Archive for Novembro, 2011

Faro nos anos 20

24/11/2011

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A FRASE

17/11/2011

Tal como George Orwell disse um dia: “em tempos de corrupção e mentira, o simples facto de dizer a verdade é um acto revolucionário”…

Tomada de Posse do XI Governo Regional da Madeira

09/11/2011

Realizou se hoje a sessão de tomada de posse do XI Governo Regional da Madeira. O site da Presidência do Governo Regional disponibilizou o texto que Alberto João Jardim utilizou no discurso de tomada de posse. Trata-se de um texto repleto de citações de grandes pensadores portugueses e estrangeiros, com várias referências à “pessoa humana” e às conquistas do povo.

Na minha avaliação pessoal, trata se de um brilhante discurso político, dos melhores que ouvi até hoje, revelando o grande conhecimento que Alberto João Jardim tem de política seja ela nacional, internacional ou teórica/filosófica. Alberto João Jardim é um dos poucos políticos que “faz” politica muito ao estilo de Sá Carneiro. No seu discurso por diversas vezes faz referência a este ultimo revelando a sua filosofia reacionaria humana.

Alberto João Jardim citando Henrique Raposo refere que «o regime político português morreu três vezes. Morreu economicamente, porque o Estado consome aquilo que a sociedade produz. A segunda morte é institucional. Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos, é um Estado de Direito falhado, na medida em que a Justiça se transformou num embaraço confrangedor. A terceira morte é a do sistema partidário, porque os Partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade, daí a aversão ao emagrecimento do Estado».

Com o presente regime político-constitucional, os Portugueses «perderam a paz e a segurança de pessoas e bens. Perderam a confiança no depósito seguro das poupanças. Perderam os Valores e a estabilidade que a Instituição Família propiciava ao País. Perderam conceitos de Honra e de vergonha, com os enriquecimentos fáceis e ilícitos, com o reino do consumismo e com a falta de respeito para com o nosso semelhante. Perdemos a capacidade de produzir para o nosso próprio sustento. Perdemos parte da nossa juventude. Perdemos uma classe média, espinha dorsal do País, da estabilidade social e dos Valores nacionais. Perdemos o orgulho no passado e a fé no futuro. Perdemos a segurança na Justiça». Alberto João acrescenta que “Mergulhámos no aborto livre, nos casamentos homossexuais, no divórcio na hora, na liberalização do consumo de droga”.

A parte final do discurso tem várias referências à Autonomia. É um discurso que vale a pela lêr na íntegra.

DISCURSO TOMADA POSSE XI GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA

O Voto e a sua Disciplina

08/11/2011

Numa qualquer sociedade dita desenvolvida o conceito de disciplina é à muito apregoado. Seja a nível social seja a nível económico estas sociedades estão formatadas para o sucesso, mantendo a diversidade da mesma. No entanto estamos a falar do conceito de disciplina sem muitas das vezes entendermos o seu significado. Na verdade o conceito de disciplina pode ter diferentes conotações, dependendo do contexto onde está inserido. Ora vejamos: o conceito de disciplina, no contexto militar, é considerado uma qualidade a ser seguida pelos soldados, com o objectivo de torná-los aptos a não se desviarem de uma determinada conduta padrão, desejável para o bem comum do regimento, mesmo em situações de pressão extrema. No conceito de educação a disciplina pode ser considerada matéria, aula ou cadeira, como também pode indicar a disposição dos alunos em seguir os ensinamentos e as regras de comportamento. Na realidade a palavra disciplina tem a mesma etimologia da palavra discípulo, que significa ” aquele que segue”. É importante entender a etimologia das palavras, isto é a origem da palavra, de modo a evitar erros disciplinares de utilização das palavras. Ora a palavra disciplina deriva de “discípulo” e tanto uma como a outra, ambas derivam do termo latino “pupilo” que por etimologia significa instruir, educar, treinar, dando a ideia de modelagem. Num conceito prático a disciplina é uma aplicação prática de uma determinada conduta, imposta por um determinado conjunto de regras. Ora todo o que seja disciplinado é controlado uma vez que se faz valer pelo conjunto de regras previamente estipuladas. Quando se fala de um objectivo a atingir, estamos a moldar um conjunto de regras de modo a atingir o patamar pretendido. Ora a adopção de determinadas politicas com o objectivo de atingir determinado patamar, no contexto das sociedades, projecta a sociedade para um patamar disciplinado e cumpridor das políticas determinadas, mas mantendo a sua diversidade.

Numa outra vertente o voto é um direito atribuído a um indivíduo com o objectivo de expressar a sua opinião. Essa opinião dependendo da situação ou contexto pode ser expressa de várias formas. Por exemplo num grupo de pessoas a escolha colectiva desse mesmo grupo pode ser seleccionada por um sistema de voto, de modo a encontrar algo em comum. A maneira mais comum de votação é aquela na qual há um conjunto com um número inteiro de opções e cada indivíduo escolhe uma delas, ou seja, cada um vota na sua opção candidata preferida. A opção vencedora é a que receber mais votos. A adopção de sistemas de voto em sociedades democráticas é uma forma de um qualquer indivíduo poder expressão a sua opinião. Do somatório das opiniões individuais resulta a opinião do grupo. A democracia do mundo moderno tem como premissa a existência de um corpo eleitoral periodicamente renovado e de um eleitorado composto por aqueles que têm direito de votar. Não há representação política sem eleição.

Por outro lado parece me que cada vez mais se utiliza os dois conceitos, o voto e a disciplina simultaneamente, fazendo crer que são um conjunto inseparáveis. O que a este novo conjunto traz um novo conceito. Estamos a falar da disciplina de voto. Ora este conceito que se faz crer em situações de opinião controlada. No contexto de grupo, isto quer dizer que a opinião individual de um elemento do grupo é disciplinada para um conjunto de orientações, definidas pelo grupo, mesmo quando o indivíduo não concorde individualmente com essas orientações. Ora se um indivíduo não concorda com as orientações para a qual está a ser disciplinado, afinal o que faz o indivíduo nesse grupo?!…Alem de só contribuir para a quantidade do grupo, na realidade torna-se uma gordura do mesmo. Entendo que é contra a natureza. A diversidade e a originalidade são um dos maiores trunfos da natureza. Alguém conhece um ser vivo que seja igual a outro ser vivo?!…Não vale a pena procurarem porque não existe.

A disciplina de voto é contra a natureza dos próprios indivíduos, uma vez que a moldagem é o oposto da originalidade. Impõe-se voto disciplinar á disciplina de voto.

CAMPANHA: UMA ÁRVORE POR UM “LIKE”

06/11/2011

A “FARO 1540” está a lançar uma campanha ecológica. Por cada “like” na sua página aqui no Facebook vão plantar uma árvore autóctone em terrenos de recuperação florestal.

Colabora clicando no link em baixo e ajudando a divulgar esta iniciativa.

Obrigado!

http://www.facebook.com/pages/Faro-1540/131414876899882

FACTORES QUE INFLUENCIAM A BELEZA

05/11/2011
Vários cientistas andaram a investigar e descobrir quais os 10 factores que mais influenciam aquilo que as pessoas consideram bonito ou não. Assim a lista de factores que influenciam a tua real beleza são:
  1. Simetria – A simetria da face é dos factores que mais influenciam aquilo que consideramos Bonito ou não.
  2. Corpo – Uma boa forma física é importante para tornar qualquer pessoa mais atraente e sexy.
  3. Vestuário – Um bom vestuário realça sempre a beleza de qualquer pessoa.
  4. Sorriso – Um sorriso perfeito complementa qualquer rosto bonito.
  5. Penteado – Nada como o penteado bem escolhido para favorecer uma pessoa.
  6. Pele – Uma pele com um tom branco imaculado ou bronzeada, sempre que bonita, é sempre saudável
  7. Perfume – Um perfume interessante torna sempre alguém mais interessante.
  8. Jóias – Nada torna alguém ainda mais bonita, do que jóias magnificas
  9. Companhia – Com uma boa companhia, todos parecem mais desejáveis.
  10. Personalidade – Uma boa personalidade ajuda sempre a tornar alguém mais sexy.
Fonte: Site Top 10

Entender o Défice Público

04/11/2011

Todos os dias entra pela nossa casa a dentro a palavra défice. Através da televisão, dos jornais e até nós próprios falamos sobre isso. Mas será que realmente sabemos o que isso é?!…Afinal o défice é positivo ou negativo nas nossas vidas?!… Pois bem, deve haver muito boa gente que não sabe realmente do que se trata. Vamos então entender.

A palavra défice pode ter várias conotações, dependendo do contexto em que é inserido. Por exemplo, em contabilidade significa “um saldo negativo”. Num qualquer orçamento significa que, os gastos (despesas) superam os ganhos (receita). Na balança de pagamentos (transacções com o resto do mundo) o défice da balança comercial ocorre quando o valor total das importações supera o das exportações. Défice em conta corrente é um conceito mais abrangente incluindo além das transacções comerciais de um país com o resto do mundo (exportações e importações) as transacções em serviços e as chamadas transferências unilaterais (basicamente doações). No contexto macroeconómico, o défice em conta corrente da balança de pagamentos reflecte a diferença entre a poupança total e o investimento total do país. No mesmo contexto, o défice publico ocorre quando o valor das despesas de um governo é maior que as suas receitas. Normalmente o valor do défice público é expresso em percentagem sobre o PIB do país, permitindo a comparação entre países e a avaliação do excesso de despesa de cada país em relação ao valor da produção.

A equação que define o défice público é a seguinte:

Défice público = variação da dívida do governo + variação do valor dos activos + variação da moeda.

A variação da dívida do governo é equivalente ao gasto do governo menos a arrecadação (via tributação). A variação dos activos expressa as compras e vendas de activos pelo governo e a variação da moeda refere se à variação da Base Monetária. Sendo assim:
– Se défice público 0, então a política fiscal é expansionista.
Segundo John Maynard Keynes o défice orçamentário é um mecanismo anticíclico de equilíbrio económico, em política económica, em períodos de depressão económica, é necessário criar um défice sistemático no orçamento para estimular a economia, e aumentar a taxa tributária em períodos de prosperidade para acumular poupança, desta forma são criados recursos que são aproveitados em investimentos futuros, ou seja, forçar o orçamento de tal forma, que irá manter a economia oscilando, ora para cima, ora para baixo. Quando houver viés de baixa, deve-se forçá-la a subir, ao contrário, quando o viés for de alta, forçamo-lo a baixar, assim existe condição de manipular os índices económicos de tal forma, que sempre será possível fazer a economia deficitária ou superavitária de acordo com as necessidades macroeconómicas, a este processo se dá o nome de orçamento cíclico ou realimentado.

Portanto no contexto em que entra a palavra défice nas nossas casas, o défice é o saldo anual negativo, entre as receitas e as despesas, em percentagem do PIB. As primeiras conclusão que tiramos são, se temos défice significa que nos vamos ter de endividar mais para pagar esse diferencial. Significa então, vamos ter mais dívida. Mas atenção, não há mal em ter défice. Aliás sempre tivemos, nós e os outros. Por outras palavras o défice é um instrumento financeiro de equilíbrio da macroeconomia. O problema reside quando o défice é maior que o crescimento do PIB. Aí o nosso endividamento sobe em relação à nossa produtividade, e neste caso estamos a nos endividar sem obter resultados práticos. Isto justifica a famosa regra dos limites de 3% de défice.

A União Europeia baseou-se no crescimento médio do PIB expectável para aplicar essa regra. Desta forma, limita o endividamento sobre o PIB. Sei também que muitos contestam esta medida dizendo que não permite estimular a economia. Pois bem, basta olhar para o caso português para ver que não é bem assim, uma vez que nós andamos a estimular a economia com défice de 9,3% para termos um crescimento no ano seguinte de 1,1% (expectável) do PIB?!…A má utilização deste instrumento financeiro só aumentou o nosso endividamento sobre a riqueza que produzimos!

Numa opinião pessoal o grande problema de Portugal foi ter défices, ao longo destes 15 anos, sempre superiores ao crescimento do PIB, e sucessivos governos não souberam aproveitar os muitos subsídios para o estímulo da economia, patrocinados pela União Europeia. Agora temos que pagar a factura…