Archive for Janeiro, 2012

Serviço Público

31/01/2012

Instalou-se na sociedade o conceito de segurança perverso. Esta segurança garantida pelo poder político como arma de exercício de poder permitia o planeamento de um futuro próspero. Ao funcionalismo público era garantido melhor renumeração, melhores condições de trabalho e garantida segurança no posto de trabalho. Por outro lado ao funcionalismo não público nunca foi dada a oportunidade de este se prosperar, tornando palco de pouca disputa e muito compadrio a quem fosse alocado nos meandros do Estado. Aliás a sociedade em Portugal sempre foi dividida em três classes distintas: os ricos, aqueles que exercem qualquer tipo de poder, os portugueses, aqueles que se encontram no funcionalismo público e os outros, aqueles que são vistos como portugueses de segunda. Para quem dúvida desta simplória classificação basta olhar para as manifestações do sector público, caracterizando-as como manifestações dos portugueses. Aliás as “pontes” ao trabalho são práticas do funcionalismo público e não dos “outros”. Aos “outros” nunca foi permitida “honrosa” prática.

Durante muitos anos se implementaram práticas de pouco serviço público, uma vez que, independentemente da produtividade no trabalho, a segurança no mesmo era sempre garantida. Os “outros” na realidade, faziam o dito serviço público uma vez que “alinhavam” na latência das estruturas públicas, fazendo se cumprir como portugueses de primeira. Por curioso, aquando da “entrada” da austeridade é pedido aos “outros” que se comportem como “os muito ricos” uma vez que noutros tempos tinham comportamentos irresponsáveis levando o Estado á falência técnica. É o reverso da medalha daqueles que não querem assumir as suas responsabilidades. É perversa toda esta realidade uma vez que aos que “tinham poder” na realidade só se preocuparam em ter mais poder, ficando como espectadores no teatro encenado por “os outros” e por os “portugueses”. O serviço público sempre foi visto como um alocador de colaboradores e não como uma prática para o bem comum, típico de uma sociedade com deficiente formação. Numa radical mudança “teatral”, hoje ao parco serviço público é diminuída a sua actividade, aluziando como um despesismo do sector Estado, incentivando “os outros” a pagar, mesmo com fracos recursos, todas e mais algumas mordomias aqueles que exercem o poder. Aos portugueses por sua vez também é pedida esta “solidariedade”. O que em tempos era segurança hoje também se tornou mais precário.

Conceitos elaborados como produtividade, competitividade e outros terminados em “ividade” são hoje apregoados como soluções para um futuro mais próspero, numa sociedade que não entende minimamente a definição de elaborados conceitos. A educação e a formação devem ser a arma da prosperidade desde que na realidade se eduque e se forme e não se atribuam demagógicos certificados iludindo competências de uma melhor educação e melhor formação. Com a atribuição destas falsas competências a definição dos conceitos elaborados nunca é entendida, utilizando-se práticas contrárias a estes conceitos.

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O que uma bela Moldava pode provocar…

30/01/2012
O que uma distracção causada por uma noite supostamente romântica, uma aventura extra-matrimonial, com uma bela e atraente moldava pode provocar…
– 17 mortos e vários feridos.
– 73 milhões de euros de prejuízos directos decorrentes dos danos causados no barco.
500 milhões de euros em indemnizações.
– danos ambientais.
– danos psicológicos a centenas de pessoas.
– Vidas arruinadas para o resto, incluindo a do próprio capitão.
– Etc, etc.
Um santo do nosso século, S.José Maria escreveu um dia uma coisa parecida com isto “De que tu e eu sejamos fiéis (nas pequenas coisas) dependem muitas coisas grandes”
Neste caso, é mesmo “grande”:
Nem mais…

Estado de Sono Profundo

28/01/2012

Recorrentemente é notícia na comunicação social que diversas autarquias ponderam o corte de iluminação pública em diversos pontos de seus concelhos. Uns mais audazes, alegando razões económicas, já se adiantaram nesta revolução fomentando às populações um estado de “sono profundo”, instigando assim a um “recolher obrigatório”, por um período de algumas horas. Fazendo uma análise económica, é previsível que a economia tenda a piorar, sendo obrigatório aumentar o período de “sono profundo”. Por um lado olhando para o calendário deparo-me que estamos no seculo XXI. Ora o que até á alguns anos atrás o seculo XXI era o seculo da revolução técnica/ideológica parece que afinal essas previsões estavam completamente erradas, uma vez que práticas do dia-a-dia penhoravam o futuro. Entendo que afinal o Homem que se impôs a todos os outros seres na fase da Terra, tornando-se o maior predador, agora não consegue acompanhar as mudanças impostas pelo mesmo. Temos a revolução tecnologia que permite ter uma melhor qualidade de vida mas o Homem, afinal, não tem capacidade de superar os impactos que a mesma tecnologia lhe proporcionou. Por outro lado, actuais concelhos pertencendo á zona de influência das antigas SCUTS, alegam argumentos para a não cobrança do respetivo dízimo enquanto outras alternativas não tiverem as devidas condições de segurança. Pergunto, porque será que aquando da implementação do novo estado de “sono profundo”, as mesmas não implementam outras alternativas que garantam a segurança a um estado de sono mais profundo? Não entendo e não consigo descobrir a logica de atitude deste contrassenso de posições. Talvez a única coisa que leva o homem a ter posições sem nexo seja o “guito” (denominação utilizada por toxidependentes para a palavra dinheiro). Dizem por aí que dinheiro é poder, mas parece que dinheiro afinal, é a droga que leva a um estado de dependência de poder, tendo como efeito secundário a dependência de mais poder. A cura a esta dependência ainda não foi encontrada mas também não há interesse. A patologia desta dependência leva a que o homem perca a capacidade criativa anterior á mesma, ficando reduzido á dependência por mais poder.

Afinal o apagão não é só tecnológico mas sim um apagão ideológico que começou há pelo menos uma década e se manterá por tempo indeterminado.

Como se sobe na política, em Portugal

26/01/2012

José Pacheco Pereiro traça-nos no seu blogue aqui um assustador, mas realísta panorama sobre qual a melhor estratégia de subir no partido ou como é que os “boys”, muitas vezes, sem mérito ou curriculum, vão tomando conta do Estado para, no final, se dedicarem…aos “negócios”…

Viver o dia-a-dia com a demagogia

26/01/2012

Ao analisarmos as mais varias petições que correm por esse país fora, verificamos que muitas delas fundamentadas com base jurídica mas que infelizmente não alcançam o numero de subescritores mínimos necessários para que a petição seja a “arma da democracia”. Por outro lado é notável que outras petições fundamentadas com pouca base técnica/jurídica ou nenhuma e compostas de textos redondos e demagógicos são as que mais números de subescritores têm. Estas últimas normalmente apresentam uma opinião pessoal não contendo elementos de base jurídica que possa ser discutida na assembleia da república. Verificando a ultima petição intitulada “Petição Pedido de Demissão do Presidente da República” que consta, até á data de publicação deste artigo, de 35095 subescritores verificamos o profundo desconhecimento de como funciona a constituição portuguesa e seus respectivos órgãos. De minha interpretação, parece-me que não é possível pedir a demissão do Presidente da Republica, uma vez que este é o mais alto e nobre cargo da nação. Segundo a Constituição da Republica Portuguesa o que está previsto é a renúncia por parte de quem exerce estas funções, Artigo 131º alínea primeira, que menciona que “O Presidente da República pode renunciar ao mandato em mensagem dirigida à Assembleia da República”. Parece-me a renuncia é a intenção pessoal do potencial renunciante do cargo.

O valor da educação e o gosto pelo conhecimento são a base para uma sociedade mais rica e competitiva. Aos 35095 subescritores que perderam tempo a lêr o texto da petição e preencherem respectivos campos de edição da aplicação informática, poderiam ter contribuído, dispensando do mesmo tempo, com uma actividade mais eficiente para a sociedade.

Considero que as ultimas declarações do Presidente da Republica relativo aos rendimentos pessoais que aufere, foram infelizes, mas do mesmo modo, infeliz, não se deve combater estas declarações com armas igualmente infelizes. Do mesmo modo em que a mediocridade está instalada em todos os patamares da sociedade, a demagogia é a sua sombra inseparável.

Faleceu o Padre Júlio Tropa

25/01/2012

Faleceu hoje o Padre Júlio Tropa, um dos homens que mais fez, no Algarve e em particular no concelho de Faro, na área da acção social, em particular no apoio aos mais idosos e às crianças.

Entre muitas histórias que se vão publicando sobre a sua vida frutuosa deestaco esta:
“A autarquia, que lembra a atribuição ao falecido da Medalha de Mérito – Grau Ouro em 2002, recorda a “humildade” que caracterizava o sacerdote, a propósito da homenagem que lhe foi prestada em agosto passado pela Junta de Freguesia de Estoi.
“Depois de teres feito o que devias fazer, considera-te servo inútil”, afirmou na altura, com base numa citação da Bíblia”.
A sua dinâmica, a sua preocupação pela acção social, em geral, e pela situação de cada um em particular, o seu sorriso quase permanente, sempre a falar com todos com um sorriso nos lábios, com uma enorme mansidão e paz, mesmo nos momentos mais complicados.
Hoje, há exactamente 3 anos atrás, o Padre Júlio Tropa (depois de já me ter casado há 10 anos atrás e de ter baptizado o meu 1º filho há 9 anos atrás) estava baptizar a minha filha, em Estói.
Também como advogado pude apoiá-lo em algumas situações concretas, espantado pelo seu dinamismo e pela forma determinada como se metia nas coisas e como fazia mexer as pessoas em favor das suas causas.
Agora, certamente do Céu irá velar pela sua obra social, mas também pelos muitos casais que casou, pelos muitos que baptizou.
Um homem que, nas freguesias de Estói e Santa Barbara de Nexe, começou por ser odiado e acabou amado por cada um dos filhos da terra a quem tratava por tu, conhecia como a palma da mão e a todos procurava ajudar e só não ajudava mais porque o dia, para ele, não chegava para tudo o que tinha por fazer.
Uma referência, um grande exemplo e, por isso, uma grande perda.

Aqui fica o comunicado (muito bom, diga-se) emitido pela Câmara Municipal de Faro

 

Regras para a procura de Emprego

22/01/2012

Nos dias que correm a procura de emprego é quase uma missão impossível. Por um lado porque nossas estruturas educativas não preparam o indivíduo para o mercado de trabalho. Por outro lado o individuo educado com uma visão conservadora não tem a audácia de ser inovador. A procura de emprego e análoga á venda de um produto, devendo o individuo utilizar técnicas idênticas utilizadas por um comercial. Para os mais audazes a proposta de um projecto pode ser uma mais-valia contribuindo para a criação do seu posto de trabalho. Vale a pena ver o próximo vídeo na íntegra.

GLOBAL CITY 2.0

16/01/2012

No âmbito do movimento cívico “Cidades pela Retoma” surge a rede ‘Global City 2.0’ que se traduz num mapa-mundo de sites/blogues sobre ruas, bairros ou cidades, produzidos por cidadãos ou grupos de cidadãos que desejem pensar colectivamente sobre o futuro das suas comunidades.

Nesta rede mundial de movimentos cívicos de cidades, poderemos encontrar noticias, eventos, investigações e ideias existentes um pouco por todo o mundo relacionadas com cidades e comunidades urbanas.

Neste momento estão já mapeados mais de 70 projectos nos cinco continentes.

 

Mais informações clicar em Global City 2.0

PETIÇÃO CONTRA AS PORTAGENS NA VIA DO INFANTE

09/01/2012

Caros amigos,

Está a circular uma petição contra as portagens na Via do Infante, com o título «Petição pela suspensão imediata das portagens na A22/Via Infante de Sagres»

Se não concordas com estas portagens e não olhas para a EN 125, como uma alternativa segura e eficaz, assina a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N18627 e divulga-a pelos teus contactos.