Archive for the ‘Actualidade’ Category

Estar-se a “marimbar”

30/07/2014

Desert

No atual contexto de crise que ainda vivemos, aqui no Algarve (e provavelmente em outras zonas do país) é chocante ver a quantidade de gente que se está a completamente a “marimbar” para quem passa mal.
Não falo só do abandono de idosos nos lares, sem visitas e sem que alguém da sua família mostre interesse e carinho. Falo também do alheamento da esmagadora maioria das pessoas, em particular, daquelas que, fruto do seu trabalho ou de heranças, têm mais possibilidades financeiras e mais poderiam ajudar quem mais sofre com o desemprego, a falta de comida para alimentar os filhos, de dinheiro para pagar rendas, a água, luz, uma botija de gás, etc.”O que é que interessa!” pensam aqueles a quem vida corre bem.
Não têm nada a ver com isso! Cada um que saiba de si! O Estado que se endivide mais para lhes dar subsídios e apoios! Uma parte da população são autênticos monstros indiferentes que só se preocupam com o seu umbiguinho, as suas viagens, o seu bem estar, os seus programinhas e o resto é lá com eles.
É engraçado que muitas histórias de heróis e grandes façanhas, verdadeiras ou de ficção, começam com um dilema moral. Falam-nos de pessoas normais, objectivamente sem grandes meios humanos ou materiais que, a dada altura são “importunadas” por alguém com quem se cruzam e alguém que os despertam para desafios e realidades que até aí lhes eram completamente alheias. E estando numa situação acomodada, aburguesada, com projetos de bem estar e conforto são abanadas e atraídas a sair da sua concha. Alguém lhes atira um balde de água fria à cara e lhes pede que compliquem a sua vida, deixem de olhar só para o seu umbigo, os seus bens e os seus programas para se meterem em assuntos e pessoas que nada têm a ver com a sua vida: gente que não é da sua familia, nem sequer sua amiga ou do seu país ou região; gente que, pelas mais variadas razões, são oprimidas, passam mal e são vítimas de injustiça.
E este dilema moral está lá sempre presente: “borrifo-me ou preocupo-me” ?
Estou-me a lembrar dos Alentejanos que, em 1384, D.Nuno Alvares Pereira desesperadamente tentava convencer a participar na futura (e aparentemente suicida) batalha de Atoleiros, tendo inclusive apanhado alguns a meio da noite a desertar.
Estou-me a lembrar de Bilbo Baggins e do seu sobrinho Frodo que resistiram ao apelo de Gandalf e dos anões para viajarem a terras distantes e desconhecidas, quebrando o aparente ciclo de felicidade do Shire onde estavam comodamente instalados.
Estou-me a lembrar da estudante universitária norte americana Jean Donovan que, desafiada pelo capelão da sua Universidade, lançou-se no interior de El Salvador, acabando assassinada, em 1980, de forma brutal e que antes de partir para a América do Sul, perguntava-se a si mesmo “Porque é que eu não posso ser apenas uma insignificante dona de casa dos subúrbios ?”
Estou-me a lembrar do sr Scrooge do “Conto de Natal” de Charles Dickens, o milionário ávaro, mal disposto contra o mundo e contra todos.
Infelizmente o que se vê à nossa roda, é a esmagadora maioria das pessoas metidas em si mesmas e nas suas coisas, querendo gozar tudo o que de bom a vida tem para dar, encolhendo apenas os braços pela má sorte de outras pessoas menos afortunadas. Alguns parece que querem levar o dinheiro para a cova. São casos quase patológicos.
Como diz o Papa Francisco “Ninguém deveria dizer que se mantém longe dos pobres, porque as suas opções de vida implicam prestar mais atenção a outras incumbências. Esta é uma desculpa frequente nos ambientes académicos, empresariais ou profissionais, e até mesmo eclesiais () Ninguém se pode sentir demitido da preocupação pelos pobres e pela justiça social” “Evangelii Gaudium 201”. O mesmo Papa Francisco chamou à atenção, na sua primeira viagem pastoral fora do Vaticano, à ilha de Lampedusa, para a “globalização da indiferença”.
Menos indiferença, menos alheamento! Quem mais tem, tem que se sentir responsabilizado !

A psicologia do mal em nós

04/09/2013

Porque é que todos nós, conseguimos ser e fazer coisas más ou, sendo maus, conseguimos ser e fazer coisas boas ?
Excelente apresentação no TED, com implicações ao nível da economia, isto é, bem no centro da espiral que está na origem da crise que atualmente

Estranho Mundo Este

05/02/2013

CopyrightA propósito do novo projecto de lei do actual executivo governativo, sobre a nova taxa a ser aplicada a dispositivos que permitam gravação, nomeadamente telemóveis, tablets, leitores de Mp3, caixas descodificadoras (entenda se boxs de TDT) é intenção a cobrança de uma taxa sobre direitos privados. A proposta indica que por cada GB num telemóvel ou Tablet, será taxado em 0.25€ (50 escudos). Os leitores de MP3 serão taxados em 0.4€ (80 escudos) e as caixas descodificadoras em 0.05€ (10 escudos), segundo o Jornal de Negócios. Actualmente já se paga uma taxa para equipamentos que permitam a gravação, tais como os CDs e DVDs.

Ora parece-me que o ridículo é hoje aceitável como uma atitude natural. Vejamos que estes equipamentos permitem funcionalidades de gravação que complementam novas funcionalidades, fruto da evolução tecnológica. É curioso que em vez de se ajustar a legislação á inevitável evolução tecnológica, se criem mecanismo que a troco de dízimos se faculta, a quem pode, o acesso a estas tecnologias. O desconhecimento do funcionamento dos equipamentos referidos é a base para se criar mecanismos legais de taxação. Para quem ainda não sabe, e parece-me que é generalizado, aos telemóveis e Tablets é facultado, pelo fabricante, gratuitamente na compra um dispositivo de armazenamento entenda-se os cartões de memória de modo a aumentar a capacidade de armazenamento nativa, atendendo a que a mesma a médio prazo se torna obsoleta. Deste modo é aumentando a sua “esperança” de vida, uma vez que as aplicações e o sistema operativo destes equipamentos, fruto mais uma vez da segurança e evolução tecnologica, são actualizados com alguma regularidade e obviamente necessitam de mais espaço de memoria. No caso dos leitores de MP3 e nomeadamente os “Ipod”, ao espaço que disponibilizam é para ser alocado com músicas compradas nas lojas para o efeito, como por exemplo o “ Itunes”. Se porventura o utilizador por outros meios adicionar musica não comprada em locais oficiais aí sim é ilegal e não se enquadra no âmbito deste texto. Outro tipo de equipamento que não este ultimo, existe realmente a possibilidade de infringir os direitos privados, mas então que se proíba a sua comercialização. Por ultimo falta referir as caixas descodificadoras, mais uma vez entenda-se as boxs de TDT, que estas não albergam nenhum espaço de armazenamento nativo para posterior gravação. Para tal é necessário adquirir uma “pen” ou adaptador de cartão de memória para o efeito. Mas aqui também já se paga uma taxa sobre direitos televisivos. Não se entende. Curioso é que sobre equipamentos de multimédia, nomeadamente equipamentos que permitam a gravação de conteúdos digitais e posterior leitura, não exista alguma referência, visto que e fruto de evolução tecnológica, estejam em declínio para outro tipo de tecnologia como por exemplo o serviço das televisões por assinatura (que também já inclui taxa sobre direitos privados).

Parece-me que estes “indivíduos”, não assente num parecer técnico, querem a tudo custo “sacar” mais algum “guito” á “malta”. Estas palavras ditas deste modo parecem que temos aqui uns “agarradinhos” á procura de um fundo de maneio para orientarem mais um pouco da “branquinha”. Nem mais…, o comportamento é similar.

Processo de Sócrates Arquivado

23/09/2012

E é esta a justiça do nosso país…Por favor, não gozem mais com a malta!!!

QUO VADIS PORTUGAL?

09/09/2012

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Começo seriamente a duvidar da existência de um futuro risonho para Portugal e para os portugueses.

Onde está o dinheiro do caso BPN? Para quando um travão sério na mamagem das parcerias público-privadas? Porquê que só o povo português é que tem de assumir responsabilidades dos disparates que foram feitos?

Assim não vamos lá!

Passagem do Planeta Venus

06/06/2012

Decorreu hoje a passagem do planeta venus, em frente ao sol, visivel em algumas partes do planeta Terra. Com excessão do sul da europa e do continente Africano, hoje o planeta pode se contemplar com este magnifico evento astronómico que decorre em ciclos de 8 e 100 anos consecutivamente. Em 2004 foi o ultimo ano que se registou este evento. Só em 2114 se voltará a repetir este fenomemo.
Ficam algumas fotos para mais tarde recordar!….

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Fonte: Nasa from Solar Observatory

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Fonte: Nasa from Solar Observatory

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Fonte: National Geographic from Florida

Seja Gestor…do seu Tempo

20/04/2012

É comum em conversas com amigos ouvirmos as mais diferentes expressões, fazendo nos parecer que são pessoas muito ocupadas. “Não tenho tempo para nada…” ou “…não posso, tenho cenas para fazer…” ou “…ando tão ocupado que não tenho tempo para dormir…” ou mesmo “…ando a dormir pouco…estou cheio de trabalho…” ou ainda “…24 horas por dia é pouco para mim…precisava de mais tempo…” ou mais ridículo “…um dia deveria ter 48 horas…”. Com tudo parece-me que falta definir de uma vez por todas, que um dia tem 24 horas. Não são mais nem menos. O princípio de nos mentalizarmos deste intervalo de tempo é um passo para adquirir uma determinada regra e rigor em nós. Os relógios são todos cronometrados para realizar contagens de tempo com algum rigor e é para todos. Mesmo que não se encontrem sincronizados todos eles fazem a cronometragem de 1 minuto, de uma hora, de um dia. Sejamos claros, um dia tem 24 horas e temos de nos organizar para este intervalo de tempo.

Vamos então considerar um individuo que na realidade anda muito ocupado. Um individuo que exerça uma actividade laboral diária e esteja a melhorar a sua formação, isto é, que estuda. Uma das regras de uma pessoa saudável é dormir em média 8 horas por dia. Podemos considerar que se dormir algumas vezes 6 horas deve repor a falta noutro dia. Continuando, 8 horas para trabalhar, hora e meia para refeições diárias, 5 horas para ir às aulas mais 2 horas para estudar em casa, diariamente. Até aqui temos 23 horas e meia totalizadas. Não esquecer que estamos a falar de um individuo muito ocupado na realidade. Verificamos que sobra meia hora diária para outras coisas. Não consideramos o tempo despendido em deslocações. É um factor a ter em conta uma vez que a qualidade de vida é um factor preponderante para uma vida saudável. Qualquer caso em que as deslocações demorem mais de 20 minutos seja a pé ou em qualquer tipo de veículo motorizado, considero que é tempo não útil, logo quem se encontrar nestas condições deve repensar as distâncias entre os diferentes pontos que exigem nossa presença. Recordo que o nosso individuo ocupado é uma pessoa saudável e que procura uma qualidade de vida melhor. Entendo que qualidade de vida não é ter um conjunto de serviçais para realizarem tarefas por nós. É um conjunto de factores e características que nos fazem sentir saudáveis, sorridentes, descontraídos, com mais saúde, e que sejamos nós próprios a definir essa qualidade de vida, quanto baste.

Repare que até aqui ainda não falamos de actividades sociais. Só falamos de actividades que estejam directamente dependentes do individuo e não da sociedade. Nosso individuo é uma pessoa bastante ocupada. Logo é natural que nos dias uteis esteja nas suas diversas actividades. Para o fim-de-semana deixamos espaço para essas actividades sociais uma vez que não temos de exercer a actividade laboral ou ir á escola/universidade. Recordo que estas são as que dependem de nossa presença.

Estamos no fim-de-semana e devemos alargar um pouco o tempo por actividade. Fazendo o somatório de tempo por actividade, 9 horas para dormir, vamos considerar agora 2 horas para refeições, é fim-de-semana e temos de descansar, restam nos ainda um total de 22 horas livres para fazermos o que entendermos. Ora se não tivesse considerado 1 hora a mais por refeição e 1 hora a mais para repor actividade cerebral em relação aos dias úteis, tínhamos um dia completo por semana para actividades sociais. Ora está se mesmo a vêr que parece que existe qualquer coisa aqui de errado. Mas como é que aparece tanto tempo livre, num individuo muito ocupado?!Não será melhor voltarmos atrás e fazermos outra vez o somatório?! A reposta é simples, Não.

Acho que o leitor neste momento está um pouco cético com esta conversa toda. Não esteja. Repare que esta simplificação na contabilização dos tempos por actividade serviu para demostrar o tempo efectivo por actividade. Claro que há sempre atrasos ou imprevisto ou outros factores diversos. Mas nós acima de todo somos gestores do nosso tempo. As actividades descritas são aquelas que o indivíduo tem obrigatoriamente que estar presente. Por que razão, parece-lhe que o tempo não chega para nada?!… A resposta também é simples: por falta de gestão do próprio tempo.

É prática corrente não sermos educados para cumprir regras e estabelecer algum rigor. Logo nosso cérebro divaguei-a por não estar “disciplinado”. A noção da “falta de tempo” vem do tempo despendido por excesso, em relação ao tempo efectivo por actividade, não compensando o excesso, logo fazendo um somatório de excessos de tempo ficamos á margem do intervalo de tempo disponível diário, as 24 horas. Por exemplo, se sua entidade patronal necessita de mais tempo, tudo bem, mas não se esqueça que foi contratado para aquelas horas diárias. Logo o tempo excedente deve ser compensado, seja monetariamente ou privando a entidade patronal do tempo excedente noutro dia da semana. O leitor faz sua preferência. Parece conversa fíada mas repare que estamos a falar do seu tempo. E o leitor deve ser gestor do seu tempo e não ser condicionado por outros factores que não o leitor. Repare que quando está em aulas, entra na aula ao “toque da campainha”, saí também ao “toque da campainha” e existe aqui uma pequena tolerância, sensivelmente 5 minutos. Repare que não é uma tolerância contabilizada em horas mas sim em minutos. Esta tolerância serve mesmo para outros factores imprevistos. Estabeleça tolerâncias fazendo as compensações devidas.

A metodologia apresentada serviu só para estabelecer um factor comparativo com o seu dia-a-dia. Claro que outros comparativos se podem estabelecer mas que sejam coerentes com o seu dia-a-dia. Se se identificou com alguma das situações expostas, tenha a noção que precisa de definir prioridades no seu dia-a-dia. Deve ter em conta, estabelecer o seu índice de qualidade de vida. Com certeza que o leitor deseja ser um individuo saudável. Vivemos rodeados de escolhas e esquecemos das escolhas com que nos rodeamos, outras vezes fazemos por esquecer e no fim quem gere as escolhas somos nós. Temos de viver com as nossas escolhas e deixar o tempo correr. Só corre atrás do tempo quem nada pode fazer. Acima de tudo, seja gestor do seu tempo.

Pedagogia Financeira Aplicada

17/04/2012

Taxa de juro, Spread, TAN, índice de confiança, rating, indicadores, são alguns dos termos aplicados em engenharia financeira que têm definições próprias, dependendo do contexto em que estão inseridos. Para um individuo comum o não domínio destes conceitos leva muitas das vezes que tome praticas, inconscientemente, menos indicadas, levando em muitos casos á ruina financeira. Muitos são os artigos de economistas e gestores, opinando sobre os mais diferentes temas económicos, que abundam na comunicação social. Mas falta um pouco de pedagogia. Ora nem todos sabemos destas coisas e muitas das vezes as opiniões nem sempre ajudam á compreensão.

Agentes económicos abundam-nos com créditos e mais créditos sem, pedagogicamente, informarem dos custos inerentes. O propósito deste pequeno artigo é entender qual a melhor metodologia financeira na aquisição de um produto ou serviço. O que será melhor adquirir um determinado produto/serviço, isto é comprar, ou adquirir determinado produto/serviço mediante um “leasing”?!… Vejamos então dois casos práticos:

  • Comprar Serviço/produto

Após 5 anos de casamento, Paul McCartney pagou à sua mulher, Heather Mills, nada mais, nada menos que 49 milhões de dólares. Assumindo que tenham feito sexo TODAS as noites durante esses 5 anos (coisa muito improvável), a relação custou a McCartney 26.849 dólares por noite. A próxima fotografia é da Heather.

  • “Leasing” de Serviço/produto

Por outro lado, Kristen, a prostituta que apanharam com o Ex-Governador de New York , Elliot Spitzer, cobra a extravagancia de 4.000 dólares por noite. Se Paul McCartney tivesse “contratado” a Kristen durante 5 anos, ter-lhe-ia pago 7,3 milhões de dólares para ter sexo TODAS as noites (coisa bastante provável), com uma poupança total de 41,7 milhões de dólares. A próxima fotografia é da Kristen.

Tendo em conta o valor acrescentado desta operação, á que considerar que Kristen tem 22 anos, nunca tem dores de cabeça, faz tudo o que lhe pedires, não se queixa, não te faz nada que não desejes. Tudo isto, por uma sétima parte do custo total, sem encargos adicionais.

Como vêem, a lógica financeira é indesmentível: A operação de compra tem em conta diversos factores de influência, nomeadamente disponibilidade financeira imediata. Por outro lado a operação “leasing”, apesar das semelhanças de uma operação de aquisição imediata e prolongada no tempo, trata se de uma operação ponderada, analisando todas as variáveis adjacentes. O “leasing” é uma operação financeira mais lógica e racional, do que a compra.

TDT – Oportunidade mas para alguns

15/04/2012

ImagemA implementação da Televisão Digital Terrestre é uma consequência de uma directiva da União Europeia, com o objectivo de libertar espectro electomagnético em toda a Europa. Como o espectro electromagnético está saturado com os mais diversos serviços de telecomunicações, neste novo sistema de distribuição de sinal de televisão passamos a ter espaços radio-eléctricos disponíveis para a implementação de novos serviços de dados, nomeadamente Internet móvel baseado em LTE. Vamos já desfazer o mito: o 4G não é a mesma coisa que LTE, segundo a 3GPP. A premissa do LTE é menor latência nas comunicações e obviamente maior velocidade na transferência de dados, em sistemas móveis celulares. Para meu espanto, porque motivo se vende uma coisa que não o é?! A futura tecnologia 4G(de quanta geração) é um sistema de comunicações móveis para sistemas celulares  baseado em LTE Advanced, segundo a 3GPP. Este último ainda não se encontra definitivamente standarizado mas prometendo velocidades até 1Gbits/s, em baixa mobilidade.

Mas, voltando á TDT, vamos entender algumas siglas correntes. Este sistema é baseado na tecnologia DVB-T com norma para a codificação do vídeo em MPEG4-H262, em Portugal, e o som em AAC. Com esta tecnologia é possível transmitir canais com definição SD (576 pixeis) e HD (720 pixeis), por opção em Portugal e com som surround. Para aqueles que andam confusos com estas terminologias, o DVB-T é um conjunto de regras que permite transmitir dados digitais, o MPEG4-H262 é um sistema de codificação de sinal de vídeo, permitindo enviar mais informação digital com menos espectro, optimizando a mensagem digital. SD e HD tem haver directamente com a largura da imagem que é transmitida, medindo a sua definição pela largura de tela. Por ultimo o AAC é um codificador de sinal de som, idêntico ao conhecido MP3 mas mais eficiente, isto é, melhor qualidade com menos bits necessários.

Todas estas terminologias referem se a tecnologias de ponta e que envolvem mais processamento, logo os equipamentos descodificadores (Set_Top_Box) também são mais caros comparativamente com outras normas de codificação. Na Europa a implementação da televisão digital terrestre foi um processo gradual, que demorou em alguns países vários anos, alguns 10 anos, e fortemente apostados na disponibilização de novos serviços, televisão não paga, televisão com subscrição e promovendo a distribuição de canais de televisão digital tanto de âmbito nacional, regional e local. No geral a oferta de pacotes de canais de televisão é bastante diversificada.

A implementação da TDT em Portugal foi um processo estranho e não menos transparente. A anterior oferta de canais, em sinal analógico, mantém se, inovando só no guia de programação de canais. Por outro lado não entendo, com a massificação dos televisores de LCD com formato 16:9, se opte por transmitir conteúdos em formato 4:3, distorcendo a proporcionalidade das imagens. Alem disso a pouco informação da fase de transição, de 2009 a Abril de 2012, foi parca acompanhada de uma publicidade de igual modo parca, sendo em alguns casos tendencialmente ameaçadora. A oferta de canais temáticos, ainda que seja do operador publico de televisão, é uma questão que definitivamente não está em cima da mesa.

Com uma publicidade agressiva e em muitos casos enganadora o numero de novos clientes para serviços de televisão digital paga cresceu exponencialmente. Como um simples espectador e consumidor de televisão pode constatar que a entidade reguladora para o efeito teve e continua a ter um comportamento de uma avestruz padecendo de uma patologia ensurdecedora.

Estamos a menos de 2 semanas do termino de uma revolução (televisão analógica policromática) que mudou as nossas vidas e o mundo. O que outrora se mostrava com orgulho e audácia, hoje a troco de umas dezenas largas anuais de euros, por cliente, de serviços de televisão, oculta se o que de mais inovador e tecnologicamente avançado existe, relativo á televisão digital terrestre, cegando a cega sociedade em que vivemos.

Política, um outro olhar

16/02/2012

Em regimes democráticos a política é a arte ou ciência de determinadas praticas que fomentam o bem comum. A arte é a implementação de um determinado “saber fazer”, seja ele específico ou não. A ciência é a implementação de um método com recurso a um Saber amplamente aceite como conhecimento científico. No meu entender a aplicação de arte com saber científico, independentemente da área em questão, é a melhor definição de Política. Portanto a melhor arte sustentada em base científica possivelmente levará á melhor política. Mas o conceito de política nunca foi bem definido. Vejamos, a palavra política é derivado de grego antigo, politeía, que indicava procedimentos relativos à Pólis, isto é cidades. Por extensão, poderia significar tanto cidades como sociedades, comunidade, coletividades e outras definições referentes à vida urbana. No sentido comum, vago e às vezes um tanto impreciso, política, como substantivo ou adjectivo, compreende arte de guiar ou influenciar o modo de governo pela organização de um partido político, pela influência da opinião pública, pelo aliciamento de eleitores. Num conceito erudito, política “consiste nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem”, segundo Hobbes ou “o conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados”, para Russelou “a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo”, que é a noção dada por Nicolau Maquiavel, em “O Príncipe”.

Sem conhecer o verdadeiro significado do que é a Política, tanto num sentido comum como num sentido mais erudito, a adesão á política é olhada por muitos como a oportunidade de uma vida. Com mérito ou não, a oportunidade de estar em política é a arma de os que exercem o poder sobre os seus subalternos. Sem conhecer na realidade a nobre prática da política, esta hoje está transformada num verdadeiro instituto do emprego, penalizando aqueles que prescindem da engrenagem partidária. O partidarismo, outrora como sendo um centro de reflexão e discussão, é hoje a engrenagem de técnicas pouco claras de prosperidade e de progressão na carreira, denegrindo a imagem da nobre prática.

Serviço Público

31/01/2012

Instalou-se na sociedade o conceito de segurança perverso. Esta segurança garantida pelo poder político como arma de exercício de poder permitia o planeamento de um futuro próspero. Ao funcionalismo público era garantido melhor renumeração, melhores condições de trabalho e garantida segurança no posto de trabalho. Por outro lado ao funcionalismo não público nunca foi dada a oportunidade de este se prosperar, tornando palco de pouca disputa e muito compadrio a quem fosse alocado nos meandros do Estado. Aliás a sociedade em Portugal sempre foi dividida em três classes distintas: os ricos, aqueles que exercem qualquer tipo de poder, os portugueses, aqueles que se encontram no funcionalismo público e os outros, aqueles que são vistos como portugueses de segunda. Para quem dúvida desta simplória classificação basta olhar para as manifestações do sector público, caracterizando-as como manifestações dos portugueses. Aliás as “pontes” ao trabalho são práticas do funcionalismo público e não dos “outros”. Aos “outros” nunca foi permitida “honrosa” prática.

Durante muitos anos se implementaram práticas de pouco serviço público, uma vez que, independentemente da produtividade no trabalho, a segurança no mesmo era sempre garantida. Os “outros” na realidade, faziam o dito serviço público uma vez que “alinhavam” na latência das estruturas públicas, fazendo se cumprir como portugueses de primeira. Por curioso, aquando da “entrada” da austeridade é pedido aos “outros” que se comportem como “os muito ricos” uma vez que noutros tempos tinham comportamentos irresponsáveis levando o Estado á falência técnica. É o reverso da medalha daqueles que não querem assumir as suas responsabilidades. É perversa toda esta realidade uma vez que aos que “tinham poder” na realidade só se preocuparam em ter mais poder, ficando como espectadores no teatro encenado por “os outros” e por os “portugueses”. O serviço público sempre foi visto como um alocador de colaboradores e não como uma prática para o bem comum, típico de uma sociedade com deficiente formação. Numa radical mudança “teatral”, hoje ao parco serviço público é diminuída a sua actividade, aluziando como um despesismo do sector Estado, incentivando “os outros” a pagar, mesmo com fracos recursos, todas e mais algumas mordomias aqueles que exercem o poder. Aos portugueses por sua vez também é pedida esta “solidariedade”. O que em tempos era segurança hoje também se tornou mais precário.

Conceitos elaborados como produtividade, competitividade e outros terminados em “ividade” são hoje apregoados como soluções para um futuro mais próspero, numa sociedade que não entende minimamente a definição de elaborados conceitos. A educação e a formação devem ser a arma da prosperidade desde que na realidade se eduque e se forme e não se atribuam demagógicos certificados iludindo competências de uma melhor educação e melhor formação. Com a atribuição destas falsas competências a definição dos conceitos elaborados nunca é entendida, utilizando-se práticas contrárias a estes conceitos.

O que uma bela Moldava pode provocar…

30/01/2012
O que uma distracção causada por uma noite supostamente romântica, uma aventura extra-matrimonial, com uma bela e atraente moldava pode provocar…
– 17 mortos e vários feridos.
– 73 milhões de euros de prejuízos directos decorrentes dos danos causados no barco.
500 milhões de euros em indemnizações.
– danos ambientais.
– danos psicológicos a centenas de pessoas.
– Vidas arruinadas para o resto, incluindo a do próprio capitão.
– Etc, etc.
Um santo do nosso século, S.José Maria escreveu um dia uma coisa parecida com isto “De que tu e eu sejamos fiéis (nas pequenas coisas) dependem muitas coisas grandes”
Neste caso, é mesmo “grande”:
Nem mais…

Estado de Sono Profundo

28/01/2012

Recorrentemente é notícia na comunicação social que diversas autarquias ponderam o corte de iluminação pública em diversos pontos de seus concelhos. Uns mais audazes, alegando razões económicas, já se adiantaram nesta revolução fomentando às populações um estado de “sono profundo”, instigando assim a um “recolher obrigatório”, por um período de algumas horas. Fazendo uma análise económica, é previsível que a economia tenda a piorar, sendo obrigatório aumentar o período de “sono profundo”. Por um lado olhando para o calendário deparo-me que estamos no seculo XXI. Ora o que até á alguns anos atrás o seculo XXI era o seculo da revolução técnica/ideológica parece que afinal essas previsões estavam completamente erradas, uma vez que práticas do dia-a-dia penhoravam o futuro. Entendo que afinal o Homem que se impôs a todos os outros seres na fase da Terra, tornando-se o maior predador, agora não consegue acompanhar as mudanças impostas pelo mesmo. Temos a revolução tecnologia que permite ter uma melhor qualidade de vida mas o Homem, afinal, não tem capacidade de superar os impactos que a mesma tecnologia lhe proporcionou. Por outro lado, actuais concelhos pertencendo á zona de influência das antigas SCUTS, alegam argumentos para a não cobrança do respetivo dízimo enquanto outras alternativas não tiverem as devidas condições de segurança. Pergunto, porque será que aquando da implementação do novo estado de “sono profundo”, as mesmas não implementam outras alternativas que garantam a segurança a um estado de sono mais profundo? Não entendo e não consigo descobrir a logica de atitude deste contrassenso de posições. Talvez a única coisa que leva o homem a ter posições sem nexo seja o “guito” (denominação utilizada por toxidependentes para a palavra dinheiro). Dizem por aí que dinheiro é poder, mas parece que dinheiro afinal, é a droga que leva a um estado de dependência de poder, tendo como efeito secundário a dependência de mais poder. A cura a esta dependência ainda não foi encontrada mas também não há interesse. A patologia desta dependência leva a que o homem perca a capacidade criativa anterior á mesma, ficando reduzido á dependência por mais poder.

Afinal o apagão não é só tecnológico mas sim um apagão ideológico que começou há pelo menos uma década e se manterá por tempo indeterminado.

Viver o dia-a-dia com a demagogia

26/01/2012

Ao analisarmos as mais varias petições que correm por esse país fora, verificamos que muitas delas fundamentadas com base jurídica mas que infelizmente não alcançam o numero de subescritores mínimos necessários para que a petição seja a “arma da democracia”. Por outro lado é notável que outras petições fundamentadas com pouca base técnica/jurídica ou nenhuma e compostas de textos redondos e demagógicos são as que mais números de subescritores têm. Estas últimas normalmente apresentam uma opinião pessoal não contendo elementos de base jurídica que possa ser discutida na assembleia da república. Verificando a ultima petição intitulada “Petição Pedido de Demissão do Presidente da República” que consta, até á data de publicação deste artigo, de 35095 subescritores verificamos o profundo desconhecimento de como funciona a constituição portuguesa e seus respectivos órgãos. De minha interpretação, parece-me que não é possível pedir a demissão do Presidente da Republica, uma vez que este é o mais alto e nobre cargo da nação. Segundo a Constituição da Republica Portuguesa o que está previsto é a renúncia por parte de quem exerce estas funções, Artigo 131º alínea primeira, que menciona que “O Presidente da República pode renunciar ao mandato em mensagem dirigida à Assembleia da República”. Parece-me a renuncia é a intenção pessoal do potencial renunciante do cargo.

O valor da educação e o gosto pelo conhecimento são a base para uma sociedade mais rica e competitiva. Aos 35095 subescritores que perderam tempo a lêr o texto da petição e preencherem respectivos campos de edição da aplicação informática, poderiam ter contribuído, dispensando do mesmo tempo, com uma actividade mais eficiente para a sociedade.

Considero que as ultimas declarações do Presidente da Republica relativo aos rendimentos pessoais que aufere, foram infelizes, mas do mesmo modo, infeliz, não se deve combater estas declarações com armas igualmente infelizes. Do mesmo modo em que a mediocridade está instalada em todos os patamares da sociedade, a demagogia é a sua sombra inseparável.

Regras para a procura de Emprego

22/01/2012

Nos dias que correm a procura de emprego é quase uma missão impossível. Por um lado porque nossas estruturas educativas não preparam o indivíduo para o mercado de trabalho. Por outro lado o individuo educado com uma visão conservadora não tem a audácia de ser inovador. A procura de emprego e análoga á venda de um produto, devendo o individuo utilizar técnicas idênticas utilizadas por um comercial. Para os mais audazes a proposta de um projecto pode ser uma mais-valia contribuindo para a criação do seu posto de trabalho. Vale a pena ver o próximo vídeo na íntegra.

Tomada de Posse do XI Governo Regional da Madeira

09/11/2011

Realizou se hoje a sessão de tomada de posse do XI Governo Regional da Madeira. O site da Presidência do Governo Regional disponibilizou o texto que Alberto João Jardim utilizou no discurso de tomada de posse. Trata-se de um texto repleto de citações de grandes pensadores portugueses e estrangeiros, com várias referências à “pessoa humana” e às conquistas do povo.

Na minha avaliação pessoal, trata se de um brilhante discurso político, dos melhores que ouvi até hoje, revelando o grande conhecimento que Alberto João Jardim tem de política seja ela nacional, internacional ou teórica/filosófica. Alberto João Jardim é um dos poucos políticos que “faz” politica muito ao estilo de Sá Carneiro. No seu discurso por diversas vezes faz referência a este ultimo revelando a sua filosofia reacionaria humana.

Alberto João Jardim citando Henrique Raposo refere que «o regime político português morreu três vezes. Morreu economicamente, porque o Estado consome aquilo que a sociedade produz. A segunda morte é institucional. Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos, é um Estado de Direito falhado, na medida em que a Justiça se transformou num embaraço confrangedor. A terceira morte é a do sistema partidário, porque os Partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade, daí a aversão ao emagrecimento do Estado».

Com o presente regime político-constitucional, os Portugueses «perderam a paz e a segurança de pessoas e bens. Perderam a confiança no depósito seguro das poupanças. Perderam os Valores e a estabilidade que a Instituição Família propiciava ao País. Perderam conceitos de Honra e de vergonha, com os enriquecimentos fáceis e ilícitos, com o reino do consumismo e com a falta de respeito para com o nosso semelhante. Perdemos a capacidade de produzir para o nosso próprio sustento. Perdemos parte da nossa juventude. Perdemos uma classe média, espinha dorsal do País, da estabilidade social e dos Valores nacionais. Perdemos o orgulho no passado e a fé no futuro. Perdemos a segurança na Justiça». Alberto João acrescenta que “Mergulhámos no aborto livre, nos casamentos homossexuais, no divórcio na hora, na liberalização do consumo de droga”.

A parte final do discurso tem várias referências à Autonomia. É um discurso que vale a pela lêr na íntegra.

DISCURSO TOMADA POSSE XI GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA

FACTORES QUE INFLUENCIAM A BELEZA

05/11/2011
Vários cientistas andaram a investigar e descobrir quais os 10 factores que mais influenciam aquilo que as pessoas consideram bonito ou não. Assim a lista de factores que influenciam a tua real beleza são:
  1. Simetria – A simetria da face é dos factores que mais influenciam aquilo que consideramos Bonito ou não.
  2. Corpo – Uma boa forma física é importante para tornar qualquer pessoa mais atraente e sexy.
  3. Vestuário – Um bom vestuário realça sempre a beleza de qualquer pessoa.
  4. Sorriso – Um sorriso perfeito complementa qualquer rosto bonito.
  5. Penteado – Nada como o penteado bem escolhido para favorecer uma pessoa.
  6. Pele – Uma pele com um tom branco imaculado ou bronzeada, sempre que bonita, é sempre saudável
  7. Perfume – Um perfume interessante torna sempre alguém mais interessante.
  8. Jóias – Nada torna alguém ainda mais bonita, do que jóias magnificas
  9. Companhia – Com uma boa companhia, todos parecem mais desejáveis.
  10. Personalidade – Uma boa personalidade ajuda sempre a tornar alguém mais sexy.
Fonte: Site Top 10

TRISTEZA: A SOLUÇÃO PARA O DESEMPREGO É EMIGRAR!

31/10/2011

A ser verdade estas afirmações, é talvez das coisas mais tristes que já ouvi nos últimos tempos. Para o Governo, a solução para o desemprego em Portugal não passa pelo desenvolvimento económico, passa sim pela emigração! Afinal de contas temos Governo para quê? Para dizer isto?

Ora leiam o que foi avançado pelo Diário Económico:

O jovem desempregado em vez de ficar na “zona de conforto” deve emigrar, disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto.

“Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras”, disse o governante, que falava para uma plateia de representantes da comunidade portuguesa em São Paulo e jovens luso-brasileiros.

Segundo o mesmo responsável, o país não pode olhar a emigração apenas com a visão negativista da “fuga de cérebros”.

Para Miguel Mestre, se o jovem optar por permanecer no país que escolheu para emigrar, poderá “dignificar o nome de Portugal e levar know how daquilo que Portugal sabe fazer bem”.

Caso a opção seja por, no futuro, voltar a Portugal, esse emigrante “regressará depois de conhecer as boas práticas” do outro país e poderá “replicar o que viu” no sentido de “dinamizar, inovar e empreender”.

Com o intuito de capacitar o jovem português e aumentar os laços com outros países, o responsável diz que o governo português pretende incentivar também os intercâmbios estudantis e os estágios no estrangeiro.

Miguel Mestre falou à Agência Lusa no seminário “Luso-brasilidade: Reflexões e Actualidade”, iniciativa piloto para aproximar o governo das comunidades portuguesas em outros países.

As Dez Orientações Fundamentais para a Austeridade

29/10/2011

Fundamentação: A vós que estas a ler estas orientações é porque andaste nos últimos anos a viver como um rico. Com esse tipo de atitude foste um grande contributo para a despesa do Estado. Agora é altura de apertar o cinto e baixar as calças ao mesmo tempo. Se seguires estas rigorosas orientações é provável que num futuro proximo sejas uma pessoa diferente e capaz de fazer o impossível. Assim vamos redefinir as tuas orientações para que de futuro tenhas mais juízo.

Primeira Orientação: Se tinhas o hábito de sair regularmente á noite, a partir de agora tens de mudar esse estilo de vida, que é só para quem tem dinheiro. Se não tinhas dinheiro porque motivo te andavas a pavonear?!…Se entenderes sair (apesar das tuas maneiras no passado), então consume só um café e pede um copo de água da torneia, sem te esqueceres da factura, claro.

Segunda Orientação: Se tinhas o bom hábito de tomar os dois lanches previstos numa dieta saudável (a meio da manhã e a meio da tarde), a partir de agora deves cortar nesse desperdício. Ao dinheiro que gastavas, guarda-o num mealheiro. Se porventura o estômago teimar, bebe um copo de água da torneira que isso passa. Sê solidário: Não te esqueças de contribuir com duas refeições semanais para outros mais necessitados do que tu. Modera o consumo de água potável, uma vez que os últimos estudos referenciam a escassez da mesma.

Terceira Orientação: Sabendo tu que os combustíveis estão caros, porque andas de automóvel?!… O Automóvel é coisa de rico por isso ou vende o carro ou então guarda-o bem na garagem. Num cenário possível, está previsto que daqui a 20 anos tenhas condições para o usares sem te lamentares.

Quarta Orientação: Evitar deslocações nos transportes públicos. Não queremos aumentar as despesas do Estado Central com passeios desnecessários. Na realidade estamos a zelar pela tua saúde, coisa que até agora não tens estado sensibilizado, estimulando todo e qualquer tipo de deslocação a pé. Como queremos ir mais além, estudos médicos mencionam que andar a pé pelo menos 30 minutos por dia é saudável, recomendamos que desportivamente, olha agora pela tua saúde.

Quinta Orientação: Evitar o uso de espaços públicos destinados a ricos, por exemplo aeroportos. Em caso de calamidade natural não queremos que apanhes chuva e frio e porventura teres de te deslocar a um hospital. Neste caso não te esqueças que também contribuis para o aumento da despesa do estado. Todas e quaisquer atitudes que remontam a te deslocares a um serviço de saúde público, devem ser evitadas. Já chega de despesismo com a tua saúde.

Sexta Orientação: Como tens andado a viver como um verdadeiro “lorde” contribui com um sorriso, parte do teu vencimento anual. Por exemplo contribui solidariamente com o teu montante para férias e o mesmo com o montante do Natal. Sempre que poderes desloca-te a pé a uma Instituição do Estado e agradece pela oportunidade que te é dada.

Sétima Orientação: Contribui regularmente para Instituições sempre com um sorriso. Marca a tua vez numa Repartição do Estado descontando esse dia como um dia de férias. Voluntaria-te na manutenção de todo o tipo de vias rodoviárias. A actual situação é dramática. Agradece sempre pela oportunidade, te facultada.

Oitava Orientação: Se és daqueles que sempre que o calendário permitia, fazias “ponte”, fica a saber que a actual austeridade se deve a esse tipo de atitude. Para compensar os teus maus hábitos do passado, é favor de seguires a sétima orientação.

Nona Orientação: O trabalho dá saúde! Mantêm-se saudável trabalhando de sol a sol, fazendo horas extraordinárias nas noites de lua cheia, sem contrapartida financeira, uma vez que outros se encontram melhor habilitados na gestão do dinheiro. Como a iluminação de rua da tua comunidade está desligada, nas restantes noites aproveita a oportunidade para com a tua família. Apesar de no passado ensinares os péssimos hábitos de despesismo aos teus semelhantes, agora tens uma oportunidade de teres um certificado de bom comportamento, sensibilizando os mesmos para estas rigorosas orientações. Olha para estas noites como formação pessoal. Apesar de no passado seres um despesista, consideramos que agora estás no bom caminho. A produtividade do país agradece o teu empenho!

Decima Orientação: Evitar fazer perguntas consideradas não pertinentes a Entidades do Estado que zelam pelo teu interesse.

Portugal, 1 de Janeiro de 2012

Assinatura
Os Orientadores da Austeridade

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MOVIMENTO 15.0: A MANIFESTAÇÃO DOS INDIGNADOS – FARO

15/10/2011

Cerca de 1500 pessoas marcaram presença hoje, em Faro, na Manifestação dos Indignados. Esta manifestação ocorreu em 911 cidades em todo o mundo, 7 delas em Portugal.

ERA DE PREVER O OBJECTIVO…

28/08/2011

A ministra do Trabalho alemã, Ursula von der Leyen, considera que a crise pode ser superada com a criação dos “Estados Unidos da Europa”.

“O meu objectivo são os Estados Unidos da Europa, seguindo o exemplo de outros estados federais como a Suíça, Alemanha ou os Estados Unidos de América”, afirma Ursula von der Leyen na edição de hoje da revista alemã Der Spiegel.

Uma união política permitiria, segundo a governante, unificar questões importantes em matéria de política financeira, fiscal e económica, “aproveitando as vantagens da dimensão da Europa”.

No entender da ministra do Trabalho alemã e vice-presidente do partido da chanceler Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), a moeda única europeia não é suficiente para fazer face à competição global.

Ursula von der Leyen também defendeu esta semana a exigência da Finlândia de que os países que beneficiam da ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) apresentem como caução desses empréstimos as reservas de ouro que possuam ou as participações que detenham em empresas estatais.

Em declarações à televisão pública ARD, a governante – que é apontada pela imprensa alemã como uma possível sucessora de Angela Merkel – argumentou que só assim esses Estados “continuarão a envidar esforços para consolidar as finanças públicas”.

Fonte: Diário Económico

ECONOMIA MUNDIAL COM 50% DE HIPOTESES DE COLAPSO

28/08/2011

De acordo com o prémio Nobel de Ciências Económicas, Michael Spence, a economia mundial tem 50% de hipóteses de entrar em recessão, uma vez que o crescimento da Europa e dos Estados Unidos estagnou.

“Estou bastante preocupado”, disse Spence ontem numa entrevista ao canal televisivo da Bloomberg. “A combinação de uma queda na Europa e nos Estados Unidos, onde se situam uma grande parte das economias industrializadas”, está a contribuir para a previsão deste cenário, analisou Spence, citado pela Bloomberg.

“Tenho quase a certeza de que a queda destas economias irá conduzir à queda do crescimento da China, em particular, e isso irá espalhar-se imediatamente às restantes economias emergentes”, continuou Michael Spence, advertindo que a probabilidade deste cenário ocorrer “é de cerca de 50%”.

A análise de Spence surge após os cortes das previsões de crescimento global de algumas instituições, tais como o Citigroup e o UBS. Os cortes ocorreram no seguimento da reunião dos banqueiros centrais de todo o mundo em Jackson Hole, em Wyoming, que teve início ontem. Ao contrário do sucedido na crise financeira de 2008, quando a China amorteceu a sua queda com um programa de estímulos à economia, desta vez o país apenas será capaz de “acalmar a sua economia doméstica”, refere Spence.

A China “não pode compensar o tipo de quebra na procura que irá surgir com a recessão das economias avançadas”, conclui o prémio Nobel de Ciências Económicas Michael Spence.

Fonte: Blogue “A Máfia Portuguesa”

OS 100 MAIS RICOS PORTUGUESES EQUIVALEM A 20% DO PIB

27/08/2011

Imposto de solidariedade sobre a fortuna. É este o nome dado em França à taxa sobre o património que o país tem em vigor e que varia entre os 0,55% e o máximo de 1,8%.Este imposto incide sobre patrimónios de 790 mil euros ou mais.

Replicar a taxa máxima deste imposto sobre as 100 maiores fortunas portuguesas permitiria ao Estado um encaixe de 576 milhões de euros. É pouco menos que os 630 milhões de euros que o governo vai retirar aos trabalhadores em Portugal este ano à conta do corte de 50% no subsídio de Natal.

Em 2009, os 100 mais ricos de Portugal contavam com um património de 32 mil milhões de euros, cerca de 19% do PIB desse ano. Mas trazer este imposto para a realidade nacional não colhe grande receptividade nos fiscalistas. “Alguns países, poucos, têm impostos globais sobre o património ou sobre as grandes fortunas, mas não são histórias de sucesso”, comenta Sérgio Vasques, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de José Sócrates e professor da Universidade Católica.

Os 25 mais ricos de Portugal viram este ano o seu património avaliado em 17,4 mil milhões de euros, cerca de 10% do PIB, segundo o mais recente ranking elaborado pela revista “Exame”. No ano anterior, os 25 mais ricos do país eram donos de um património que equivalia a apenas 8,7% do PIB.

Fonte: Blogue “A Máfia Portuguesa”

DINAMARCA TAMBÉM ESTÁ NA ESPIRAL DA CRISE

30/07/2011

O governo dinamarquês permitiu a falência de 11 bancos desde 2008. No entanto, o país está mais dependente dos que restam e os investidores receiam que o Governo se veja obrigado a fazer injecções de capital no sistema financeiro.

O encerramento dos 11 bancos dinamarqueses que capitularam desde a crise financeira internacional, que começou em 2008 com a falência do Bear Sterns e do Lehman Brothers, está a exercer pressão adicional sobre os bancos que restam para que sejam introduzido um sistema de garantia bancária.

As tensões acabaram por se agravar quando a Standard & Poor’s disse que existem mais 15 bancos dinamarqueses que poderão enfrentar a insolvência.

Agora, mais de uma década depois da adesão ao espaço Schengen de livre circulação de pessoas na Europa, a Dinamarca recuperou o controlo das fronteiras. Uma medida que surpreendeu os vizinhos alemães e suecos. Qual o motivo? O que teme a Dinamarca? Um país modelo em tolerância, tentado agora pelo isolamento dos problemas económicos, culturais e políticos da velha Europa.

in: Blog “Máfia Portuguesa”

CONDENADO POR DENUNCIAR CORRUPÇÃO

25/07/2011

O Conselho Superior da Ordem dos Advogados (OA) deu razão ao recurso interposto pelo administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, contra Ricardo Sá Fernandes. A acusação alega que o advogado deve ser condenado por violação do segredo profissional e dos deveres de lealdade.

Sá Fernandes disse ao i que vai contestar a decisão. Se optar por arguir a nulidade da deliberação, pode dar origem a um novo recurso dos seus adversários, o que promete empurrar a discórdia entre a Ordem e o seu advogado até aos tribunais europeus. “Este é o preço a pagar por denunciar a corrupção em Portugal”, afirmou ao i.

E a conta não é pequena, já foi a tribunal por causa das denúncias de corrupção e está agora a braços com uma guerra na Ordem. O processo disciplinar questiona a gravação e a difusão de conversas de Sá Fernandes com Domingos Névoa. Estas gravações foram feitas em 2006, com o conhecimento do Ministério Público e da Polícia Judiciária. Os diálogos foram registados para documentar e provar uma tentativa de suborno a José Sá Fernandes, irmão do advogado agora acusado, para que este desistisse de uma acção popular que questionava e tentava impedir a concretização de uma permuta entre os terrenos do Parque Mayer e os da Feira Popular de Lisboa. O acordo foi celebrado entre a empresa Bragaparques e Câmara Municipal de Lisboa.

In: Texto retirado do Blog “Máfia Portuguesa”