Archive for Março, 2012

Socialismo suicida

24/03/2012

A coligação PSD-PP está no poder há quase 1 ano e, ao fim deste tempo todo, continuam-se a descobrir déficits e delírios de desperdício financeiro em tudo quanto é sítio, incluindo, agora, mais um “monstro” chamado “Parque Escolar” e que, alías, na altura, muita gente avisou que iria dar num enorme buraco financeiro.

A ideia cretina e simplista de que lançar umas quantas obras públicas dinamiza a economia é de uma burrice e insensatez tremenda, sobretudo se o que se pretende é dinamizar a economia a curto prazo.

Além disso, o inverno demográfico faz com que, cada vez mais, as pessoas que vão envelhecendo recorram ao sistema de providência social com a agravante de irem nascendo cada vez menos pessoas que sustentem esse mesmo sistema.

O governo OBAMA tem sido dos mais irresponsáveis, seguindo a linha dos governos socialistas de Zapatero, Sócrates entre outros.

Veja-se o gráfico que aqui deixo.

Em resumo: a crise actual é o resultado de um cocktail que tem como ingredientes o seguinte:

– despesismo cretino de governos de índole socialista

+ ganância e capitalismo exacerbado de setor financeiro

+ diminuição de população ativa com consequente maior pressão sobre o sector da segurança social dos país em crise demográfica

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O distributismo

13/03/2012

o distributismo não é mais do que um sistema económico em que a propriedade privada está bem distribuída, no qual “o maior número possível” é, de facto, proprietário. A melhor exposição do distributismo pode, provavelmente, ser encontrada no livro de Hilaire Belloc, The Restoration of Property (1936). Atente-se no título, O Restabelecimento da Propriedade.

Os distributistas argumentaram que no regime capitalista, a propriedade produtiva era prerrogativa só dos ricos e que isto lhes dava um poder e influência sobre a sociedade muito maior do que aquilo a que tinham direito. Embora formalmente todos tenham o direito à propriedade privada, na prática esta está restrita aos ricos.

Thomas Storck

A constituição portuguesa actual, o sistema democrático actual, o modelo de partidos actuais, com PS e PSD à cabeça, estão definitivamente esgotados.

Há que optar por outro caminho que acabe com a ganância dos especuladores e o egoísmo dos ricos. Como dizia alguém “Se os ricos não acabam com os pobres, mais cedo ou mais tarde, os pobres acabarão com os ricos”.

Sex-addict

05/03/2012

No início deste mês de Março estreou o filme “Shame“, de S. Mcqueen, um filme polémico pelo seu teor softcore, mas também por abordar um tema desconfortável, o da adição masculina ao sexo. De fato, o código genético dos homens torna-nos um pouco pavlovianos nesta matéria e a utilização hodierna e até à exaustão da figura da mulher-objecto, de forma cada vez mais sofisticada, difusa e intensa na publicidade, na moda, na ciber-pornografia e nos media em geral acaba por acicatar e reforçar ainda mais esta tendência masculina. O problema maior, porém, sucede quando, de tendência, se torna em vício.

Pedro abrunhosa ou David fonseca já tinham abordado esta temática, de forma muito direta, nas suas canções “Diabo no Corpo” e “Sex Freak”, onde o primeiro diz “Escondo um louco no meu corpo”e o segundo “Everything I think ends up in sex” , mas no cinema ninguém o tinha feito de forma tão indiscreta como “Shame”. Brandon, o seu protagonista, é um yuppie bem sucedido viciado em pornografia, prostitutas e “one-night stands” até ao dia em que o seu vício é confrontado pela sua irmã que, contra a sua vontade, o tenta ajudar. O filme mostra-nos o inferno interior, a degradação humana e a solidão em que a personagem se confronta depois de satisfazer momentaneamente o seu vicio. Interessante também a adaptação de Peter Gabriel a uma música dos Arcade Fire intitulada “My body is a cage”, onde numa balada triste se diz  “Meu corpo é uma prisão que me impede de dançar com aquela que amo”.

Como refere Cesare Guerreschi, no seu livro “As novas dependências” hoje “existe (….) um paradoxo: a nossa sociedade fundamenta-se na não-dependência, no entanto, a dependência (…) é de tal modo incentivada, que se torna no ar que se respira sem se dar conta. No caso dos homens esta dependência traz muitas e graves consequências negativas quer ao nível da realização pessoal, levando a depressões; quer ao nível famíliar, estando por detrás de muitos abortos, pedofilias, divórcios, etc; quer ao nível económico (falências, má gestão e baixa produtividade laboral), quer, por fim, até ao nível político, ao arruinar carreiras (veja-se o caso de Strauss-Kahn) e isto já para não falar no caso do malogrado comandante do cruzeiro do Costa Concordia, seduzido pela sua atraente amante moldava.

A utilização do sexo como forma de manipulação do homem é algo de assustador e preocupante porque pode arruinar uma vida. Como alguém dizia, em relação ao corpo do homem, ou este o domina ou se deixa dominar. No entanto, há um erotismo bom, uma forma de atracção do corpo em que este não se torna motivo de escravidão mas sim de sublimação e elevação. Por exemplo, o livro “Cântico dos Cânticos” mostra-nos precisamente o amor carnal como manifestação e participação do próprio amor divino que nos dá a felicidade.

Mas, como dizia a recentemente falecida Whitney Houston, o pior inimigo reside no pior que há dentro de cada um.

P.S.- Aqui fica a balada lindíssima de Peter Gabriel

A Politica tem destas coisas…

04/03/2012