Da maturidade ou imaturidade do Zé Povinho

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Há uns dias atrás o Engº Macário Correia proferiu uma declaração arriscada mas audaciosa.

Disse ele que não tem obra de grande monta para mostrar porque andou estes 4 anos a tentar pôr ordem na casa e a sanear as finanças da Câmara Municipal de Faro.

O povinho tem que começar a habituar-se à ideia que ser bom governante não é mostrar betão feito e dívidas no banco. Ninguém pode esticar demais a corda só com o objectivo de ser reeleito ainda que tenha de pagar o preço da hipoteca das gerações vindouras.

Veja-se o exemplo das regiões autónomas espanholas. Na ânsia de serem reeleitos, os presidentes lançaram-se em grandes obras. Agora, regiões como a comunidade Valenciana estão tecnicamente falidas, entre muitas outras.

A actual crise é um momento de provação para o eleitorado:

– Ou prova ser maduro e crescido ou prova ser pavloviano, primário e instintivo.

Se Passos Coelho tivesse feito campanha, nas últimas eleições legislativas, dizendo que iria cortar os subsídios de férias e natal nos próximos anos, que iria criar uma sobretaxa de IRS em Dezembro do ano em que foi eleito, que iria aumentar o IVA da electricidade e da restauração, teria ganho à mesma as eleições ?

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