao encontrar-te deixei que desaparecesses; Bats in the Belfry; Bruxas; Homem da Terra; Reflexo da Mentira; Comando; Weakest Part; Os Últimos Dias; Luzes, Câmara, Tortura; Segunda Oportunidade; Matriz; O Artista Enganchado – Artista Puxa Artista Para Debaixo da Ponte.

Mais informações em: http://www.faro1540.org


A Troika em nós

06/08/2011

É bem conhecida a expressão de John Kennedy no seu discurso aos americanos, nos anos 60, quando disse que os cidadãos não devem perguntar o que é que o seu país lhes pode dar, mas sim o que é que cada um poderá fazer pelo seu país. Lembrei-me desta expressão a propósito do plano da Troika para o resgate financeiro de Portugal.
Como cidadãos não podemos assobiar para o lado e fingir que o plano da Troika nada tem a ver connosco e que a culpa de tudo é exclusiva dos maus políticos e maus gestores públicos do país. Isso é, sem dúvida, em parte, verdade. Mas também é verdade que um país não é mais do que um somatório de individualidades e que o comportamento que cada um adopta acaba, de uma forma ou de outra, por influenciar todo o colectivo.
Assim, aqui deixo algumas medidas do que a Troika quereria em nós:
1) Para quem é senhorio, fixar rendas mais baixas, partindo do pressuposto que a agilização das acções de despejo, vai mesmo avançar.
2) Apostar na manutenção do que se tem e menos na aquisição do que ainda não se tem.
3) Concentrar esforços, com o máximo de produtividade possível, no que é mais rentável.
4) Consolidar laços familiares. Existem estudos que demonstram os efeitos nocivos que o divórcio causa à economia, pelo enfraquecimento da capacidade económica para pagamento de dívidas, hipotecas, etc…
5) Cortar em despesas não essenciais e desnecessárias.
6) Deitar cedo e cedo erguer rentabiliza o trabalho e melhora a boa disposição.
7) À medida que o governo demonstra que está a ser criterioso na forma como gere o dinheiro das receitas fiscais, também os contribuintes devem assumir a suas responsabilidades. Por exemplo, em matéria de IVA, as empresas devem fazer um esforço por não usar esses valores que pertencem ao Estado para se auto-financiarem, como se de um rendimento mais se tratasse.
8 ) Dentro das possibilidades de cada um, deverá haver espaço para a solidariedade para com os que mais precisam em virtude desta crise. De preferência, em géneros alimentares, roupas ou brinquedos tudo se aproveita e pode aliviar quem está a passar mal.
9) Consumir e fazer férias made in Portugal ajuda a promover a produção e o emprego nacional.
Assim como a Irlanda aparenta estar a sair da crise com a receita da Troika, estou certo que o mesmo acontecerá connosco. Façamos um esforço, ao menos uma tentativa, por cumprir (para além do que já nos é imposto) um pouco da Troika em nós.