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Estar-se a “marimbar”

30/07/2014

Desert

No atual contexto de crise que ainda vivemos, aqui no Algarve (e provavelmente em outras zonas do país) é chocante ver a quantidade de gente que se está a completamente a “marimbar” para quem passa mal.
Não falo só do abandono de idosos nos lares, sem visitas e sem que alguém da sua família mostre interesse e carinho. Falo também do alheamento da esmagadora maioria das pessoas, em particular, daquelas que, fruto do seu trabalho ou de heranças, têm mais possibilidades financeiras e mais poderiam ajudar quem mais sofre com o desemprego, a falta de comida para alimentar os filhos, de dinheiro para pagar rendas, a água, luz, uma botija de gás, etc.”O que é que interessa!” pensam aqueles a quem vida corre bem.
Não têm nada a ver com isso! Cada um que saiba de si! O Estado que se endivide mais para lhes dar subsídios e apoios! Uma parte da população são autênticos monstros indiferentes que só se preocupam com o seu umbiguinho, as suas viagens, o seu bem estar, os seus programinhas e o resto é lá com eles.
É engraçado que muitas histórias de heróis e grandes façanhas, verdadeiras ou de ficção, começam com um dilema moral. Falam-nos de pessoas normais, objectivamente sem grandes meios humanos ou materiais que, a dada altura são “importunadas” por alguém com quem se cruzam e alguém que os despertam para desafios e realidades que até aí lhes eram completamente alheias. E estando numa situação acomodada, aburguesada, com projetos de bem estar e conforto são abanadas e atraídas a sair da sua concha. Alguém lhes atira um balde de água fria à cara e lhes pede que compliquem a sua vida, deixem de olhar só para o seu umbigo, os seus bens e os seus programas para se meterem em assuntos e pessoas que nada têm a ver com a sua vida: gente que não é da sua familia, nem sequer sua amiga ou do seu país ou região; gente que, pelas mais variadas razões, são oprimidas, passam mal e são vítimas de injustiça.
E este dilema moral está lá sempre presente: “borrifo-me ou preocupo-me” ?
Estou-me a lembrar dos Alentejanos que, em 1384, D.Nuno Alvares Pereira desesperadamente tentava convencer a participar na futura (e aparentemente suicida) batalha de Atoleiros, tendo inclusive apanhado alguns a meio da noite a desertar.
Estou-me a lembrar de Bilbo Baggins e do seu sobrinho Frodo que resistiram ao apelo de Gandalf e dos anões para viajarem a terras distantes e desconhecidas, quebrando o aparente ciclo de felicidade do Shire onde estavam comodamente instalados.
Estou-me a lembrar da estudante universitária norte americana Jean Donovan que, desafiada pelo capelão da sua Universidade, lançou-se no interior de El Salvador, acabando assassinada, em 1980, de forma brutal e que antes de partir para a América do Sul, perguntava-se a si mesmo “Porque é que eu não posso ser apenas uma insignificante dona de casa dos subúrbios ?”
Estou-me a lembrar do sr Scrooge do “Conto de Natal” de Charles Dickens, o milionário ávaro, mal disposto contra o mundo e contra todos.
Infelizmente o que se vê à nossa roda, é a esmagadora maioria das pessoas metidas em si mesmas e nas suas coisas, querendo gozar tudo o que de bom a vida tem para dar, encolhendo apenas os braços pela má sorte de outras pessoas menos afortunadas. Alguns parece que querem levar o dinheiro para a cova. São casos quase patológicos.
Como diz o Papa Francisco “Ninguém deveria dizer que se mantém longe dos pobres, porque as suas opções de vida implicam prestar mais atenção a outras incumbências. Esta é uma desculpa frequente nos ambientes académicos, empresariais ou profissionais, e até mesmo eclesiais () Ninguém se pode sentir demitido da preocupação pelos pobres e pela justiça social” “Evangelii Gaudium 201”. O mesmo Papa Francisco chamou à atenção, na sua primeira viagem pastoral fora do Vaticano, à ilha de Lampedusa, para a “globalização da indiferença”.
Menos indiferença, menos alheamento! Quem mais tem, tem que se sentir responsabilizado !

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Como é que os grandes líderes inspiram à ação !

22/03/2014

Não esqueçamos a Apatris 21de Faro !

16/03/2014

Associação Cristã Algarvia de Defesa do Ambiente

16/11/2013

A censura num país onde os media estão dominados pela esquerda

06/10/2013

José Ribeiro e Castro
Avenida da Liberdade, 2013-10-05

Hoje, estive na Caminhada pela Vida, organizada em apoio da Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS. Vi, portanto, com os meus olhos. Ninguém me contou. Vi.

Entre o Marquês de Pombal e o Rossio, em Lisboa, desfilaram mil a duas mil pessoas. Afirmaram o direito à vida e promoveram em Portugal uma petição dirigida à Comissão Europeia, que, para ser válida e eficaz, tem de reunir um milhão de subscritores nos 28 países da União Europeia até 1 de Novembro próximo. O ambiente foi de festa e alegria, com muitos, muitos jovens a participar. Houve um pequeno comício no final, no Rossio. As imagens falam por si. (ver aqui)

E, amanhã, domingo, 6 de Outubro, decorre em todo o país o dia nacional de recolha de assinaturas na petição UM DE NÓS, como aí foi anunciado e promovido.

Estive a ver o Telejornal da RTP-1. Nem uma notícia, nem um segundo de atenção.

Fui espreitando o que se passaria no Jornal da Noite da SIC e no Jornal das 8 da TVI. Confirmei, depois, com amigos. Idem. Nem um segundo. Nada.

Silêncio. Omissão. Ocultação. Censura. Para quem se informa pela televisão, nada aconteceu.

Receio que, na imprensa, o mesmo irá acontecer. A agência Lusa fez uma notícia pelos mínimos, tendo deflaccionado os participantes para 500 pessoas, número que depois é replicado por todos os outros. Ainda assim, obrigado Lusa! Pois quase que aposto que essa notícia não sairá em nenhum jornal. Apenas a RR – Rádio Renascença lá esteve e tem reportado alguma coisa. No mais, é o férreo império da Censura.

E, todavia, vi nos telejornais:
Longas reportagens sobre a “manifestação” e provocações do movimento Que Se Lixe a Troika, que, na Praça do Município, não juntou mais de 20 pessoas! (Também o vi com os meus olhos, pois também lá estive, de manhã, nas cerimónias do 5 de Outubro, onde isto aconteceu.)
A reportagem de uma manifestação com 100 pessoas em homenagem aos bombeiros, que se desenrolou do Marquês de Pombal para a Assembleia da República. (Também apoio a indignação pela muito baixa participação nesta outra manifestação, merecidíssima, mas que pouca divulgação tivera.)
No processo de desenvolvimento da Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS, dei também duas conferências de imprensa na Assembleia da República com os meus colegas deputados Carina Oliveira e António Proa. Numa, só houve notícia da RR e da Lusa. Noutra, apenas da Lusa. Mais nada em sítio algum!

Semanas antes, os promotores da Iniciativa em Portugal fizeram uma apresentação à imprensa na sede da Comissão Europeia, em Lisboa, no Edifício Jean Monet. Nem uma só notícia.

Para a censura estabelecida, a ordem é esconder do público e da opinião pública que:
Estão em marcha as Iniciativas de Cidadania Europeia, uma inovação do Tratado de Lisboa que obriga a Comissão Europeia a agir no sentido pedido por 1 milhão de cidadãos de toda a União Europeia.
A Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS, lançada em Maio de 2012, vai ser a segunda a atingir esse objectivo, difícil e exigente. (A outra que o conseguiu anteriormente foi uma sobre o direito à água.)
A Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS, apesar dos boicotes e da censura, não só atingiu já a exigência de 1 milhão de assinaturas, como já superou o objectivo seguinte de alcançar 1 milhão e 200 mil em toda a U.E., trabalhando agora por chegar ao milhão e meio até ao final deste mês.
A Iniciativa de Cidadania Europeia UM DE NÓS, apesar dos boicotes e da censura, já conseguiu recolher 17.500 subscritores em Portugal.
A Caminhada pela Vida fez desfilar em Lisboa 1.000 a 2.000 pessoas, com uma impressionante participação de jovens.
Amanhã, domingo, 6 de Outubro, será o dia nacional de recolha de assinaturas na petição UM DE NÓS.
Este dia nacional de recolha de assinaturas tem o apoio da Conferência Episcopal Portuguesa.
É tudo isto que a Censura abafa e cala. Os menos de vinte estroinas do Que Se Lixe a Troika é que são notícia e longa notícia.

A psicologia do mal em nós

04/09/2013

Porque é que todos nós, conseguimos ser e fazer coisas más ou, sendo maus, conseguimos ser e fazer coisas boas ?
Excelente apresentação no TED, com implicações ao nível da economia, isto é, bem no centro da espiral que está na origem da crise que atualmente

As crianças precisam estrutura !

28/01/2013

As crianças necessitam de estrutura

Adaptar a escola ao mercado de trabalho e aos desafios dos Media

12/11/2012

Nuno Crato, o novo ministro da Educação, afirmava há uns meses atrás que um dos objectivos do sistema de ensino passava pela sua adaptação aos desafios da idade adulta e do mundo profissional que espera os jovens estudantes.

Neste âmbito, haveria que excluir ou reduzir as matérias que têm pouca aplicação prática e apostar nas que têm.
Uma das áreas mais importantes no sentido de atribuir competências aos jovens com vista a uma maior concentração e autonomia passa pela chamada “Educação para os Media”.
A “Educação para os Media” tem uma dupla vertente.
Por um lado, munir os jovens dos instrumentos necessários a uma utilização inteligente dos media ao nível académico e profissional.
Por outro, investi-los das competências necessárias a uma interpretação dos media que permite a sua desmontagem e a obtenção de um consequente distanciamento que evite situações de manipulação e atracção maníaco-compulsiva.
Infelizmente, este área continua a ser descurada pelos programas de ensino.
Excepção a isto é a chamada “leitura de imagens e movimento” que é uma rubrica prevista em alguns programas de Português para certos anos de escolaridade.
Entre outros efeitos, o consumo massivo de multimedia aumenta quer a dificuldade de concentração, quer a hiperactividade com consequências negativas para o desenvolvimento psicossocial dos estudantes.
Há que rever os programas de ensino e torná-los mais atractivos, mais modernos, mais adaptados à preparação dos estudantes com vista à sua inclusão num mundo cada vez mais competitivo e, por vezes, cruel.

Demagogia II

12/11/2012

No meu último artigo falei da necessidade que os políticos têm de mentir como forma de enganar os eleitores e, desta forma, convencê-los a votar no seu partido. Há, porém, outro factor que demonstra a decadência da democracia e que reside na fragmentação da sociedade civil e na excessiva partidarização do cenário político .

Quando um país se organiza em torno de uma língua, de uma geografia e de tradições comuns presume-se que o seu povo estará disposto a promover um objectivo que seja comum a todos. Porém, alturas há em que os interesses de um grupo parece que se sobrepõem aos interesses de todos. Por exemplo, em momentos determinados da sua história, a Escócia acabou por não conseguir proclamar a sua independência porque os nobres desta nação íam sendo comprados com favores e benesses oferecidas pela vizinha Inglaterra. Assim um todo prejudicou-se em favor de uns quantos. Os interesses egoístas de uns prejudicaram todos.

Neste momento, sentimos uma certa falta de orientação do país. É necessário que o governo e a União Europeia expliquem aos cidadãos europeus qual o seu rumo, qual a sua estratégia e qual o sentido a médio e longo prazo da austeridade.

O povo, os jovens, os farmacêuticos, os estivadores, as forças de segurança, os professores, etc.etc. reclamam porque o governo está a afectar direitos que estes julgavam desde há muito já consolidados. Por isso, há revolta. Sabem que é preciso fazer alguma coisa mas não querem que esse “alguma coisa” os afecte.

Por outro lado, temos também que destacar como altamente negativo o papel actual dos partidos políticos. Também eles actuam como o povo, as classes e os grupos da sociedade civil, isto é, numa perspectiva egoísta de pensar em si mesmos e nos seus próprios interesses. As sondagens são mais importantes que o país.

O bem comum, a pátria, o destino do nosso país não parecem interessar a ninguém.. O grande objectivo é não perder privilégios. No caso dos partidos políticos, o objectivo é aproveitar o contexto da crise para chegar ao poder, nuns casos, ou para não perder o poder, nos outros.

Senão vejamos. O PCP e o Bloco de Esquerda rejubilam com a actual crise. Qualquer manual básico de ciência política ensina que os partidos de esquerda e extrema esquerda encontram o seu ambiente natural de crescimento sempre que as dificuldades económicas aumentam. E quanto maior instabilidade, quantas mais greves, quantas mais pessoas na rua, melhor.

O CDS/PP não hesita em apunhalar nas costas o seu parceiro de coligação tentando demarcar-se da austeridade de forma a assegurar mais uns votos nas próximas eleições.

O PSD continua a actuar, por vezes, com arrogância, sem explicar as medidas, sem dialogar quando devia e sobretudo continua a hesitar e a titubear em reformas importantes na área da administração pública e da renegociação das PPP’s.

Por fim, o PS tem um comportamento a todo os títulos inadmissível. Enquanto principal causador da actual crise deixou o país na bancarrota, não hesitando em agravar o déficit nas eleições de 2009 só para agradar o povo. Agora, assobia para o lado, distancia-se do acordo com a Troika que foi por si assinado e recusa-se a participar em negociações com o governo com vista à redução do peso do Estado e ao reforço da sua eficácia.

Cada um puxa, para o seu lado. Cada um quer salvaguardar o seu espaço. Os interesses das novas gerações, o futuro estratégico do país não interessam nada.

Nisto se mostra que a crise actual é também uma crise grave da Democracia.

Demagogia

05/10/2012

Na sua obra “A República”, Aristóteles dizia que a forma de degenerescência da Democracia é a demagogia. Sabemos também que, no dizer de Churchill “A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas“. Por outras palavras, a Democracia será a melhor das piores formas de governo.

Na génese da crise económica europeia está também subjacente uma crise da própria classe política e do sistema democrático. Em particular, na Grécia, em Espanha e em Portugal isso é muito evidente, em grande parte motivada pela insensatez, desgoverno e incompetência dos partidos socialistas locais que estiveram no governo desses país.

Mas a culpa não é só dos partidos e dos governos, é também dos eleitores.

Senão vejamos.

Nas eleições legislativas de 2009, Manuela Ferreira Leite, na campanha eleitoral, defendeu a necessidade de recorrer a medidas de austeridade e contenção como forma de estabilizar as finanças públicas e o déficit do Estado.

Enquanto isso, Sócrates dizia que o discurso de Manuela Ferreira Leite era pessimista e que, com ele, os salários e as pensões não seriam afetados (inclusive até foram aumentados precisamente na véspera das eleições) e que, com ele, o país lançar-se-ía numa onda de grandes investimentos públicos que iriam relançar a economia.

À exceção dos economistas pró-Socrates, todos os outros especialistas consideravam que a estratégia de Sócrates era um suicídio para o país. Porém, como Sócrates utilizou um discurso enganador, falso e aparentemente mais positivo, acabou por ganhar as eleições, lançando depois o país na ruina, com despesas galopantes em cima de mais despesas e endividamento atrás de endividamento.

Quando Portugal acabou por pedir um resgate à Troika, os salários e pensões de reforma corriam o risco de não serem pagos. Mas, já era tarde de mais . Os eleitores escolheram votar em quem os tinha enganado e recusaram votar em quem lhes dizia a verdade e usava como lema e bandeira eleitoral“Uma política de verdade”. Os eleitores, pelo contrário, preferiram a mentira, preferiram quem lhes vendia uma “banha da cobra” mais atrativa.

Em 2011, quando Passos Coelho se apresentou às legislativas, afirmou que iria tentar não aumentar os impostos e nada disse quanto ao corte de subsídios de Natal e de férias. As pessoas foram, de novo enganadas.

Mas se Passos Coelho seguisse o exemplo de Manuela Ferreira Leite e anunciasse, em plena campanha eleitoral quais as medidas duras e de austeridade que iria levar a cabo, será que os eleitores teriam votado à mesma no PSD ?

Ou será que o seu fim, seria o mesmo de Manuela Ferreira Leite que foi penalizada por dizer a verdade e não a esconder ?

Esta comparação leva-nos a uma conclusão:

Para ganhar umas eleições, o povo precisa de ser enganado porque o povo procura sempre o mais fácil, segue sempre quem lhe promete mais, melhor e de forma mais rápida. Depois, quando se vê enganado, aí é que o povo se lembra que as promessas não foram cumpridas e vai para as ruas, reclamar e manifestar-se contra a classe política. Mas, cada um tem o que merece e se só é possível ganhar umas eleições através da mentira e das falsas promessas, quem é que pode censurar os políticos de a isso recorrerem, se essa é a única forma que têm de aceder ao poder ?

É necessário apostar numa maior maturidade e formação política dos eleitores de forma a que este não reajam de forma meramente intuitiva e pavloviana. Há que dizer a verdade, não escondê-la e demonstrar que não há alternativas, além do caos e da rutura.

Fazer o contrário, é pura demagogia.

Um novo paradigma

09/09/2012

Nos últimos 25 anos assistimos à queda de dois muros, o de Berlim, simbolo do comunismo e o da Lehman Brothers, simbolo do delírio bancário e financeiro que caracterizou a época áurea do capitalismo exacerbado.

De facto, os bancos e as financeiras apelaram a um consumismo desenfreado das pessoas, na ânsia do ter mais coisas, uma casa mais confortável e com mais comodidades, um carro de maior cilindrada e de marca mais vistosa, etc. Já sabemos no que deu este delírio. Agora com os bancos a necessitarem de ajuda, que os países e os consumidores endividados acordaram da ilusão em que viveram, cabe-nos a todos pagar a factura da crise, apertando o cinto cada vez mais. O que é certo é que toda esta nova conjuntura está a criar um novo paradigma social, económico, e financeiro.

Ao nível social, verificamos que uma das consequências da crise actual reside no agravamento da (já anteriormente existente) crise demográfica, com a redução do número de nascimentos, com consequências graves ao nível quer da sustentabilidade do sistema de contribuições para a Segurança Social, quer da colocação de professores em virtude da diminuição drástica da população escolar. Outra das consequências, ao nível social, reside no recurso a novas formas de solidariedade, com particular destaque para as trocas directas, entre pessoas e famílias de bens, serviços ou alojamentos. Livros, roupas, brinquedos, material informático, móveis, electrodomésticos, etc. incluem-se nesta nova forma de transferência de bens, utilidades e serviços que, ainda assim, tem de ser mais aperfeiçoada, apesar do muito que já se avançou nesta área na internet e através das IPSS’s. O reforço dos laços familiares é curiosamente outra das consequências a que estamos a assistir como consequência da crise verificando-se, por um lado, a diminuição do nº de divórcios e, por outro, a manutenção (ou regresso) dos idosos às suas casas de família. O recurso ao crédito agilizava o divórcio, permitindo a aquisição de novas casas, acompanhada pela troca de parceiro. Agora, mesmo os casais que vivem com problemas conjugais entre si, tentam ultrapassá-los, havendo uma maior tolerância e compreensão de forma a manterem a solidez económica da família. O “El Dorado do céu na terra” oferecido por financeiras e bancos ajudava a incutir nas pessoas a ideia de que também no seu relacionamento afectivo seria possível encontrar um parceiro melhor, com menos defeitos e mais qualidades, tal como acontece com os carros, telemóveis e pc’s, e se fosse necessário refazer a vida, lá estaria o banco para oferecer mais um crédito.

Ao nível económico, verificamos quer o encerramento de muitas empresas, quer a sua reconversão apostando em outros nichos de mercado e reduzindo pessoal. A ideia de produzir bens, casas, eletrodomésticos, carros, entre outros em catadupa promovendo o desperdício e o endividamento, era claramente um exagero, aliás, chocante se pensarmos que em outras partes do mundo mais desfavorecidas, em particular no hemisfério sul, muitos morriam com a falta do que outros,em países do hemisfério norte, esbanjavam.

Esta nova conjuntura, para uns, convida ao desemprego ou ao trabalho em part-time ou com horário reduzido, uma vez que as exigências de produção não serão tão grandes enquanto que, para outros, implicará trabalhar mais horas e mais intensamente. Com menos trabalho ou mais trabalho por menos preço, também o Estado sofre porque recolhe menos impostos e caímos num circulo vicioso.

O mais chocante é que quer os bancos, quer uma minoria de milionários continuam a abusar da sua sorte, tentando obter mais rentabilidade, ainda que à custa da miséria dos outros. Por isso, sobre estes há que ter a coragem de também adoptar medidas.

Educar para a gestão

24/07/2012

Num dos seus artigos no semanário “Expresso”, um dos gestores mais brilhantes de Portugal, António Carrapatoso, defendia a introdução obrigatória de aulas de gestão no ensino. Dizia ele que, através do recurso ao método do “caso” e pela transmissão de alguns princípios elementares de gestão, os estudantes estariam a adquirir competências na área da gestão que lhes seriam muito úteis para o futuro.

O problema desta sugestão é que ela  lançaria à escola e aos professores mais um desafio e mais um encargo a somar a todos os outros. Educar para os media, educar para o desporto, educação sexual, educar para a arte, educar para a defesa do ambiente, etc, etc. No entanto, a meu ver, uma boa integração e organização curricular permitiram perfeitamente ultrapassar este problema.

Gerir a economia pessoal e doméstica, gerir a sua carreira, gerir o seu tempo, gerir a sua empresa, gerir as suas relações humanas, etc.etc. tudo isto implica saber gerir e saber gerir bem está inevitavelmente associado às virtudes da prudência e do elementar bom senso.

Saber gerir o risco, não arriscando demasiado sem uma garantia de reserva, no caso da aposta sair gorada; saber gerir as poupanças; saber gerir os investimentos, apostando nos estudos e avaliação dos mercados potenciais; saber gerir os recursos humanos e materiais, aligeirando os custos para poder oferecer um produto mais atractivo e competitivo; não estar demasiado depentende de um determinado cliente ou de um determinado nicho de mercado; ter planos alternativos de redução de custos ou de apostas em outras áreas de investimento alternativas potencialmente mais promissoras; saber adaptar-se às constantes e permanentes alterações e necessidades do mercado, mas também saber escolher o local das férias, tendo em conta os encargos mensais de todo o ano, saber escolher a escola dos filhos e a forma destes ocuparem os tempos livres; saber gerir a relação com o parceiro, exigindo de umas vezes e cedendo em outras etc.etc.etc.

Não deixa de ser interessante que o próprio Jesus Cristo em muitas das suas parábolas evangélicas se refira a actos e princípios de gestão micro-economicos: a forma como as virgens prudentes e imprudentes geriam o óleo das lamparinas do casamento, a forma como os trabalhadores geriam as moedas que o seu patrão lhes deu antes de partir de viagem: a forma como o pastor gere a perda de uma ovelha, a forma como o latifundiário gere a indisciplina dos seus trabalhadores agrícolas, etc.etc.

Se olharmos para a génese de muitas falências verificamos que muitas são causadas por erros de gestão, por apostas mal medidas, por iniciativas pouco prudentes, precipitadas e adoptadas com excesso de confiança. Vemos também a menor sensibilidade que muitos gestores têm em relação ao cumprimento das suas obrigações fiscais e perante a segurança social, o que, mais tarde, lhes traz inúmeros dissabores em mais um sinal de imprudência.

Há que começar a explicar às crianças e jovens o que é gerir e como gerir e gerir bem. Como se deve, com um capital inicial, apostar, desde logo, na contenção de despesas, pagando 1º o que é de lei pagar (IVAs e Segurança Social), depois agir de forma a salvaguardar os postos de trabalho e, em simultâneo, motivar a força laboral da empresa; pensar como melhorar cada vez mais a oferta, tornando-a mais atractiva, ensiná-los a poupar e a não desperdiçar recursos de forma inútil; ensiná-los a tentar acertar nas apostas que fazem e a saber levantar-se quando alguma coisa corre mal.

Talvez a reconstrução do país, comece mesmo por aí.

Os defeitos e exageros das comissões de proteção

03/06/2012

Agora que a presença da Comissão de protecção de crianças e jovens em perigo é já um fato consumado em mais um concelho do Algarve, São Brás de Alportel, gostaria de deixar aqui algumas notas e considerações, tendo por base experiências que tive, nesta área, não só como advogado, mas também no âmbito do meu ativismo social.

Desde já, há que dizer que a existência e finalidades destas comissões é algo altamente meritório e positivo, que a sociedade se organize, para localmente, numa perspetiva de proximidade e subsidariedade, monitorizar a situação de crianças e jovens em risco.Por outro lado, a recente possibilidade de participação às comissões de protecção de menores por parte das Escolas dos casos de demissão das funções de acompanhamento por parte dos pais, definidas no novo Estatuto do Aluno, ainda vem reforçar mais a importância destas comissões.

Há, no entanto, dois perigos a que a actuação destas comissões estam sujeitas, o da sua atuação por excesso e o da sua atuação por defeito.

O perigo de atuação por defeito sucede nos casos de ocorrência de negligência ou ofensa graves à integridade física e psíquica das crianças, sem que a respetiva comissão tenha atuado pronta e eficazmente na sua prevenção de forma a evitar que tais ofensas ocorressem. Sabemos que no passado existiram casos que tiveram um final triste, onde se questionou se a atuação da CPM local não poderia ter sido outra, porventura mais diligente e proativa. São sempre situações desagradáveis, mas nem sempre as CPM conseguem ou podem antever tudo o que de mal poderá acontecer a uma criança ou jovem, sobretudo quando os sinais e indícios de perigo são ténues..

Mas foram precisamente estas situações de atuação por defeito que levaram  algumas CPM’s a cair no extremo oposto de retirar as crianças do seu meio familiar natural num manifesto excesso de zelo e como forma de prevenção extrema.

Há que não esquecer que, por pior que possa ser o enquadramento social e educativo de uns pais, o ambiente familiar natural, é e será sempre o melhor sítio onde uma criança pode estar e tal só assim não sucederá em casos extremos que têm de ser totalmente excecionais em que a integridade física ou psíquica do menor corre um sério risco de ser fortemente afetada. É verdade que muitos pais têm defeitos, podem ser alcóolicos, pobres ou até drogados, podem não ter as competências sociais, formativas e educativas ideais para cumprir as suas funções parentais mas são sempre os pais dessa criança ou jovem. Por isso, por vezes, há que escolher não a solução mais fácil que passaria simplesmente pelo seu internamento numa instituição de acolhimento, mas antes pela solução que, sendo mais difícil de aplicar, será claramente a melhor. Estou-me a referir à importância do apoio, se possível, ao domícilio dos próprios pais, munindo-os e formando-os com vista à atribuição das competências específicas que permitam o melhor cumprimento (ou, pelo menos, menos mau) das suas funções e responsabiliadades parentais.

É chocante verificar os exageros e abusos em que incorrem muitas destas entidades responsáveis pela tutela da integridade dos menores e que são, em toda a linha, altamente reprováveis. Ainda há uns meses atrás uma voluntária numa IPSS contava-me uma destas histórias de arrepiar: Uma mãe de 3 filhos, perfeitamente normal, mas que tinha “o grave defeito de ser pobre”. Por isso, viu os seus filhos serem-lhe retirados, mas como não haviam vagas para os 3 filhos numa mesma instituição, estes foram divididos e distribuídos, em separado, por diferentes instituições afastadas umas das outras. Mas o mais chocante ainda é que se somassemos o valor que o Estado estava a dar a cada instituição pelo acolhimento de cada menor e o entregássemos à dita mãe, esta passaria a ter as condições económicas que estiveram na origem desta situação.

Da maturidade ou imaturidade do Zé Povinho

30/05/2012

Há uns dias atrás o Engº Macário Correia proferiu uma declaração arriscada mas audaciosa.

Disse ele que não tem obra de grande monta para mostrar porque andou estes 4 anos a tentar pôr ordem na casa e a sanear as finanças da Câmara Municipal de Faro.

O povinho tem que começar a habituar-se à ideia que ser bom governante não é mostrar betão feito e dívidas no banco. Ninguém pode esticar demais a corda só com o objectivo de ser reeleito ainda que tenha de pagar o preço da hipoteca das gerações vindouras.

Veja-se o exemplo das regiões autónomas espanholas. Na ânsia de serem reeleitos, os presidentes lançaram-se em grandes obras. Agora, regiões como a comunidade Valenciana estão tecnicamente falidas, entre muitas outras.

A actual crise é um momento de provação para o eleitorado:

– Ou prova ser maduro e crescido ou prova ser pavloviano, primário e instintivo.

Se Passos Coelho tivesse feito campanha, nas últimas eleições legislativas, dizendo que iria cortar os subsídios de férias e natal nos próximos anos, que iria criar uma sobretaxa de IRS em Dezembro do ano em que foi eleito, que iria aumentar o IVA da electricidade e da restauração, teria ganho à mesma as eleições ?

Paul Ryan- Um economista realista

28/04/2012

O congressista republica Paul Ryan tem-se vindo a notabilizar, nos últimos tempos, como um homem que combate ferozmente as políticas expansionistas/socialistas de Obama desmontando e desmascarando, de forma convicta e muito bem fundamentada, os enganos e perigos dessas políticas.

Eis aqui uma breve apresentação sobre o seu pensamento e argumentos contra o déficit público. Mais realista não se pode ser

Encontro com deputado Cristovão Norte

15/04/2012

Estive ontem numa sessão de esclarecimento do deputado pelo PSD, Dr Cristovão Norte, na secção de S.Brás de Alportel.
Confesso que fiquei bem impressionado pelas ideias manifestadas pelo deputado e, em particular, no que diz respeito à necessidade de reforma do sistema de acesso aos lugares de dirigentes da administração pública de forma a assegurar que a sintonia política com o governo não acabe por prejudicar a qualidade técnica, nem tão pouco seja prejudicada pela falta de integridade dos escolhidos.

Se a prática fôr tão boa e coerente com a teoria diria que temos aqui um bom deputado, com espírito aberto e atento aos desafios dos novos tempos.
Por pouco, ía-me convencendo a aderir à causa da regionalização, numa versão diferente que garanta e assegure a redução de custos e permita uma gestão mais integrada das políticas regionais.

Socialismo suicida

24/03/2012

A coligação PSD-PP está no poder há quase 1 ano e, ao fim deste tempo todo, continuam-se a descobrir déficits e delírios de desperdício financeiro em tudo quanto é sítio, incluindo, agora, mais um “monstro” chamado “Parque Escolar” e que, alías, na altura, muita gente avisou que iria dar num enorme buraco financeiro.

A ideia cretina e simplista de que lançar umas quantas obras públicas dinamiza a economia é de uma burrice e insensatez tremenda, sobretudo se o que se pretende é dinamizar a economia a curto prazo.

Além disso, o inverno demográfico faz com que, cada vez mais, as pessoas que vão envelhecendo recorram ao sistema de providência social com a agravante de irem nascendo cada vez menos pessoas que sustentem esse mesmo sistema.

O governo OBAMA tem sido dos mais irresponsáveis, seguindo a linha dos governos socialistas de Zapatero, Sócrates entre outros.

Veja-se o gráfico que aqui deixo.

Em resumo: a crise actual é o resultado de um cocktail que tem como ingredientes o seguinte:

– despesismo cretino de governos de índole socialista

+ ganância e capitalismo exacerbado de setor financeiro

+ diminuição de população ativa com consequente maior pressão sobre o sector da segurança social dos país em crise demográfica

O distributismo

13/03/2012

o distributismo não é mais do que um sistema económico em que a propriedade privada está bem distribuída, no qual “o maior número possível” é, de facto, proprietário. A melhor exposição do distributismo pode, provavelmente, ser encontrada no livro de Hilaire Belloc, The Restoration of Property (1936). Atente-se no título, O Restabelecimento da Propriedade.

Os distributistas argumentaram que no regime capitalista, a propriedade produtiva era prerrogativa só dos ricos e que isto lhes dava um poder e influência sobre a sociedade muito maior do que aquilo a que tinham direito. Embora formalmente todos tenham o direito à propriedade privada, na prática esta está restrita aos ricos.

Thomas Storck

A constituição portuguesa actual, o sistema democrático actual, o modelo de partidos actuais, com PS e PSD à cabeça, estão definitivamente esgotados.

Há que optar por outro caminho que acabe com a ganância dos especuladores e o egoísmo dos ricos. Como dizia alguém “Se os ricos não acabam com os pobres, mais cedo ou mais tarde, os pobres acabarão com os ricos”.

Sex-addict

05/03/2012

No início deste mês de Março estreou o filme “Shame“, de S. Mcqueen, um filme polémico pelo seu teor softcore, mas também por abordar um tema desconfortável, o da adição masculina ao sexo. De fato, o código genético dos homens torna-nos um pouco pavlovianos nesta matéria e a utilização hodierna e até à exaustão da figura da mulher-objecto, de forma cada vez mais sofisticada, difusa e intensa na publicidade, na moda, na ciber-pornografia e nos media em geral acaba por acicatar e reforçar ainda mais esta tendência masculina. O problema maior, porém, sucede quando, de tendência, se torna em vício.

Pedro abrunhosa ou David fonseca já tinham abordado esta temática, de forma muito direta, nas suas canções “Diabo no Corpo” e “Sex Freak”, onde o primeiro diz “Escondo um louco no meu corpo”e o segundo “Everything I think ends up in sex” , mas no cinema ninguém o tinha feito de forma tão indiscreta como “Shame”. Brandon, o seu protagonista, é um yuppie bem sucedido viciado em pornografia, prostitutas e “one-night stands” até ao dia em que o seu vício é confrontado pela sua irmã que, contra a sua vontade, o tenta ajudar. O filme mostra-nos o inferno interior, a degradação humana e a solidão em que a personagem se confronta depois de satisfazer momentaneamente o seu vicio. Interessante também a adaptação de Peter Gabriel a uma música dos Arcade Fire intitulada “My body is a cage”, onde numa balada triste se diz  “Meu corpo é uma prisão que me impede de dançar com aquela que amo”.

Como refere Cesare Guerreschi, no seu livro “As novas dependências” hoje “existe (….) um paradoxo: a nossa sociedade fundamenta-se na não-dependência, no entanto, a dependência (…) é de tal modo incentivada, que se torna no ar que se respira sem se dar conta. No caso dos homens esta dependência traz muitas e graves consequências negativas quer ao nível da realização pessoal, levando a depressões; quer ao nível famíliar, estando por detrás de muitos abortos, pedofilias, divórcios, etc; quer ao nível económico (falências, má gestão e baixa produtividade laboral), quer, por fim, até ao nível político, ao arruinar carreiras (veja-se o caso de Strauss-Kahn) e isto já para não falar no caso do malogrado comandante do cruzeiro do Costa Concordia, seduzido pela sua atraente amante moldava.

A utilização do sexo como forma de manipulação do homem é algo de assustador e preocupante porque pode arruinar uma vida. Como alguém dizia, em relação ao corpo do homem, ou este o domina ou se deixa dominar. No entanto, há um erotismo bom, uma forma de atracção do corpo em que este não se torna motivo de escravidão mas sim de sublimação e elevação. Por exemplo, o livro “Cântico dos Cânticos” mostra-nos precisamente o amor carnal como manifestação e participação do próprio amor divino que nos dá a felicidade.

Mas, como dizia a recentemente falecida Whitney Houston, o pior inimigo reside no pior que há dentro de cada um.

P.S.- Aqui fica a balada lindíssima de Peter Gabriel

O que uma bela Moldava pode provocar…

30/01/2012
O que uma distracção causada por uma noite supostamente romântica, uma aventura extra-matrimonial, com uma bela e atraente moldava pode provocar…
– 17 mortos e vários feridos.
– 73 milhões de euros de prejuízos directos decorrentes dos danos causados no barco.
500 milhões de euros em indemnizações.
– danos ambientais.
– danos psicológicos a centenas de pessoas.
– Vidas arruinadas para o resto, incluindo a do próprio capitão.
– Etc, etc.
Um santo do nosso século, S.José Maria escreveu um dia uma coisa parecida com isto “De que tu e eu sejamos fiéis (nas pequenas coisas) dependem muitas coisas grandes”
Neste caso, é mesmo “grande”:
Nem mais…

Como se sobe na política, em Portugal

26/01/2012

José Pacheco Pereiro traça-nos no seu blogue aqui um assustador, mas realísta panorama sobre qual a melhor estratégia de subir no partido ou como é que os “boys”, muitas vezes, sem mérito ou curriculum, vão tomando conta do Estado para, no final, se dedicarem…aos “negócios”…

Faleceu o Padre Júlio Tropa

25/01/2012

Faleceu hoje o Padre Júlio Tropa, um dos homens que mais fez, no Algarve e em particular no concelho de Faro, na área da acção social, em particular no apoio aos mais idosos e às crianças.

Entre muitas histórias que se vão publicando sobre a sua vida frutuosa deestaco esta:
“A autarquia, que lembra a atribuição ao falecido da Medalha de Mérito – Grau Ouro em 2002, recorda a “humildade” que caracterizava o sacerdote, a propósito da homenagem que lhe foi prestada em agosto passado pela Junta de Freguesia de Estoi.
“Depois de teres feito o que devias fazer, considera-te servo inútil”, afirmou na altura, com base numa citação da Bíblia”.
A sua dinâmica, a sua preocupação pela acção social, em geral, e pela situação de cada um em particular, o seu sorriso quase permanente, sempre a falar com todos com um sorriso nos lábios, com uma enorme mansidão e paz, mesmo nos momentos mais complicados.
Hoje, há exactamente 3 anos atrás, o Padre Júlio Tropa (depois de já me ter casado há 10 anos atrás e de ter baptizado o meu 1º filho há 9 anos atrás) estava baptizar a minha filha, em Estói.
Também como advogado pude apoiá-lo em algumas situações concretas, espantado pelo seu dinamismo e pela forma determinada como se metia nas coisas e como fazia mexer as pessoas em favor das suas causas.
Agora, certamente do Céu irá velar pela sua obra social, mas também pelos muitos casais que casou, pelos muitos que baptizou.
Um homem que, nas freguesias de Estói e Santa Barbara de Nexe, começou por ser odiado e acabou amado por cada um dos filhos da terra a quem tratava por tu, conhecia como a palma da mão e a todos procurava ajudar e só não ajudava mais porque o dia, para ele, não chegava para tudo o que tinha por fazer.
Uma referência, um grande exemplo e, por isso, uma grande perda.

Aqui fica o comunicado (muito bom, diga-se) emitido pela Câmara Municipal de Faro

 

Como é que os especuladores recuperam, com juros, o que investiram em fomentar a crise

19/12/2011

Faro nos anos 20

24/11/2011

Portimão de “tanga”

11/09/2011

O mais recente relatório do Tribunal de Contas sobre Portimão é arrasador sobre o estado das suas finanças.

Será que vale a pena organizar tanta coisa, construir e reconstruir tanto pavilhão, requalificar tanto coisa, etc, etc, etc para depois estar literalmente nas lonas ?

Aqui fica para quem quiser ler. O link está em:
http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2011/2s/audit-dgtc-rel019-2011-2s.pdf