Archive for the ‘Factos Históricos’ Category

Primeiro de Maio – Feriado Internacional

01/05/2012

Numa altura em que o suprimento de alguns feriados em Portugal é uma possível em cima da mesa, derivado da conjuntura politico/económica é sempre bom nos relembrarmos dos motivos pelo qual existem os feriados. Hoje é feriado e comemora se o dia do trabalhador. É um feriado que se comemora a nível internacional tendo origem nos Estados Unidos. Em Portugal, só a partir de Maio de 1974  (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.

O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-IN  (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT  (União Geral dos Trabalhadores).

No Algarve, assim como na Madeira é costume a população fazer piqueniques e são organizadas algumas festas na região.

A revolução está em NÓS.

25/04/2012

Comemorou se hoje mais uma data histórica em Portugal, o 25 de Abril de 1974. Independentemente do modo como foi comemorada esta data, uma coisa é certa, graças á revolução em causa, cada um de nós pode faze-lo como entender. É um dos direitos adquiridos. Não querendo fazer uma exposição histórica do seu significado, do 25 de Abril, prefiro nesta data fazer pequenas reflexões sobre os dias de hoje e os dias de então. Como todos sabem, atravessamos hoje momentos socio-economicos e mesmo políticos, de extrema dificuldade. É uma das consequências do 25 de Abril. Recordo que Portugal, em tempos de ditadura, sempre passou ao lado de todo o que existia pelo mundo, tenha sido guerras ou prosperidade económica. As revoluções acontecem quando existem na sociedade grandes desigualdades entre classes. A fome, a precariedade, o desconforto, a falta de prosperidade são alguns dos fortes factores que podem ser indiciadores de uma revolução. É sempre bom estarmos em alerta.

Do estado castigador ao estado protector, o Portugal de hoje é muito diferente de então. O conceito de estado social implementado por países da Europa ocidental é hoje um dos grandes pesos que atravessamos. Implementado em alturas de grande prosperidade económica, hoje é um fardo que as actuais economias não conseguem suportar. Em Portugal o estado protector é mais um estado atrofiador tendo seus tentáculos em todas as áreas estratégicas não com uma cultura de regulador mas sim como portas que não se abrem a uma prosperidade que todos desejamos.

Para aqueles que se querem identificar como donos do 25 de Abril, estão hoje com indícios de falta de lucidez sobre o seu significado. A maior diferença entre a democracia e a ditadura é o dono da liberdade. Em democracia o dono da liberdade somos nós próprios mas atenção, a nossa liberdade acaba quando interfere na liberdade do próximo. Ao contrário do que muitos pensam, a liberdade não é um direito tão adquirido como se pensa. A falta de transparência, a falta de rigor, a falta de comunicação dá-nos a ligeira sensação de querer ocultar o que não deve ser ocultado. Temos hoje a noção de que vivemos momentos de grande corrupção mas na realidade a informação que vamos tendo sobre casos de grande corrupção em Portugal, deve se ao 25 de Abril. Em ditadura o rácio de corrupção é muito maior, mas como não existe fuga de informação, porque a liberdade tem dono, parece nos que não existia. Muito pelo contrário.

O Portugal de hoje é muito diferente, pelo menos em imagem, de outros tempos. Mas a revolução ainda não acabou. Existem muito para fazer, muito que discutir, muito que implementar. Não são as grandes obras públicas, entendido por alguns como um grande dinamizador da economia, mas sim “obras” ao nível do reformador, do qualificador e de uma economia mais próspera. Repare que ainda hoje o nível de escolaridade da população é preocupante, independentemente dos biliões que se gastou e se continua a gastar. Muito se tem de fazer em relação á educação em Portugal, porque a democracia só funciona se houver participação daqueles que vivencias esses tempos. Na realidade a falsa qualificação que se anda a certificar é um factor que contribui para uma democracia menos democrática.

A traição de D.João I ou a política é uma ganda porca

11/09/2011

A crise de 1383-1385 e as batalhas de Aljubarrota, Atoleiros, Trancoso e Valverde foram momentos áureos da história de portugal.
Infelizmente está também associada a episódios deploráveis em que o clientelismos e os interesses conspurcaram esse período.
Depois de muitos nobres terem arriscado a sua vida e a vida dos seus soldados, D.João I veio a confiscar-lhes as terras que lhes foram doadas como prémio. Ou seja, D.João I, 1º concede-lhes privilégios e terras para depois, aconselhado por João das Regras e outros, alertado pelo perigo da diminuição do poder real e o reforço da nobreza pseudo-feudal, “dá o dito pelo não dito” e traí todos aqueles que antes lhe juraram fidelidade com a vida.
Esta traição aplica-se ao próprio D. Nuno Álvares Pereira em particular pelo facto deste ter doado algumas das suas terras aos seus companheiros de batalha mais próximos. D.Nuno Álvares Pereira pegou no seu pequeno exército e refugiou-se no Alentejo, ameaçando refugiar-se em Castela.
Uma vergonha e passados 700 anos, a natureza humana continua com os mesmos erros e traições.
A politica, antes, como agora, continua a ser uma porca!

PLANETA HABITÁVEL?

03/10/2010

De acordo com uma noticia avançada, ontem, pelo Jornal de Noticias, uma equipa de astrónomos norte-americanos afirma ter descoberto um planeta extra solar, numa área que denominam Zona Habitável.

O planeta situado perto da estrela Gliese 58, a cerca de 20 anos luz da terra, tem condições que leva a compará-lo com o Planeta Azul.

Ainda não existe uma confirmação da existência de água líquida naquele planeta, mas se houver será o planeta extra solar mais parecido com a Terra. De entre os 374 candidatos a planetas habitáveis, este é o que apresenta maiores possibilidades de ser habitável, segundo um comunicado da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, emitido pelos astrónomos responsáveis pelo estudo.

Segundo a NASA, um planeta na zona habitável não significa que seja um lugar onde poderão viver humanos. A possível colonização do planeta depende de muitos factores, mas os mais importantes são a existência de água líquida e uma atmosfera.

É o sexto planeta que se descobre ao redor da estrela anã vermelha Gliese 581 e que deve ser provavelmente rochoso e com um tamanho superior à Terra.

O novo planeta apresenta suficiente gravidade para poder ter uma atmosfera. Este planeta dá uma volta à estrela Gliese 581 a cada 37 dias e apresenta uma característica muito especial: não gira sobre o seu próprio eixo, por isso apresenta sempre a mesma face à estrela, de modo que numa metade do planeta é sempre de dia e na outro sempre de noite.

SLIDE SHOW: FARO NOS ANOS 70

08/03/2010

A “FARO 1540” – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro vai completar no próximo dia 12 (6ª feira) o seu primeiro ano de existência.

Para assinalar esta data, a “FARO 1540” vai levar a efeito neste dia (6ª feira – dia 12) na Sociedade Recreativa Artística Farense, a partir das 22h30, a projecção de um conjunto de slides oriundos do espólio fotográfico de Hélder de Azevedo, que retratam Faro nos finais dos anos setenta.

Assim, a sessão que terá entrada livre, contará com a apresentação de várias imagens de pontos emblemáticos da cidade e do concelho destacando-se a doca de recreio, o aeroporto, a praia de Faro, a Rua de Santo António, a baixa da cidade e a sua actividade comercial, sendo acompanhados por uma tertúlia onde serão debatidas as evoluções positivas e negativas que se verificaram nesta cidade ao longo dos últimos anos.

1 ANO

10/11/2009

O blog Moura Encantada faz hoje, dia 10 de Novembro, 1 ano de existência!

Ao longo destes 365 dias foram feitos 190 posts (média de 1 post de dois em dois dias) e registaram-se  16.000 visitas, o que dá uma média diária de 44 entradas.

Agradeço a todos aqueles que já visitaram o blog Moura Encantada e que aqui vêm regularmente.

A ORIGEM DO NATAL

24/12/2008

O Natal é a solenidade cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo. A data para a sua celebração é o dia 25 de Dezembro, pela Igreja Cristã, o dia 7 de Janeiro, pela Igreja Ortodoxa.

Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações. Ainda sendo uma festa cristã, é encarado universalmente por pessoas dos diversos credos como o dia consagrado à reunião da família, à paz, à fraternidade e à solidariedade entre os homens.

Origem do Termo

Do latim ‘natális’, derivada do verbo ‘nascor, nascéris, natus sum, nasci’, significando nascer, ser posto no mundo. Como adjectivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de Dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas românicas – italiano ‘natale’, francês ‘noël’, catalão ‘nadal’, espanhol ‘natal'( navidad de J.C), português ‘natal’.

Em inglês, a palavra que designa o Natal – ‘Christmas’ – provém das palavras latinas ‘Cristes maesse’, significando em inglês ‘Christ’s Mass”, missa de Cristo. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.

De ‘natális’ deriva também “natureza”, o somatório das forças activas em todo o universo.

Aspectos Históricos

No ano 245 d.C., o teólogo Orígenes repudiava a ideia de se festejar o nascimento de Jesus “como se fosse um Faraó”. Há inúmeros testemunhos de como os primeiros cristãos valorizavam cada momento da vida de Jesus Cristo, especialmente sua Paixão e Morte na Cruz. No entanto, não era costume na época comemorar o aniversário e portanto não sabiam que dia havia nascido o seu Senhor. Os primeiros testemunhos indicam datas muito variadas, e o primeiro testemunho directo que afirma que Jesus Cristo nasceu no dia 25 de Dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano 221.

De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu baptismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adoptar o dia 25 de Dezembro para o Natal e o dia 6 de Janeiro para Epifania (que significa “manifestação”). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo Papa Libério, no ano 354 d.c..

Segundo estudos, a data de 25 de Dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao “nascimento do deus sol invencível”, que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de Dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de Dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como “o sol de justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) revelam a fé da Igreja n’Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adoptaram a festa que era celebrada pelos romanos, o “nascimento do deus sol invencível” (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colónias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

O Ponto de Vista da Bíblia

A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de Novembro e primeira metade de Dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevões ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.

Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de Dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de Março e 25 de Abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de Dezembro.

Fonte: Wikipédia

1º DE DEZEMBRO

01/12/2008

D. Sebastião, um rei jovem e aventureiro, habituado a ouvir as façanhas das cruzadas e histórias de conquistas além-mar, quis conquistar o Norte de África. Na batalha de Alcácer Quibir no Norte de África, os portugueses foram derrotados e D. Sebastião desapareceu. Após o desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, sucedeu-se o Cardeal D. Henrique (1578-1580), que faleceu em 1580, sem ter designado um sucessor. Assim, Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel I Invadiu Portugal e submeteu-o a 60 anos de domínio, designado por “domínio filipino“.

 

Com o primeiro dos Filipes (I de Portugal, II de Espanha), não foi atingida de forma grave a autonomia política e administrativa do Reino de Portugal. Com Filipe III de Espanha, porém, começam os actos de desrespeito ao juramento de Filipe II em Tomar. Em 1610, surgiu um primeiro sinal de revolta portuguesa contra o centralismo castelhano, na recusa dos regimentos de Lisboa a obedecer ao marquês San-Germano que de Madrid fora enviado para comandar um exército português.

 

No início do reinado de Filipe III, ao estabelecer-se em Madrid a política centralista do Conde-duque de Olivares, o seu projecto visava a anulação da autonomia portuguesa, absorvendo por completo o reino de Portugal. Na Instrucción sobre el gobierno de España, que o Conde-Duque de Olivares apresentou ao rei Filipe IV, em 1625, tratava-se do planeamento e da execução da fase final da sua absorção, indicando três caminhos:

 

·  1º – Realizar uma cuidadosa política de casamentos, para confundir e unificar os vassalos de Portugal e de Espanha;

·  2º – Ir o rei Filipe IV fazer corte temporária em Lisboa;

·  3º – Abandonar definitivamente a letra e o espírito dos capítulos das Cortes de Tomar (1581), que colocava na dependência do Governo autónomo de Portugal os portugueses admitidos nos cargos militares e administrativos do Reino e do Ultramar (Oriente, África e Brasil), passando estes a ser Vice-reis, Embaixadores e oficiais palatinos de Espanha.

 

A política de casamentos seria talvez a mais difícil de concretizar, conseguindo-se ainda assim o casamento de Dona Luísa de Gusmão com o Duque de Bragança, a pensar que dele sairiam frutos de confusão e de unificação entre Portugal e Espanha. O resultado veio a ser bem o contrário.

 

A reacção à política fiscal de Filipe IV vai tomar a dianteira no processo que conduz à Restauração de 1640. Logo em 1628, surge no Porto o ” Motim das Maçarocas“, contra o imposto do linho fiado. Mas vão ser as ” Alterações de Évora“, em Agosto de 1637, a abrir definitivamente o caminho à Revolução.

 

Nas “Alterações de Évora”, o povo da cidade deixava de obedecer aos fidalgos e desrespeitava o arcebispo. A elevação do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, bem como o aumento das antigas sisas, fez subir a indignação geral, explodindo em protestos e violências. O contágio do seu exemplo atingiu quase de imediato Sousel e Crato; depois, as revoltas propagaram-se a Santarém, Tancos, Abrantes, Vila Viçosa, Porto, Viana do Castelo, a várias vilas do Algarve, a Bragança e à Beira.

 

Em 7 de Junho de 1640 surgia também a revolta na Catalunha contra o centralismo do Conde-Duque de Olivares. O próprio Filipe IV manda apresentar-se em Madrid o duque de Bragança, para o acompanhar à Catalunha e cooperar no movimento de repressão a que ia proceder. O duque de Bragança recusou-se a obedecer a Filipe IV. Muitos nobres portugueses receberam semelhante convocatória, recusando-se também a obedecer a Madrid.

 

Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar (1581) tinha-se tornado insuportável: nomeados nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal; feito o arrolamento militar para guerra da Catalunha; lançados novos impostos sem a autorização das Cortes. Isto enquanto a população empobrecia; os burgueses estavam afectados nos seus interesses comerciais; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante a impotência ou desinteresse da coroa filipina.

 

Portugal achava-se envolvido nas controvérsias europeias que a coroa filipina estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador, Bahia, em 1624; Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630).

 

Em 12 de Outubro, em casa de D. Antão de Almada, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Decidiu-se então ir chamar o Duque de Bragança a Vila Viçosa para que este assumisse o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal.

 

No dia 1 de Dezembro de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país. Assim, um grupo de 40 fidalgos dirigiu-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos. A Duquesa foi presa e o Secretário morto. Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV, Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de “O Restaurador”, dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança.

  

Fonte: Wikipédia