Archive for Abril, 2012

Paul Ryan- Um economista realista

28/04/2012

O congressista republica Paul Ryan tem-se vindo a notabilizar, nos últimos tempos, como um homem que combate ferozmente as políticas expansionistas/socialistas de Obama desmontando e desmascarando, de forma convicta e muito bem fundamentada, os enganos e perigos dessas políticas.

Eis aqui uma breve apresentação sobre o seu pensamento e argumentos contra o déficit público. Mais realista não se pode ser

A revolução está em NÓS.

25/04/2012

Comemorou se hoje mais uma data histórica em Portugal, o 25 de Abril de 1974. Independentemente do modo como foi comemorada esta data, uma coisa é certa, graças á revolução em causa, cada um de nós pode faze-lo como entender. É um dos direitos adquiridos. Não querendo fazer uma exposição histórica do seu significado, do 25 de Abril, prefiro nesta data fazer pequenas reflexões sobre os dias de hoje e os dias de então. Como todos sabem, atravessamos hoje momentos socio-economicos e mesmo políticos, de extrema dificuldade. É uma das consequências do 25 de Abril. Recordo que Portugal, em tempos de ditadura, sempre passou ao lado de todo o que existia pelo mundo, tenha sido guerras ou prosperidade económica. As revoluções acontecem quando existem na sociedade grandes desigualdades entre classes. A fome, a precariedade, o desconforto, a falta de prosperidade são alguns dos fortes factores que podem ser indiciadores de uma revolução. É sempre bom estarmos em alerta.

Do estado castigador ao estado protector, o Portugal de hoje é muito diferente de então. O conceito de estado social implementado por países da Europa ocidental é hoje um dos grandes pesos que atravessamos. Implementado em alturas de grande prosperidade económica, hoje é um fardo que as actuais economias não conseguem suportar. Em Portugal o estado protector é mais um estado atrofiador tendo seus tentáculos em todas as áreas estratégicas não com uma cultura de regulador mas sim como portas que não se abrem a uma prosperidade que todos desejamos.

Para aqueles que se querem identificar como donos do 25 de Abril, estão hoje com indícios de falta de lucidez sobre o seu significado. A maior diferença entre a democracia e a ditadura é o dono da liberdade. Em democracia o dono da liberdade somos nós próprios mas atenção, a nossa liberdade acaba quando interfere na liberdade do próximo. Ao contrário do que muitos pensam, a liberdade não é um direito tão adquirido como se pensa. A falta de transparência, a falta de rigor, a falta de comunicação dá-nos a ligeira sensação de querer ocultar o que não deve ser ocultado. Temos hoje a noção de que vivemos momentos de grande corrupção mas na realidade a informação que vamos tendo sobre casos de grande corrupção em Portugal, deve se ao 25 de Abril. Em ditadura o rácio de corrupção é muito maior, mas como não existe fuga de informação, porque a liberdade tem dono, parece nos que não existia. Muito pelo contrário.

O Portugal de hoje é muito diferente, pelo menos em imagem, de outros tempos. Mas a revolução ainda não acabou. Existem muito para fazer, muito que discutir, muito que implementar. Não são as grandes obras públicas, entendido por alguns como um grande dinamizador da economia, mas sim “obras” ao nível do reformador, do qualificador e de uma economia mais próspera. Repare que ainda hoje o nível de escolaridade da população é preocupante, independentemente dos biliões que se gastou e se continua a gastar. Muito se tem de fazer em relação á educação em Portugal, porque a democracia só funciona se houver participação daqueles que vivencias esses tempos. Na realidade a falsa qualificação que se anda a certificar é um factor que contribui para uma democracia menos democrática.

Auto medicação…Diagnostico Primeiro

22/04/2012

Imagem

Seja Gestor…do seu Tempo

20/04/2012

É comum em conversas com amigos ouvirmos as mais diferentes expressões, fazendo nos parecer que são pessoas muito ocupadas. “Não tenho tempo para nada…” ou “…não posso, tenho cenas para fazer…” ou “…ando tão ocupado que não tenho tempo para dormir…” ou mesmo “…ando a dormir pouco…estou cheio de trabalho…” ou ainda “…24 horas por dia é pouco para mim…precisava de mais tempo…” ou mais ridículo “…um dia deveria ter 48 horas…”. Com tudo parece-me que falta definir de uma vez por todas, que um dia tem 24 horas. Não são mais nem menos. O princípio de nos mentalizarmos deste intervalo de tempo é um passo para adquirir uma determinada regra e rigor em nós. Os relógios são todos cronometrados para realizar contagens de tempo com algum rigor e é para todos. Mesmo que não se encontrem sincronizados todos eles fazem a cronometragem de 1 minuto, de uma hora, de um dia. Sejamos claros, um dia tem 24 horas e temos de nos organizar para este intervalo de tempo.

Vamos então considerar um individuo que na realidade anda muito ocupado. Um individuo que exerça uma actividade laboral diária e esteja a melhorar a sua formação, isto é, que estuda. Uma das regras de uma pessoa saudável é dormir em média 8 horas por dia. Podemos considerar que se dormir algumas vezes 6 horas deve repor a falta noutro dia. Continuando, 8 horas para trabalhar, hora e meia para refeições diárias, 5 horas para ir às aulas mais 2 horas para estudar em casa, diariamente. Até aqui temos 23 horas e meia totalizadas. Não esquecer que estamos a falar de um individuo muito ocupado na realidade. Verificamos que sobra meia hora diária para outras coisas. Não consideramos o tempo despendido em deslocações. É um factor a ter em conta uma vez que a qualidade de vida é um factor preponderante para uma vida saudável. Qualquer caso em que as deslocações demorem mais de 20 minutos seja a pé ou em qualquer tipo de veículo motorizado, considero que é tempo não útil, logo quem se encontrar nestas condições deve repensar as distâncias entre os diferentes pontos que exigem nossa presença. Recordo que o nosso individuo ocupado é uma pessoa saudável e que procura uma qualidade de vida melhor. Entendo que qualidade de vida não é ter um conjunto de serviçais para realizarem tarefas por nós. É um conjunto de factores e características que nos fazem sentir saudáveis, sorridentes, descontraídos, com mais saúde, e que sejamos nós próprios a definir essa qualidade de vida, quanto baste.

Repare que até aqui ainda não falamos de actividades sociais. Só falamos de actividades que estejam directamente dependentes do individuo e não da sociedade. Nosso individuo é uma pessoa bastante ocupada. Logo é natural que nos dias uteis esteja nas suas diversas actividades. Para o fim-de-semana deixamos espaço para essas actividades sociais uma vez que não temos de exercer a actividade laboral ou ir á escola/universidade. Recordo que estas são as que dependem de nossa presença.

Estamos no fim-de-semana e devemos alargar um pouco o tempo por actividade. Fazendo o somatório de tempo por actividade, 9 horas para dormir, vamos considerar agora 2 horas para refeições, é fim-de-semana e temos de descansar, restam nos ainda um total de 22 horas livres para fazermos o que entendermos. Ora se não tivesse considerado 1 hora a mais por refeição e 1 hora a mais para repor actividade cerebral em relação aos dias úteis, tínhamos um dia completo por semana para actividades sociais. Ora está se mesmo a vêr que parece que existe qualquer coisa aqui de errado. Mas como é que aparece tanto tempo livre, num individuo muito ocupado?!Não será melhor voltarmos atrás e fazermos outra vez o somatório?! A reposta é simples, Não.

Acho que o leitor neste momento está um pouco cético com esta conversa toda. Não esteja. Repare que esta simplificação na contabilização dos tempos por actividade serviu para demostrar o tempo efectivo por actividade. Claro que há sempre atrasos ou imprevisto ou outros factores diversos. Mas nós acima de todo somos gestores do nosso tempo. As actividades descritas são aquelas que o indivíduo tem obrigatoriamente que estar presente. Por que razão, parece-lhe que o tempo não chega para nada?!… A resposta também é simples: por falta de gestão do próprio tempo.

É prática corrente não sermos educados para cumprir regras e estabelecer algum rigor. Logo nosso cérebro divaguei-a por não estar “disciplinado”. A noção da “falta de tempo” vem do tempo despendido por excesso, em relação ao tempo efectivo por actividade, não compensando o excesso, logo fazendo um somatório de excessos de tempo ficamos á margem do intervalo de tempo disponível diário, as 24 horas. Por exemplo, se sua entidade patronal necessita de mais tempo, tudo bem, mas não se esqueça que foi contratado para aquelas horas diárias. Logo o tempo excedente deve ser compensado, seja monetariamente ou privando a entidade patronal do tempo excedente noutro dia da semana. O leitor faz sua preferência. Parece conversa fíada mas repare que estamos a falar do seu tempo. E o leitor deve ser gestor do seu tempo e não ser condicionado por outros factores que não o leitor. Repare que quando está em aulas, entra na aula ao “toque da campainha”, saí também ao “toque da campainha” e existe aqui uma pequena tolerância, sensivelmente 5 minutos. Repare que não é uma tolerância contabilizada em horas mas sim em minutos. Esta tolerância serve mesmo para outros factores imprevistos. Estabeleça tolerâncias fazendo as compensações devidas.

A metodologia apresentada serviu só para estabelecer um factor comparativo com o seu dia-a-dia. Claro que outros comparativos se podem estabelecer mas que sejam coerentes com o seu dia-a-dia. Se se identificou com alguma das situações expostas, tenha a noção que precisa de definir prioridades no seu dia-a-dia. Deve ter em conta, estabelecer o seu índice de qualidade de vida. Com certeza que o leitor deseja ser um individuo saudável. Vivemos rodeados de escolhas e esquecemos das escolhas com que nos rodeamos, outras vezes fazemos por esquecer e no fim quem gere as escolhas somos nós. Temos de viver com as nossas escolhas e deixar o tempo correr. Só corre atrás do tempo quem nada pode fazer. Acima de tudo, seja gestor do seu tempo.

Pedagogia Financeira Aplicada

17/04/2012

Taxa de juro, Spread, TAN, índice de confiança, rating, indicadores, são alguns dos termos aplicados em engenharia financeira que têm definições próprias, dependendo do contexto em que estão inseridos. Para um individuo comum o não domínio destes conceitos leva muitas das vezes que tome praticas, inconscientemente, menos indicadas, levando em muitos casos á ruina financeira. Muitos são os artigos de economistas e gestores, opinando sobre os mais diferentes temas económicos, que abundam na comunicação social. Mas falta um pouco de pedagogia. Ora nem todos sabemos destas coisas e muitas das vezes as opiniões nem sempre ajudam á compreensão.

Agentes económicos abundam-nos com créditos e mais créditos sem, pedagogicamente, informarem dos custos inerentes. O propósito deste pequeno artigo é entender qual a melhor metodologia financeira na aquisição de um produto ou serviço. O que será melhor adquirir um determinado produto/serviço, isto é comprar, ou adquirir determinado produto/serviço mediante um “leasing”?!… Vejamos então dois casos práticos:

  • Comprar Serviço/produto

Após 5 anos de casamento, Paul McCartney pagou à sua mulher, Heather Mills, nada mais, nada menos que 49 milhões de dólares. Assumindo que tenham feito sexo TODAS as noites durante esses 5 anos (coisa muito improvável), a relação custou a McCartney 26.849 dólares por noite. A próxima fotografia é da Heather.

  • “Leasing” de Serviço/produto

Por outro lado, Kristen, a prostituta que apanharam com o Ex-Governador de New York , Elliot Spitzer, cobra a extravagancia de 4.000 dólares por noite. Se Paul McCartney tivesse “contratado” a Kristen durante 5 anos, ter-lhe-ia pago 7,3 milhões de dólares para ter sexo TODAS as noites (coisa bastante provável), com uma poupança total de 41,7 milhões de dólares. A próxima fotografia é da Kristen.

Tendo em conta o valor acrescentado desta operação, á que considerar que Kristen tem 22 anos, nunca tem dores de cabeça, faz tudo o que lhe pedires, não se queixa, não te faz nada que não desejes. Tudo isto, por uma sétima parte do custo total, sem encargos adicionais.

Como vêem, a lógica financeira é indesmentível: A operação de compra tem em conta diversos factores de influência, nomeadamente disponibilidade financeira imediata. Por outro lado a operação “leasing”, apesar das semelhanças de uma operação de aquisição imediata e prolongada no tempo, trata se de uma operação ponderada, analisando todas as variáveis adjacentes. O “leasing” é uma operação financeira mais lógica e racional, do que a compra.

Encontro com deputado Cristovão Norte

15/04/2012

Estive ontem numa sessão de esclarecimento do deputado pelo PSD, Dr Cristovão Norte, na secção de S.Brás de Alportel.
Confesso que fiquei bem impressionado pelas ideias manifestadas pelo deputado e, em particular, no que diz respeito à necessidade de reforma do sistema de acesso aos lugares de dirigentes da administração pública de forma a assegurar que a sintonia política com o governo não acabe por prejudicar a qualidade técnica, nem tão pouco seja prejudicada pela falta de integridade dos escolhidos.

Se a prática fôr tão boa e coerente com a teoria diria que temos aqui um bom deputado, com espírito aberto e atento aos desafios dos novos tempos.
Por pouco, ía-me convencendo a aderir à causa da regionalização, numa versão diferente que garanta e assegure a redução de custos e permita uma gestão mais integrada das políticas regionais.

TDT – Oportunidade mas para alguns

15/04/2012

ImagemA implementação da Televisão Digital Terrestre é uma consequência de uma directiva da União Europeia, com o objectivo de libertar espectro electomagnético em toda a Europa. Como o espectro electromagnético está saturado com os mais diversos serviços de telecomunicações, neste novo sistema de distribuição de sinal de televisão passamos a ter espaços radio-eléctricos disponíveis para a implementação de novos serviços de dados, nomeadamente Internet móvel baseado em LTE. Vamos já desfazer o mito: o 4G não é a mesma coisa que LTE, segundo a 3GPP. A premissa do LTE é menor latência nas comunicações e obviamente maior velocidade na transferência de dados, em sistemas móveis celulares. Para meu espanto, porque motivo se vende uma coisa que não o é?! A futura tecnologia 4G(de quanta geração) é um sistema de comunicações móveis para sistemas celulares  baseado em LTE Advanced, segundo a 3GPP. Este último ainda não se encontra definitivamente standarizado mas prometendo velocidades até 1Gbits/s, em baixa mobilidade.

Mas, voltando á TDT, vamos entender algumas siglas correntes. Este sistema é baseado na tecnologia DVB-T com norma para a codificação do vídeo em MPEG4-H262, em Portugal, e o som em AAC. Com esta tecnologia é possível transmitir canais com definição SD (576 pixeis) e HD (720 pixeis), por opção em Portugal e com som surround. Para aqueles que andam confusos com estas terminologias, o DVB-T é um conjunto de regras que permite transmitir dados digitais, o MPEG4-H262 é um sistema de codificação de sinal de vídeo, permitindo enviar mais informação digital com menos espectro, optimizando a mensagem digital. SD e HD tem haver directamente com a largura da imagem que é transmitida, medindo a sua definição pela largura de tela. Por ultimo o AAC é um codificador de sinal de som, idêntico ao conhecido MP3 mas mais eficiente, isto é, melhor qualidade com menos bits necessários.

Todas estas terminologias referem se a tecnologias de ponta e que envolvem mais processamento, logo os equipamentos descodificadores (Set_Top_Box) também são mais caros comparativamente com outras normas de codificação. Na Europa a implementação da televisão digital terrestre foi um processo gradual, que demorou em alguns países vários anos, alguns 10 anos, e fortemente apostados na disponibilização de novos serviços, televisão não paga, televisão com subscrição e promovendo a distribuição de canais de televisão digital tanto de âmbito nacional, regional e local. No geral a oferta de pacotes de canais de televisão é bastante diversificada.

A implementação da TDT em Portugal foi um processo estranho e não menos transparente. A anterior oferta de canais, em sinal analógico, mantém se, inovando só no guia de programação de canais. Por outro lado não entendo, com a massificação dos televisores de LCD com formato 16:9, se opte por transmitir conteúdos em formato 4:3, distorcendo a proporcionalidade das imagens. Alem disso a pouco informação da fase de transição, de 2009 a Abril de 2012, foi parca acompanhada de uma publicidade de igual modo parca, sendo em alguns casos tendencialmente ameaçadora. A oferta de canais temáticos, ainda que seja do operador publico de televisão, é uma questão que definitivamente não está em cima da mesa.

Com uma publicidade agressiva e em muitos casos enganadora o numero de novos clientes para serviços de televisão digital paga cresceu exponencialmente. Como um simples espectador e consumidor de televisão pode constatar que a entidade reguladora para o efeito teve e continua a ter um comportamento de uma avestruz padecendo de uma patologia ensurdecedora.

Estamos a menos de 2 semanas do termino de uma revolução (televisão analógica policromática) que mudou as nossas vidas e o mundo. O que outrora se mostrava com orgulho e audácia, hoje a troco de umas dezenas largas anuais de euros, por cliente, de serviços de televisão, oculta se o que de mais inovador e tecnologicamente avançado existe, relativo á televisão digital terrestre, cegando a cega sociedade em que vivemos.

Portugal Candidato a Prémio Nobel

15/04/2012

Portugal Candidato a Prémio Nobel

Pessoas Inteligentes…Fazem destas coisas!…

14/04/2012

Estamos numa altura da conjuntura politico/social que o apelo a soluções inteligentes e criativas são uma mais valia para o sucesso. Enquanto uns para se enaltecerem preferem apelidar outros de ignorantes, ou “não sendo capazes”, sem na realidade apresentarem soluções inteligentes e criativas, outros inspirados na sua “ninfa”, conseguem apresentarem trabalhos de uma criatividade extrema. Vejamos então:

Proposta de Novo Acordo Ortográfico

14/04/2012

ImagemTem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas. É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se?!…O que estão lá a fazer?!…Aliás, o qe estão lá a fazer?!…Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade. Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra. Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?!…Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”. Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”. Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”. Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z” .

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k” .Ponha um q. Não pensem qe me esqesi do som “ch”. O som “ch” será reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”?…Ninguém, pois não?!..O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa .

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”. Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural. No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente .

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”- ixtu é lójiqu?!…Para qê qomplicar?!…Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto?!…Maix uma letra mud a qe eliminamox. É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem ! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex?!…Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?!…

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!…Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox. A qextão a qoloqar é: á alternativa ? Se não ouver alternativa, pasiênsia. É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer. Max, em outrox qazos, á alternativax.

Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax lê-se “u” e outrax, lê-se “ô” . Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! qe é qe temux o “u”?…Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil!…Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu. Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”. Sempre. Simplex i sem qompliqasõex. Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” – pur “ainx” i “õix” pur “oinx”. Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu. Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?!…