Archive for Setembro, 2012

REABILITAÇÃO URBANA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

27/09/2012

A “FARO 1540” vai promover no dia 19 de Outubro (6ª feira) a 3ª edição do seu Seminário de Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável, que vai decorrer no auditório do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (Campus da Penha).

Esta ONG, através das comunicações que serão apresentadas por um conjunto de especialistas, procura fomentar um debate profícuo e objectivo, bem como informar os participantes de forma esclarecedora sobre as tendências e as matérias que giram em torno das temáticas abordadas no decorrer do Seminário e que este ano vão incidir essencialmente nos conceitos de Património e Identidade, Marketing e Economia Urbana, Revitalização e Regeneração Urbana, Coberturas Ajardinadas e Jardins Verticais e Edifícios “verdes” de alta performance.

Para a “Faro 1540”, a reabilitação de edifícios degradados e a requalificação de ruas, passeios e praças é visto como uma ferramenta fundamental para a coesão da cidade, aumentando os seus níveis de qualidade de vida, atractividade e competitividade económica contribuindo de modo efectivo para a sua sustentabilidade e reforço da sua identidade e história. No entanto, apesar de ser amplamente referenciada e debatida, a reabilitação urbana, não tem tido a aplicabilidade e a dimensão desejada, quer por falta de políticas incentivadoras, quer por falta de sensibilização e excesso de burocracia e entraves vários, tendências que importam serem alteradas, em prol da desejada sustentabilidade económica e ambiental das nossas cidades.

Ainda sobre esta matéria, é de referir que a crise económica e financeira que agora estamos a atravessar é fruto de um desenvolvimento pouco sadio e baseado num conceito de capitalismo selvagem e sem ética, visando a maximização do lucro fácil em detrimento da qualidade de vida dos cidadãos e pelo respeito com o ambiente e seus recursos naturais. Para se ter uma pequena noção do que se passa, é de frisar que apenas 2% dos fluxos mundiais de capitais está relacionado com a economia real. Ora isto é incomportável e o resultado está à vista! É urgente surgir uma nova economia e uma nova mentalidade que respeite o cidadão, que vise o seu bem-estar e que crie simbioses com o ambiente. Só assim será possível salvaguardar os recursos naturais e salvaguardar com qualidade e respeito a existência do ser humano e as gerações vindouras, sem nunca esquecer que apesar de este ser um problema global, as respostas mais eficazes são as que ocorrem à escala local.

As inscrições já se encontram abertas e os interessados poderão inscrever-se e consultar o programa do seminário no site desta associação em: www.faro1540.com

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Processo de Sócrates Arquivado

23/09/2012

E é esta a justiça do nosso país…Por favor, não gozem mais com a malta!!!

Cursos “FARO 1540” a começar em Outubro

19/09/2012
A “FARO 1540” no âmbito das suas atribuições e objectivos, vai ministrar na sua sede um conjunto de cursos, cujo início se prevê na 2ª semana de Outubro. O número de alunos será relativamente pequeno, entre 8 a 10 (à excepção das aulas de Guitarra e/ou Baixo que serão grupos mais pequenos).

Estas aulas/cursos terão um carácter informal e visam enriquecer o grau de conhecimentos do formando, procurando ao mesmo tempo contribuir para a sensibilização e formação do formando nas matérias em que se inscreve.
Estes cursos estão especialmente dirigidos para todos aqueles que não tendo a sua formação base nas áreas em que se inscrevem têm gosto e interesse em aprofundar os seus conhecimentos nestas matérias.

Os interessados poderão solicitar mais informações e deverão com a maior brevidade possível efectuar uma pré-inscrição enviando um e.mail para <geral@faro1540.org> a indicar qual o curso ou cursos que pretendem frequentar para posteriormente se ajustar o horário.

A aceitação das candidaturas far-se-á pela data da recepção das pré-inscrições.

Inscreve-te já!

QUO VADIS PORTUGAL?

09/09/2012

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Começo seriamente a duvidar da existência de um futuro risonho para Portugal e para os portugueses.

Onde está o dinheiro do caso BPN? Para quando um travão sério na mamagem das parcerias público-privadas? Porquê que só o povo português é que tem de assumir responsabilidades dos disparates que foram feitos?

Assim não vamos lá!

Um novo paradigma

09/09/2012

Nos últimos 25 anos assistimos à queda de dois muros, o de Berlim, simbolo do comunismo e o da Lehman Brothers, simbolo do delírio bancário e financeiro que caracterizou a época áurea do capitalismo exacerbado.

De facto, os bancos e as financeiras apelaram a um consumismo desenfreado das pessoas, na ânsia do ter mais coisas, uma casa mais confortável e com mais comodidades, um carro de maior cilindrada e de marca mais vistosa, etc. Já sabemos no que deu este delírio. Agora com os bancos a necessitarem de ajuda, que os países e os consumidores endividados acordaram da ilusão em que viveram, cabe-nos a todos pagar a factura da crise, apertando o cinto cada vez mais. O que é certo é que toda esta nova conjuntura está a criar um novo paradigma social, económico, e financeiro.

Ao nível social, verificamos que uma das consequências da crise actual reside no agravamento da (já anteriormente existente) crise demográfica, com a redução do número de nascimentos, com consequências graves ao nível quer da sustentabilidade do sistema de contribuições para a Segurança Social, quer da colocação de professores em virtude da diminuição drástica da população escolar. Outra das consequências, ao nível social, reside no recurso a novas formas de solidariedade, com particular destaque para as trocas directas, entre pessoas e famílias de bens, serviços ou alojamentos. Livros, roupas, brinquedos, material informático, móveis, electrodomésticos, etc. incluem-se nesta nova forma de transferência de bens, utilidades e serviços que, ainda assim, tem de ser mais aperfeiçoada, apesar do muito que já se avançou nesta área na internet e através das IPSS’s. O reforço dos laços familiares é curiosamente outra das consequências a que estamos a assistir como consequência da crise verificando-se, por um lado, a diminuição do nº de divórcios e, por outro, a manutenção (ou regresso) dos idosos às suas casas de família. O recurso ao crédito agilizava o divórcio, permitindo a aquisição de novas casas, acompanhada pela troca de parceiro. Agora, mesmo os casais que vivem com problemas conjugais entre si, tentam ultrapassá-los, havendo uma maior tolerância e compreensão de forma a manterem a solidez económica da família. O “El Dorado do céu na terra” oferecido por financeiras e bancos ajudava a incutir nas pessoas a ideia de que também no seu relacionamento afectivo seria possível encontrar um parceiro melhor, com menos defeitos e mais qualidades, tal como acontece com os carros, telemóveis e pc’s, e se fosse necessário refazer a vida, lá estaria o banco para oferecer mais um crédito.

Ao nível económico, verificamos quer o encerramento de muitas empresas, quer a sua reconversão apostando em outros nichos de mercado e reduzindo pessoal. A ideia de produzir bens, casas, eletrodomésticos, carros, entre outros em catadupa promovendo o desperdício e o endividamento, era claramente um exagero, aliás, chocante se pensarmos que em outras partes do mundo mais desfavorecidas, em particular no hemisfério sul, muitos morriam com a falta do que outros,em países do hemisfério norte, esbanjavam.

Esta nova conjuntura, para uns, convida ao desemprego ou ao trabalho em part-time ou com horário reduzido, uma vez que as exigências de produção não serão tão grandes enquanto que, para outros, implicará trabalhar mais horas e mais intensamente. Com menos trabalho ou mais trabalho por menos preço, também o Estado sofre porque recolhe menos impostos e caímos num circulo vicioso.

O mais chocante é que quer os bancos, quer uma minoria de milionários continuam a abusar da sua sorte, tentando obter mais rentabilidade, ainda que à custa da miséria dos outros. Por isso, sobre estes há que ter a coragem de também adoptar medidas.

BARÓMETRO POLÍTICO DE JULHO 2012

05/09/2012

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