Archive for the ‘Economia’ Category

Como é que os grandes líderes inspiram à ação !

22/03/2014
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A psicologia do mal em nós

04/09/2013

Porque é que todos nós, conseguimos ser e fazer coisas más ou, sendo maus, conseguimos ser e fazer coisas boas ?
Excelente apresentação no TED, com implicações ao nível da economia, isto é, bem no centro da espiral que está na origem da crise que atualmente

Um novo paradigma

09/09/2012

Nos últimos 25 anos assistimos à queda de dois muros, o de Berlim, simbolo do comunismo e o da Lehman Brothers, simbolo do delírio bancário e financeiro que caracterizou a época áurea do capitalismo exacerbado.

De facto, os bancos e as financeiras apelaram a um consumismo desenfreado das pessoas, na ânsia do ter mais coisas, uma casa mais confortável e com mais comodidades, um carro de maior cilindrada e de marca mais vistosa, etc. Já sabemos no que deu este delírio. Agora com os bancos a necessitarem de ajuda, que os países e os consumidores endividados acordaram da ilusão em que viveram, cabe-nos a todos pagar a factura da crise, apertando o cinto cada vez mais. O que é certo é que toda esta nova conjuntura está a criar um novo paradigma social, económico, e financeiro.

Ao nível social, verificamos que uma das consequências da crise actual reside no agravamento da (já anteriormente existente) crise demográfica, com a redução do número de nascimentos, com consequências graves ao nível quer da sustentabilidade do sistema de contribuições para a Segurança Social, quer da colocação de professores em virtude da diminuição drástica da população escolar. Outra das consequências, ao nível social, reside no recurso a novas formas de solidariedade, com particular destaque para as trocas directas, entre pessoas e famílias de bens, serviços ou alojamentos. Livros, roupas, brinquedos, material informático, móveis, electrodomésticos, etc. incluem-se nesta nova forma de transferência de bens, utilidades e serviços que, ainda assim, tem de ser mais aperfeiçoada, apesar do muito que já se avançou nesta área na internet e através das IPSS’s. O reforço dos laços familiares é curiosamente outra das consequências a que estamos a assistir como consequência da crise verificando-se, por um lado, a diminuição do nº de divórcios e, por outro, a manutenção (ou regresso) dos idosos às suas casas de família. O recurso ao crédito agilizava o divórcio, permitindo a aquisição de novas casas, acompanhada pela troca de parceiro. Agora, mesmo os casais que vivem com problemas conjugais entre si, tentam ultrapassá-los, havendo uma maior tolerância e compreensão de forma a manterem a solidez económica da família. O “El Dorado do céu na terra” oferecido por financeiras e bancos ajudava a incutir nas pessoas a ideia de que também no seu relacionamento afectivo seria possível encontrar um parceiro melhor, com menos defeitos e mais qualidades, tal como acontece com os carros, telemóveis e pc’s, e se fosse necessário refazer a vida, lá estaria o banco para oferecer mais um crédito.

Ao nível económico, verificamos quer o encerramento de muitas empresas, quer a sua reconversão apostando em outros nichos de mercado e reduzindo pessoal. A ideia de produzir bens, casas, eletrodomésticos, carros, entre outros em catadupa promovendo o desperdício e o endividamento, era claramente um exagero, aliás, chocante se pensarmos que em outras partes do mundo mais desfavorecidas, em particular no hemisfério sul, muitos morriam com a falta do que outros,em países do hemisfério norte, esbanjavam.

Esta nova conjuntura, para uns, convida ao desemprego ou ao trabalho em part-time ou com horário reduzido, uma vez que as exigências de produção não serão tão grandes enquanto que, para outros, implicará trabalhar mais horas e mais intensamente. Com menos trabalho ou mais trabalho por menos preço, também o Estado sofre porque recolhe menos impostos e caímos num circulo vicioso.

O mais chocante é que quer os bancos, quer uma minoria de milionários continuam a abusar da sua sorte, tentando obter mais rentabilidade, ainda que à custa da miséria dos outros. Por isso, sobre estes há que ter a coragem de também adoptar medidas.

Educar para a gestão

24/07/2012

Num dos seus artigos no semanário “Expresso”, um dos gestores mais brilhantes de Portugal, António Carrapatoso, defendia a introdução obrigatória de aulas de gestão no ensino. Dizia ele que, através do recurso ao método do “caso” e pela transmissão de alguns princípios elementares de gestão, os estudantes estariam a adquirir competências na área da gestão que lhes seriam muito úteis para o futuro.

O problema desta sugestão é que ela  lançaria à escola e aos professores mais um desafio e mais um encargo a somar a todos os outros. Educar para os media, educar para o desporto, educação sexual, educar para a arte, educar para a defesa do ambiente, etc, etc. No entanto, a meu ver, uma boa integração e organização curricular permitiram perfeitamente ultrapassar este problema.

Gerir a economia pessoal e doméstica, gerir a sua carreira, gerir o seu tempo, gerir a sua empresa, gerir as suas relações humanas, etc.etc. tudo isto implica saber gerir e saber gerir bem está inevitavelmente associado às virtudes da prudência e do elementar bom senso.

Saber gerir o risco, não arriscando demasiado sem uma garantia de reserva, no caso da aposta sair gorada; saber gerir as poupanças; saber gerir os investimentos, apostando nos estudos e avaliação dos mercados potenciais; saber gerir os recursos humanos e materiais, aligeirando os custos para poder oferecer um produto mais atractivo e competitivo; não estar demasiado depentende de um determinado cliente ou de um determinado nicho de mercado; ter planos alternativos de redução de custos ou de apostas em outras áreas de investimento alternativas potencialmente mais promissoras; saber adaptar-se às constantes e permanentes alterações e necessidades do mercado, mas também saber escolher o local das férias, tendo em conta os encargos mensais de todo o ano, saber escolher a escola dos filhos e a forma destes ocuparem os tempos livres; saber gerir a relação com o parceiro, exigindo de umas vezes e cedendo em outras etc.etc.etc.

Não deixa de ser interessante que o próprio Jesus Cristo em muitas das suas parábolas evangélicas se refira a actos e princípios de gestão micro-economicos: a forma como as virgens prudentes e imprudentes geriam o óleo das lamparinas do casamento, a forma como os trabalhadores geriam as moedas que o seu patrão lhes deu antes de partir de viagem: a forma como o pastor gere a perda de uma ovelha, a forma como o latifundiário gere a indisciplina dos seus trabalhadores agrícolas, etc.etc.

Se olharmos para a génese de muitas falências verificamos que muitas são causadas por erros de gestão, por apostas mal medidas, por iniciativas pouco prudentes, precipitadas e adoptadas com excesso de confiança. Vemos também a menor sensibilidade que muitos gestores têm em relação ao cumprimento das suas obrigações fiscais e perante a segurança social, o que, mais tarde, lhes traz inúmeros dissabores em mais um sinal de imprudência.

Há que começar a explicar às crianças e jovens o que é gerir e como gerir e gerir bem. Como se deve, com um capital inicial, apostar, desde logo, na contenção de despesas, pagando 1º o que é de lei pagar (IVAs e Segurança Social), depois agir de forma a salvaguardar os postos de trabalho e, em simultâneo, motivar a força laboral da empresa; pensar como melhorar cada vez mais a oferta, tornando-a mais atractiva, ensiná-los a poupar e a não desperdiçar recursos de forma inútil; ensiná-los a tentar acertar nas apostas que fazem e a saber levantar-se quando alguma coisa corre mal.

Talvez a reconstrução do país, comece mesmo por aí.

Paul Ryan- Um economista realista

28/04/2012

O congressista republica Paul Ryan tem-se vindo a notabilizar, nos últimos tempos, como um homem que combate ferozmente as políticas expansionistas/socialistas de Obama desmontando e desmascarando, de forma convicta e muito bem fundamentada, os enganos e perigos dessas políticas.

Eis aqui uma breve apresentação sobre o seu pensamento e argumentos contra o déficit público. Mais realista não se pode ser

Seja Gestor…do seu Tempo

20/04/2012

É comum em conversas com amigos ouvirmos as mais diferentes expressões, fazendo nos parecer que são pessoas muito ocupadas. “Não tenho tempo para nada…” ou “…não posso, tenho cenas para fazer…” ou “…ando tão ocupado que não tenho tempo para dormir…” ou mesmo “…ando a dormir pouco…estou cheio de trabalho…” ou ainda “…24 horas por dia é pouco para mim…precisava de mais tempo…” ou mais ridículo “…um dia deveria ter 48 horas…”. Com tudo parece-me que falta definir de uma vez por todas, que um dia tem 24 horas. Não são mais nem menos. O princípio de nos mentalizarmos deste intervalo de tempo é um passo para adquirir uma determinada regra e rigor em nós. Os relógios são todos cronometrados para realizar contagens de tempo com algum rigor e é para todos. Mesmo que não se encontrem sincronizados todos eles fazem a cronometragem de 1 minuto, de uma hora, de um dia. Sejamos claros, um dia tem 24 horas e temos de nos organizar para este intervalo de tempo.

Vamos então considerar um individuo que na realidade anda muito ocupado. Um individuo que exerça uma actividade laboral diária e esteja a melhorar a sua formação, isto é, que estuda. Uma das regras de uma pessoa saudável é dormir em média 8 horas por dia. Podemos considerar que se dormir algumas vezes 6 horas deve repor a falta noutro dia. Continuando, 8 horas para trabalhar, hora e meia para refeições diárias, 5 horas para ir às aulas mais 2 horas para estudar em casa, diariamente. Até aqui temos 23 horas e meia totalizadas. Não esquecer que estamos a falar de um individuo muito ocupado na realidade. Verificamos que sobra meia hora diária para outras coisas. Não consideramos o tempo despendido em deslocações. É um factor a ter em conta uma vez que a qualidade de vida é um factor preponderante para uma vida saudável. Qualquer caso em que as deslocações demorem mais de 20 minutos seja a pé ou em qualquer tipo de veículo motorizado, considero que é tempo não útil, logo quem se encontrar nestas condições deve repensar as distâncias entre os diferentes pontos que exigem nossa presença. Recordo que o nosso individuo ocupado é uma pessoa saudável e que procura uma qualidade de vida melhor. Entendo que qualidade de vida não é ter um conjunto de serviçais para realizarem tarefas por nós. É um conjunto de factores e características que nos fazem sentir saudáveis, sorridentes, descontraídos, com mais saúde, e que sejamos nós próprios a definir essa qualidade de vida, quanto baste.

Repare que até aqui ainda não falamos de actividades sociais. Só falamos de actividades que estejam directamente dependentes do individuo e não da sociedade. Nosso individuo é uma pessoa bastante ocupada. Logo é natural que nos dias uteis esteja nas suas diversas actividades. Para o fim-de-semana deixamos espaço para essas actividades sociais uma vez que não temos de exercer a actividade laboral ou ir á escola/universidade. Recordo que estas são as que dependem de nossa presença.

Estamos no fim-de-semana e devemos alargar um pouco o tempo por actividade. Fazendo o somatório de tempo por actividade, 9 horas para dormir, vamos considerar agora 2 horas para refeições, é fim-de-semana e temos de descansar, restam nos ainda um total de 22 horas livres para fazermos o que entendermos. Ora se não tivesse considerado 1 hora a mais por refeição e 1 hora a mais para repor actividade cerebral em relação aos dias úteis, tínhamos um dia completo por semana para actividades sociais. Ora está se mesmo a vêr que parece que existe qualquer coisa aqui de errado. Mas como é que aparece tanto tempo livre, num individuo muito ocupado?!Não será melhor voltarmos atrás e fazermos outra vez o somatório?! A reposta é simples, Não.

Acho que o leitor neste momento está um pouco cético com esta conversa toda. Não esteja. Repare que esta simplificação na contabilização dos tempos por actividade serviu para demostrar o tempo efectivo por actividade. Claro que há sempre atrasos ou imprevisto ou outros factores diversos. Mas nós acima de todo somos gestores do nosso tempo. As actividades descritas são aquelas que o indivíduo tem obrigatoriamente que estar presente. Por que razão, parece-lhe que o tempo não chega para nada?!… A resposta também é simples: por falta de gestão do próprio tempo.

É prática corrente não sermos educados para cumprir regras e estabelecer algum rigor. Logo nosso cérebro divaguei-a por não estar “disciplinado”. A noção da “falta de tempo” vem do tempo despendido por excesso, em relação ao tempo efectivo por actividade, não compensando o excesso, logo fazendo um somatório de excessos de tempo ficamos á margem do intervalo de tempo disponível diário, as 24 horas. Por exemplo, se sua entidade patronal necessita de mais tempo, tudo bem, mas não se esqueça que foi contratado para aquelas horas diárias. Logo o tempo excedente deve ser compensado, seja monetariamente ou privando a entidade patronal do tempo excedente noutro dia da semana. O leitor faz sua preferência. Parece conversa fíada mas repare que estamos a falar do seu tempo. E o leitor deve ser gestor do seu tempo e não ser condicionado por outros factores que não o leitor. Repare que quando está em aulas, entra na aula ao “toque da campainha”, saí também ao “toque da campainha” e existe aqui uma pequena tolerância, sensivelmente 5 minutos. Repare que não é uma tolerância contabilizada em horas mas sim em minutos. Esta tolerância serve mesmo para outros factores imprevistos. Estabeleça tolerâncias fazendo as compensações devidas.

A metodologia apresentada serviu só para estabelecer um factor comparativo com o seu dia-a-dia. Claro que outros comparativos se podem estabelecer mas que sejam coerentes com o seu dia-a-dia. Se se identificou com alguma das situações expostas, tenha a noção que precisa de definir prioridades no seu dia-a-dia. Deve ter em conta, estabelecer o seu índice de qualidade de vida. Com certeza que o leitor deseja ser um individuo saudável. Vivemos rodeados de escolhas e esquecemos das escolhas com que nos rodeamos, outras vezes fazemos por esquecer e no fim quem gere as escolhas somos nós. Temos de viver com as nossas escolhas e deixar o tempo correr. Só corre atrás do tempo quem nada pode fazer. Acima de tudo, seja gestor do seu tempo.

Pedagogia Financeira Aplicada

17/04/2012

Taxa de juro, Spread, TAN, índice de confiança, rating, indicadores, são alguns dos termos aplicados em engenharia financeira que têm definições próprias, dependendo do contexto em que estão inseridos. Para um individuo comum o não domínio destes conceitos leva muitas das vezes que tome praticas, inconscientemente, menos indicadas, levando em muitos casos á ruina financeira. Muitos são os artigos de economistas e gestores, opinando sobre os mais diferentes temas económicos, que abundam na comunicação social. Mas falta um pouco de pedagogia. Ora nem todos sabemos destas coisas e muitas das vezes as opiniões nem sempre ajudam á compreensão.

Agentes económicos abundam-nos com créditos e mais créditos sem, pedagogicamente, informarem dos custos inerentes. O propósito deste pequeno artigo é entender qual a melhor metodologia financeira na aquisição de um produto ou serviço. O que será melhor adquirir um determinado produto/serviço, isto é comprar, ou adquirir determinado produto/serviço mediante um “leasing”?!… Vejamos então dois casos práticos:

  • Comprar Serviço/produto

Após 5 anos de casamento, Paul McCartney pagou à sua mulher, Heather Mills, nada mais, nada menos que 49 milhões de dólares. Assumindo que tenham feito sexo TODAS as noites durante esses 5 anos (coisa muito improvável), a relação custou a McCartney 26.849 dólares por noite. A próxima fotografia é da Heather.

  • “Leasing” de Serviço/produto

Por outro lado, Kristen, a prostituta que apanharam com o Ex-Governador de New York , Elliot Spitzer, cobra a extravagancia de 4.000 dólares por noite. Se Paul McCartney tivesse “contratado” a Kristen durante 5 anos, ter-lhe-ia pago 7,3 milhões de dólares para ter sexo TODAS as noites (coisa bastante provável), com uma poupança total de 41,7 milhões de dólares. A próxima fotografia é da Kristen.

Tendo em conta o valor acrescentado desta operação, á que considerar que Kristen tem 22 anos, nunca tem dores de cabeça, faz tudo o que lhe pedires, não se queixa, não te faz nada que não desejes. Tudo isto, por uma sétima parte do custo total, sem encargos adicionais.

Como vêem, a lógica financeira é indesmentível: A operação de compra tem em conta diversos factores de influência, nomeadamente disponibilidade financeira imediata. Por outro lado a operação “leasing”, apesar das semelhanças de uma operação de aquisição imediata e prolongada no tempo, trata se de uma operação ponderada, analisando todas as variáveis adjacentes. O “leasing” é uma operação financeira mais lógica e racional, do que a compra.

Socialismo suicida

24/03/2012

A coligação PSD-PP está no poder há quase 1 ano e, ao fim deste tempo todo, continuam-se a descobrir déficits e delírios de desperdício financeiro em tudo quanto é sítio, incluindo, agora, mais um “monstro” chamado “Parque Escolar” e que, alías, na altura, muita gente avisou que iria dar num enorme buraco financeiro.

A ideia cretina e simplista de que lançar umas quantas obras públicas dinamiza a economia é de uma burrice e insensatez tremenda, sobretudo se o que se pretende é dinamizar a economia a curto prazo.

Além disso, o inverno demográfico faz com que, cada vez mais, as pessoas que vão envelhecendo recorram ao sistema de providência social com a agravante de irem nascendo cada vez menos pessoas que sustentem esse mesmo sistema.

O governo OBAMA tem sido dos mais irresponsáveis, seguindo a linha dos governos socialistas de Zapatero, Sócrates entre outros.

Veja-se o gráfico que aqui deixo.

Em resumo: a crise actual é o resultado de um cocktail que tem como ingredientes o seguinte:

– despesismo cretino de governos de índole socialista

+ ganância e capitalismo exacerbado de setor financeiro

+ diminuição de população ativa com consequente maior pressão sobre o sector da segurança social dos país em crise demográfica

O distributismo

13/03/2012

o distributismo não é mais do que um sistema económico em que a propriedade privada está bem distribuída, no qual “o maior número possível” é, de facto, proprietário. A melhor exposição do distributismo pode, provavelmente, ser encontrada no livro de Hilaire Belloc, The Restoration of Property (1936). Atente-se no título, O Restabelecimento da Propriedade.

Os distributistas argumentaram que no regime capitalista, a propriedade produtiva era prerrogativa só dos ricos e que isto lhes dava um poder e influência sobre a sociedade muito maior do que aquilo a que tinham direito. Embora formalmente todos tenham o direito à propriedade privada, na prática esta está restrita aos ricos.

Thomas Storck

A constituição portuguesa actual, o sistema democrático actual, o modelo de partidos actuais, com PS e PSD à cabeça, estão definitivamente esgotados.

Há que optar por outro caminho que acabe com a ganância dos especuladores e o egoísmo dos ricos. Como dizia alguém “Se os ricos não acabam com os pobres, mais cedo ou mais tarde, os pobres acabarão com os ricos”.

Como é que os especuladores recuperam, com juros, o que investiram em fomentar a crise

19/12/2011

Tomada de Posse do XI Governo Regional da Madeira

09/11/2011

Realizou se hoje a sessão de tomada de posse do XI Governo Regional da Madeira. O site da Presidência do Governo Regional disponibilizou o texto que Alberto João Jardim utilizou no discurso de tomada de posse. Trata-se de um texto repleto de citações de grandes pensadores portugueses e estrangeiros, com várias referências à “pessoa humana” e às conquistas do povo.

Na minha avaliação pessoal, trata se de um brilhante discurso político, dos melhores que ouvi até hoje, revelando o grande conhecimento que Alberto João Jardim tem de política seja ela nacional, internacional ou teórica/filosófica. Alberto João Jardim é um dos poucos políticos que “faz” politica muito ao estilo de Sá Carneiro. No seu discurso por diversas vezes faz referência a este ultimo revelando a sua filosofia reacionaria humana.

Alberto João Jardim citando Henrique Raposo refere que «o regime político português morreu três vezes. Morreu economicamente, porque o Estado consome aquilo que a sociedade produz. A segunda morte é institucional. Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos, é um Estado de Direito falhado, na medida em que a Justiça se transformou num embaraço confrangedor. A terceira morte é a do sistema partidário, porque os Partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade, daí a aversão ao emagrecimento do Estado».

Com o presente regime político-constitucional, os Portugueses «perderam a paz e a segurança de pessoas e bens. Perderam a confiança no depósito seguro das poupanças. Perderam os Valores e a estabilidade que a Instituição Família propiciava ao País. Perderam conceitos de Honra e de vergonha, com os enriquecimentos fáceis e ilícitos, com o reino do consumismo e com a falta de respeito para com o nosso semelhante. Perdemos a capacidade de produzir para o nosso próprio sustento. Perdemos parte da nossa juventude. Perdemos uma classe média, espinha dorsal do País, da estabilidade social e dos Valores nacionais. Perdemos o orgulho no passado e a fé no futuro. Perdemos a segurança na Justiça». Alberto João acrescenta que “Mergulhámos no aborto livre, nos casamentos homossexuais, no divórcio na hora, na liberalização do consumo de droga”.

A parte final do discurso tem várias referências à Autonomia. É um discurso que vale a pela lêr na íntegra.

DISCURSO TOMADA POSSE XI GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA

Entender o Défice Público

04/11/2011

Todos os dias entra pela nossa casa a dentro a palavra défice. Através da televisão, dos jornais e até nós próprios falamos sobre isso. Mas será que realmente sabemos o que isso é?!…Afinal o défice é positivo ou negativo nas nossas vidas?!… Pois bem, deve haver muito boa gente que não sabe realmente do que se trata. Vamos então entender.

A palavra défice pode ter várias conotações, dependendo do contexto em que é inserido. Por exemplo, em contabilidade significa “um saldo negativo”. Num qualquer orçamento significa que, os gastos (despesas) superam os ganhos (receita). Na balança de pagamentos (transacções com o resto do mundo) o défice da balança comercial ocorre quando o valor total das importações supera o das exportações. Défice em conta corrente é um conceito mais abrangente incluindo além das transacções comerciais de um país com o resto do mundo (exportações e importações) as transacções em serviços e as chamadas transferências unilaterais (basicamente doações). No contexto macroeconómico, o défice em conta corrente da balança de pagamentos reflecte a diferença entre a poupança total e o investimento total do país. No mesmo contexto, o défice publico ocorre quando o valor das despesas de um governo é maior que as suas receitas. Normalmente o valor do défice público é expresso em percentagem sobre o PIB do país, permitindo a comparação entre países e a avaliação do excesso de despesa de cada país em relação ao valor da produção.

A equação que define o défice público é a seguinte:

Défice público = variação da dívida do governo + variação do valor dos activos + variação da moeda.

A variação da dívida do governo é equivalente ao gasto do governo menos a arrecadação (via tributação). A variação dos activos expressa as compras e vendas de activos pelo governo e a variação da moeda refere se à variação da Base Monetária. Sendo assim:
– Se défice público 0, então a política fiscal é expansionista.
Segundo John Maynard Keynes o défice orçamentário é um mecanismo anticíclico de equilíbrio económico, em política económica, em períodos de depressão económica, é necessário criar um défice sistemático no orçamento para estimular a economia, e aumentar a taxa tributária em períodos de prosperidade para acumular poupança, desta forma são criados recursos que são aproveitados em investimentos futuros, ou seja, forçar o orçamento de tal forma, que irá manter a economia oscilando, ora para cima, ora para baixo. Quando houver viés de baixa, deve-se forçá-la a subir, ao contrário, quando o viés for de alta, forçamo-lo a baixar, assim existe condição de manipular os índices económicos de tal forma, que sempre será possível fazer a economia deficitária ou superavitária de acordo com as necessidades macroeconómicas, a este processo se dá o nome de orçamento cíclico ou realimentado.

Portanto no contexto em que entra a palavra défice nas nossas casas, o défice é o saldo anual negativo, entre as receitas e as despesas, em percentagem do PIB. As primeiras conclusão que tiramos são, se temos défice significa que nos vamos ter de endividar mais para pagar esse diferencial. Significa então, vamos ter mais dívida. Mas atenção, não há mal em ter défice. Aliás sempre tivemos, nós e os outros. Por outras palavras o défice é um instrumento financeiro de equilíbrio da macroeconomia. O problema reside quando o défice é maior que o crescimento do PIB. Aí o nosso endividamento sobe em relação à nossa produtividade, e neste caso estamos a nos endividar sem obter resultados práticos. Isto justifica a famosa regra dos limites de 3% de défice.

A União Europeia baseou-se no crescimento médio do PIB expectável para aplicar essa regra. Desta forma, limita o endividamento sobre o PIB. Sei também que muitos contestam esta medida dizendo que não permite estimular a economia. Pois bem, basta olhar para o caso português para ver que não é bem assim, uma vez que nós andamos a estimular a economia com défice de 9,3% para termos um crescimento no ano seguinte de 1,1% (expectável) do PIB?!…A má utilização deste instrumento financeiro só aumentou o nosso endividamento sobre a riqueza que produzimos!

Numa opinião pessoal o grande problema de Portugal foi ter défices, ao longo destes 15 anos, sempre superiores ao crescimento do PIB, e sucessivos governos não souberam aproveitar os muitos subsídios para o estímulo da economia, patrocinados pela União Europeia. Agora temos que pagar a factura…

VIA DO INFANTE – PROTESTO DIA 8 DE OUTUBRO

04/10/2011

A Troika em nós

06/08/2011

É bem conhecida a expressão de John Kennedy no seu discurso aos americanos, nos anos 60, quando disse que os cidadãos não devem perguntar o que é que o seu país lhes pode dar, mas sim o que é que cada um poderá fazer pelo seu país. Lembrei-me desta expressão a propósito do plano da Troika para o resgate financeiro de Portugal.
Como cidadãos não podemos assobiar para o lado e fingir que o plano da Troika nada tem a ver connosco e que a culpa de tudo é exclusiva dos maus políticos e maus gestores públicos do país. Isso é, sem dúvida, em parte, verdade. Mas também é verdade que um país não é mais do que um somatório de individualidades e que o comportamento que cada um adopta acaba, de uma forma ou de outra, por influenciar todo o colectivo.
Assim, aqui deixo algumas medidas do que a Troika quereria em nós:
1) Para quem é senhorio, fixar rendas mais baixas, partindo do pressuposto que a agilização das acções de despejo, vai mesmo avançar.
2) Apostar na manutenção do que se tem e menos na aquisição do que ainda não se tem.
3) Concentrar esforços, com o máximo de produtividade possível, no que é mais rentável.
4) Consolidar laços familiares. Existem estudos que demonstram os efeitos nocivos que o divórcio causa à economia, pelo enfraquecimento da capacidade económica para pagamento de dívidas, hipotecas, etc…
5) Cortar em despesas não essenciais e desnecessárias.
6) Deitar cedo e cedo erguer rentabiliza o trabalho e melhora a boa disposição.
7) À medida que o governo demonstra que está a ser criterioso na forma como gere o dinheiro das receitas fiscais, também os contribuintes devem assumir a suas responsabilidades. Por exemplo, em matéria de IVA, as empresas devem fazer um esforço por não usar esses valores que pertencem ao Estado para se auto-financiarem, como se de um rendimento mais se tratasse.
8 ) Dentro das possibilidades de cada um, deverá haver espaço para a solidariedade para com os que mais precisam em virtude desta crise. De preferência, em géneros alimentares, roupas ou brinquedos tudo se aproveita e pode aliviar quem está a passar mal.
9) Consumir e fazer férias made in Portugal ajuda a promover a produção e o emprego nacional.
Assim como a Irlanda aparenta estar a sair da crise com a receita da Troika, estou certo que o mesmo acontecerá connosco. Façamos um esforço, ao menos uma tentativa, por cumprir (para além do que já nos é imposto) um pouco da Troika em nós.

CIDADES PELA RETOMA – CONFERÊNCIA “ECONOMIA URBANA”

02/05/2011

A FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, vai promover no próximo dia 6 de Maio (6ª feira), por volta das 21h30, no Salão Nobre da Sociedade Recreativa Artística Farense mais uma edição das conferências “Cidades pela Retoma”, desta feita dedicado ao tema da Economia Urbana. A entrada é livre!

De entre diversos temas espera-se abordar com especial enfoque temas como o fenómeno urbano, a gestão territorial, o processo de urbanização nas economias ocidentais, o crescimento e o declínio de cidades e a situação actual da cidade e do concelho farense.

Paulo Bernardo, empresário e presidente da delegação Algarve da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) e Renato Pereira, economista e docente na Universidade do Algarve são os oradores convidados confirmados.

Recorde-se que esta iniciativa inserida no âmbito do Movimento Cívico “Cidades pela Retoma”, pretende desenvolver em Faro um fórum de debate que deverá mobilizar os cidadãos a participar num exercício de reflexão colectiva sobre o papel das cidades na actual fase de desenvolvimento do país, que vise identificar e avaliar os seus recursos com potencial para o desenvolvimento económico e social e ajudar a definir uma ‘agenda local para a retoma’.

O Movimento Cidades pela Retoma, continua a captar cada vez mais adeptos contando já com milhares de adesões, incluindo mais de 60 plataformas cívicas nacionais, cerca de 250 blogues de 15 países diferentes e 14 parceiros institucionais.

FMI: QUO VADIS PORTUGAL?

26/04/2011

De acordo com um post colocado no blog “A Máfia Portuguesa”, o FMI está a preparar um pacote de medidas duríssimas que colocam claramente em risco a nossa soberania enquanto nação política.

O FMI pretende sobrepor-se às decisões da Assembleia da República enquanto órgão reconhecido pelos portugueses para a tomada de decisões soberanas sobre o nosso território. Segundo o jornal semanário “O Diabo”, o FMI está a preparar medidas como privatizar praias para serem vendidas a concessionários internacionais (como fizeram na Grécia), venda de portos (os chineses querem ficar com os portos dos países a quem compram dívida pública), venda de monumentos (palácios, conventos, quintas), redução do número de Câmaras Municipais (de um dia para o outro), de entre outras medidas chocantes. Cabe aos portugueses dizer não a estas atrocidades que estão a ser decididas no Terreiro do Paço, no Ministério das Finanças.

GRÉCIA – UM ANO DEPOIS DO FMI

23/04/2011

Um ano depois, a Grécia está mais pobre e afundada na recessão. A crise da dívida continuou a contagiar Irlanda, Portugal, Espanha, Bélgica… Os juros continuam altíssimos e a Grécia pode ter de pedir a reestruturação da dívida. A 23 de Abril de 2010, o Governo grego de Papandreou pediu o resgate ao FMI e à Comissão Europeia. Em Maio de 2010, FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu aprovaram um pacote de empréstimo no valor de 110 mil milhões de euros, impondo à Grécia uma brutal austeridade, que lançou o país em profunda recessão e não resolveu a crise da dívida. Num ano de atrocidades sociais, houve cortes de salários e de pensões de reforma, parte dos trabalhadores da função pública perderam subsídio de Natal e de férias, enquanto a inflação disparava. Os impostos foram aumentados, o número de autarquias foi drasticamente reduzido, enquanto se multiplicaram as privatizações. Até ilhas gregas foram postas à venda.

E o desastre não parou: na semana passada o Governo anunciou novo pacote de cortes e mais privatizações até 2015.Durante este ano o povo grego lutou com bravura, realizando oito greves gerais. Para dia 11 de Maio está já marcada nova Greve Geral, para protestar contra as mais recentes medidas decretadas pelo Governo. A taxa de desemprego ultrapassa já os 15% e a recessão aprofunda-se tendo o banco central grego previsto uma queda da economia de 3% em 2011 – o terceiro ano consecutivo de recuo do PIB. E a crise da dívida continua.

A Grécia continua a pagar juros altíssimos, até há pouco 5,2%. O défice não baixou o previsto, porque as receitas se afundaram devido à crise. A dívida atinge os 340 mil milhões de euros, 150% do PIB grego. No início desta semana, as taxas de juro das obrigações gregas a 10 anos atingiram um valor inédito desde o início do euro: 14%. Nesta quinta feira, as taxas da dívida a dois anos, curto prazo, chegaram a 22%, dez vezes mais do que paga a Alemanha. Esta subida deve-se à crescente especulação sobre um possível pedido iminente de reestruturação da dívida. Especulação que foi alimentada por um e-mail com origem no banco norte-americano Citigroup.

Em Março passado, a Moody’s voltou a baixar o rating da Grécia, enquanto a Fitch anunciou nesta quinta feira que a Grécia deverá reestruturar a dívida em 2012. A mais recente onda especulatória em torno da dívida grega começou com a declaração do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, ao jornal “Die Welt”, na semana passada, afirmando que a Grécia podia ter de reestruturar a dívida. Um ano depois do pedido de resgate grego, o efeito de contágio continuou a estender-se a outras economias europeias. Os governo irlandês e português já pediram também o resgate, enquanto as taxas de juro da dívida da Espanha continuam a subir e o contágio já atingiu outros países, como a Bélgica. Recentemente, o FMI voltou a chamar a atenção para a “vulnerabilidade” dos bancos europeus.

Texto retirado do blog “A Máfia Portuguesa

VER- Valores, Ética e responsabilidade

22/04/2011

Numa altura em que mais se nota a crise de valores, ética e responsabilidade e se imputa diretamente esta falta à atual crise económica, destaco, aqui, um novo SITE, com artigos de gente competente na área da sociologia e da economia.
Neste site, diagnosticam-se situações ao mesmo tempo que se propõem soluções que passam primordialmente pela formação do caráter e a aposta na consolidação das competênciais sociais de cada um como forma de vencer a crise.
Nesse site, também se pode subscrever a respetiva newsletter e estar a par dos novos artigos.

CLASSE MÉDIA FORTE É FUNDAMENTAL PARA RECUPERAR PORTUGAL

14/04/2011

O director do FMI cita Aristóteles para sublinhar que a estabilidade económica de um Estado depende de uma classe média forte. “Há alguns milhares de anos, Aristóteles escreveu que a melhor parceria num Estado é a que opera através de pessoas de classe média… os Estados onde a classe média é grande … têm todas as hipóteses de ter uma boa gestão”, parafraseou Strauss-Kahn numa comunicação de hoje sobre a crise global do trabalho.

Diz Strauss-Kahn que este princípio “era verdade no tempo de Aristóteles, era verdade na época de Keynes, e é verdade actualmente”. “A estabilidade depende de uma classe média forte que possa aumentar o consumo.

Não conseguiremos isto se o crescimento económico não conduzir à criação de empregos decentes, nem se o crescimento recompensar a minoria dos mais favorecidos em detrimento dos numerosos marginalizados”, indica o director do FMI.

Retirado: Blog “A Máfia Portuguesa”

Motivação e Iniciativa nas empresas e na vida

09/04/2011

Emilio Duró é um dos mais brilhantes especialistas em matéria de formação para a motivação de recursos humanos.

Quer na macroeconomia, quer na economia das empresas habitualmente esquece-se a importância da motivação e do empreendedorismo quer dos gestores, quer dos funcionários.

Eis uma das suas palestras, na Câmara de Comércio Galega, onde aborda a importância do óptimismo e da capacidade de iniciativa, contra a passividade e a modorra

PORTAGENS NA VIA DO INFANTE ESTÃO SOBREAVALIADAS

28/03/2011

A denuncia partiu da FARO 1540!

A FARO 1540 emitiu um comunicado com base no que foi discutido na última Conferência “Cidades pela Retoma – Acessibilidades e Transportes”, organizado por esta associação, a manifestar o seu profundo desagrado pelo pagamento de portagens na Via do Infante (A22) que, ao que tudo indica, vão começar no dia 15 de Abril. Esta imposição será um forte rombo na economia da região e na vida dos algarvios.

Se bem que o conceito do utilizador-pagador, nos tempos de dificuldades financeiras que o país atravessa pareça correcto, não é menos válido o conceito SCUT, que visa diminuir e minimizar assimetrias entre o país procurando fomentar o dinamismo económico e a circulação célere de bens, pessoas e serviços nas zonas menos desenvolvidas ou mais periféricas de Portugal continental. Recorde-se que, a este propósito, entre 2006 e 2008, para manter esta estratégica económica, houve um aumento de 7,5 cêntimos por litro de combustível (2,5 cêntimos/ano) para pagar as vias sem custo para o utilizador (SCUT). Curioso que, agora que as portagens estão em funcionamento já em quase todo o país, não tenha surgido ainda nenhuma indicação sobre o término deste imposto nos combustíveis.

A FARO 1540 considera que as despesas directas e indirectas provocadas pela introdução de portagens vão ser sobejamente superiores às receitas geradas por estas e que devia prevalecer o bom senso mantendo a Via do Infante como SCUT.

No entanto, mesmo que se decida implementar portagens, (e uma vez que estas portagens visam pagar as despesas de manutenção das SCUTS) a  FARO 1540  não considera justo, que o valor previsto a ser cobrado na Via do Infante (7 cêntimos/km) seja somente 1 cêntimo mais barato que os preços praticados pela Brisa na A2, empresa esta que para além das despesas de manutenção e gestão ainda visa o lucro.

Por outro lado, tal como já alertado, dos 133 km da Via do Infante, 94 km foram construídos com recurso a fundos comunitários e somente 38,3 km (entre Alcantarilha e Lagos) foram pagos já num contrato SCUT. Assim considera-se que só esses 38,7 km são passíveis de serem portajados. Contudo a FARO 1540 não considera correcto que só o lado do Barlavento da Via do Infante esteja sujeita a portagens, tanto mais que vemos o Algarve como um todo indissociável. Neste sentido, o custo inerente a estas portagens no Barlavento devem ser diluídas por toda a Via do Infante passando o custo do km a representar 2 cêntimos em detrimento dos 7 cêntimos anunciados. Assim, uma viagem de ida e volta de Lagos a VRSA passaria a custar 5,32 €uros em vez dos 18,62 €uros que estão previstos.

A FARO 1540 considera que a existirem portagens, este valor dos 2 cêntimos por km é de facto o valor justo na Via do Infante pelas questões anteriormente mencionadas (inexistência de alternativa, não ser auto-estrada e construída em parte por fundos da União Europeia) e está convicta que poucos reflexos negativos teria na vida dos algarvios e na economia da região.

comunicado completo aqui

SCUTS: EM MAIO DE 2005 TIVEMOS ESTA NOTICIA. LEMBRAM-SE?

25/02/2011

Em Maio de 2005, saiu em diversos órgãos de informação que o Governo tinha decidido aumentar os preços dos combustíveis em 2,5 cêntimos para financiar as SCUTS.

Pois é, muitos de vós já não se devem lembrar disso e por isso reproduzo  seguidamente uma dessas noticias, retirada do Diário de Noticias:

“Uma pequena parte da subida de preços dos combustíveis vai passar a financiar as auto-estradas sem portagens (Scut); nos próximos quatro anos, uma parcela do preço dos “maços” de cigarros, será destinada a cobrir o défice do sector da Saúde; o aumento do IVA, tinha já anunciado José Sócrates, é para ajudar a tapar o “buraco” da Segurança Social.

Para pagar as Scut, o Governo vai aumentar em 2,5 cêntimos o preço por litro dos combustíveis – gasolina e gasóleo. O aumento será feito em cada um dos próximos três anos, à margem do aumento normal que acompanha a inflação e a oscilação do preço do petróleo.

Para este ano, o Tribunal de Contas calcula que o custo das Scut deverá rondar os 254 milhões de euros. Em 2006, o Estado terá de despender pouco mais de 329 milhões de euros e no ano seguinte 589 milhões de euros. O calendário das contas obriga ainda a que, no conjunto dos dois últimos anos da década, o custo das auto-estradas atinja os 1,3 mil milhões de euros. Depois, entre 2010 e 2020, o financiamento anual obrigará ao emprego de 650 a 700 milhões de euros. Só a partir de 2021 é que é previsível o decréscimo dos custos anuais.”

Agora que as SCUTS são pagas, que tal decidirem baixar o custo dos combustíveis no valor correspondente ao financiamento das SCUTS de então? Estamos a falar de pelo menos 7,5 cêntimos por litro quer no gasóleo, quer na gasolina.

PORTAGENS NAS SCUTS ESTÃO A AFASTAR TURISTAS

17/12/2010

A Associação de Empresas Turísticas Portuguesas (AETP) denunciou esta quinta-feira que as portagens cobradas desde 15 de Outubro nas antigas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) «estão a afastar turistas de Portugal».

«Poderemos estar, efectivamente, na presença de uma situação contraproducente que prejudica o país, quando o investimento em SCUT foi precisamente justificado, a nível nacional e europeu, para equilibrar o desenvolvimento de Portugal, com a facilitação da mobilidade em todo o território», salienta a AETP, em comunicado.

Para a associação, a introdução de portagens nas SCUT «abre a possibilidade de desvio de importantes fluxos turísticos», situação que «poderá causar prejuízos às empresas turísticas, não turísticas e ao Estado português em valor superior ao encaixe financeiro previsto», de 250 milhões de euros em 2013.

A AETP considera «urgente iniciar-se um processo de análise e consequente adaptação dos factores de competitividade da indústria turística e da própria economia portuguesa», nomeadamente aos «principais parceiros e concorrentes comerciais mais directos».

«Será incompreensível que não se atendam as desiguais condições concorrenciais existentes, levantando-se adicionalmente fechadas lógicas rodoviárias que contradizem toda a abertura ao mercado europeu que necessitamos trabalhar», salienta a AETP.

PORTUGAL É O 9º MAIS POBRE DA EUROPA

22/06/2010

PIB per capita em poder de compra
Média europeia: índice 100

Luxemburgo: 268
Irlanda: 131
Holanda: 130
Áustria: 124
Suécia: 120
Dinamarca: 117
Reino Unido: 117
Alemanha: 116
Bélgica: 115
Finlândia: 110
França: 107
Espanha: 103
Itália: 102
UE: 100
Chipre: 98
Grécia: 95
Eslovénia: 86
Rep. Checa: 80
Malta: 78
Portugal: 78
Eslováquia: 72
Hungria: 63
Estónia: 62
Polónia: 61
Lituânia: 53
Letónia: 49
Roménia: 45
Bulgária: 41

PRODUTIVIDADE EM PORTUGAL É 30% INFERIOR À MÉDIA DA UE

12/11/2009

  TRabalhar[1]

A produtividade em Portugal é 30% inferior à da média da União Europeia, segundo um relatório da Associação Industrial Portuguesa (AIP).

 De acordo com a noticia avançada no site da TSF, o indicador de produtividade do referido estudo apresenta um valor de 70,8% da média da União Europeia em 2008, o que significa que Portugal produz em média menos 30% do que os restantes países europeus.

Ou seja, por cada hora um funcionário em Portugal produz menos 30% de trabalho do que a média dos trabalhadores da UE. Como é obvio, o fosso em termos de produtividade, de Portugal, para os países de ponta ainda é mais significativo. 

Ora aqui está um problema bem importante que os nossos governantes devem solucionar e com urgência! É que o país não se desenvolve com mais apertos de cinto e controlos de deficit.