Arquivo por Autor

Estranho Mundo Este

05/02/2013

CopyrightA propósito do novo projecto de lei do actual executivo governativo, sobre a nova taxa a ser aplicada a dispositivos que permitam gravação, nomeadamente telemóveis, tablets, leitores de Mp3, caixas descodificadoras (entenda se boxs de TDT) é intenção a cobrança de uma taxa sobre direitos privados. A proposta indica que por cada GB num telemóvel ou Tablet, será taxado em 0.25€ (50 escudos). Os leitores de MP3 serão taxados em 0.4€ (80 escudos) e as caixas descodificadoras em 0.05€ (10 escudos), segundo o Jornal de Negócios. Actualmente já se paga uma taxa para equipamentos que permitam a gravação, tais como os CDs e DVDs.

Ora parece-me que o ridículo é hoje aceitável como uma atitude natural. Vejamos que estes equipamentos permitem funcionalidades de gravação que complementam novas funcionalidades, fruto da evolução tecnológica. É curioso que em vez de se ajustar a legislação á inevitável evolução tecnológica, se criem mecanismo que a troco de dízimos se faculta, a quem pode, o acesso a estas tecnologias. O desconhecimento do funcionamento dos equipamentos referidos é a base para se criar mecanismos legais de taxação. Para quem ainda não sabe, e parece-me que é generalizado, aos telemóveis e Tablets é facultado, pelo fabricante, gratuitamente na compra um dispositivo de armazenamento entenda-se os cartões de memória de modo a aumentar a capacidade de armazenamento nativa, atendendo a que a mesma a médio prazo se torna obsoleta. Deste modo é aumentando a sua “esperança” de vida, uma vez que as aplicações e o sistema operativo destes equipamentos, fruto mais uma vez da segurança e evolução tecnologica, são actualizados com alguma regularidade e obviamente necessitam de mais espaço de memoria. No caso dos leitores de MP3 e nomeadamente os “Ipod”, ao espaço que disponibilizam é para ser alocado com músicas compradas nas lojas para o efeito, como por exemplo o “ Itunes”. Se porventura o utilizador por outros meios adicionar musica não comprada em locais oficiais aí sim é ilegal e não se enquadra no âmbito deste texto. Outro tipo de equipamento que não este ultimo, existe realmente a possibilidade de infringir os direitos privados, mas então que se proíba a sua comercialização. Por ultimo falta referir as caixas descodificadoras, mais uma vez entenda-se as boxs de TDT, que estas não albergam nenhum espaço de armazenamento nativo para posterior gravação. Para tal é necessário adquirir uma “pen” ou adaptador de cartão de memória para o efeito. Mas aqui também já se paga uma taxa sobre direitos televisivos. Não se entende. Curioso é que sobre equipamentos de multimédia, nomeadamente equipamentos que permitam a gravação de conteúdos digitais e posterior leitura, não exista alguma referência, visto que e fruto de evolução tecnológica, estejam em declínio para outro tipo de tecnologia como por exemplo o serviço das televisões por assinatura (que também já inclui taxa sobre direitos privados).

Parece-me que estes “indivíduos”, não assente num parecer técnico, querem a tudo custo “sacar” mais algum “guito” á “malta”. Estas palavras ditas deste modo parecem que temos aqui uns “agarradinhos” á procura de um fundo de maneio para orientarem mais um pouco da “branquinha”. Nem mais…, o comportamento é similar.

O orgasmo e a sua “voltagem”..

28/06/2012

Este artigo é especialmente dedicado aos engenheiros electrotécnicos mas, quem não o é, não perde nada em enriquecer a sua cultura geral. O orgasmo feminino é uma coisa da qual as mulheres percebem muito pouco e os homens ainda menos. Pelo facto de ser uma reacção endócrina, que se dá sem expelir nada, não se apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu, ou de que foi simulado. Diante deste mistério, investigações continuam, pesquisas são feitas, centenas de livros são escritos, tudo para tentar esclarecer este assunto.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos na qual se mediu a descarga eléctrica emitida pela periquita no instante do orgasmo (fica aqui a duvida sobre como se realizou a medição). Os resultados mostram que, na hora H, a “pardaleca” dispara uma carga de 250.000 micro-volts, ou seja 250V. Ou seja, 5 “passarinhas” juntas, ligadas em série na hora do “ai meu Deus”, são suficientes para acender uma lâmpada e uma dúzia é capaz de provocar a ignição no motor de um automóvel com a bateria em baixo. Já há até mulheres a treinar para carregar a bateria do telemóvel (com o respectivo carregador): dizem que é só ter o orgasmo e, tchan… carregar.

Portanto, é preciso ter muito cuidado porque aquilo, afinal, não é um “brinquedo”: é uma torradeira eléctrica!!!…e se der curto-circuito na hora de “virar os olhos”?!… Além de vesgo, fica-se com a doença de Parkinson e com a “salsicha” assada. Preservativo agora é pouco: tem de mandar encamisar na Michelin. E, no momento da descarga, é recomendado usar sapatos de borracha, não os descalçar e não pisar o chão molhado.

É também aconselhável que, antes de se começar a molhar o biscoito, se pergunte à parceira se ela é de 110 ou de 220 volts, não se vá esturricar a “alheira”.

Por outro lado, outro estudo semelhante, indicia uma aparente perda de memória quando se atinge este estado.  Juntando estas dados científicos, podemos justificar a postura de alguns indivíduos/as que habitualmente são “esquecidos”. Possivelmente porque têm uma vida sexual francamente saudável.

Deixo o conselho, se necessitar de vitaminas para o cérebro, possivelmente o melhor é reduzir a dose de actividade  sexual e não se esqueça de não praticar sexo (orgásmico), antes de actividades que requeiram intensa actividade cerebral.

 “in ainanas”

Passagem do Planeta Venus

06/06/2012

Decorreu hoje a passagem do planeta venus, em frente ao sol, visivel em algumas partes do planeta Terra. Com excessão do sul da europa e do continente Africano, hoje o planeta pode se contemplar com este magnifico evento astronómico que decorre em ciclos de 8 e 100 anos consecutivamente. Em 2004 foi o ultimo ano que se registou este evento. Só em 2114 se voltará a repetir este fenomemo.
Ficam algumas fotos para mais tarde recordar!….

Imagem

Fonte: Nasa from Solar Observatory

Imagem

Fonte: Nasa from Solar Observatory

Imagem

Fonte: National Geographic from Florida

Primeiro de Maio – Feriado Internacional

01/05/2012

Numa altura em que o suprimento de alguns feriados em Portugal é uma possível em cima da mesa, derivado da conjuntura politico/económica é sempre bom nos relembrarmos dos motivos pelo qual existem os feriados. Hoje é feriado e comemora se o dia do trabalhador. É um feriado que se comemora a nível internacional tendo origem nos Estados Unidos. Em Portugal, só a partir de Maio de 1974  (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.

O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-IN  (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT  (União Geral dos Trabalhadores).

No Algarve, assim como na Madeira é costume a população fazer piqueniques e são organizadas algumas festas na região.

A revolução está em NÓS.

25/04/2012

Comemorou se hoje mais uma data histórica em Portugal, o 25 de Abril de 1974. Independentemente do modo como foi comemorada esta data, uma coisa é certa, graças á revolução em causa, cada um de nós pode faze-lo como entender. É um dos direitos adquiridos. Não querendo fazer uma exposição histórica do seu significado, do 25 de Abril, prefiro nesta data fazer pequenas reflexões sobre os dias de hoje e os dias de então. Como todos sabem, atravessamos hoje momentos socio-economicos e mesmo políticos, de extrema dificuldade. É uma das consequências do 25 de Abril. Recordo que Portugal, em tempos de ditadura, sempre passou ao lado de todo o que existia pelo mundo, tenha sido guerras ou prosperidade económica. As revoluções acontecem quando existem na sociedade grandes desigualdades entre classes. A fome, a precariedade, o desconforto, a falta de prosperidade são alguns dos fortes factores que podem ser indiciadores de uma revolução. É sempre bom estarmos em alerta.

Do estado castigador ao estado protector, o Portugal de hoje é muito diferente de então. O conceito de estado social implementado por países da Europa ocidental é hoje um dos grandes pesos que atravessamos. Implementado em alturas de grande prosperidade económica, hoje é um fardo que as actuais economias não conseguem suportar. Em Portugal o estado protector é mais um estado atrofiador tendo seus tentáculos em todas as áreas estratégicas não com uma cultura de regulador mas sim como portas que não se abrem a uma prosperidade que todos desejamos.

Para aqueles que se querem identificar como donos do 25 de Abril, estão hoje com indícios de falta de lucidez sobre o seu significado. A maior diferença entre a democracia e a ditadura é o dono da liberdade. Em democracia o dono da liberdade somos nós próprios mas atenção, a nossa liberdade acaba quando interfere na liberdade do próximo. Ao contrário do que muitos pensam, a liberdade não é um direito tão adquirido como se pensa. A falta de transparência, a falta de rigor, a falta de comunicação dá-nos a ligeira sensação de querer ocultar o que não deve ser ocultado. Temos hoje a noção de que vivemos momentos de grande corrupção mas na realidade a informação que vamos tendo sobre casos de grande corrupção em Portugal, deve se ao 25 de Abril. Em ditadura o rácio de corrupção é muito maior, mas como não existe fuga de informação, porque a liberdade tem dono, parece nos que não existia. Muito pelo contrário.

O Portugal de hoje é muito diferente, pelo menos em imagem, de outros tempos. Mas a revolução ainda não acabou. Existem muito para fazer, muito que discutir, muito que implementar. Não são as grandes obras públicas, entendido por alguns como um grande dinamizador da economia, mas sim “obras” ao nível do reformador, do qualificador e de uma economia mais próspera. Repare que ainda hoje o nível de escolaridade da população é preocupante, independentemente dos biliões que se gastou e se continua a gastar. Muito se tem de fazer em relação á educação em Portugal, porque a democracia só funciona se houver participação daqueles que vivencias esses tempos. Na realidade a falsa qualificação que se anda a certificar é um factor que contribui para uma democracia menos democrática.

Auto medicação…Diagnostico Primeiro

22/04/2012

Imagem

Seja Gestor…do seu Tempo

20/04/2012

É comum em conversas com amigos ouvirmos as mais diferentes expressões, fazendo nos parecer que são pessoas muito ocupadas. “Não tenho tempo para nada…” ou “…não posso, tenho cenas para fazer…” ou “…ando tão ocupado que não tenho tempo para dormir…” ou mesmo “…ando a dormir pouco…estou cheio de trabalho…” ou ainda “…24 horas por dia é pouco para mim…precisava de mais tempo…” ou mais ridículo “…um dia deveria ter 48 horas…”. Com tudo parece-me que falta definir de uma vez por todas, que um dia tem 24 horas. Não são mais nem menos. O princípio de nos mentalizarmos deste intervalo de tempo é um passo para adquirir uma determinada regra e rigor em nós. Os relógios são todos cronometrados para realizar contagens de tempo com algum rigor e é para todos. Mesmo que não se encontrem sincronizados todos eles fazem a cronometragem de 1 minuto, de uma hora, de um dia. Sejamos claros, um dia tem 24 horas e temos de nos organizar para este intervalo de tempo.

Vamos então considerar um individuo que na realidade anda muito ocupado. Um individuo que exerça uma actividade laboral diária e esteja a melhorar a sua formação, isto é, que estuda. Uma das regras de uma pessoa saudável é dormir em média 8 horas por dia. Podemos considerar que se dormir algumas vezes 6 horas deve repor a falta noutro dia. Continuando, 8 horas para trabalhar, hora e meia para refeições diárias, 5 horas para ir às aulas mais 2 horas para estudar em casa, diariamente. Até aqui temos 23 horas e meia totalizadas. Não esquecer que estamos a falar de um individuo muito ocupado na realidade. Verificamos que sobra meia hora diária para outras coisas. Não consideramos o tempo despendido em deslocações. É um factor a ter em conta uma vez que a qualidade de vida é um factor preponderante para uma vida saudável. Qualquer caso em que as deslocações demorem mais de 20 minutos seja a pé ou em qualquer tipo de veículo motorizado, considero que é tempo não útil, logo quem se encontrar nestas condições deve repensar as distâncias entre os diferentes pontos que exigem nossa presença. Recordo que o nosso individuo ocupado é uma pessoa saudável e que procura uma qualidade de vida melhor. Entendo que qualidade de vida não é ter um conjunto de serviçais para realizarem tarefas por nós. É um conjunto de factores e características que nos fazem sentir saudáveis, sorridentes, descontraídos, com mais saúde, e que sejamos nós próprios a definir essa qualidade de vida, quanto baste.

Repare que até aqui ainda não falamos de actividades sociais. Só falamos de actividades que estejam directamente dependentes do individuo e não da sociedade. Nosso individuo é uma pessoa bastante ocupada. Logo é natural que nos dias uteis esteja nas suas diversas actividades. Para o fim-de-semana deixamos espaço para essas actividades sociais uma vez que não temos de exercer a actividade laboral ou ir á escola/universidade. Recordo que estas são as que dependem de nossa presença.

Estamos no fim-de-semana e devemos alargar um pouco o tempo por actividade. Fazendo o somatório de tempo por actividade, 9 horas para dormir, vamos considerar agora 2 horas para refeições, é fim-de-semana e temos de descansar, restam nos ainda um total de 22 horas livres para fazermos o que entendermos. Ora se não tivesse considerado 1 hora a mais por refeição e 1 hora a mais para repor actividade cerebral em relação aos dias úteis, tínhamos um dia completo por semana para actividades sociais. Ora está se mesmo a vêr que parece que existe qualquer coisa aqui de errado. Mas como é que aparece tanto tempo livre, num individuo muito ocupado?!Não será melhor voltarmos atrás e fazermos outra vez o somatório?! A reposta é simples, Não.

Acho que o leitor neste momento está um pouco cético com esta conversa toda. Não esteja. Repare que esta simplificação na contabilização dos tempos por actividade serviu para demostrar o tempo efectivo por actividade. Claro que há sempre atrasos ou imprevisto ou outros factores diversos. Mas nós acima de todo somos gestores do nosso tempo. As actividades descritas são aquelas que o indivíduo tem obrigatoriamente que estar presente. Por que razão, parece-lhe que o tempo não chega para nada?!… A resposta também é simples: por falta de gestão do próprio tempo.

É prática corrente não sermos educados para cumprir regras e estabelecer algum rigor. Logo nosso cérebro divaguei-a por não estar “disciplinado”. A noção da “falta de tempo” vem do tempo despendido por excesso, em relação ao tempo efectivo por actividade, não compensando o excesso, logo fazendo um somatório de excessos de tempo ficamos á margem do intervalo de tempo disponível diário, as 24 horas. Por exemplo, se sua entidade patronal necessita de mais tempo, tudo bem, mas não se esqueça que foi contratado para aquelas horas diárias. Logo o tempo excedente deve ser compensado, seja monetariamente ou privando a entidade patronal do tempo excedente noutro dia da semana. O leitor faz sua preferência. Parece conversa fíada mas repare que estamos a falar do seu tempo. E o leitor deve ser gestor do seu tempo e não ser condicionado por outros factores que não o leitor. Repare que quando está em aulas, entra na aula ao “toque da campainha”, saí também ao “toque da campainha” e existe aqui uma pequena tolerância, sensivelmente 5 minutos. Repare que não é uma tolerância contabilizada em horas mas sim em minutos. Esta tolerância serve mesmo para outros factores imprevistos. Estabeleça tolerâncias fazendo as compensações devidas.

A metodologia apresentada serviu só para estabelecer um factor comparativo com o seu dia-a-dia. Claro que outros comparativos se podem estabelecer mas que sejam coerentes com o seu dia-a-dia. Se se identificou com alguma das situações expostas, tenha a noção que precisa de definir prioridades no seu dia-a-dia. Deve ter em conta, estabelecer o seu índice de qualidade de vida. Com certeza que o leitor deseja ser um individuo saudável. Vivemos rodeados de escolhas e esquecemos das escolhas com que nos rodeamos, outras vezes fazemos por esquecer e no fim quem gere as escolhas somos nós. Temos de viver com as nossas escolhas e deixar o tempo correr. Só corre atrás do tempo quem nada pode fazer. Acima de tudo, seja gestor do seu tempo.

Pedagogia Financeira Aplicada

17/04/2012

Taxa de juro, Spread, TAN, índice de confiança, rating, indicadores, são alguns dos termos aplicados em engenharia financeira que têm definições próprias, dependendo do contexto em que estão inseridos. Para um individuo comum o não domínio destes conceitos leva muitas das vezes que tome praticas, inconscientemente, menos indicadas, levando em muitos casos á ruina financeira. Muitos são os artigos de economistas e gestores, opinando sobre os mais diferentes temas económicos, que abundam na comunicação social. Mas falta um pouco de pedagogia. Ora nem todos sabemos destas coisas e muitas das vezes as opiniões nem sempre ajudam á compreensão.

Agentes económicos abundam-nos com créditos e mais créditos sem, pedagogicamente, informarem dos custos inerentes. O propósito deste pequeno artigo é entender qual a melhor metodologia financeira na aquisição de um produto ou serviço. O que será melhor adquirir um determinado produto/serviço, isto é comprar, ou adquirir determinado produto/serviço mediante um “leasing”?!… Vejamos então dois casos práticos:

  • Comprar Serviço/produto

Após 5 anos de casamento, Paul McCartney pagou à sua mulher, Heather Mills, nada mais, nada menos que 49 milhões de dólares. Assumindo que tenham feito sexo TODAS as noites durante esses 5 anos (coisa muito improvável), a relação custou a McCartney 26.849 dólares por noite. A próxima fotografia é da Heather.

  • “Leasing” de Serviço/produto

Por outro lado, Kristen, a prostituta que apanharam com o Ex-Governador de New York , Elliot Spitzer, cobra a extravagancia de 4.000 dólares por noite. Se Paul McCartney tivesse “contratado” a Kristen durante 5 anos, ter-lhe-ia pago 7,3 milhões de dólares para ter sexo TODAS as noites (coisa bastante provável), com uma poupança total de 41,7 milhões de dólares. A próxima fotografia é da Kristen.

Tendo em conta o valor acrescentado desta operação, á que considerar que Kristen tem 22 anos, nunca tem dores de cabeça, faz tudo o que lhe pedires, não se queixa, não te faz nada que não desejes. Tudo isto, por uma sétima parte do custo total, sem encargos adicionais.

Como vêem, a lógica financeira é indesmentível: A operação de compra tem em conta diversos factores de influência, nomeadamente disponibilidade financeira imediata. Por outro lado a operação “leasing”, apesar das semelhanças de uma operação de aquisição imediata e prolongada no tempo, trata se de uma operação ponderada, analisando todas as variáveis adjacentes. O “leasing” é uma operação financeira mais lógica e racional, do que a compra.

TDT – Oportunidade mas para alguns

15/04/2012

ImagemA implementação da Televisão Digital Terrestre é uma consequência de uma directiva da União Europeia, com o objectivo de libertar espectro electomagnético em toda a Europa. Como o espectro electromagnético está saturado com os mais diversos serviços de telecomunicações, neste novo sistema de distribuição de sinal de televisão passamos a ter espaços radio-eléctricos disponíveis para a implementação de novos serviços de dados, nomeadamente Internet móvel baseado em LTE. Vamos já desfazer o mito: o 4G não é a mesma coisa que LTE, segundo a 3GPP. A premissa do LTE é menor latência nas comunicações e obviamente maior velocidade na transferência de dados, em sistemas móveis celulares. Para meu espanto, porque motivo se vende uma coisa que não o é?! A futura tecnologia 4G(de quanta geração) é um sistema de comunicações móveis para sistemas celulares  baseado em LTE Advanced, segundo a 3GPP. Este último ainda não se encontra definitivamente standarizado mas prometendo velocidades até 1Gbits/s, em baixa mobilidade.

Mas, voltando á TDT, vamos entender algumas siglas correntes. Este sistema é baseado na tecnologia DVB-T com norma para a codificação do vídeo em MPEG4-H262, em Portugal, e o som em AAC. Com esta tecnologia é possível transmitir canais com definição SD (576 pixeis) e HD (720 pixeis), por opção em Portugal e com som surround. Para aqueles que andam confusos com estas terminologias, o DVB-T é um conjunto de regras que permite transmitir dados digitais, o MPEG4-H262 é um sistema de codificação de sinal de vídeo, permitindo enviar mais informação digital com menos espectro, optimizando a mensagem digital. SD e HD tem haver directamente com a largura da imagem que é transmitida, medindo a sua definição pela largura de tela. Por ultimo o AAC é um codificador de sinal de som, idêntico ao conhecido MP3 mas mais eficiente, isto é, melhor qualidade com menos bits necessários.

Todas estas terminologias referem se a tecnologias de ponta e que envolvem mais processamento, logo os equipamentos descodificadores (Set_Top_Box) também são mais caros comparativamente com outras normas de codificação. Na Europa a implementação da televisão digital terrestre foi um processo gradual, que demorou em alguns países vários anos, alguns 10 anos, e fortemente apostados na disponibilização de novos serviços, televisão não paga, televisão com subscrição e promovendo a distribuição de canais de televisão digital tanto de âmbito nacional, regional e local. No geral a oferta de pacotes de canais de televisão é bastante diversificada.

A implementação da TDT em Portugal foi um processo estranho e não menos transparente. A anterior oferta de canais, em sinal analógico, mantém se, inovando só no guia de programação de canais. Por outro lado não entendo, com a massificação dos televisores de LCD com formato 16:9, se opte por transmitir conteúdos em formato 4:3, distorcendo a proporcionalidade das imagens. Alem disso a pouco informação da fase de transição, de 2009 a Abril de 2012, foi parca acompanhada de uma publicidade de igual modo parca, sendo em alguns casos tendencialmente ameaçadora. A oferta de canais temáticos, ainda que seja do operador publico de televisão, é uma questão que definitivamente não está em cima da mesa.

Com uma publicidade agressiva e em muitos casos enganadora o numero de novos clientes para serviços de televisão digital paga cresceu exponencialmente. Como um simples espectador e consumidor de televisão pode constatar que a entidade reguladora para o efeito teve e continua a ter um comportamento de uma avestruz padecendo de uma patologia ensurdecedora.

Estamos a menos de 2 semanas do termino de uma revolução (televisão analógica policromática) que mudou as nossas vidas e o mundo. O que outrora se mostrava com orgulho e audácia, hoje a troco de umas dezenas largas anuais de euros, por cliente, de serviços de televisão, oculta se o que de mais inovador e tecnologicamente avançado existe, relativo á televisão digital terrestre, cegando a cega sociedade em que vivemos.

Portugal Candidato a Prémio Nobel

15/04/2012

Portugal Candidato a Prémio Nobel

Pessoas Inteligentes…Fazem destas coisas!…

14/04/2012

Estamos numa altura da conjuntura politico/social que o apelo a soluções inteligentes e criativas são uma mais valia para o sucesso. Enquanto uns para se enaltecerem preferem apelidar outros de ignorantes, ou “não sendo capazes”, sem na realidade apresentarem soluções inteligentes e criativas, outros inspirados na sua “ninfa”, conseguem apresentarem trabalhos de uma criatividade extrema. Vejamos então:

Proposta de Novo Acordo Ortográfico

14/04/2012

ImagemTem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas. É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se?!…O que estão lá a fazer?!…Aliás, o qe estão lá a fazer?!…Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade. Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra. Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?!…Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”. Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”. Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”. Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z” .

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k” .Ponha um q. Não pensem qe me esqesi do som “ch”. O som “ch” será reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”?…Ninguém, pois não?!..O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa .

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”. Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural. No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente .

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”- ixtu é lójiqu?!…Para qê qomplicar?!…Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto?!…Maix uma letra mud a qe eliminamox. É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem ! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex?!…Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?!…

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!…Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox. A qextão a qoloqar é: á alternativa ? Se não ouver alternativa, pasiênsia. É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer. Max, em outrox qazos, á alternativax.

Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax lê-se “u” e outrax, lê-se “ô” . Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! qe é qe temux o “u”?…Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil!…Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu. Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”. Sempre. Simplex i sem qompliqasõex. Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” – pur “ainx” i “õix” pur “oinx”. Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu. Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?!…

A Politica tem destas coisas…

04/03/2012

Política, um outro olhar

16/02/2012

Em regimes democráticos a política é a arte ou ciência de determinadas praticas que fomentam o bem comum. A arte é a implementação de um determinado “saber fazer”, seja ele específico ou não. A ciência é a implementação de um método com recurso a um Saber amplamente aceite como conhecimento científico. No meu entender a aplicação de arte com saber científico, independentemente da área em questão, é a melhor definição de Política. Portanto a melhor arte sustentada em base científica possivelmente levará á melhor política. Mas o conceito de política nunca foi bem definido. Vejamos, a palavra política é derivado de grego antigo, politeía, que indicava procedimentos relativos à Pólis, isto é cidades. Por extensão, poderia significar tanto cidades como sociedades, comunidade, coletividades e outras definições referentes à vida urbana. No sentido comum, vago e às vezes um tanto impreciso, política, como substantivo ou adjectivo, compreende arte de guiar ou influenciar o modo de governo pela organização de um partido político, pela influência da opinião pública, pelo aliciamento de eleitores. Num conceito erudito, política “consiste nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem”, segundo Hobbes ou “o conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados”, para Russelou “a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo”, que é a noção dada por Nicolau Maquiavel, em “O Príncipe”.

Sem conhecer o verdadeiro significado do que é a Política, tanto num sentido comum como num sentido mais erudito, a adesão á política é olhada por muitos como a oportunidade de uma vida. Com mérito ou não, a oportunidade de estar em política é a arma de os que exercem o poder sobre os seus subalternos. Sem conhecer na realidade a nobre prática da política, esta hoje está transformada num verdadeiro instituto do emprego, penalizando aqueles que prescindem da engrenagem partidária. O partidarismo, outrora como sendo um centro de reflexão e discussão, é hoje a engrenagem de técnicas pouco claras de prosperidade e de progressão na carreira, denegrindo a imagem da nobre prática.

Serviço Público

31/01/2012

Instalou-se na sociedade o conceito de segurança perverso. Esta segurança garantida pelo poder político como arma de exercício de poder permitia o planeamento de um futuro próspero. Ao funcionalismo público era garantido melhor renumeração, melhores condições de trabalho e garantida segurança no posto de trabalho. Por outro lado ao funcionalismo não público nunca foi dada a oportunidade de este se prosperar, tornando palco de pouca disputa e muito compadrio a quem fosse alocado nos meandros do Estado. Aliás a sociedade em Portugal sempre foi dividida em três classes distintas: os ricos, aqueles que exercem qualquer tipo de poder, os portugueses, aqueles que se encontram no funcionalismo público e os outros, aqueles que são vistos como portugueses de segunda. Para quem dúvida desta simplória classificação basta olhar para as manifestações do sector público, caracterizando-as como manifestações dos portugueses. Aliás as “pontes” ao trabalho são práticas do funcionalismo público e não dos “outros”. Aos “outros” nunca foi permitida “honrosa” prática.

Durante muitos anos se implementaram práticas de pouco serviço público, uma vez que, independentemente da produtividade no trabalho, a segurança no mesmo era sempre garantida. Os “outros” na realidade, faziam o dito serviço público uma vez que “alinhavam” na latência das estruturas públicas, fazendo se cumprir como portugueses de primeira. Por curioso, aquando da “entrada” da austeridade é pedido aos “outros” que se comportem como “os muito ricos” uma vez que noutros tempos tinham comportamentos irresponsáveis levando o Estado á falência técnica. É o reverso da medalha daqueles que não querem assumir as suas responsabilidades. É perversa toda esta realidade uma vez que aos que “tinham poder” na realidade só se preocuparam em ter mais poder, ficando como espectadores no teatro encenado por “os outros” e por os “portugueses”. O serviço público sempre foi visto como um alocador de colaboradores e não como uma prática para o bem comum, típico de uma sociedade com deficiente formação. Numa radical mudança “teatral”, hoje ao parco serviço público é diminuída a sua actividade, aluziando como um despesismo do sector Estado, incentivando “os outros” a pagar, mesmo com fracos recursos, todas e mais algumas mordomias aqueles que exercem o poder. Aos portugueses por sua vez também é pedida esta “solidariedade”. O que em tempos era segurança hoje também se tornou mais precário.

Conceitos elaborados como produtividade, competitividade e outros terminados em “ividade” são hoje apregoados como soluções para um futuro mais próspero, numa sociedade que não entende minimamente a definição de elaborados conceitos. A educação e a formação devem ser a arma da prosperidade desde que na realidade se eduque e se forme e não se atribuam demagógicos certificados iludindo competências de uma melhor educação e melhor formação. Com a atribuição destas falsas competências a definição dos conceitos elaborados nunca é entendida, utilizando-se práticas contrárias a estes conceitos.

Estado de Sono Profundo

28/01/2012

Recorrentemente é notícia na comunicação social que diversas autarquias ponderam o corte de iluminação pública em diversos pontos de seus concelhos. Uns mais audazes, alegando razões económicas, já se adiantaram nesta revolução fomentando às populações um estado de “sono profundo”, instigando assim a um “recolher obrigatório”, por um período de algumas horas. Fazendo uma análise económica, é previsível que a economia tenda a piorar, sendo obrigatório aumentar o período de “sono profundo”. Por um lado olhando para o calendário deparo-me que estamos no seculo XXI. Ora o que até á alguns anos atrás o seculo XXI era o seculo da revolução técnica/ideológica parece que afinal essas previsões estavam completamente erradas, uma vez que práticas do dia-a-dia penhoravam o futuro. Entendo que afinal o Homem que se impôs a todos os outros seres na fase da Terra, tornando-se o maior predador, agora não consegue acompanhar as mudanças impostas pelo mesmo. Temos a revolução tecnologia que permite ter uma melhor qualidade de vida mas o Homem, afinal, não tem capacidade de superar os impactos que a mesma tecnologia lhe proporcionou. Por outro lado, actuais concelhos pertencendo á zona de influência das antigas SCUTS, alegam argumentos para a não cobrança do respetivo dízimo enquanto outras alternativas não tiverem as devidas condições de segurança. Pergunto, porque será que aquando da implementação do novo estado de “sono profundo”, as mesmas não implementam outras alternativas que garantam a segurança a um estado de sono mais profundo? Não entendo e não consigo descobrir a logica de atitude deste contrassenso de posições. Talvez a única coisa que leva o homem a ter posições sem nexo seja o “guito” (denominação utilizada por toxidependentes para a palavra dinheiro). Dizem por aí que dinheiro é poder, mas parece que dinheiro afinal, é a droga que leva a um estado de dependência de poder, tendo como efeito secundário a dependência de mais poder. A cura a esta dependência ainda não foi encontrada mas também não há interesse. A patologia desta dependência leva a que o homem perca a capacidade criativa anterior á mesma, ficando reduzido á dependência por mais poder.

Afinal o apagão não é só tecnológico mas sim um apagão ideológico que começou há pelo menos uma década e se manterá por tempo indeterminado.

Viver o dia-a-dia com a demagogia

26/01/2012

Ao analisarmos as mais varias petições que correm por esse país fora, verificamos que muitas delas fundamentadas com base jurídica mas que infelizmente não alcançam o numero de subescritores mínimos necessários para que a petição seja a “arma da democracia”. Por outro lado é notável que outras petições fundamentadas com pouca base técnica/jurídica ou nenhuma e compostas de textos redondos e demagógicos são as que mais números de subescritores têm. Estas últimas normalmente apresentam uma opinião pessoal não contendo elementos de base jurídica que possa ser discutida na assembleia da república. Verificando a ultima petição intitulada “Petição Pedido de Demissão do Presidente da República” que consta, até á data de publicação deste artigo, de 35095 subescritores verificamos o profundo desconhecimento de como funciona a constituição portuguesa e seus respectivos órgãos. De minha interpretação, parece-me que não é possível pedir a demissão do Presidente da Republica, uma vez que este é o mais alto e nobre cargo da nação. Segundo a Constituição da Republica Portuguesa o que está previsto é a renúncia por parte de quem exerce estas funções, Artigo 131º alínea primeira, que menciona que “O Presidente da República pode renunciar ao mandato em mensagem dirigida à Assembleia da República”. Parece-me a renuncia é a intenção pessoal do potencial renunciante do cargo.

O valor da educação e o gosto pelo conhecimento são a base para uma sociedade mais rica e competitiva. Aos 35095 subescritores que perderam tempo a lêr o texto da petição e preencherem respectivos campos de edição da aplicação informática, poderiam ter contribuído, dispensando do mesmo tempo, com uma actividade mais eficiente para a sociedade.

Considero que as ultimas declarações do Presidente da Republica relativo aos rendimentos pessoais que aufere, foram infelizes, mas do mesmo modo, infeliz, não se deve combater estas declarações com armas igualmente infelizes. Do mesmo modo em que a mediocridade está instalada em todos os patamares da sociedade, a demagogia é a sua sombra inseparável.

Regras para a procura de Emprego

22/01/2012

Nos dias que correm a procura de emprego é quase uma missão impossível. Por um lado porque nossas estruturas educativas não preparam o indivíduo para o mercado de trabalho. Por outro lado o individuo educado com uma visão conservadora não tem a audácia de ser inovador. A procura de emprego e análoga á venda de um produto, devendo o individuo utilizar técnicas idênticas utilizadas por um comercial. Para os mais audazes a proposta de um projecto pode ser uma mais-valia contribuindo para a criação do seu posto de trabalho. Vale a pena ver o próximo vídeo na íntegra.

Tomada de Posse do XI Governo Regional da Madeira

09/11/2011

Realizou se hoje a sessão de tomada de posse do XI Governo Regional da Madeira. O site da Presidência do Governo Regional disponibilizou o texto que Alberto João Jardim utilizou no discurso de tomada de posse. Trata-se de um texto repleto de citações de grandes pensadores portugueses e estrangeiros, com várias referências à “pessoa humana” e às conquistas do povo.

Na minha avaliação pessoal, trata se de um brilhante discurso político, dos melhores que ouvi até hoje, revelando o grande conhecimento que Alberto João Jardim tem de política seja ela nacional, internacional ou teórica/filosófica. Alberto João Jardim é um dos poucos políticos que “faz” politica muito ao estilo de Sá Carneiro. No seu discurso por diversas vezes faz referência a este ultimo revelando a sua filosofia reacionaria humana.

Alberto João Jardim citando Henrique Raposo refere que «o regime político português morreu três vezes. Morreu economicamente, porque o Estado consome aquilo que a sociedade produz. A segunda morte é institucional. Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos, é um Estado de Direito falhado, na medida em que a Justiça se transformou num embaraço confrangedor. A terceira morte é a do sistema partidário, porque os Partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade, daí a aversão ao emagrecimento do Estado».

Com o presente regime político-constitucional, os Portugueses «perderam a paz e a segurança de pessoas e bens. Perderam a confiança no depósito seguro das poupanças. Perderam os Valores e a estabilidade que a Instituição Família propiciava ao País. Perderam conceitos de Honra e de vergonha, com os enriquecimentos fáceis e ilícitos, com o reino do consumismo e com a falta de respeito para com o nosso semelhante. Perdemos a capacidade de produzir para o nosso próprio sustento. Perdemos parte da nossa juventude. Perdemos uma classe média, espinha dorsal do País, da estabilidade social e dos Valores nacionais. Perdemos o orgulho no passado e a fé no futuro. Perdemos a segurança na Justiça». Alberto João acrescenta que “Mergulhámos no aborto livre, nos casamentos homossexuais, no divórcio na hora, na liberalização do consumo de droga”.

A parte final do discurso tem várias referências à Autonomia. É um discurso que vale a pela lêr na íntegra.

DISCURSO TOMADA POSSE XI GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA

O Voto e a sua Disciplina

08/11/2011

Numa qualquer sociedade dita desenvolvida o conceito de disciplina é à muito apregoado. Seja a nível social seja a nível económico estas sociedades estão formatadas para o sucesso, mantendo a diversidade da mesma. No entanto estamos a falar do conceito de disciplina sem muitas das vezes entendermos o seu significado. Na verdade o conceito de disciplina pode ter diferentes conotações, dependendo do contexto onde está inserido. Ora vejamos: o conceito de disciplina, no contexto militar, é considerado uma qualidade a ser seguida pelos soldados, com o objectivo de torná-los aptos a não se desviarem de uma determinada conduta padrão, desejável para o bem comum do regimento, mesmo em situações de pressão extrema. No conceito de educação a disciplina pode ser considerada matéria, aula ou cadeira, como também pode indicar a disposição dos alunos em seguir os ensinamentos e as regras de comportamento. Na realidade a palavra disciplina tem a mesma etimologia da palavra discípulo, que significa ” aquele que segue”. É importante entender a etimologia das palavras, isto é a origem da palavra, de modo a evitar erros disciplinares de utilização das palavras. Ora a palavra disciplina deriva de “discípulo” e tanto uma como a outra, ambas derivam do termo latino “pupilo” que por etimologia significa instruir, educar, treinar, dando a ideia de modelagem. Num conceito prático a disciplina é uma aplicação prática de uma determinada conduta, imposta por um determinado conjunto de regras. Ora todo o que seja disciplinado é controlado uma vez que se faz valer pelo conjunto de regras previamente estipuladas. Quando se fala de um objectivo a atingir, estamos a moldar um conjunto de regras de modo a atingir o patamar pretendido. Ora a adopção de determinadas politicas com o objectivo de atingir determinado patamar, no contexto das sociedades, projecta a sociedade para um patamar disciplinado e cumpridor das políticas determinadas, mas mantendo a sua diversidade.

Numa outra vertente o voto é um direito atribuído a um indivíduo com o objectivo de expressar a sua opinião. Essa opinião dependendo da situação ou contexto pode ser expressa de várias formas. Por exemplo num grupo de pessoas a escolha colectiva desse mesmo grupo pode ser seleccionada por um sistema de voto, de modo a encontrar algo em comum. A maneira mais comum de votação é aquela na qual há um conjunto com um número inteiro de opções e cada indivíduo escolhe uma delas, ou seja, cada um vota na sua opção candidata preferida. A opção vencedora é a que receber mais votos. A adopção de sistemas de voto em sociedades democráticas é uma forma de um qualquer indivíduo poder expressão a sua opinião. Do somatório das opiniões individuais resulta a opinião do grupo. A democracia do mundo moderno tem como premissa a existência de um corpo eleitoral periodicamente renovado e de um eleitorado composto por aqueles que têm direito de votar. Não há representação política sem eleição.

Por outro lado parece me que cada vez mais se utiliza os dois conceitos, o voto e a disciplina simultaneamente, fazendo crer que são um conjunto inseparáveis. O que a este novo conjunto traz um novo conceito. Estamos a falar da disciplina de voto. Ora este conceito que se faz crer em situações de opinião controlada. No contexto de grupo, isto quer dizer que a opinião individual de um elemento do grupo é disciplinada para um conjunto de orientações, definidas pelo grupo, mesmo quando o indivíduo não concorde individualmente com essas orientações. Ora se um indivíduo não concorda com as orientações para a qual está a ser disciplinado, afinal o que faz o indivíduo nesse grupo?!…Alem de só contribuir para a quantidade do grupo, na realidade torna-se uma gordura do mesmo. Entendo que é contra a natureza. A diversidade e a originalidade são um dos maiores trunfos da natureza. Alguém conhece um ser vivo que seja igual a outro ser vivo?!…Não vale a pena procurarem porque não existe.

A disciplina de voto é contra a natureza dos próprios indivíduos, uma vez que a moldagem é o oposto da originalidade. Impõe-se voto disciplinar á disciplina de voto.

Entender o Défice Público

04/11/2011

Todos os dias entra pela nossa casa a dentro a palavra défice. Através da televisão, dos jornais e até nós próprios falamos sobre isso. Mas será que realmente sabemos o que isso é?!…Afinal o défice é positivo ou negativo nas nossas vidas?!… Pois bem, deve haver muito boa gente que não sabe realmente do que se trata. Vamos então entender.

A palavra défice pode ter várias conotações, dependendo do contexto em que é inserido. Por exemplo, em contabilidade significa “um saldo negativo”. Num qualquer orçamento significa que, os gastos (despesas) superam os ganhos (receita). Na balança de pagamentos (transacções com o resto do mundo) o défice da balança comercial ocorre quando o valor total das importações supera o das exportações. Défice em conta corrente é um conceito mais abrangente incluindo além das transacções comerciais de um país com o resto do mundo (exportações e importações) as transacções em serviços e as chamadas transferências unilaterais (basicamente doações). No contexto macroeconómico, o défice em conta corrente da balança de pagamentos reflecte a diferença entre a poupança total e o investimento total do país. No mesmo contexto, o défice publico ocorre quando o valor das despesas de um governo é maior que as suas receitas. Normalmente o valor do défice público é expresso em percentagem sobre o PIB do país, permitindo a comparação entre países e a avaliação do excesso de despesa de cada país em relação ao valor da produção.

A equação que define o défice público é a seguinte:

Défice público = variação da dívida do governo + variação do valor dos activos + variação da moeda.

A variação da dívida do governo é equivalente ao gasto do governo menos a arrecadação (via tributação). A variação dos activos expressa as compras e vendas de activos pelo governo e a variação da moeda refere se à variação da Base Monetária. Sendo assim:
– Se défice público 0, então a política fiscal é expansionista.
Segundo John Maynard Keynes o défice orçamentário é um mecanismo anticíclico de equilíbrio económico, em política económica, em períodos de depressão económica, é necessário criar um défice sistemático no orçamento para estimular a economia, e aumentar a taxa tributária em períodos de prosperidade para acumular poupança, desta forma são criados recursos que são aproveitados em investimentos futuros, ou seja, forçar o orçamento de tal forma, que irá manter a economia oscilando, ora para cima, ora para baixo. Quando houver viés de baixa, deve-se forçá-la a subir, ao contrário, quando o viés for de alta, forçamo-lo a baixar, assim existe condição de manipular os índices económicos de tal forma, que sempre será possível fazer a economia deficitária ou superavitária de acordo com as necessidades macroeconómicas, a este processo se dá o nome de orçamento cíclico ou realimentado.

Portanto no contexto em que entra a palavra défice nas nossas casas, o défice é o saldo anual negativo, entre as receitas e as despesas, em percentagem do PIB. As primeiras conclusão que tiramos são, se temos défice significa que nos vamos ter de endividar mais para pagar esse diferencial. Significa então, vamos ter mais dívida. Mas atenção, não há mal em ter défice. Aliás sempre tivemos, nós e os outros. Por outras palavras o défice é um instrumento financeiro de equilíbrio da macroeconomia. O problema reside quando o défice é maior que o crescimento do PIB. Aí o nosso endividamento sobe em relação à nossa produtividade, e neste caso estamos a nos endividar sem obter resultados práticos. Isto justifica a famosa regra dos limites de 3% de défice.

A União Europeia baseou-se no crescimento médio do PIB expectável para aplicar essa regra. Desta forma, limita o endividamento sobre o PIB. Sei também que muitos contestam esta medida dizendo que não permite estimular a economia. Pois bem, basta olhar para o caso português para ver que não é bem assim, uma vez que nós andamos a estimular a economia com défice de 9,3% para termos um crescimento no ano seguinte de 1,1% (expectável) do PIB?!…A má utilização deste instrumento financeiro só aumentou o nosso endividamento sobre a riqueza que produzimos!

Numa opinião pessoal o grande problema de Portugal foi ter défices, ao longo destes 15 anos, sempre superiores ao crescimento do PIB, e sucessivos governos não souberam aproveitar os muitos subsídios para o estímulo da economia, patrocinados pela União Europeia. Agora temos que pagar a factura…

As Dez Orientações Fundamentais para a Austeridade

29/10/2011

Fundamentação: A vós que estas a ler estas orientações é porque andaste nos últimos anos a viver como um rico. Com esse tipo de atitude foste um grande contributo para a despesa do Estado. Agora é altura de apertar o cinto e baixar as calças ao mesmo tempo. Se seguires estas rigorosas orientações é provável que num futuro proximo sejas uma pessoa diferente e capaz de fazer o impossível. Assim vamos redefinir as tuas orientações para que de futuro tenhas mais juízo.

Primeira Orientação: Se tinhas o hábito de sair regularmente á noite, a partir de agora tens de mudar esse estilo de vida, que é só para quem tem dinheiro. Se não tinhas dinheiro porque motivo te andavas a pavonear?!…Se entenderes sair (apesar das tuas maneiras no passado), então consume só um café e pede um copo de água da torneia, sem te esqueceres da factura, claro.

Segunda Orientação: Se tinhas o bom hábito de tomar os dois lanches previstos numa dieta saudável (a meio da manhã e a meio da tarde), a partir de agora deves cortar nesse desperdício. Ao dinheiro que gastavas, guarda-o num mealheiro. Se porventura o estômago teimar, bebe um copo de água da torneira que isso passa. Sê solidário: Não te esqueças de contribuir com duas refeições semanais para outros mais necessitados do que tu. Modera o consumo de água potável, uma vez que os últimos estudos referenciam a escassez da mesma.

Terceira Orientação: Sabendo tu que os combustíveis estão caros, porque andas de automóvel?!… O Automóvel é coisa de rico por isso ou vende o carro ou então guarda-o bem na garagem. Num cenário possível, está previsto que daqui a 20 anos tenhas condições para o usares sem te lamentares.

Quarta Orientação: Evitar deslocações nos transportes públicos. Não queremos aumentar as despesas do Estado Central com passeios desnecessários. Na realidade estamos a zelar pela tua saúde, coisa que até agora não tens estado sensibilizado, estimulando todo e qualquer tipo de deslocação a pé. Como queremos ir mais além, estudos médicos mencionam que andar a pé pelo menos 30 minutos por dia é saudável, recomendamos que desportivamente, olha agora pela tua saúde.

Quinta Orientação: Evitar o uso de espaços públicos destinados a ricos, por exemplo aeroportos. Em caso de calamidade natural não queremos que apanhes chuva e frio e porventura teres de te deslocar a um hospital. Neste caso não te esqueças que também contribuis para o aumento da despesa do estado. Todas e quaisquer atitudes que remontam a te deslocares a um serviço de saúde público, devem ser evitadas. Já chega de despesismo com a tua saúde.

Sexta Orientação: Como tens andado a viver como um verdadeiro “lorde” contribui com um sorriso, parte do teu vencimento anual. Por exemplo contribui solidariamente com o teu montante para férias e o mesmo com o montante do Natal. Sempre que poderes desloca-te a pé a uma Instituição do Estado e agradece pela oportunidade que te é dada.

Sétima Orientação: Contribui regularmente para Instituições sempre com um sorriso. Marca a tua vez numa Repartição do Estado descontando esse dia como um dia de férias. Voluntaria-te na manutenção de todo o tipo de vias rodoviárias. A actual situação é dramática. Agradece sempre pela oportunidade, te facultada.

Oitava Orientação: Se és daqueles que sempre que o calendário permitia, fazias “ponte”, fica a saber que a actual austeridade se deve a esse tipo de atitude. Para compensar os teus maus hábitos do passado, é favor de seguires a sétima orientação.

Nona Orientação: O trabalho dá saúde! Mantêm-se saudável trabalhando de sol a sol, fazendo horas extraordinárias nas noites de lua cheia, sem contrapartida financeira, uma vez que outros se encontram melhor habilitados na gestão do dinheiro. Como a iluminação de rua da tua comunidade está desligada, nas restantes noites aproveita a oportunidade para com a tua família. Apesar de no passado ensinares os péssimos hábitos de despesismo aos teus semelhantes, agora tens uma oportunidade de teres um certificado de bom comportamento, sensibilizando os mesmos para estas rigorosas orientações. Olha para estas noites como formação pessoal. Apesar de no passado seres um despesista, consideramos que agora estás no bom caminho. A produtividade do país agradece o teu empenho!

Decima Orientação: Evitar fazer perguntas consideradas não pertinentes a Entidades do Estado que zelam pelo teu interesse.

Portugal, 1 de Janeiro de 2012

Assinatura
Os Orientadores da Austeridade

Download aqui para obter documento

Musica Sensação

06/04/2009