Archive for the ‘Gestão de cidades’ Category

“FARO 1540” DEBATE A RIA FORMOSA

19/03/2013

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A “FARO 1540”, no dia 23 (Sábado) às 21h30 vai promover uma conferência/debate, subordinada ao tema “Ria Formosa e a sua relação com Faro”.

Espera-se abordar nesta conferência/debate questões como a sua riqueza ambiental e paisagística e as suas necessidades de preservação, o potencial económico e turístico da laguna, a sua interacção com a cidade e a gestão sustentável e harmoniosa da relação cidade/ria.

Local: Rua Pedro Nunes, n.º 14 – Faro
A entrada é livre!

Contamos com a vossa presença e com a vossa preciosa ajuda na divulgação desta conferência.

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REABILITAÇÃO URBANA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

27/09/2012

A “FARO 1540” vai promover no dia 19 de Outubro (6ª feira) a 3ª edição do seu Seminário de Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável, que vai decorrer no auditório do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (Campus da Penha).

Esta ONG, através das comunicações que serão apresentadas por um conjunto de especialistas, procura fomentar um debate profícuo e objectivo, bem como informar os participantes de forma esclarecedora sobre as tendências e as matérias que giram em torno das temáticas abordadas no decorrer do Seminário e que este ano vão incidir essencialmente nos conceitos de Património e Identidade, Marketing e Economia Urbana, Revitalização e Regeneração Urbana, Coberturas Ajardinadas e Jardins Verticais e Edifícios “verdes” de alta performance.

Para a “Faro 1540”, a reabilitação de edifícios degradados e a requalificação de ruas, passeios e praças é visto como uma ferramenta fundamental para a coesão da cidade, aumentando os seus níveis de qualidade de vida, atractividade e competitividade económica contribuindo de modo efectivo para a sua sustentabilidade e reforço da sua identidade e história. No entanto, apesar de ser amplamente referenciada e debatida, a reabilitação urbana, não tem tido a aplicabilidade e a dimensão desejada, quer por falta de políticas incentivadoras, quer por falta de sensibilização e excesso de burocracia e entraves vários, tendências que importam serem alteradas, em prol da desejada sustentabilidade económica e ambiental das nossas cidades.

Ainda sobre esta matéria, é de referir que a crise económica e financeira que agora estamos a atravessar é fruto de um desenvolvimento pouco sadio e baseado num conceito de capitalismo selvagem e sem ética, visando a maximização do lucro fácil em detrimento da qualidade de vida dos cidadãos e pelo respeito com o ambiente e seus recursos naturais. Para se ter uma pequena noção do que se passa, é de frisar que apenas 2% dos fluxos mundiais de capitais está relacionado com a economia real. Ora isto é incomportável e o resultado está à vista! É urgente surgir uma nova economia e uma nova mentalidade que respeite o cidadão, que vise o seu bem-estar e que crie simbioses com o ambiente. Só assim será possível salvaguardar os recursos naturais e salvaguardar com qualidade e respeito a existência do ser humano e as gerações vindouras, sem nunca esquecer que apesar de este ser um problema global, as respostas mais eficazes são as que ocorrem à escala local.

As inscrições já se encontram abertas e os interessados poderão inscrever-se e consultar o programa do seminário no site desta associação em: www.faro1540.com

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Educar para a gestão

24/07/2012

Num dos seus artigos no semanário “Expresso”, um dos gestores mais brilhantes de Portugal, António Carrapatoso, defendia a introdução obrigatória de aulas de gestão no ensino. Dizia ele que, através do recurso ao método do “caso” e pela transmissão de alguns princípios elementares de gestão, os estudantes estariam a adquirir competências na área da gestão que lhes seriam muito úteis para o futuro.

O problema desta sugestão é que ela  lançaria à escola e aos professores mais um desafio e mais um encargo a somar a todos os outros. Educar para os media, educar para o desporto, educação sexual, educar para a arte, educar para a defesa do ambiente, etc, etc. No entanto, a meu ver, uma boa integração e organização curricular permitiram perfeitamente ultrapassar este problema.

Gerir a economia pessoal e doméstica, gerir a sua carreira, gerir o seu tempo, gerir a sua empresa, gerir as suas relações humanas, etc.etc. tudo isto implica saber gerir e saber gerir bem está inevitavelmente associado às virtudes da prudência e do elementar bom senso.

Saber gerir o risco, não arriscando demasiado sem uma garantia de reserva, no caso da aposta sair gorada; saber gerir as poupanças; saber gerir os investimentos, apostando nos estudos e avaliação dos mercados potenciais; saber gerir os recursos humanos e materiais, aligeirando os custos para poder oferecer um produto mais atractivo e competitivo; não estar demasiado depentende de um determinado cliente ou de um determinado nicho de mercado; ter planos alternativos de redução de custos ou de apostas em outras áreas de investimento alternativas potencialmente mais promissoras; saber adaptar-se às constantes e permanentes alterações e necessidades do mercado, mas também saber escolher o local das férias, tendo em conta os encargos mensais de todo o ano, saber escolher a escola dos filhos e a forma destes ocuparem os tempos livres; saber gerir a relação com o parceiro, exigindo de umas vezes e cedendo em outras etc.etc.etc.

Não deixa de ser interessante que o próprio Jesus Cristo em muitas das suas parábolas evangélicas se refira a actos e princípios de gestão micro-economicos: a forma como as virgens prudentes e imprudentes geriam o óleo das lamparinas do casamento, a forma como os trabalhadores geriam as moedas que o seu patrão lhes deu antes de partir de viagem: a forma como o pastor gere a perda de uma ovelha, a forma como o latifundiário gere a indisciplina dos seus trabalhadores agrícolas, etc.etc.

Se olharmos para a génese de muitas falências verificamos que muitas são causadas por erros de gestão, por apostas mal medidas, por iniciativas pouco prudentes, precipitadas e adoptadas com excesso de confiança. Vemos também a menor sensibilidade que muitos gestores têm em relação ao cumprimento das suas obrigações fiscais e perante a segurança social, o que, mais tarde, lhes traz inúmeros dissabores em mais um sinal de imprudência.

Há que começar a explicar às crianças e jovens o que é gerir e como gerir e gerir bem. Como se deve, com um capital inicial, apostar, desde logo, na contenção de despesas, pagando 1º o que é de lei pagar (IVAs e Segurança Social), depois agir de forma a salvaguardar os postos de trabalho e, em simultâneo, motivar a força laboral da empresa; pensar como melhorar cada vez mais a oferta, tornando-a mais atractiva, ensiná-los a poupar e a não desperdiçar recursos de forma inútil; ensiná-los a tentar acertar nas apostas que fazem e a saber levantar-se quando alguma coisa corre mal.

Talvez a reconstrução do país, comece mesmo por aí.

Palácio Belmarço

24/04/2011

O blogue “Defesa de Faro” tem vindo a chamar à atenção para a situação de abandono do palácio de Belmarço, em Faro.
Funcionou, antes, como Tribunal de Trabalho de Faro e nele fizeram-se obras com vista ao acolhimento do Tribunal da Relação de Faro e, por motivos alegadamente relacionados com natureza dos solos, até hoje continua ao abandono, não obstante todo o dinheiro que lá foi gasto.
Neste momento, inclusive, tem uma janela do seu sotão aberta, o que certamente dará azo a inundações e humidades.

Uma coisa é certa:
– Como advogado, posso garantir que será um disparate pegado a criação do tal Tribunal da Relação de Faro, já que o Tribunal da Relação de Évora tem respondido com relativa rapidez aos processos que lhe são apresentados.
Duplicar juízes desembargadores que, como se sabe auferem elevados salários, e desviar funcionários judiciais para um novo Tribunal da Relação, além de sinónimo de parolice saloio é também sinónimo de desperdício de recursos.
A ideia de utilização do Palácio como sede de associações de Faro parece-me excelente, apesar de (ao que parece) o edifcio pertencer atualmente ao Ministério da Justiça, por motivo de permuta efetuada com a Câmara Municipal de Faro.
Será que precisamos que a troika também nos venha dizer o que fazer com o Palácio Belmarço ?
Já não haverá pingo de bom senso neste país ?

O espírito de S.Brás de Alportel

08/02/2011

No meio da crise que atravessamos, por vezes, sabe bem reflectir em coisas diferentes e mais positivas. E, nesse particular, os que vivem em S.Brás de Alportel são uns privilegiados porque aí respira-se um espírito que lhe é muito próprio e que tem um forte pendor comunitário raro, para não dizer mesmo, em vias de extinção. Nem Faro, nem Olhão, nem Tavira beneficiam deste espírito que, a meu ver se traduz em três características:

1) Desde logo o espírito de laboriosidade das terras de S.Brás de Alportel conotado com a actividade da extracção e transformação da cortiça, mas também  associado a marcas de prestígio, a nível regional, naciona e até internacional nas áreas da construção civil e materiais para construção, distribuição horto-frutícola,  doçaria e gastronomia regionais, pneus e sector automóvel, entre outros. E, também aqui se nota o sentimento comunitário dos sambrazenses, em querer trabalhar bem e com preços competitivos, para poder servir melhor os outros para que os outros, da mesma forma, possam, por sua vez, na sua área profissional e de actuação, servir todos aqueles. Por outras palavras, dar para melhor receber e receber para melhor dar.

2) A solidariedade e o sentido de entre-ajuda mútua, independentemente e em respeito das diferentes opções religiosas, políticas, pessoais ou até de orientação sexual de cada um. Faz-me, aliás, lembrar o filme do “Pay it forward” ou “favores em cadeia” em que alguém recebia um favor de outro para, por sua vez, fazer um novo favor a uma pessoa diferente. Aqui cuida-se do que é nosso e do que é de cada um porque o que é bom para um, será bom para todos e para a prossecução do bem comum. Por isso, nota-se também uma união e um certo bairrismo, mas um bairrismo sadio e positivo. Por alguma razão, aliás, o principal clube desportivo se chama precisamente “União”, de “União sambrazense”. Além das várias instituições e iniciativas de solidariedade social (Misericórdia, S.Brás Solidário, Exército de salvação, entre outras), vive-se muito o outro e as suas preocupações e um dos momentos em que isso se torna mais evidente é, entre outros, nos funerais onde se sente a presença da comunidade próxima e até da menos próxima. Ficar-me-à na memória o dia do enterro do Dr José Pires, anterior presidente da Câmara Municipal, onde S.Brás se deslocou em peso, deixando as ruas praticamente desertas num forte gesto de reconhecimento e solidariedade.

3) Em último lugar, a forma como S.Brás integra nas suas tradições e no seu espírito as gentes que vêm de fora (Por ex. Na procissão das flores podem-se ver já muitos imigrantes de leste). Não são os que vêm de fora que descaracterizam o espírito de S.Brás, é precisamente o contrário, é o espírito de comunidade, solidariedade e entre-ajuda que “contamina” por assim dizer os estrangeiros e portugueses que para cá vêm morar.

Assim, no meio desta mingua toda, os que vivem em S.Brás são mesmo uns privilegiados.

Artigo publicado na edição de Fevereiro do mensário “Notícias de S.Brás”

Eusébio na Algar

23/01/2011

Correm rumores que o Engº António Paulo Eusébio, presidente da Câmara Municipal de S.Brás de Alportel, irá, no próximo mês de Março, abandonar o cargo para o qual foi eleito nas últimas eleições autárquicas e tomar posse como alto quadro administrativo da ALGAR.

Fico estupefacto se tal suceder porque quando alguém, há pouco mais de 1 ano, assume um projecto, um mandato com a importância que é a presidência de uma autarquia, é suposto cumpri-lo e levá-lo até ao fim.

Caso contrário (e ainda acredito que tal notícia seja apenas um rumor que não se venha a confirmar) estaremos perante o defraudar das expectativas dos sao brazenses que o elegeram.

EXCELENTE MEDIDA

16/04/2010

De acordo com uma noticia avançada pelo jornal Barlavento, a Câmara de Faro, para apoiar as pessoas retidas no Aeroporto, oferece aos passageiros que adquirirem bilhete na companhia de autocarros EVA, com destino à cidade, o ingresso de acesso ao Museu Municipal de Faro.

Esta medida destina-se a «minimizar os transtornos causados aos passageiros retidos, decorrendo até ao próximo domingo», uma vez que o aeroporto algarvio foi um dos que registou o maior número de voos cancelados, devido à nuvem de cinzas vulcânicas proveniente da erupção de um vulcão na Islândia».

Esta medida que vai prolongar-se até domingo deveria ser um teste piloto à eficiência da mesma, pois no caso da receptividade for positiva, aqui está uma boa política para “puxar” alguns dos 5 milhoões de passageiros anuais que o aeroporto de Faro tem para a baixa da nossa cidade.

EDIFÍCIO NA BAIXA FARENSE ESTÁ A GERAR POLÉMICA

29/03/2010

A Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, “FARO 1540″, veio a público manifestar a sua discordância e o seu desagrado com os acabamentos verificados no recente prédio reconstruído na baixa da cidade de Faro, na intersecção entre a Rua de Santo António e a Rua 1º de Dezembro.

Afirma a “FARO 1540″ que não se pode aceitar que em 2010 continuem a surgir edifícios que descaracterizam a envolvência arquitectónica da baixa farense, repetindo-se os mesmos erros que foram cometidos no passado onde existia uma menor sensibilidade e conhecimento sobre a importância de preservar o traço arquitectónico da identidade e da história do nosso património. Sobretudo quando um pouco por toda a Europa se vê investimentos de avultadas importâncias na recuperação e valorização de fachadas e de edifícios antigos nas zonas mais nobres das cidades.

Neste sentido, a “FARO 1540″ apela para que o bom senso impere e sugere que sejam alteradas algumas das características deste prédio nomeadamente: a substituição da cor amarelo berrante por um tom mais suave; a colocação de cantarias ou molduras em pedra nas janelas; a adaptação destas ao traçado das janelas dos prédios contíguos; e na colocação de algumas sacadas típicas de forma a suavizar ao máximo o impacto visual e devolver ao prédio algumas das características da envolvente onde está inserido.

ÁGUA NA CULATRA CHEGA AO RALENTI

22/01/2010

Semanas depois da inauguração do sistema de abastecimento de água potável canalizada aos núcleos habitacionais do Farol, Culatra e Hangares, o processo de ligação da água às residências está praticamente parado.

De acordo com o Observatório do Algarve, a Empresa de água e esgotos de Faro diz estar de mãos atadas. Fagar e Câmara afastam responsabilidades pelos atrasos e dizem que quem manda é o Polis, que só ‘dá água’ a quem tem habitação permanente.

Gastaram-se oito milhões de euros para levar a água às ilhas e agora temos apenas 6 contadores no Farol, 1 nos Hangares e 40 na Culatra, é uma imposição do Poder Central”.

Contactada pelo Observatório do Algarve, fonte do gabinete da presidência da Câmara Municipal de Faro confirmou que a autarquia se limita a seguir o Edital publicado pela Sociedade Polis Ria Formosa.

Noticia completa aqui

GANG DOS PONTOS EM FARO

27/10/2009

A PSP de Faro confirmou hoje que existem três grupos de jovens, maioritariamente menores de idade, a dedicarem-se a actividades criminosas na capital algarvia, mas a polícia já tem provas suficientes para levar os grupos a julgamento.

“Há uns três grupos na cidade, compostos cada um por seis a 10 indivíduos, a maioria menores de idade, que se dedicam à actividade criminosa, da qual um elemento já está em prisão preventiva”, disse hoje à Lusa o comandante da PSP de Faro, intendente Victor Rodrigues.

Segundo o intendente, todos os restantes indivíduos “estão já referenciados”, existindo já provas suficientes para se passar à fase de acusação dos jovens.

Os jovens vão a tribunal, serão julgados e estima-se que alguns fiquem mesmo em prisão efectiva, referiu o comandante da PSP de Faro.

Os indivíduos referenciados são “todos rapazes”, quase todos portugueses e a maioria não estuda.

De acordo com o jornal “Correio da Manhã”, existe em Faro um grupo de jovens que actua com violência durante a noite, atacando pessoas e destruindo estabelecimentos em troca de pontos para subirem na hierarquia do grupo.

Apelidado de “gang dos pontos”, a forma de actuação do grupo terá sido inspirada no jogo de vídeo norte-americano “Grand Theft Auto”, no qual ganha mais pontos quem actuar com mais violência.

Outro grupo violento de cuja existência se tem falado nas cidades de Faro e Olhão é o “gang do palhaço”, que alegadamente cortaria a boca às vítimas de orelha a orelha para que estas ficassem semelhantes a um palhaço.

O comandante da PSP de Faro adiantou à Agência Lusa que sobre o “gang do palhaço” não se confirma a existência de nenhuma ocorrência de pessoas cortadas de orelha a orelha.

Noticia retirada: Diário Digital/Lusa

GANG EM FARO

25/10/2009

Um gang de menores tem nas últimas semanas assolado a capital algarvia com acções de vandalismo, assaltos e violência baseado no jogo de vídeo ‘Grand Theft Auto’ (GTA) onde ganha-se pontos por cada crime que se pratica. Os maiores prémios são atribuídos por crimes de maior monta, como assaltos à mão armada ou homicídios. Mas ao jogador basta bater numa qualquer personagem que encontre no cenário para ganhar dinheiro. Ver noticias relacionadas nos seguintes links: A e B.

 E isto está a ser transposto para a vida real sem que as autoridades possam agir de forma conveniente, pois tratam-se de menores e como tal estão livres de “prisão”. De acordo com uma noticia do Correio da Manhã, uma fonte da PSP clarifica que apesar de os ter identificados, afirma que  “todos os fins-de-semana se faz 10 a 20 detenções, mas, presentes a tribunal, saem logo devido à idade”.

Contudo a população farense não está a aceitar de ânimo leve este ambiente de guerra civil nas ruas da sua cidade e  começa-se já a falar pelos cantos da cidade na possibilidade da formação de grupos de populares (Milícias Populares) que pretendem colocar um ponto final neste problema.

Este cenário é de ser evitado, pois corre-se o risco de este problema se transformar numa tragédia de grandes proporções, para além de existir pessoal tecnicamente preparado e pago com o dinheiro dos nossos impostos para grarantir a ordem pública. Mas tal como o blog Insurgente afirma, “as milícias populares não são um mero atraso civilizacional. São a única conclusão lógica de um Estado que se recusa a fornecer um dos poucos serviços básicos essenciais à sua própria existência: a justiça e a defesa da propriedade privada dos governados.”

Não há dúvida que esta lei tem de ser urgentemente modificada de forma a que as forças de segurança possam ver o seu trabalho respeitado e possam actuar de forma eficiente. Entretanto, enquanto a lei não muda, as forças de segurança em Faro terão de viver com este condicionalismo legal e  forçosamente terão de “inventar” rapidamente uma forma eficiente de combater este cenário de violência.

O cidadão respeitador, sério e honesto é que não pode continuar a ser a vitima no meio disto tudo!

QUALIDADE DE VIDA EM FARO – CONCLUSÕES

18/09/2009

A Casa do Povo de Estoi acolheu na noite de ontem, 16 de Setembro, mais um colóquio organizado pela candidatura “Faro está Primeiro”, subordinado desta vez ao tema da Qualidade de Vida. Fechando o ciclo de intervenções, o Eng.º Macário Correia elegeu cinco áreas fundamentais de actuação para a melhoria necessária dos padrões de qualidade de vida no concelho:

– Perda da capitalidade – ao contrário dos nossos adversários, que têm uma visão redutora da condição geográfica de Faro, Macário Correia defende que Faro se deve assumir como um concelho charneira no desenvolvimento de toda a Região;
Desqualificação do espaço público – é necessário resgatar alguma qualidade de vida nos bairros da cidade e nas ruas e artérias das freguesias. É preciso limpar arruamentos, acarinhar os espaços verdes e recuperar o estado dos equipamentos públicos. Numa palavra, é preciso qualificar o espaço público farense e usar de muita pedagogia para alterar os comportamentos menos cívicos de uns poucos;
Ausência de um planeamento estratégico global – Exceptuando Estoi e uma parte de Santa Bárbara de Nexe, Faro não tem o seu espaço arrumado. Abundam medidas avulsas e desgarradas, mas falta uma visão sistémica do território. É preciso acabar com “a política da courela”;
Péssima situação financeira do município – um passivo gigantesco, de quase 90 milhões de euros, não nos deixa grande margem para, num só dia, resolvermos todos os problemas das pessoas. No entanto, tem que haver recursos para responder às necessidades das populações e conseguir aumentar a qualidade de vida de quem reside, trabalha ou faz férias no nosso concelho. É um imperativo de desenvolvimento;
Falta de organização interna da autarquia – para dar uma resposta mais expedita às solicitações, é preciso limar arestas no funcionamento da Câmara. Motivar as pessoas é algo que manifestamente não tem sido bem feito nos últimos 20 anos. Por outro lado, há estruturas internas e gabinetes que se sobrepõem, o que resulta em perdas de eficácia e em desresponsabilização.

O evento contou igualmente com prelecções de conhecidos pensadores sobre o assunto como o Dr. Fernando Silva Grade, o presidente e recandidato à Junta de Freguesia de Estoi, Dr. José Paula Brito e do Arq.º Paisagista Jorge Coelho. Depois de décadas de completa descaracterização do recorte arquitectónico farense, a “beleza branca”, para Fernando Silva Grade há que mudar de paradigma: o progresso de um determinado território não pode suster-se num desenvolvimento em quantidade mas sim em qualidade. O conhecido artista plástico, que vem defendendo que Faro tem que defender com unhas e dentes o que resta do seu património arquitectónico, sob pena de perder o que resta da sua identidade, disse no final da conferência que acredita que “Macário Correia personifica a visão, a abertura de espírito e a mentalidade contemporânea” que garante um desenvolvimento qualitativo.

De realçar ainda a apresentação do arquitecto paisagista Jorge Coelho, para quem a Qualidade de Vida só estará ao alcance de Faro, se garantirmos um atento e empenhado ordenamento do território e das acessibilidades. Para este especialista é ainda necessária a qualificação da integração da cidade na envolvente, bem como uma visão mais alargada ao nível dos transportes, sugerindo a constituição de uma Entidade Regional de Transportes. De resto, essenciais são também os sistemas de mobilidade e transportes centrados na comunidade.

No final dos trabalhos, moderados pelo Eng.º Bruno Lage, houve lugar a uma animada sessão de perguntas e respostas.

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QUALIDADE DE VIDA DISCUTIDA EM FARO

14/09/2009

Vai decorrer 4ª feira (dia 16), às 21h30, na aldeia de Estoi (casa do Povo), um colóquio/debate subordinado ao tema “Qualidade de Vida no concelho de Faro”.

O termo Qualidade de Vida, embora seja um conceito relativamente recente, é hoje em dia, amplamente referenciado em discursos e conversas informais, sendo um tema central e praticamente obrigatório em todas as análises e políticas de gestão, ordenamento e planeamento do território, em particular das cidades.

Contudo, apesar de ser um “chavão” muito aplicado, o conceito de Qualidade de Vida é complexo e engloba diversos aspectos, que se interligam, e que vão desde as questões mais materiais, ligadas à satisfação das necessidades humanas básicas, até às questões imateriais (p.e., a segurança, ambiente, cultura, a participação cívica).

Vem assistir e participar neste interessante debate que tem como um dos principais objectivos identificar as questões mais pertinentes que os farenses pretendem ver melhoradas e quais os principais problemas que anseiam ver solucionados ou minimizados.

A entrada é livre!

C O L Ó Q U I O / D E B A T E
“Qualidade de vida no Concelho de Faro”
16 Setembro – 4ª feira – 21h30
Casa do Povo de Estoi
Moderador: Eng.º Bruno Lage
Oradores : Dr. José Paula Brito,
Arq. Jorge Coelho,
Dr. Fernando Grade
Encerramento: Eng.º Macário Correia

GIMNODESPORTIVO DE FARO FOI INAUGURADO!

22/08/2009

“Peladinha” entre jovens apoiantes de Macário Correia foi a primeira “competição” a ter lugar nesta “obra de Santa Engrácia”

Farta de esperar pela abertura do Pavilhão Gimnodesportivo de Faro, a Plataforma “Macário + Jovem” que congrega as juventudes dos partidos políticos que compõem a coligação “Faro está primeiro”, procedeu na 5ª feira, à inauguração simbólica desta obra de “Santa Engrácia”.

Contudo para a Plataforma, o mais grave não é ver esta obra, praticamente acabada, a deteriorar-se sem que a população farense possa usufruir dela. Penoso é ver outras cidades algarvias com pavilhões similares a este, construídos há vários anos enquanto Faro, capital do Algarve, continua a revelar enormes e evidentes carências de infraestruturas desportivas.

Faro conta actualmente com uma população residente superior aos 65 mil habitantes, tem uma população jovem estudantil da UAlg que ronda os 7 mil estudantes e conta ainda com numerosos clubes desportivos aqui sediados. Com uma tão grande faixa populacional com estas características, é inadmissível que Faro continue a privar os seus habitantes de usufruírem de uma infraestrutura essencial como esta. O desnorte e a inexistência de uma a política de desporto e de juventude no Município pagam-se caro.

E a factura está aí para a pagarmos: estamos em 2009 e é escandaloso ter o Gimnodesportivo por inaugurar pelas circunstâncias que todos conhecemos, ter o skate park por concluir, ainda não existir uma ciclovia digna desse nome e que as características únicas que a Ria Formosa nos oferece não sejam aproveitadas para o desenvolvimento de desportos náuticos como a vela, o remo, a canoagem, o windsurf e o kitesurf. Uma cidade com excelentes condições naturais mas sem nada para oferecer a quem procura lazer, desporto e actividades recreativas de ar livre.

A Plataforma “Macário + Jovem” não se conforma com este estado de coisas. Por isso, espera que daqui a menos de dois meses, um novo executivo autárquico, liderado pelo Eng.º Macário Correia, termine de vez com a inércia e o marasmo que tem assolado Faro de uma forma dramática nos últimos anos.

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PETIÇÃO SALVEM A SÉ

30/07/2009

A Sé Catedral de Faro, valor maior do património do Algarve, foi concluída em 1271 depois da reconquista cristã. Naquele espaço, existiu originalmente um templo romano que durante a ocupação visigótica foi adaptado a igreja, a denominada Catedral de Ossónoba. No período árabe foi construído nesse local uma mesquita. Ainda existem vestígios de todas estas construções.

O edifício, cujo exterior reflecte intervenções em várias épocas, apresenta no seu interior características renascentistas e uma decoração em estilo barroco, de que sobressaem a talha dourada e o órgão. Os vários terramotos que a abalaram – nomeadamente os de 1722 e 1755 – e os efeitos do ataque das tropas inglesas do conde de Essex em 1596, obrigaram a sucessivas obras de reconstrução que foram alterando e enriquecendo a sua traça primitiva.

Recentemente o edifício foi alvo de uma intervenção de reabilitação, que suscita as maiores reservas relativamente à qualidade dos trabalhos efectuados, tais como:

– A introdução de novos elementos, de que uma cimalha de carácter dissonante acoplada ao alçado frontal é o caso mais flagrante;
– A destruição do reboco histórico e a sua substituição por argamassa inapropriada composta por cal hidráulica industrial e cimento. Esta cobertura impede a natural respiração das paredes estruturais com danos previsíveis a curto/médio prazo, devido à acumulação de humidades;
– O acabamento do novo reboco é rugoso (areado), de cunho higienista, com arestas vivas nas cimalhas e remates, em dissonância absoluta com a cobertura tradicional, de superfícies lisas/onduladas e arestas arredondadas;
– A exposição das pedras estruturais, numa lógica de improvisação estética, é, no mínimo, polémica.

Estas intervenções configuram uma situação de descaracterização profunda da originalidade e autenticidade do edifício, atributos intrínsecos e indispensáveis ao conceito de património.

A denúncia destes actos por parte de cidadãos e da Associação Almargem, culminou com a actual suspensão das obras. Foram contactados e alertados a Diocese do Algarve, o IGESPAR, a Direcção Regional de Cultura, a Câmara Municipal de Faro e o seu Departamento do Património e todos os partidos com assento na Assembleia Municipal. Toda esta situação foi noticiada em vários jornais nacionais e regionais, televisão, rádio, tertúlias e blogues de cidadania no sentido de denunciar esta grave situação. Esta acção exemplar de cidadania tem que ser levada até ao fim, no sentido de evitar que no futuro novos atentados sejam perpetrados contra o nosso já muito depauperado património histórico e arquitectónico.

A Sé Catedral de Faro, símbolo maior da nossa cidade e da região, tem que se refazer dos gravíssimos danos entretanto causados, tal como no passado foi reconstruída depois de sofrer terramotos e ataques de piratas. Daí a necessidade imperativa de se recuperar a autenticidade e harmonia da igreja com obras de correcção dos erros de que foi alvo.

Os cidadãos que assinaram esta petição até 2 de Outubro de 2009, apelam às entidades competentes para a efectiva reparação dos danos a que a Sé foi agora sujeita e também para a prevenção de acções semelhantes no futuro, quer na Sé quer no restante património de Faro. Esta petição será entregue nessa data às referidas entidades, assim como aos candidatos à Presidência da Câmara.

ASSINAR A PETIÇÃO AQUI

QUALIDADE DE VIDA EM FARO

17/12/2008

Apesar de ser um conceito relativamente recente, a expressão “qualidade de vida” é um chavão, actualmente, usado e aplicado com bastante regularidade no nosso quotidiano e em quase todas as análises e discussões de políticas de ordenamento e planeamento do território.

 

Contudo, apesar de ser abundantemente aplicado, o conceito de qualidade de vida é de difícil descrição, uma vez que é um conceito abrangente e no qual se interligam diversas abordagens e diversas problemáticas.

 

Nos anos 70/80, a qualidade de vida era analisada por aspectos essencialmente economicistas, prevalecendo sobretudo os indicadores de crescimento económico, negligenciando ou remetendo para segundo plano aspectos fundamentais que permitissem analisar com rigor e veracidade o desenvolvimento de uma sociedade.

 

Actualmente a análise da Qualidade de Vida já não se fica só pelos indicadores de crescimento económico e vai mais longe, assentando em 3 pilares basilares. Contudo, para se efectuar uma correcta análise, estes 3 pilares não podem ser vistos como peças individuais rígidas, mas terão sim, de ser vistos com flexibilidade e como um cruzamento e uma interligação entre os três.

 

O primeiro pilar tem a ver com a distinção entre os aspectos materiais e imateriais da qualidade de vida. Os aspectos materiais estão fundamentalmente relacionados com as necessidades humanas básicas, como por exemplo, as condições de habitação, acesso a água e esgotos, acesso a cuidados de saúde, ou seja, aspectos ligados a infra-estruturas. As questões imateriais estão sobretudo relacionadas com o ambiente, com o património cultural, com a segurança, com a participação cívica, com o bem-estar e ganham mais relevo quanto mais é desenvolvida uma sociedade ou cidade. Já as questões materiais são preponderantes em sociedades ou cidades menos desenvolvidas.

 

O segundo pilar, faz a distinção entre aspectos individuais e colectivos. Os aspectos individuais estão mais relacionados com as características sociais, económicas, familiares e pessoais dos indivíduos. Já os aspectos colectivos estão sobretudo relacionados com os serviços básicos e os serviços públicos.

 

Por fim, o terceiro pilar faz a distinção entre aspectos objectivos e aspectos subjectivos. Os aspectos objectivos estão relacionados com os indicadores de natureza quantitativa. Por sua vez, os aspectos subjectivos são direccionados para a sensibilidade subjectiva que os indivíduos têm da qualidade de vida e que é, claramente, de acordo com um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, elaborado por Santos e Martins (2002), sobre Qualidade de Vida Urbana, muito diferente de pessoa para pessoa, e de estrato social para estrato social. Este último aspecto é de fundamental importância: os indicadores de qualidade de vida têm diferentes traduções, consoante a estrutura socio-económica da população e, portanto, o mesmo indicador pode ser percepcionado de forma diferente por estratos socio-económicos diferentes.

 

Ainda segundo o estudo elaborado por Santos e Martins (2002), importa ainda referir duas outras questões fundamentais que devem ser equacionadas quando se analisa a qualidade de vida e quando se quer definir um conjunto de indicadores de qualidade de vida. A primeira, tem a ver com o facto de as necessidades dos indivíduos estarem intimamente relacionadas com o contexto social, político e cultural em que vivem. Há, portanto uma variação significativa dessas mesmas necessidades, tanto ao longo do tempo (as necessidades de Portugal de hoje não são, obviamente, as mesmas de há 20 anos ou 30 anos atrás) como também ao longo do espaço.

 

A segunda, de acordo com a mesma fonte, está relacionada com a caracterização de um espaço em termos de bens e serviços existentes: a qualidade de vida é medida não só em função da existência desses recursos, mas também, da sua acessibilidade e facilidade de utilização. Directamente relacionado com este último aspecto, coloca-se também a questão do nível de satisfação da população utilizadora desses mesmos bens e serviços, o que será central na análise mais subjectiva da percepção da qualidade de vida.

 

Mais recentemente, a problemática em torno do conceito “Qualidade de Vida” tem ganho um grande interesse e uma grande relevância no ambiente urbano e citadino, talvez devido ao facto desta se relacionar directamente com as principais questões que marcam a sociedade urbana moderna.

 

Este protagonismo, tem sido alimentado e reforçado por uma pressão crescente por parte dos munícipes que graças ao aumento do seu conceito de cidadania se tornam naturalmente mais exigentes e críticos com a sua cidade e com as condições que esta oferece. Contudo, também não é de negligenciar a competição que se tem vindo a estabelecer cada vez com mais afinco, entre centros urbanos para a atracção de recursos humanos altamente qualificados e de investimentos que representam uma mais valia para o município.

 

Faro é uma cidade que tem um enorme potencial para apresentar um nível de qualidade de vida excepcional, fruto de um vasto número de indicadores naturais de grande relevância para a análise deste conceito. Contudo, Faro, também é possuidora de péssimos indicadores (acessibilidades, ausência de espaços verdes, limpeza, desordenamento) , que conseguem deitar por terra qualquer ambição em apresentar Faro como uma cidade com uma boa qualidade de vida.

 

Faro, como capital de distrito, não pode negligenciar o conceito “Qualidade de Vida”, altamente importante para a sua estratégia de desenvolvimento económico e de planeamento urbanístico.

 

Neste sentido, Faro precisa urgentemente de fomentar politicas concretas que visem o desenvolvimento de um modelo de análise de qualidade de vida e actuar nos indicadores que neste momento são menos favoráveis para a obtenção de um nível de excelência na escala da qualidade de vida.

 

Porque Faro merece!

ILUMINAÇÃO DE NATAL EM FARO – parte 2

04/12/2008

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ILUMINAÇÃO DE NATAL EM FARO

03/12/2008

Tal como no ano transacto o Município de Faro apostou forte na iluminação de Natal da Baixa da cidade (e não só) que apresenta um jogo de luzes bonito e bem enquadrado.

Seguidamente apresenta-se algumas imagens da iluminação de Natal 2008 na Baixa de Faro.

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Parabéns à Câmara Municipal pela boa escolha da empresa responsável pelo trabalho aqui demonstrado.

O EFEITO DONUT EM FARO

19/11/2008

 

O efeito Donut, ou se preferirmos o esvaziamento dos centros urbanos, está neste momento a tornar-se uma realidade em Faro.

 

É já comum depararmo-nos com inúmeras casas fechadas, emparedadas e num estado de degradação acentuado, onde por vezes, se assiste derrocadas de maior ou menor gravidade.faro_degradado

 

Este fenómeno tem aumentado sobretudo nas últimas duas décadas, fruto das profundas alterações a que a sociedade portuguesa tem sido sujeita ao nível económico, social e cultural, tendo surtido numa forte transformação no parque habitacional português.

 

De referir que as cidades têm vindo a assumir um papel determinante, enquanto centros de decisão política, cultural e económica o que efectivamente condicionou as formas de habitação e onde Faro, não é excepção. Nesta cidade tem-se verificado um ritmo de construção e uma especulação imobiliária superior à média do território nacional.

 

Em consequência deste fenómeno temos a franja mais jovem da sociedade (jovens famílias) a fixarem-se na periferia onde os preços são mais acessíveis, enquanto se assiste ao envelhecimento e à desertificação do centro urbano. Como consequência, vê-se o comércio na baixa da cidade a definhar, as ruas com falta de vida e alegria, as habitações a degradarem-se e o sentimento de insegurança a aumentar.

 

casa_degradada2Para inverter esta tendência é urgente levar para os centros urbanos equipamentos e infra-estruturas que “chamem” pessoas ao centro e promover a recuperação e o arrendamento dos imóveis fechados. Porque não apostar em residências universitárias em alguns edifícios do centro da nossa cidade e que neste momento se encontram em estados de degradação avançados? Como é óbvio também não se pode negligenciar a politica de transportes colectivos e áreas de estacionamento.

 

Sobre o arrendamento há que efectivar, com urgência, politicas que visem incentivos aos senhorios e à reabilitação urbana de forma a que estes se sintam motivados a colocarem os seus imóveis no mercado de arrendamento e que parte desses imóveis se destinem aos jovens, com a aplicação de rendas controladas.

É insustentável continuar a viver em cidades completamente degradadas, sem vida e será uma política suicida continuar a “empurrar” os nossos jovens para fora dos centros urbanos. Não promover políticas que invertam esta situação será conduzir a cidade à decadência e à morte pelo seu interior.

MUNICIPIO DE FARO – Uma perspectiva

11/11/2008

Faro tem como privilégio ter uma enorme área do seu concelho inserida no Parque Natural da Ria Formosa. Contudo, esta realidade tem sido vista por muitos responsáveis como uma ameaça e um entrave ao desenvolvimento do município, quando, antes pelo contrário, deve ser vista como uma poderosa fonte de oportunidades. Para além de ser possuidora de uma riqueza incalculável em termos de biodiversidade e de paisagens naturais, que importa aproveitar e não desperdiçar, alia-se um conjunto de praias de grande qualidade e de água límpida. Convém não esquecer o clima ameno, agradável, simpático e convidativo que permite uma boa interligação com o meio natural durante todo o ano.

Não só a Ria Formosa, mas também o Barrocal e o princípio da Serra Algarvia apresentam um potencial de oportunidades para a criação de um concelho equilibrado, quer pelas suas características naturais e culturais, quer pelas oportunidades de desenvolvimento que aqui se podem gerar.

Todos estes indicadores (económicos, culturais e ambientais), dão a Faro um potencial estatuto de elevada Qualidade de Vida e de Excelência Ambiental. Por isso, é permitido considerar que Faro tem capacidades para reunir as necessárias condições para adquirir qualificações que lhe permitam afirmar o seu futuro no âmbito das melhores cidades europeias de média dimensão. Contudo, Faro também é possuidora de péssimos indicadores (acessibilidades, limpeza, espaços verdes, desordenamento) que, caso não sejam corrigidos ou minimizados, deitam por terra qualquer ambição de que a cidade e o município atinjam um patamar de excelência.

Empenhada em garantir o estatuto de cidade solidária, empreendedora e competitiva, de média dimensão, feita com os cidadãos e para os cidadãos, Faro precisa de continuar o caminho deixado por gerações passadas e reforçar a sua capitalidade na região mais turística de Portugal e uma das mais desenvolvidas do país.

Neste sentido, Faro necessita urgentemente de criar as condições necessárias para voltar-se novamente para a Ria Formosa, tal como o fez ao longo de tantos séculos, mas que inexplicavelmente a ignorou e desprezou num passado recente. Estou convencido que o Programa Polis recentemente aprovado poderá ser o veículo crucial para efectivar esta necessidade, mas é preciso ter em atenção que este programa por si só não basta.

É de vital importância que Faro, numa fase Pós-Polis, não se esqueça de continuar a considerar a Ria Formosa como fonte de vida, oportunidade económica, turística e elemento de integração urbana com uma forte interacção com os seus habitantes e visitantes. Só assim o Polis dará um real contributo para a revitalização da cidade, afirmando Faro como uma cidade âncora, fortalecendo o seu papel no Algarve e mesmo no país.

A este propósito, Faro pode e deve, em parceria com a Universidade do Algarve, desenvolver uma estratégia regional e mesmo nacional de inovação e competitividade, apostando na investigação e na inovação tecnológica em áreas ligadas ao ambiente, às energias renováveis, à construção bioclimática, ao mar, ao turismo sustentável e ao planeamento verde das cidades.

Este pode ser sem dúvida o projecto de futuro para uma nova visão de Faro, medida esta que pode ser entendida como de geoestratégia política e que não pode continuar a ser desperdiçada.

Faro tem de assumir de forma clara e efectiva o desígnio de fazer evoluir economicamente o concelho, qualificar e modernizar a cidade respeitando, contudo, a sua história e identidade. Para que isto se torne uma realidade, é necessário apostar em conceitos como o ambiente e a cultura, como a qualidade de vida e o bem-estar das populações, na formação e fixação de massa crítica e numa nova cultura urbana, rompendo definitivamente com o marasmo e com a inércia a que o município tem estado sujeito sobretudo nas últimas duas décadas.

Há que incrementar em Faro uma nova dinâmica económica e social! É necessário o estímulo ao investimento privado. É necessário ter um comércio local e tradicional, nomeadamente na baixa da cidade, mais dinâmico e atractivo, passando também por uma adaptação do seu horário de funcionamento à actual realidade e ao actual ritmo de vida. São necessárias mais pequenas e médias empresas e incentivar as já existentes ao seu crescimento. Para isso, há que desenvolver planos e programas de apoio e criar uma zona industrial/empresarial competitiva que estimule e atraia novos investidores. Também é necessário apostar no turismo, sobretudo em vertentes ainda pouco exploradas na nossa região, nomeadamente, no turismo de natureza, cultural, de congressos e desportivo e, como não poderia deixar de ser, estimular a abertura de, pelo menos, mais três hotéis de alguma dimensão no município.

O Aeroporto Internacional de Faro conta actualmente com um movimento anual a rondar os 5 milhões de passageiros, sendo uma das principais portas de entrada e de saída de turistas do território nacional. Contudo, o município mais uma vez não aproveita esta mais valia e não consegue captar estes passageiros para uma visita à cidade que dista cerca de 5 quilómetros do Aeroporto, distância esta que se faz em escassos minutos. Faro, em parceria com a administração do Aeroporto tem forçosamente de promover uma politica de marketing objectiva e bem estruturada, aliada a uma política de transportes que permita uma ligação rápida e prática ao centro da cidade, de forma a atrair um vasto número de visitantes que de outra forma ficam acondicionados ao Aeroporto aguardando horas e horas pelo seu embarque.

Faro, vítima de um fatal e danoso planeamento urbanístico, tem, de uma vez por todas, de libertar-se da teia da política da construção desenfreada, como sendo o vector de grande desenvolvimento económico do município. Este é um conceito ultrapassado, caduco e que já em nada ajuda a cidade a atingir um patamar de excelência.

Enfim, é fundamental que surja uma nova cultura de cidadania baseada na exigência e ambição aliada a um desenvolvimento sustentável correcto e efectivo, focado nas suas componentes essenciais: ambiental, económica e social.