Archive for the ‘Política Nacional’ Category

Demagogia II

12/11/2012

No meu último artigo falei da necessidade que os políticos têm de mentir como forma de enganar os eleitores e, desta forma, convencê-los a votar no seu partido. Há, porém, outro factor que demonstra a decadência da democracia e que reside na fragmentação da sociedade civil e na excessiva partidarização do cenário político .

Quando um país se organiza em torno de uma língua, de uma geografia e de tradições comuns presume-se que o seu povo estará disposto a promover um objectivo que seja comum a todos. Porém, alturas há em que os interesses de um grupo parece que se sobrepõem aos interesses de todos. Por exemplo, em momentos determinados da sua história, a Escócia acabou por não conseguir proclamar a sua independência porque os nobres desta nação íam sendo comprados com favores e benesses oferecidas pela vizinha Inglaterra. Assim um todo prejudicou-se em favor de uns quantos. Os interesses egoístas de uns prejudicaram todos.

Neste momento, sentimos uma certa falta de orientação do país. É necessário que o governo e a União Europeia expliquem aos cidadãos europeus qual o seu rumo, qual a sua estratégia e qual o sentido a médio e longo prazo da austeridade.

O povo, os jovens, os farmacêuticos, os estivadores, as forças de segurança, os professores, etc.etc. reclamam porque o governo está a afectar direitos que estes julgavam desde há muito já consolidados. Por isso, há revolta. Sabem que é preciso fazer alguma coisa mas não querem que esse “alguma coisa” os afecte.

Por outro lado, temos também que destacar como altamente negativo o papel actual dos partidos políticos. Também eles actuam como o povo, as classes e os grupos da sociedade civil, isto é, numa perspectiva egoísta de pensar em si mesmos e nos seus próprios interesses. As sondagens são mais importantes que o país.

O bem comum, a pátria, o destino do nosso país não parecem interessar a ninguém.. O grande objectivo é não perder privilégios. No caso dos partidos políticos, o objectivo é aproveitar o contexto da crise para chegar ao poder, nuns casos, ou para não perder o poder, nos outros.

Senão vejamos. O PCP e o Bloco de Esquerda rejubilam com a actual crise. Qualquer manual básico de ciência política ensina que os partidos de esquerda e extrema esquerda encontram o seu ambiente natural de crescimento sempre que as dificuldades económicas aumentam. E quanto maior instabilidade, quantas mais greves, quantas mais pessoas na rua, melhor.

O CDS/PP não hesita em apunhalar nas costas o seu parceiro de coligação tentando demarcar-se da austeridade de forma a assegurar mais uns votos nas próximas eleições.

O PSD continua a actuar, por vezes, com arrogância, sem explicar as medidas, sem dialogar quando devia e sobretudo continua a hesitar e a titubear em reformas importantes na área da administração pública e da renegociação das PPP’s.

Por fim, o PS tem um comportamento a todo os títulos inadmissível. Enquanto principal causador da actual crise deixou o país na bancarrota, não hesitando em agravar o déficit nas eleições de 2009 só para agradar o povo. Agora, assobia para o lado, distancia-se do acordo com a Troika que foi por si assinado e recusa-se a participar em negociações com o governo com vista à redução do peso do Estado e ao reforço da sua eficácia.

Cada um puxa, para o seu lado. Cada um quer salvaguardar o seu espaço. Os interesses das novas gerações, o futuro estratégico do país não interessam nada.

Nisto se mostra que a crise actual é também uma crise grave da Democracia.

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Demagogia

05/10/2012

Na sua obra “A República”, Aristóteles dizia que a forma de degenerescência da Democracia é a demagogia. Sabemos também que, no dizer de Churchill “A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas“. Por outras palavras, a Democracia será a melhor das piores formas de governo.

Na génese da crise económica europeia está também subjacente uma crise da própria classe política e do sistema democrático. Em particular, na Grécia, em Espanha e em Portugal isso é muito evidente, em grande parte motivada pela insensatez, desgoverno e incompetência dos partidos socialistas locais que estiveram no governo desses país.

Mas a culpa não é só dos partidos e dos governos, é também dos eleitores.

Senão vejamos.

Nas eleições legislativas de 2009, Manuela Ferreira Leite, na campanha eleitoral, defendeu a necessidade de recorrer a medidas de austeridade e contenção como forma de estabilizar as finanças públicas e o déficit do Estado.

Enquanto isso, Sócrates dizia que o discurso de Manuela Ferreira Leite era pessimista e que, com ele, os salários e as pensões não seriam afetados (inclusive até foram aumentados precisamente na véspera das eleições) e que, com ele, o país lançar-se-ía numa onda de grandes investimentos públicos que iriam relançar a economia.

À exceção dos economistas pró-Socrates, todos os outros especialistas consideravam que a estratégia de Sócrates era um suicídio para o país. Porém, como Sócrates utilizou um discurso enganador, falso e aparentemente mais positivo, acabou por ganhar as eleições, lançando depois o país na ruina, com despesas galopantes em cima de mais despesas e endividamento atrás de endividamento.

Quando Portugal acabou por pedir um resgate à Troika, os salários e pensões de reforma corriam o risco de não serem pagos. Mas, já era tarde de mais . Os eleitores escolheram votar em quem os tinha enganado e recusaram votar em quem lhes dizia a verdade e usava como lema e bandeira eleitoral“Uma política de verdade”. Os eleitores, pelo contrário, preferiram a mentira, preferiram quem lhes vendia uma “banha da cobra” mais atrativa.

Em 2011, quando Passos Coelho se apresentou às legislativas, afirmou que iria tentar não aumentar os impostos e nada disse quanto ao corte de subsídios de Natal e de férias. As pessoas foram, de novo enganadas.

Mas se Passos Coelho seguisse o exemplo de Manuela Ferreira Leite e anunciasse, em plena campanha eleitoral quais as medidas duras e de austeridade que iria levar a cabo, será que os eleitores teriam votado à mesma no PSD ?

Ou será que o seu fim, seria o mesmo de Manuela Ferreira Leite que foi penalizada por dizer a verdade e não a esconder ?

Esta comparação leva-nos a uma conclusão:

Para ganhar umas eleições, o povo precisa de ser enganado porque o povo procura sempre o mais fácil, segue sempre quem lhe promete mais, melhor e de forma mais rápida. Depois, quando se vê enganado, aí é que o povo se lembra que as promessas não foram cumpridas e vai para as ruas, reclamar e manifestar-se contra a classe política. Mas, cada um tem o que merece e se só é possível ganhar umas eleições através da mentira e das falsas promessas, quem é que pode censurar os políticos de a isso recorrerem, se essa é a única forma que têm de aceder ao poder ?

É necessário apostar numa maior maturidade e formação política dos eleitores de forma a que este não reajam de forma meramente intuitiva e pavloviana. Há que dizer a verdade, não escondê-la e demonstrar que não há alternativas, além do caos e da rutura.

Fazer o contrário, é pura demagogia.

Da maturidade ou imaturidade do Zé Povinho

30/05/2012

Há uns dias atrás o Engº Macário Correia proferiu uma declaração arriscada mas audaciosa.

Disse ele que não tem obra de grande monta para mostrar porque andou estes 4 anos a tentar pôr ordem na casa e a sanear as finanças da Câmara Municipal de Faro.

O povinho tem que começar a habituar-se à ideia que ser bom governante não é mostrar betão feito e dívidas no banco. Ninguém pode esticar demais a corda só com o objectivo de ser reeleito ainda que tenha de pagar o preço da hipoteca das gerações vindouras.

Veja-se o exemplo das regiões autónomas espanholas. Na ânsia de serem reeleitos, os presidentes lançaram-se em grandes obras. Agora, regiões como a comunidade Valenciana estão tecnicamente falidas, entre muitas outras.

A actual crise é um momento de provação para o eleitorado:

– Ou prova ser maduro e crescido ou prova ser pavloviano, primário e instintivo.

Se Passos Coelho tivesse feito campanha, nas últimas eleições legislativas, dizendo que iria cortar os subsídios de férias e natal nos próximos anos, que iria criar uma sobretaxa de IRS em Dezembro do ano em que foi eleito, que iria aumentar o IVA da electricidade e da restauração, teria ganho à mesma as eleições ?

Cristóvão Norte apresenta a sua candidatura à liderança do PSD/Faro

15/05/2012

O Deputado Cristóvão Norte, 35 anos, natural de Faro, apresentou na passada semana a sua candidatura à liderança da concelhia do PSD/Faro cuja eleição decorrerá no dia 26 de Maio.

Sob o lema “Um Tempo Novo!”, Cristóvão Norte propõe uma liderança que traga o justo reconhecimento regional e nacional da importância de Faro no PSD. “uma equipa forte e coesa que representa os valores em que acredito: competência, trabalho árduo, honestidade, transparência e renovação. Comigo não há estados de alma, nem motivações obscuras ou outras obediências”, assegura.

O candidato referiu também que a aceitação deste desafio, resulta de “uma amadurecida decisão, fruto de grande ponderação e avaliação sobre o que entende ser o melhor futuro para o PSD farense e também para o nosso Concelho”.

Encabeçando uma lista de renovação, Cristóvão Norte considera que protagoniza uma nova solução de liderança do PSD em Faro preparada para um tempo novo, de coesão e fortalecimento do partido na sociedade farense.

Apenas sou fiel ao meu livre e independente pensamento. Sei que a maioria dos militantes do PSD de Faro se revê na minha postura e no meu pensamento”, realça.

Outro desígnio é trazer os militantes de volta à participação na vida activa do Partido, abrindo-se as portas ao debate e à discussão, quer nos plenários, encontros temáticos, colóquios, fóruns e trocas informais de ideias.

Para terminar, Cristóvão Norte reforçou que importa assegurar a coesão e por isso, conta com todos. Mesmo com todos. Não enjeita apoios e chamará a participar todos os que estejam disponíveis. A voz, a força e o contributo individual de cada militante são para si o estímulo e o incentivo para melhor trabalhar.

Nota curricular: Cristóvão Norte, tem 35 anos, é natural de Faro e licenciou-se em Direito e em Economia. É, na actual legislatura, Deputado na Assembleia da República, tendo sido Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Faro entre 2009 e 2011. Foi Conselheiro Nacional do PSD e Presidente da JSD/Algarve, tendo sido o 1º Subscritor da Petição “Curso de Medicina Já!” que reuniu 10.000 assinaturas em 2006.

Carlos de Deus Pereira anuncia a sua candidatura à concelhia do PSD/Faro

15/05/2012

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Reforçar a posição do Partido Social Democrata (PSD) em Faro e fazer com que o partido possa verdadeiramente contribuir para o desenvolvimento do Concelho” são dois dos objetivos que norteiam a candidatura de Carlos de Deus Pereira à liderança da Concelhia do PSD Faro, apresentada hoje no Hotel Eva, em Faro.

Carlos de Deus Pereira começou a sua intervenção abordando um misto de sensações. “Motivação para contribuir para o desenvolvimento de Faro e desilusão pela forma como o PSD Faro tem vindo a exercer as suas funções”, afirmou.

O candidato referiu que “é tempo de pensar nas pessoas, na cidade de Faro e no Concelho”. E deixou um apelo a todos os militantes, de todas as estruturas, para que se unam e para que, em equipa, o PSD Faro possa prestar um contributo decisivo rumo ao desenvolvimento do Concelho de Faro. Desafiou ainda os agentes políticos a assumirem um papel mais ativo e interventivo na defesa dos interesses de Faro, e que esse deve ser um trabalho permanente e de envolvimento com os militantes com as pessoas e com o território.

Um novo paradigma, ao serviço dos militantes, do PSD, de Faro e dos algarvios”, sustentou Carlos de Deus Pereira.

Referiu-se também ao Concelho de Faro e à sua localização espacial, situada entre a Ria e as campinas, que tem dificultado um crescimento urbano planeado e sustentado, o que justifica o seu pouco crescimento nas últimas décadas.

E realçou ainda “o fantástico potencial de Faro, as suas características únicas e a importância de capitalizar mais e mais a valorização do seu património cultural, histórico e gastronómico”, tendo elencando mesmo algumas medidas concretas para o Concelho, entre as quais se destacam: a criação de um parque de feiras e de exposições e um parque empresarial; criar um parque de ciência e tecnologia como base de um novo paradigma de desenvolvimento local; promover a ligação da universidade às empresas. Para além do apoio às associações e ao desenvolvimento de redes de solidariedade.

Para terminar, Carlos de Deus Pereira reforçou que “a Concelhia de Faro deve estar próxima das populações e constituir uma porta aberta ao diálogo com todos os agentes da sociedade, promovendo o debate e a recolha de informações sobre os problemas e carências, aspirações e desejos das pessoas”.

E que a sua candidatura “segue o princípio da abertura e do envolvimento com todos os militantes e também com a sociedade civil, assumindo uma atitude ativa e desinibida, por Faro, pelos farenses e pelos algarvios”.

NOTA CURRICULAR

Carlos de Deus Pereira é advogado e lidera um escritório de advocacia em Faro.

Master em Gestão Desportiva e com uma especialização em Direito do Desporto Profissional, a sua carreira tem uma ligação natural ao desporto. Foi professor universitário de Direito do Trabalho e Direito Comercial entre 2001 e 2009.

Futebolista profissional e internacional, passou pelo Sport Lisboa e Benfica e pelo Sporting Clube Farense. Mais tarde, foi Presidente do Farense Futebol SAD e Presidente da Mesa de Assembleia Geral do Sporting Clube Farense. Recentemente, foi eleito Vice-Presidente da Mesa de Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

A revolução está em NÓS.

25/04/2012

Comemorou se hoje mais uma data histórica em Portugal, o 25 de Abril de 1974. Independentemente do modo como foi comemorada esta data, uma coisa é certa, graças á revolução em causa, cada um de nós pode faze-lo como entender. É um dos direitos adquiridos. Não querendo fazer uma exposição histórica do seu significado, do 25 de Abril, prefiro nesta data fazer pequenas reflexões sobre os dias de hoje e os dias de então. Como todos sabem, atravessamos hoje momentos socio-economicos e mesmo políticos, de extrema dificuldade. É uma das consequências do 25 de Abril. Recordo que Portugal, em tempos de ditadura, sempre passou ao lado de todo o que existia pelo mundo, tenha sido guerras ou prosperidade económica. As revoluções acontecem quando existem na sociedade grandes desigualdades entre classes. A fome, a precariedade, o desconforto, a falta de prosperidade são alguns dos fortes factores que podem ser indiciadores de uma revolução. É sempre bom estarmos em alerta.

Do estado castigador ao estado protector, o Portugal de hoje é muito diferente de então. O conceito de estado social implementado por países da Europa ocidental é hoje um dos grandes pesos que atravessamos. Implementado em alturas de grande prosperidade económica, hoje é um fardo que as actuais economias não conseguem suportar. Em Portugal o estado protector é mais um estado atrofiador tendo seus tentáculos em todas as áreas estratégicas não com uma cultura de regulador mas sim como portas que não se abrem a uma prosperidade que todos desejamos.

Para aqueles que se querem identificar como donos do 25 de Abril, estão hoje com indícios de falta de lucidez sobre o seu significado. A maior diferença entre a democracia e a ditadura é o dono da liberdade. Em democracia o dono da liberdade somos nós próprios mas atenção, a nossa liberdade acaba quando interfere na liberdade do próximo. Ao contrário do que muitos pensam, a liberdade não é um direito tão adquirido como se pensa. A falta de transparência, a falta de rigor, a falta de comunicação dá-nos a ligeira sensação de querer ocultar o que não deve ser ocultado. Temos hoje a noção de que vivemos momentos de grande corrupção mas na realidade a informação que vamos tendo sobre casos de grande corrupção em Portugal, deve se ao 25 de Abril. Em ditadura o rácio de corrupção é muito maior, mas como não existe fuga de informação, porque a liberdade tem dono, parece nos que não existia. Muito pelo contrário.

O Portugal de hoje é muito diferente, pelo menos em imagem, de outros tempos. Mas a revolução ainda não acabou. Existem muito para fazer, muito que discutir, muito que implementar. Não são as grandes obras públicas, entendido por alguns como um grande dinamizador da economia, mas sim “obras” ao nível do reformador, do qualificador e de uma economia mais próspera. Repare que ainda hoje o nível de escolaridade da população é preocupante, independentemente dos biliões que se gastou e se continua a gastar. Muito se tem de fazer em relação á educação em Portugal, porque a democracia só funciona se houver participação daqueles que vivencias esses tempos. Na realidade a falsa qualificação que se anda a certificar é um factor que contribui para uma democracia menos democrática.

Encontro com deputado Cristovão Norte

15/04/2012

Estive ontem numa sessão de esclarecimento do deputado pelo PSD, Dr Cristovão Norte, na secção de S.Brás de Alportel.
Confesso que fiquei bem impressionado pelas ideias manifestadas pelo deputado e, em particular, no que diz respeito à necessidade de reforma do sistema de acesso aos lugares de dirigentes da administração pública de forma a assegurar que a sintonia política com o governo não acabe por prejudicar a qualidade técnica, nem tão pouco seja prejudicada pela falta de integridade dos escolhidos.

Se a prática fôr tão boa e coerente com a teoria diria que temos aqui um bom deputado, com espírito aberto e atento aos desafios dos novos tempos.
Por pouco, ía-me convencendo a aderir à causa da regionalização, numa versão diferente que garanta e assegure a redução de custos e permita uma gestão mais integrada das políticas regionais.

Socialismo suicida

24/03/2012

A coligação PSD-PP está no poder há quase 1 ano e, ao fim deste tempo todo, continuam-se a descobrir déficits e delírios de desperdício financeiro em tudo quanto é sítio, incluindo, agora, mais um “monstro” chamado “Parque Escolar” e que, alías, na altura, muita gente avisou que iria dar num enorme buraco financeiro.

A ideia cretina e simplista de que lançar umas quantas obras públicas dinamiza a economia é de uma burrice e insensatez tremenda, sobretudo se o que se pretende é dinamizar a economia a curto prazo.

Além disso, o inverno demográfico faz com que, cada vez mais, as pessoas que vão envelhecendo recorram ao sistema de providência social com a agravante de irem nascendo cada vez menos pessoas que sustentem esse mesmo sistema.

O governo OBAMA tem sido dos mais irresponsáveis, seguindo a linha dos governos socialistas de Zapatero, Sócrates entre outros.

Veja-se o gráfico que aqui deixo.

Em resumo: a crise actual é o resultado de um cocktail que tem como ingredientes o seguinte:

– despesismo cretino de governos de índole socialista

+ ganância e capitalismo exacerbado de setor financeiro

+ diminuição de população ativa com consequente maior pressão sobre o sector da segurança social dos país em crise demográfica

O distributismo

13/03/2012

o distributismo não é mais do que um sistema económico em que a propriedade privada está bem distribuída, no qual “o maior número possível” é, de facto, proprietário. A melhor exposição do distributismo pode, provavelmente, ser encontrada no livro de Hilaire Belloc, The Restoration of Property (1936). Atente-se no título, O Restabelecimento da Propriedade.

Os distributistas argumentaram que no regime capitalista, a propriedade produtiva era prerrogativa só dos ricos e que isto lhes dava um poder e influência sobre a sociedade muito maior do que aquilo a que tinham direito. Embora formalmente todos tenham o direito à propriedade privada, na prática esta está restrita aos ricos.

Thomas Storck

A constituição portuguesa actual, o sistema democrático actual, o modelo de partidos actuais, com PS e PSD à cabeça, estão definitivamente esgotados.

Há que optar por outro caminho que acabe com a ganância dos especuladores e o egoísmo dos ricos. Como dizia alguém “Se os ricos não acabam com os pobres, mais cedo ou mais tarde, os pobres acabarão com os ricos”.

A Politica tem destas coisas…

04/03/2012

Política, um outro olhar

16/02/2012

Em regimes democráticos a política é a arte ou ciência de determinadas praticas que fomentam o bem comum. A arte é a implementação de um determinado “saber fazer”, seja ele específico ou não. A ciência é a implementação de um método com recurso a um Saber amplamente aceite como conhecimento científico. No meu entender a aplicação de arte com saber científico, independentemente da área em questão, é a melhor definição de Política. Portanto a melhor arte sustentada em base científica possivelmente levará á melhor política. Mas o conceito de política nunca foi bem definido. Vejamos, a palavra política é derivado de grego antigo, politeía, que indicava procedimentos relativos à Pólis, isto é cidades. Por extensão, poderia significar tanto cidades como sociedades, comunidade, coletividades e outras definições referentes à vida urbana. No sentido comum, vago e às vezes um tanto impreciso, política, como substantivo ou adjectivo, compreende arte de guiar ou influenciar o modo de governo pela organização de um partido político, pela influência da opinião pública, pelo aliciamento de eleitores. Num conceito erudito, política “consiste nos meios adequados à obtenção de qualquer vantagem”, segundo Hobbes ou “o conjunto dos meios que permitem alcançar os efeitos desejados”, para Russelou “a arte de conquistar, manter e exercer o poder, o governo”, que é a noção dada por Nicolau Maquiavel, em “O Príncipe”.

Sem conhecer o verdadeiro significado do que é a Política, tanto num sentido comum como num sentido mais erudito, a adesão á política é olhada por muitos como a oportunidade de uma vida. Com mérito ou não, a oportunidade de estar em política é a arma de os que exercem o poder sobre os seus subalternos. Sem conhecer na realidade a nobre prática da política, esta hoje está transformada num verdadeiro instituto do emprego, penalizando aqueles que prescindem da engrenagem partidária. O partidarismo, outrora como sendo um centro de reflexão e discussão, é hoje a engrenagem de técnicas pouco claras de prosperidade e de progressão na carreira, denegrindo a imagem da nobre prática.

Serviço Público

31/01/2012

Instalou-se na sociedade o conceito de segurança perverso. Esta segurança garantida pelo poder político como arma de exercício de poder permitia o planeamento de um futuro próspero. Ao funcionalismo público era garantido melhor renumeração, melhores condições de trabalho e garantida segurança no posto de trabalho. Por outro lado ao funcionalismo não público nunca foi dada a oportunidade de este se prosperar, tornando palco de pouca disputa e muito compadrio a quem fosse alocado nos meandros do Estado. Aliás a sociedade em Portugal sempre foi dividida em três classes distintas: os ricos, aqueles que exercem qualquer tipo de poder, os portugueses, aqueles que se encontram no funcionalismo público e os outros, aqueles que são vistos como portugueses de segunda. Para quem dúvida desta simplória classificação basta olhar para as manifestações do sector público, caracterizando-as como manifestações dos portugueses. Aliás as “pontes” ao trabalho são práticas do funcionalismo público e não dos “outros”. Aos “outros” nunca foi permitida “honrosa” prática.

Durante muitos anos se implementaram práticas de pouco serviço público, uma vez que, independentemente da produtividade no trabalho, a segurança no mesmo era sempre garantida. Os “outros” na realidade, faziam o dito serviço público uma vez que “alinhavam” na latência das estruturas públicas, fazendo se cumprir como portugueses de primeira. Por curioso, aquando da “entrada” da austeridade é pedido aos “outros” que se comportem como “os muito ricos” uma vez que noutros tempos tinham comportamentos irresponsáveis levando o Estado á falência técnica. É o reverso da medalha daqueles que não querem assumir as suas responsabilidades. É perversa toda esta realidade uma vez que aos que “tinham poder” na realidade só se preocuparam em ter mais poder, ficando como espectadores no teatro encenado por “os outros” e por os “portugueses”. O serviço público sempre foi visto como um alocador de colaboradores e não como uma prática para o bem comum, típico de uma sociedade com deficiente formação. Numa radical mudança “teatral”, hoje ao parco serviço público é diminuída a sua actividade, aluziando como um despesismo do sector Estado, incentivando “os outros” a pagar, mesmo com fracos recursos, todas e mais algumas mordomias aqueles que exercem o poder. Aos portugueses por sua vez também é pedida esta “solidariedade”. O que em tempos era segurança hoje também se tornou mais precário.

Conceitos elaborados como produtividade, competitividade e outros terminados em “ividade” são hoje apregoados como soluções para um futuro mais próspero, numa sociedade que não entende minimamente a definição de elaborados conceitos. A educação e a formação devem ser a arma da prosperidade desde que na realidade se eduque e se forme e não se atribuam demagógicos certificados iludindo competências de uma melhor educação e melhor formação. Com a atribuição destas falsas competências a definição dos conceitos elaborados nunca é entendida, utilizando-se práticas contrárias a estes conceitos.

Estado de Sono Profundo

28/01/2012

Recorrentemente é notícia na comunicação social que diversas autarquias ponderam o corte de iluminação pública em diversos pontos de seus concelhos. Uns mais audazes, alegando razões económicas, já se adiantaram nesta revolução fomentando às populações um estado de “sono profundo”, instigando assim a um “recolher obrigatório”, por um período de algumas horas. Fazendo uma análise económica, é previsível que a economia tenda a piorar, sendo obrigatório aumentar o período de “sono profundo”. Por um lado olhando para o calendário deparo-me que estamos no seculo XXI. Ora o que até á alguns anos atrás o seculo XXI era o seculo da revolução técnica/ideológica parece que afinal essas previsões estavam completamente erradas, uma vez que práticas do dia-a-dia penhoravam o futuro. Entendo que afinal o Homem que se impôs a todos os outros seres na fase da Terra, tornando-se o maior predador, agora não consegue acompanhar as mudanças impostas pelo mesmo. Temos a revolução tecnologia que permite ter uma melhor qualidade de vida mas o Homem, afinal, não tem capacidade de superar os impactos que a mesma tecnologia lhe proporcionou. Por outro lado, actuais concelhos pertencendo á zona de influência das antigas SCUTS, alegam argumentos para a não cobrança do respetivo dízimo enquanto outras alternativas não tiverem as devidas condições de segurança. Pergunto, porque será que aquando da implementação do novo estado de “sono profundo”, as mesmas não implementam outras alternativas que garantam a segurança a um estado de sono mais profundo? Não entendo e não consigo descobrir a logica de atitude deste contrassenso de posições. Talvez a única coisa que leva o homem a ter posições sem nexo seja o “guito” (denominação utilizada por toxidependentes para a palavra dinheiro). Dizem por aí que dinheiro é poder, mas parece que dinheiro afinal, é a droga que leva a um estado de dependência de poder, tendo como efeito secundário a dependência de mais poder. A cura a esta dependência ainda não foi encontrada mas também não há interesse. A patologia desta dependência leva a que o homem perca a capacidade criativa anterior á mesma, ficando reduzido á dependência por mais poder.

Afinal o apagão não é só tecnológico mas sim um apagão ideológico que começou há pelo menos uma década e se manterá por tempo indeterminado.

Como se sobe na política, em Portugal

26/01/2012

José Pacheco Pereiro traça-nos no seu blogue aqui um assustador, mas realísta panorama sobre qual a melhor estratégia de subir no partido ou como é que os “boys”, muitas vezes, sem mérito ou curriculum, vão tomando conta do Estado para, no final, se dedicarem…aos “negócios”…

Viver o dia-a-dia com a demagogia

26/01/2012

Ao analisarmos as mais varias petições que correm por esse país fora, verificamos que muitas delas fundamentadas com base jurídica mas que infelizmente não alcançam o numero de subescritores mínimos necessários para que a petição seja a “arma da democracia”. Por outro lado é notável que outras petições fundamentadas com pouca base técnica/jurídica ou nenhuma e compostas de textos redondos e demagógicos são as que mais números de subescritores têm. Estas últimas normalmente apresentam uma opinião pessoal não contendo elementos de base jurídica que possa ser discutida na assembleia da república. Verificando a ultima petição intitulada “Petição Pedido de Demissão do Presidente da República” que consta, até á data de publicação deste artigo, de 35095 subescritores verificamos o profundo desconhecimento de como funciona a constituição portuguesa e seus respectivos órgãos. De minha interpretação, parece-me que não é possível pedir a demissão do Presidente da Republica, uma vez que este é o mais alto e nobre cargo da nação. Segundo a Constituição da Republica Portuguesa o que está previsto é a renúncia por parte de quem exerce estas funções, Artigo 131º alínea primeira, que menciona que “O Presidente da República pode renunciar ao mandato em mensagem dirigida à Assembleia da República”. Parece-me a renuncia é a intenção pessoal do potencial renunciante do cargo.

O valor da educação e o gosto pelo conhecimento são a base para uma sociedade mais rica e competitiva. Aos 35095 subescritores que perderam tempo a lêr o texto da petição e preencherem respectivos campos de edição da aplicação informática, poderiam ter contribuído, dispensando do mesmo tempo, com uma actividade mais eficiente para a sociedade.

Considero que as ultimas declarações do Presidente da Republica relativo aos rendimentos pessoais que aufere, foram infelizes, mas do mesmo modo, infeliz, não se deve combater estas declarações com armas igualmente infelizes. Do mesmo modo em que a mediocridade está instalada em todos os patamares da sociedade, a demagogia é a sua sombra inseparável.

Tomada de Posse do XI Governo Regional da Madeira

09/11/2011

Realizou se hoje a sessão de tomada de posse do XI Governo Regional da Madeira. O site da Presidência do Governo Regional disponibilizou o texto que Alberto João Jardim utilizou no discurso de tomada de posse. Trata-se de um texto repleto de citações de grandes pensadores portugueses e estrangeiros, com várias referências à “pessoa humana” e às conquistas do povo.

Na minha avaliação pessoal, trata se de um brilhante discurso político, dos melhores que ouvi até hoje, revelando o grande conhecimento que Alberto João Jardim tem de política seja ela nacional, internacional ou teórica/filosófica. Alberto João Jardim é um dos poucos políticos que “faz” politica muito ao estilo de Sá Carneiro. No seu discurso por diversas vezes faz referência a este ultimo revelando a sua filosofia reacionaria humana.

Alberto João Jardim citando Henrique Raposo refere que «o regime político português morreu três vezes. Morreu economicamente, porque o Estado consome aquilo que a sociedade produz. A segunda morte é institucional. Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos, é um Estado de Direito falhado, na medida em que a Justiça se transformou num embaraço confrangedor. A terceira morte é a do sistema partidário, porque os Partidos portugueses representam os interesses do Estado e não os interesses da sociedade, daí a aversão ao emagrecimento do Estado».

Com o presente regime político-constitucional, os Portugueses «perderam a paz e a segurança de pessoas e bens. Perderam a confiança no depósito seguro das poupanças. Perderam os Valores e a estabilidade que a Instituição Família propiciava ao País. Perderam conceitos de Honra e de vergonha, com os enriquecimentos fáceis e ilícitos, com o reino do consumismo e com a falta de respeito para com o nosso semelhante. Perdemos a capacidade de produzir para o nosso próprio sustento. Perdemos parte da nossa juventude. Perdemos uma classe média, espinha dorsal do País, da estabilidade social e dos Valores nacionais. Perdemos o orgulho no passado e a fé no futuro. Perdemos a segurança na Justiça». Alberto João acrescenta que “Mergulhámos no aborto livre, nos casamentos homossexuais, no divórcio na hora, na liberalização do consumo de droga”.

A parte final do discurso tem várias referências à Autonomia. É um discurso que vale a pela lêr na íntegra.

DISCURSO TOMADA POSSE XI GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA

Entender o Défice Público

04/11/2011

Todos os dias entra pela nossa casa a dentro a palavra défice. Através da televisão, dos jornais e até nós próprios falamos sobre isso. Mas será que realmente sabemos o que isso é?!…Afinal o défice é positivo ou negativo nas nossas vidas?!… Pois bem, deve haver muito boa gente que não sabe realmente do que se trata. Vamos então entender.

A palavra défice pode ter várias conotações, dependendo do contexto em que é inserido. Por exemplo, em contabilidade significa “um saldo negativo”. Num qualquer orçamento significa que, os gastos (despesas) superam os ganhos (receita). Na balança de pagamentos (transacções com o resto do mundo) o défice da balança comercial ocorre quando o valor total das importações supera o das exportações. Défice em conta corrente é um conceito mais abrangente incluindo além das transacções comerciais de um país com o resto do mundo (exportações e importações) as transacções em serviços e as chamadas transferências unilaterais (basicamente doações). No contexto macroeconómico, o défice em conta corrente da balança de pagamentos reflecte a diferença entre a poupança total e o investimento total do país. No mesmo contexto, o défice publico ocorre quando o valor das despesas de um governo é maior que as suas receitas. Normalmente o valor do défice público é expresso em percentagem sobre o PIB do país, permitindo a comparação entre países e a avaliação do excesso de despesa de cada país em relação ao valor da produção.

A equação que define o défice público é a seguinte:

Défice público = variação da dívida do governo + variação do valor dos activos + variação da moeda.

A variação da dívida do governo é equivalente ao gasto do governo menos a arrecadação (via tributação). A variação dos activos expressa as compras e vendas de activos pelo governo e a variação da moeda refere se à variação da Base Monetária. Sendo assim:
– Se défice público 0, então a política fiscal é expansionista.
Segundo John Maynard Keynes o défice orçamentário é um mecanismo anticíclico de equilíbrio económico, em política económica, em períodos de depressão económica, é necessário criar um défice sistemático no orçamento para estimular a economia, e aumentar a taxa tributária em períodos de prosperidade para acumular poupança, desta forma são criados recursos que são aproveitados em investimentos futuros, ou seja, forçar o orçamento de tal forma, que irá manter a economia oscilando, ora para cima, ora para baixo. Quando houver viés de baixa, deve-se forçá-la a subir, ao contrário, quando o viés for de alta, forçamo-lo a baixar, assim existe condição de manipular os índices económicos de tal forma, que sempre será possível fazer a economia deficitária ou superavitária de acordo com as necessidades macroeconómicas, a este processo se dá o nome de orçamento cíclico ou realimentado.

Portanto no contexto em que entra a palavra défice nas nossas casas, o défice é o saldo anual negativo, entre as receitas e as despesas, em percentagem do PIB. As primeiras conclusão que tiramos são, se temos défice significa que nos vamos ter de endividar mais para pagar esse diferencial. Significa então, vamos ter mais dívida. Mas atenção, não há mal em ter défice. Aliás sempre tivemos, nós e os outros. Por outras palavras o défice é um instrumento financeiro de equilíbrio da macroeconomia. O problema reside quando o défice é maior que o crescimento do PIB. Aí o nosso endividamento sobe em relação à nossa produtividade, e neste caso estamos a nos endividar sem obter resultados práticos. Isto justifica a famosa regra dos limites de 3% de défice.

A União Europeia baseou-se no crescimento médio do PIB expectável para aplicar essa regra. Desta forma, limita o endividamento sobre o PIB. Sei também que muitos contestam esta medida dizendo que não permite estimular a economia. Pois bem, basta olhar para o caso português para ver que não é bem assim, uma vez que nós andamos a estimular a economia com défice de 9,3% para termos um crescimento no ano seguinte de 1,1% (expectável) do PIB?!…A má utilização deste instrumento financeiro só aumentou o nosso endividamento sobre a riqueza que produzimos!

Numa opinião pessoal o grande problema de Portugal foi ter défices, ao longo destes 15 anos, sempre superiores ao crescimento do PIB, e sucessivos governos não souberam aproveitar os muitos subsídios para o estímulo da economia, patrocinados pela União Europeia. Agora temos que pagar a factura…

TRISTEZA: A SOLUÇÃO PARA O DESEMPREGO É EMIGRAR!

31/10/2011

A ser verdade estas afirmações, é talvez das coisas mais tristes que já ouvi nos últimos tempos. Para o Governo, a solução para o desemprego em Portugal não passa pelo desenvolvimento económico, passa sim pela emigração! Afinal de contas temos Governo para quê? Para dizer isto?

Ora leiam o que foi avançado pelo Diário Económico:

O jovem desempregado em vez de ficar na “zona de conforto” deve emigrar, disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto.

“Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras”, disse o governante, que falava para uma plateia de representantes da comunidade portuguesa em São Paulo e jovens luso-brasileiros.

Segundo o mesmo responsável, o país não pode olhar a emigração apenas com a visão negativista da “fuga de cérebros”.

Para Miguel Mestre, se o jovem optar por permanecer no país que escolheu para emigrar, poderá “dignificar o nome de Portugal e levar know how daquilo que Portugal sabe fazer bem”.

Caso a opção seja por, no futuro, voltar a Portugal, esse emigrante “regressará depois de conhecer as boas práticas” do outro país e poderá “replicar o que viu” no sentido de “dinamizar, inovar e empreender”.

Com o intuito de capacitar o jovem português e aumentar os laços com outros países, o responsável diz que o governo português pretende incentivar também os intercâmbios estudantis e os estágios no estrangeiro.

Miguel Mestre falou à Agência Lusa no seminário “Luso-brasilidade: Reflexões e Actualidade”, iniciativa piloto para aproximar o governo das comunidades portuguesas em outros países.

As Dez Orientações Fundamentais para a Austeridade

29/10/2011

Fundamentação: A vós que estas a ler estas orientações é porque andaste nos últimos anos a viver como um rico. Com esse tipo de atitude foste um grande contributo para a despesa do Estado. Agora é altura de apertar o cinto e baixar as calças ao mesmo tempo. Se seguires estas rigorosas orientações é provável que num futuro proximo sejas uma pessoa diferente e capaz de fazer o impossível. Assim vamos redefinir as tuas orientações para que de futuro tenhas mais juízo.

Primeira Orientação: Se tinhas o hábito de sair regularmente á noite, a partir de agora tens de mudar esse estilo de vida, que é só para quem tem dinheiro. Se não tinhas dinheiro porque motivo te andavas a pavonear?!…Se entenderes sair (apesar das tuas maneiras no passado), então consume só um café e pede um copo de água da torneia, sem te esqueceres da factura, claro.

Segunda Orientação: Se tinhas o bom hábito de tomar os dois lanches previstos numa dieta saudável (a meio da manhã e a meio da tarde), a partir de agora deves cortar nesse desperdício. Ao dinheiro que gastavas, guarda-o num mealheiro. Se porventura o estômago teimar, bebe um copo de água da torneira que isso passa. Sê solidário: Não te esqueças de contribuir com duas refeições semanais para outros mais necessitados do que tu. Modera o consumo de água potável, uma vez que os últimos estudos referenciam a escassez da mesma.

Terceira Orientação: Sabendo tu que os combustíveis estão caros, porque andas de automóvel?!… O Automóvel é coisa de rico por isso ou vende o carro ou então guarda-o bem na garagem. Num cenário possível, está previsto que daqui a 20 anos tenhas condições para o usares sem te lamentares.

Quarta Orientação: Evitar deslocações nos transportes públicos. Não queremos aumentar as despesas do Estado Central com passeios desnecessários. Na realidade estamos a zelar pela tua saúde, coisa que até agora não tens estado sensibilizado, estimulando todo e qualquer tipo de deslocação a pé. Como queremos ir mais além, estudos médicos mencionam que andar a pé pelo menos 30 minutos por dia é saudável, recomendamos que desportivamente, olha agora pela tua saúde.

Quinta Orientação: Evitar o uso de espaços públicos destinados a ricos, por exemplo aeroportos. Em caso de calamidade natural não queremos que apanhes chuva e frio e porventura teres de te deslocar a um hospital. Neste caso não te esqueças que também contribuis para o aumento da despesa do estado. Todas e quaisquer atitudes que remontam a te deslocares a um serviço de saúde público, devem ser evitadas. Já chega de despesismo com a tua saúde.

Sexta Orientação: Como tens andado a viver como um verdadeiro “lorde” contribui com um sorriso, parte do teu vencimento anual. Por exemplo contribui solidariamente com o teu montante para férias e o mesmo com o montante do Natal. Sempre que poderes desloca-te a pé a uma Instituição do Estado e agradece pela oportunidade que te é dada.

Sétima Orientação: Contribui regularmente para Instituições sempre com um sorriso. Marca a tua vez numa Repartição do Estado descontando esse dia como um dia de férias. Voluntaria-te na manutenção de todo o tipo de vias rodoviárias. A actual situação é dramática. Agradece sempre pela oportunidade, te facultada.

Oitava Orientação: Se és daqueles que sempre que o calendário permitia, fazias “ponte”, fica a saber que a actual austeridade se deve a esse tipo de atitude. Para compensar os teus maus hábitos do passado, é favor de seguires a sétima orientação.

Nona Orientação: O trabalho dá saúde! Mantêm-se saudável trabalhando de sol a sol, fazendo horas extraordinárias nas noites de lua cheia, sem contrapartida financeira, uma vez que outros se encontram melhor habilitados na gestão do dinheiro. Como a iluminação de rua da tua comunidade está desligada, nas restantes noites aproveita a oportunidade para com a tua família. Apesar de no passado ensinares os péssimos hábitos de despesismo aos teus semelhantes, agora tens uma oportunidade de teres um certificado de bom comportamento, sensibilizando os mesmos para estas rigorosas orientações. Olha para estas noites como formação pessoal. Apesar de no passado seres um despesista, consideramos que agora estás no bom caminho. A produtividade do país agradece o teu empenho!

Decima Orientação: Evitar fazer perguntas consideradas não pertinentes a Entidades do Estado que zelam pelo teu interesse.

Portugal, 1 de Janeiro de 2012

Assinatura
Os Orientadores da Austeridade

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OURO ISENTO DE IVA

16/10/2011

Ontem passei à frente de uma loja de compra e venda de ouro e deparei-me com uma informação fantástica!!!!

Fiquei a saber que os produtos de ouro de investimento estão isentos de IVA.

E eu pergunto: O Ouro come-se? O ouro bebe-se? Porque motivo este metal está isento de IVA e por exemplo, a água engarrafada vai começar a pagar 23% de IVA?

O meu QI não consegue compreender isto. E o teu?

ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2012

13/10/2011

Gostava de ter ouvido que iria haver responsabilidade criminal sobre as personagens que causaram tudo isto, que a “maltinha” do BPN ia ser penhorada e que a mamagem daquelas parcerias público-privadas ia acabar. Em vez disso o que ouvi dizer foi: “o povo é que paga!”

QUE PAÍS É ESTE?

27/06/2011

– De acordo com o Diário Económico, do total das despesas do Estado com a comparticipação de medicamentos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2010, 40% é potencial fraude, conclui uma auditoria da Inspecção Geral das Finanças (IGF) ao sistema de prescrição e conferência de facturação de medicamentos do SNS.

Segundo a mesma fonte, os valores agora apurados referem-se apenas a uma amostra de três milhões de euros, dos quais 1,2 milhões são identificados como irregulares. Ou seja, a fraude neste sector poderá atingir valores bem mais gravosos. Em 2010, a despesa do Estado com medicamentos vendidos nas farmácias chegou aos 1,6 mil milhões de euros.

– De acordo com o Diário Económico, uma auditoria da Inspecção-Geral das Finanças às despesas da Justiça detectou 165 mil euros de pagamentos em excesso de subsídio de compensação a magistrados jubilados já falecidos, por inexistência de comunicação do óbito pelo Instituto de Registo e Notariado.

A mesma fonte revela ainda que a auditoria detectou ainda a aplicação inadequada da despesa com ajudas de custo e transporte, suplemento de fixação e trabalho extraordinário, que impediu a obtenção de poupanças orçamentais de 745 mil euros.

RESULTADOS ELEITORAIS NO ALGARVE

06/06/2011

Fonte: DGAI

Domingo, vamos todos votar e libertar Portugal dos tentáculos do PS de Sócrates

03/06/2011

2 sites para convencer indecisos a não votar no PS de Sócrates

27/05/2011

http://www.psnao.org/e

http://socratesleaks.blogspot.com/