Adaptar a escola ao mercado de trabalho e aos desafios dos Media

12/11/2012 by

Nuno Crato, o novo ministro da Educação, afirmava há uns meses atrás que um dos objectivos do sistema de ensino passava pela sua adaptação aos desafios da idade adulta e do mundo profissional que espera os jovens estudantes.

Neste âmbito, haveria que excluir ou reduzir as matérias que têm pouca aplicação prática e apostar nas que têm.
Uma das áreas mais importantes no sentido de atribuir competências aos jovens com vista a uma maior concentração e autonomia passa pela chamada “Educação para os Media”.
A “Educação para os Media” tem uma dupla vertente.
Por um lado, munir os jovens dos instrumentos necessários a uma utilização inteligente dos media ao nível académico e profissional.
Por outro, investi-los das competências necessárias a uma interpretação dos media que permite a sua desmontagem e a obtenção de um consequente distanciamento que evite situações de manipulação e atracção maníaco-compulsiva.
Infelizmente, este área continua a ser descurada pelos programas de ensino.
Excepção a isto é a chamada “leitura de imagens e movimento” que é uma rubrica prevista em alguns programas de Português para certos anos de escolaridade.
Entre outros efeitos, o consumo massivo de multimedia aumenta quer a dificuldade de concentração, quer a hiperactividade com consequências negativas para o desenvolvimento psicossocial dos estudantes.
Há que rever os programas de ensino e torná-los mais atractivos, mais modernos, mais adaptados à preparação dos estudantes com vista à sua inclusão num mundo cada vez mais competitivo e, por vezes, cruel.

Demagogia II

12/11/2012 by

No meu último artigo falei da necessidade que os políticos têm de mentir como forma de enganar os eleitores e, desta forma, convencê-los a votar no seu partido. Há, porém, outro factor que demonstra a decadência da democracia e que reside na fragmentação da sociedade civil e na excessiva partidarização do cenário político .

Quando um país se organiza em torno de uma língua, de uma geografia e de tradições comuns presume-se que o seu povo estará disposto a promover um objectivo que seja comum a todos. Porém, alturas há em que os interesses de um grupo parece que se sobrepõem aos interesses de todos. Por exemplo, em momentos determinados da sua história, a Escócia acabou por não conseguir proclamar a sua independência porque os nobres desta nação íam sendo comprados com favores e benesses oferecidas pela vizinha Inglaterra. Assim um todo prejudicou-se em favor de uns quantos. Os interesses egoístas de uns prejudicaram todos.

Neste momento, sentimos uma certa falta de orientação do país. É necessário que o governo e a União Europeia expliquem aos cidadãos europeus qual o seu rumo, qual a sua estratégia e qual o sentido a médio e longo prazo da austeridade.

O povo, os jovens, os farmacêuticos, os estivadores, as forças de segurança, os professores, etc.etc. reclamam porque o governo está a afectar direitos que estes julgavam desde há muito já consolidados. Por isso, há revolta. Sabem que é preciso fazer alguma coisa mas não querem que esse “alguma coisa” os afecte.

Por outro lado, temos também que destacar como altamente negativo o papel actual dos partidos políticos. Também eles actuam como o povo, as classes e os grupos da sociedade civil, isto é, numa perspectiva egoísta de pensar em si mesmos e nos seus próprios interesses. As sondagens são mais importantes que o país.

O bem comum, a pátria, o destino do nosso país não parecem interessar a ninguém.. O grande objectivo é não perder privilégios. No caso dos partidos políticos, o objectivo é aproveitar o contexto da crise para chegar ao poder, nuns casos, ou para não perder o poder, nos outros.

Senão vejamos. O PCP e o Bloco de Esquerda rejubilam com a actual crise. Qualquer manual básico de ciência política ensina que os partidos de esquerda e extrema esquerda encontram o seu ambiente natural de crescimento sempre que as dificuldades económicas aumentam. E quanto maior instabilidade, quantas mais greves, quantas mais pessoas na rua, melhor.

O CDS/PP não hesita em apunhalar nas costas o seu parceiro de coligação tentando demarcar-se da austeridade de forma a assegurar mais uns votos nas próximas eleições.

O PSD continua a actuar, por vezes, com arrogância, sem explicar as medidas, sem dialogar quando devia e sobretudo continua a hesitar e a titubear em reformas importantes na área da administração pública e da renegociação das PPP’s.

Por fim, o PS tem um comportamento a todo os títulos inadmissível. Enquanto principal causador da actual crise deixou o país na bancarrota, não hesitando em agravar o déficit nas eleições de 2009 só para agradar o povo. Agora, assobia para o lado, distancia-se do acordo com a Troika que foi por si assinado e recusa-se a participar em negociações com o governo com vista à redução do peso do Estado e ao reforço da sua eficácia.

Cada um puxa, para o seu lado. Cada um quer salvaguardar o seu espaço. Os interesses das novas gerações, o futuro estratégico do país não interessam nada.

Nisto se mostra que a crise actual é também uma crise grave da Democracia.

Barómetro Político de Setembro

13/10/2012 by

O Barómetro político da marktest para o mês de Setembro de 2012 já foi disponibilizado. Pela análise do gráfico assiste-se a uma descida quase ininterrupta do PSD que foi ultrapassado pelo PS, apresentando pouco mais do que 20% das intenções de voto, enquanto que o PS está com 29,6%.

Mais atrás e em 3º lugar e com muito poucas oscilações nos últimos 12 meses surge a CDU com pouco mais de 10% e o BE com 8,6% que tem vindo a subir gradualmente, embora de forma ligeira, ao longo dos últimos meses. O CDS, é a 5ª força política mais votada com pouco mais de 5%, valor esse que poucas alterações tem tido ao longo do ano.

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Demagogia

05/10/2012 by

Na sua obra “A República”, Aristóteles dizia que a forma de degenerescência da Democracia é a demagogia. Sabemos também que, no dizer de Churchill “A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas“. Por outras palavras, a Democracia será a melhor das piores formas de governo.

Na génese da crise económica europeia está também subjacente uma crise da própria classe política e do sistema democrático. Em particular, na Grécia, em Espanha e em Portugal isso é muito evidente, em grande parte motivada pela insensatez, desgoverno e incompetência dos partidos socialistas locais que estiveram no governo desses país.

Mas a culpa não é só dos partidos e dos governos, é também dos eleitores.

Senão vejamos.

Nas eleições legislativas de 2009, Manuela Ferreira Leite, na campanha eleitoral, defendeu a necessidade de recorrer a medidas de austeridade e contenção como forma de estabilizar as finanças públicas e o déficit do Estado.

Enquanto isso, Sócrates dizia que o discurso de Manuela Ferreira Leite era pessimista e que, com ele, os salários e as pensões não seriam afetados (inclusive até foram aumentados precisamente na véspera das eleições) e que, com ele, o país lançar-se-ía numa onda de grandes investimentos públicos que iriam relançar a economia.

À exceção dos economistas pró-Socrates, todos os outros especialistas consideravam que a estratégia de Sócrates era um suicídio para o país. Porém, como Sócrates utilizou um discurso enganador, falso e aparentemente mais positivo, acabou por ganhar as eleições, lançando depois o país na ruina, com despesas galopantes em cima de mais despesas e endividamento atrás de endividamento.

Quando Portugal acabou por pedir um resgate à Troika, os salários e pensões de reforma corriam o risco de não serem pagos. Mas, já era tarde de mais . Os eleitores escolheram votar em quem os tinha enganado e recusaram votar em quem lhes dizia a verdade e usava como lema e bandeira eleitoral“Uma política de verdade”. Os eleitores, pelo contrário, preferiram a mentira, preferiram quem lhes vendia uma “banha da cobra” mais atrativa.

Em 2011, quando Passos Coelho se apresentou às legislativas, afirmou que iria tentar não aumentar os impostos e nada disse quanto ao corte de subsídios de Natal e de férias. As pessoas foram, de novo enganadas.

Mas se Passos Coelho seguisse o exemplo de Manuela Ferreira Leite e anunciasse, em plena campanha eleitoral quais as medidas duras e de austeridade que iria levar a cabo, será que os eleitores teriam votado à mesma no PSD ?

Ou será que o seu fim, seria o mesmo de Manuela Ferreira Leite que foi penalizada por dizer a verdade e não a esconder ?

Esta comparação leva-nos a uma conclusão:

Para ganhar umas eleições, o povo precisa de ser enganado porque o povo procura sempre o mais fácil, segue sempre quem lhe promete mais, melhor e de forma mais rápida. Depois, quando se vê enganado, aí é que o povo se lembra que as promessas não foram cumpridas e vai para as ruas, reclamar e manifestar-se contra a classe política. Mas, cada um tem o que merece e se só é possível ganhar umas eleições através da mentira e das falsas promessas, quem é que pode censurar os políticos de a isso recorrerem, se essa é a única forma que têm de aceder ao poder ?

É necessário apostar numa maior maturidade e formação política dos eleitores de forma a que este não reajam de forma meramente intuitiva e pavloviana. Há que dizer a verdade, não escondê-la e demonstrar que não há alternativas, além do caos e da rutura.

Fazer o contrário, é pura demagogia.

REABILITAÇÃO URBANA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

27/09/2012 by

A “FARO 1540” vai promover no dia 19 de Outubro (6ª feira) a 3ª edição do seu Seminário de Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável, que vai decorrer no auditório do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (Campus da Penha).

Esta ONG, através das comunicações que serão apresentadas por um conjunto de especialistas, procura fomentar um debate profícuo e objectivo, bem como informar os participantes de forma esclarecedora sobre as tendências e as matérias que giram em torno das temáticas abordadas no decorrer do Seminário e que este ano vão incidir essencialmente nos conceitos de Património e Identidade, Marketing e Economia Urbana, Revitalização e Regeneração Urbana, Coberturas Ajardinadas e Jardins Verticais e Edifícios “verdes” de alta performance.

Para a “Faro 1540”, a reabilitação de edifícios degradados e a requalificação de ruas, passeios e praças é visto como uma ferramenta fundamental para a coesão da cidade, aumentando os seus níveis de qualidade de vida, atractividade e competitividade económica contribuindo de modo efectivo para a sua sustentabilidade e reforço da sua identidade e história. No entanto, apesar de ser amplamente referenciada e debatida, a reabilitação urbana, não tem tido a aplicabilidade e a dimensão desejada, quer por falta de políticas incentivadoras, quer por falta de sensibilização e excesso de burocracia e entraves vários, tendências que importam serem alteradas, em prol da desejada sustentabilidade económica e ambiental das nossas cidades.

Ainda sobre esta matéria, é de referir que a crise económica e financeira que agora estamos a atravessar é fruto de um desenvolvimento pouco sadio e baseado num conceito de capitalismo selvagem e sem ética, visando a maximização do lucro fácil em detrimento da qualidade de vida dos cidadãos e pelo respeito com o ambiente e seus recursos naturais. Para se ter uma pequena noção do que se passa, é de frisar que apenas 2% dos fluxos mundiais de capitais está relacionado com a economia real. Ora isto é incomportável e o resultado está à vista! É urgente surgir uma nova economia e uma nova mentalidade que respeite o cidadão, que vise o seu bem-estar e que crie simbioses com o ambiente. Só assim será possível salvaguardar os recursos naturais e salvaguardar com qualidade e respeito a existência do ser humano e as gerações vindouras, sem nunca esquecer que apesar de este ser um problema global, as respostas mais eficazes são as que ocorrem à escala local.

As inscrições já se encontram abertas e os interessados poderão inscrever-se e consultar o programa do seminário no site desta associação em: www.faro1540.com

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Processo de Sócrates Arquivado

23/09/2012 by

E é esta a justiça do nosso país…Por favor, não gozem mais com a malta!!!

Cursos “FARO 1540” a começar em Outubro

19/09/2012 by
A “FARO 1540” no âmbito das suas atribuições e objectivos, vai ministrar na sua sede um conjunto de cursos, cujo início se prevê na 2ª semana de Outubro. O número de alunos será relativamente pequeno, entre 8 a 10 (à excepção das aulas de Guitarra e/ou Baixo que serão grupos mais pequenos).

Estas aulas/cursos terão um carácter informal e visam enriquecer o grau de conhecimentos do formando, procurando ao mesmo tempo contribuir para a sensibilização e formação do formando nas matérias em que se inscreve.
Estes cursos estão especialmente dirigidos para todos aqueles que não tendo a sua formação base nas áreas em que se inscrevem têm gosto e interesse em aprofundar os seus conhecimentos nestas matérias.

Os interessados poderão solicitar mais informações e deverão com a maior brevidade possível efectuar uma pré-inscrição enviando um e.mail para <geral@faro1540.org> a indicar qual o curso ou cursos que pretendem frequentar para posteriormente se ajustar o horário.

A aceitação das candidaturas far-se-á pela data da recepção das pré-inscrições.

Inscreve-te já!

QUO VADIS PORTUGAL?

09/09/2012 by

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Começo seriamente a duvidar da existência de um futuro risonho para Portugal e para os portugueses.

Onde está o dinheiro do caso BPN? Para quando um travão sério na mamagem das parcerias público-privadas? Porquê que só o povo português é que tem de assumir responsabilidades dos disparates que foram feitos?

Assim não vamos lá!

Um novo paradigma

09/09/2012 by

Nos últimos 25 anos assistimos à queda de dois muros, o de Berlim, simbolo do comunismo e o da Lehman Brothers, simbolo do delírio bancário e financeiro que caracterizou a época áurea do capitalismo exacerbado.

De facto, os bancos e as financeiras apelaram a um consumismo desenfreado das pessoas, na ânsia do ter mais coisas, uma casa mais confortável e com mais comodidades, um carro de maior cilindrada e de marca mais vistosa, etc. Já sabemos no que deu este delírio. Agora com os bancos a necessitarem de ajuda, que os países e os consumidores endividados acordaram da ilusão em que viveram, cabe-nos a todos pagar a factura da crise, apertando o cinto cada vez mais. O que é certo é que toda esta nova conjuntura está a criar um novo paradigma social, económico, e financeiro.

Ao nível social, verificamos que uma das consequências da crise actual reside no agravamento da (já anteriormente existente) crise demográfica, com a redução do número de nascimentos, com consequências graves ao nível quer da sustentabilidade do sistema de contribuições para a Segurança Social, quer da colocação de professores em virtude da diminuição drástica da população escolar. Outra das consequências, ao nível social, reside no recurso a novas formas de solidariedade, com particular destaque para as trocas directas, entre pessoas e famílias de bens, serviços ou alojamentos. Livros, roupas, brinquedos, material informático, móveis, electrodomésticos, etc. incluem-se nesta nova forma de transferência de bens, utilidades e serviços que, ainda assim, tem de ser mais aperfeiçoada, apesar do muito que já se avançou nesta área na internet e através das IPSS’s. O reforço dos laços familiares é curiosamente outra das consequências a que estamos a assistir como consequência da crise verificando-se, por um lado, a diminuição do nº de divórcios e, por outro, a manutenção (ou regresso) dos idosos às suas casas de família. O recurso ao crédito agilizava o divórcio, permitindo a aquisição de novas casas, acompanhada pela troca de parceiro. Agora, mesmo os casais que vivem com problemas conjugais entre si, tentam ultrapassá-los, havendo uma maior tolerância e compreensão de forma a manterem a solidez económica da família. O “El Dorado do céu na terra” oferecido por financeiras e bancos ajudava a incutir nas pessoas a ideia de que também no seu relacionamento afectivo seria possível encontrar um parceiro melhor, com menos defeitos e mais qualidades, tal como acontece com os carros, telemóveis e pc’s, e se fosse necessário refazer a vida, lá estaria o banco para oferecer mais um crédito.

Ao nível económico, verificamos quer o encerramento de muitas empresas, quer a sua reconversão apostando em outros nichos de mercado e reduzindo pessoal. A ideia de produzir bens, casas, eletrodomésticos, carros, entre outros em catadupa promovendo o desperdício e o endividamento, era claramente um exagero, aliás, chocante se pensarmos que em outras partes do mundo mais desfavorecidas, em particular no hemisfério sul, muitos morriam com a falta do que outros,em países do hemisfério norte, esbanjavam.

Esta nova conjuntura, para uns, convida ao desemprego ou ao trabalho em part-time ou com horário reduzido, uma vez que as exigências de produção não serão tão grandes enquanto que, para outros, implicará trabalhar mais horas e mais intensamente. Com menos trabalho ou mais trabalho por menos preço, também o Estado sofre porque recolhe menos impostos e caímos num circulo vicioso.

O mais chocante é que quer os bancos, quer uma minoria de milionários continuam a abusar da sua sorte, tentando obter mais rentabilidade, ainda que à custa da miséria dos outros. Por isso, sobre estes há que ter a coragem de também adoptar medidas.

BARÓMETRO POLÍTICO DE JULHO 2012

05/09/2012 by

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FARCUME: 2º FESTIVAL DE CURTAS-METRAGENS DE FARO

06/08/2012 by

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Vai decorrer nos dias 23, 24 e 25 de Agosto a 2ª edição do FARCUME: Festival de Curtas-Metragens de Faro, que ocorrerá nesta cidade, na Escola de Hotelaria e Turismo.

Serão mais de 12 horas de cinema, repartidas em quatro categorias que são elas: Animação, Documentário, Ficção e Videoclips, onde o público terá acesso a curtas com muitos actores conhecidos e premiadas em festivais reputados como o Fantasporto e em outros conhecidos festivais internacionais de cinema que ocorrem nos EUA, França, Japão, Brasil, Argentina e Espanha.

Paralelamente ao programa cinéfilo haverá uma exposição de fotografia subordinada ao tema FARO: Identidade & Património e no final de cada sessão decorrerão festas que seguramente proporcionarão bons momentos de convívio entre público, actores e realizadores.

Este festival, da responsabilidade da FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, recebeu ao todo 84 curtas-metragens, o que se traduz num aumento de quase 200% em relação à edição anterior o que, segundo a organização, é um claro indicador do interesse e da curiosidade que este festival tem vindo a despertar neste meio, onde inclusive já chegou ao Brasil que conta este ano com uma representação bastante significativa de trabalhos.

A organização pretende que esta iniciativa vá crescendo de forma gradual de modo a transformar-se a curto-prazo num festival de curtas-metragens de referência a sul do país dando a conhecer e lançar novos talentos para além de divulgar e promover junto do público os excelentes trabalhos que são realizados nesta área, mas que, nem sempre têm a divulgação desejada e merecida.

Os trabalhos apurados serão exibidos e avaliados por um Júri idóneo composto por 3 elementos que terá um peso de 60% sobre a decisão final. Os restantes 40% estarão a cargo do público presente nas diferentes sessões que terá a oportunidade de votar no recinto nas suas curtas favoritas.

Os ingressos para os 3 dias de festival podem ser adquiridos na página electrónica do evento em: <www.farcume.faro1540.org> ou na plataforma Bilheteiraonline.pt

Educar para a gestão

24/07/2012 by

Num dos seus artigos no semanário “Expresso”, um dos gestores mais brilhantes de Portugal, António Carrapatoso, defendia a introdução obrigatória de aulas de gestão no ensino. Dizia ele que, através do recurso ao método do “caso” e pela transmissão de alguns princípios elementares de gestão, os estudantes estariam a adquirir competências na área da gestão que lhes seriam muito úteis para o futuro.

O problema desta sugestão é que ela  lançaria à escola e aos professores mais um desafio e mais um encargo a somar a todos os outros. Educar para os media, educar para o desporto, educação sexual, educar para a arte, educar para a defesa do ambiente, etc, etc. No entanto, a meu ver, uma boa integração e organização curricular permitiram perfeitamente ultrapassar este problema.

Gerir a economia pessoal e doméstica, gerir a sua carreira, gerir o seu tempo, gerir a sua empresa, gerir as suas relações humanas, etc.etc. tudo isto implica saber gerir e saber gerir bem está inevitavelmente associado às virtudes da prudência e do elementar bom senso.

Saber gerir o risco, não arriscando demasiado sem uma garantia de reserva, no caso da aposta sair gorada; saber gerir as poupanças; saber gerir os investimentos, apostando nos estudos e avaliação dos mercados potenciais; saber gerir os recursos humanos e materiais, aligeirando os custos para poder oferecer um produto mais atractivo e competitivo; não estar demasiado depentende de um determinado cliente ou de um determinado nicho de mercado; ter planos alternativos de redução de custos ou de apostas em outras áreas de investimento alternativas potencialmente mais promissoras; saber adaptar-se às constantes e permanentes alterações e necessidades do mercado, mas também saber escolher o local das férias, tendo em conta os encargos mensais de todo o ano, saber escolher a escola dos filhos e a forma destes ocuparem os tempos livres; saber gerir a relação com o parceiro, exigindo de umas vezes e cedendo em outras etc.etc.etc.

Não deixa de ser interessante que o próprio Jesus Cristo em muitas das suas parábolas evangélicas se refira a actos e princípios de gestão micro-economicos: a forma como as virgens prudentes e imprudentes geriam o óleo das lamparinas do casamento, a forma como os trabalhadores geriam as moedas que o seu patrão lhes deu antes de partir de viagem: a forma como o pastor gere a perda de uma ovelha, a forma como o latifundiário gere a indisciplina dos seus trabalhadores agrícolas, etc.etc.

Se olharmos para a génese de muitas falências verificamos que muitas são causadas por erros de gestão, por apostas mal medidas, por iniciativas pouco prudentes, precipitadas e adoptadas com excesso de confiança. Vemos também a menor sensibilidade que muitos gestores têm em relação ao cumprimento das suas obrigações fiscais e perante a segurança social, o que, mais tarde, lhes traz inúmeros dissabores em mais um sinal de imprudência.

Há que começar a explicar às crianças e jovens o que é gerir e como gerir e gerir bem. Como se deve, com um capital inicial, apostar, desde logo, na contenção de despesas, pagando 1º o que é de lei pagar (IVAs e Segurança Social), depois agir de forma a salvaguardar os postos de trabalho e, em simultâneo, motivar a força laboral da empresa; pensar como melhorar cada vez mais a oferta, tornando-a mais atractiva, ensiná-los a poupar e a não desperdiçar recursos de forma inútil; ensiná-los a tentar acertar nas apostas que fazem e a saber levantar-se quando alguma coisa corre mal.

Talvez a reconstrução do país, comece mesmo por aí.

INCÊNDIOS NA SERRA DO CALDEIRÃO

20/07/2012 by

A 25 de Agosto de 2004 escrevi o seguinte texto:

Oito anos depois, tenho a sensação que tudo permaneceu igual…

Após o desastre ambiental, económico e social que a vaga de incêndios florestais provocou em Portugal em 2003, eis que o mesmo cenário se repete este ano de forma ainda mais gravosa, pelo menos no sul do nosso país.

Das medidas apontadas no “Livro Branco de Incêndios Florestais” encomendado pelo Governo, praticamente nenhuma foi aplicada o que revela que pouco ou nada se aprendeu com a calamidade do Verão passado. Ainda mais grave se torna, quando desde o inicio do corrente ano, foi implementado um imposto/ecotaxa de meio cêntimo por litro de combustível de modo a serem disponibilizadas verbas para o combate a situações deste género.

De facto o investimento no combate aos fogos aumentou ligeiramente, mas os resultados práticos deste investimento não se estão a ver.

Ironicamente, até foi uma destas medidas que contribuiu para o cenário desolador que se assiste agora na região algarvia, através de uma Carta de
Risco de Incêndios onde o Algarve não estava englobado nas zonas de maior risco.

Em virtude dessa decisão, o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil(SNBPC), que organiza e distribui os meios aéreos e determina o nível de
intervenção dos reforços, só já tarde, quando a situação se encontrava totalmente descontrolada, accionou os meios adequados ao combate dos fogos
algarvios.

Como é possível, que os técnicos do Instituto Superior de Agronomia, que elaboraram a Carta de Risco de Incêndios, tenham colocado praticamente todo o
Algarve numa zona de “Baixo Risco”?

Como é possível que o Algarve seja uma zona de Baixo Risco de Incêndios, quando esta região é uma das zonas mais quentes do País e simultaneamente com uma taxa de humidade baixa, amplificando deste modo o risco de incêndio?

Como é possível considerar-se baixo risco de incêndio quando as poucas linhas de água existentes nesta região no Verão praticamente não existem,contribuindo para a secagem da vegetação e para a pouca humidade nos solos?

Porque motivo não levaram em consideração o facto de a Serra Algarvia apresentar um conjunto de solos bastante pobre e com elevado risco de erosão e que por isso é fundamental preservar a todo o custo a cobertura vegetal existente para evitar o agravamento da situação? Porquê que não levaram em consideração que na Serra Algarvia a cultura do Medronho é bastante
significativa e que esta cultura contem uma elevada carga combustível?

Se estes factores tivessem sido devidamente ponderados, estou convicto que, com
toda a certeza, toda a Serra Algarvia seria considerada uma zona de Alto Risco de Incêndios, como afinal de contas se veio a verificar pelo pior modo.

Agora andamos a discutir subsidios e esmolas europeias!!!

A melhor forma de combater os Incêndios Florestais, passa obrigatoriamente pela prevenção. Para que isso aconteça é necessário aumentar o número de Guardas Florestais, aumentar o número de Torres de Vigia, implementar sistemas de vigia via satélite, exigir, mas também facilitar e fornecer os meios, para
que os proprietários limpem os seus terrenos e, por fim, combater a desertificação humana do interior do nosso país.

Será ainda necessário adquirir mais e melhores equipamentos de combate aos incêndios, sobretudo para as corporações de bombeiros do interior e investir de forma efectiva na formação dos Bombeiros, que apesar da toda a sua boa vontade e forte empenho na luta contra os incêndios florestais continuam a denotar um deficit de conhecimento e de formação nesta área.

Outro ponto importante, passa por rever todo o sistema de coordenação e chefia do combate aos fogos visto que não são raras as vezes que se constata no terreno falhas clamorosas de comunicação entre as várias equipas de intervenção.

Só assim se poderá fazer frente a um problema que provoca anualmente inúmeros estragos e prejuízos.

Entretanto, para já, há que promover uma reflorestação, que se espera devidamente planeada e ordenada com espécies autóctones, respeitando deste modo os valores ambientais e económicos das áreas afectadas.

O orgasmo e a sua “voltagem”..

28/06/2012 by

Este artigo é especialmente dedicado aos engenheiros electrotécnicos mas, quem não o é, não perde nada em enriquecer a sua cultura geral. O orgasmo feminino é uma coisa da qual as mulheres percebem muito pouco e os homens ainda menos. Pelo facto de ser uma reacção endócrina, que se dá sem expelir nada, não se apresenta nenhuma prova evidente de que aconteceu, ou de que foi simulado. Diante deste mistério, investigações continuam, pesquisas são feitas, centenas de livros são escritos, tudo para tentar esclarecer este assunto.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos na qual se mediu a descarga eléctrica emitida pela periquita no instante do orgasmo (fica aqui a duvida sobre como se realizou a medição). Os resultados mostram que, na hora H, a “pardaleca” dispara uma carga de 250.000 micro-volts, ou seja 250V. Ou seja, 5 “passarinhas” juntas, ligadas em série na hora do “ai meu Deus”, são suficientes para acender uma lâmpada e uma dúzia é capaz de provocar a ignição no motor de um automóvel com a bateria em baixo. Já há até mulheres a treinar para carregar a bateria do telemóvel (com o respectivo carregador): dizem que é só ter o orgasmo e, tchan… carregar.

Portanto, é preciso ter muito cuidado porque aquilo, afinal, não é um “brinquedo”: é uma torradeira eléctrica!!!…e se der curto-circuito na hora de “virar os olhos”?!… Além de vesgo, fica-se com a doença de Parkinson e com a “salsicha” assada. Preservativo agora é pouco: tem de mandar encamisar na Michelin. E, no momento da descarga, é recomendado usar sapatos de borracha, não os descalçar e não pisar o chão molhado.

É também aconselhável que, antes de se começar a molhar o biscoito, se pergunte à parceira se ela é de 110 ou de 220 volts, não se vá esturricar a “alheira”.

Por outro lado, outro estudo semelhante, indicia uma aparente perda de memória quando se atinge este estado.  Juntando estas dados científicos, podemos justificar a postura de alguns indivíduos/as que habitualmente são “esquecidos”. Possivelmente porque têm uma vida sexual francamente saudável.

Deixo o conselho, se necessitar de vitaminas para o cérebro, possivelmente o melhor é reduzir a dose de actividade  sexual e não se esqueça de não praticar sexo (orgásmico), antes de actividades que requeiram intensa actividade cerebral.

 “in ainanas”

Passagem do Planeta Venus

06/06/2012 by

Decorreu hoje a passagem do planeta venus, em frente ao sol, visivel em algumas partes do planeta Terra. Com excessão do sul da europa e do continente Africano, hoje o planeta pode se contemplar com este magnifico evento astronómico que decorre em ciclos de 8 e 100 anos consecutivamente. Em 2004 foi o ultimo ano que se registou este evento. Só em 2114 se voltará a repetir este fenomemo.
Ficam algumas fotos para mais tarde recordar!….

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Fonte: Nasa from Solar Observatory

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Fonte: Nasa from Solar Observatory

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Fonte: National Geographic from Florida

Os defeitos e exageros das comissões de proteção

03/06/2012 by

Agora que a presença da Comissão de protecção de crianças e jovens em perigo é já um fato consumado em mais um concelho do Algarve, São Brás de Alportel, gostaria de deixar aqui algumas notas e considerações, tendo por base experiências que tive, nesta área, não só como advogado, mas também no âmbito do meu ativismo social.

Desde já, há que dizer que a existência e finalidades destas comissões é algo altamente meritório e positivo, que a sociedade se organize, para localmente, numa perspetiva de proximidade e subsidariedade, monitorizar a situação de crianças e jovens em risco.Por outro lado, a recente possibilidade de participação às comissões de protecção de menores por parte das Escolas dos casos de demissão das funções de acompanhamento por parte dos pais, definidas no novo Estatuto do Aluno, ainda vem reforçar mais a importância destas comissões.

Há, no entanto, dois perigos a que a actuação destas comissões estam sujeitas, o da sua atuação por excesso e o da sua atuação por defeito.

O perigo de atuação por defeito sucede nos casos de ocorrência de negligência ou ofensa graves à integridade física e psíquica das crianças, sem que a respetiva comissão tenha atuado pronta e eficazmente na sua prevenção de forma a evitar que tais ofensas ocorressem. Sabemos que no passado existiram casos que tiveram um final triste, onde se questionou se a atuação da CPM local não poderia ter sido outra, porventura mais diligente e proativa. São sempre situações desagradáveis, mas nem sempre as CPM conseguem ou podem antever tudo o que de mal poderá acontecer a uma criança ou jovem, sobretudo quando os sinais e indícios de perigo são ténues..

Mas foram precisamente estas situações de atuação por defeito que levaram  algumas CPM’s a cair no extremo oposto de retirar as crianças do seu meio familiar natural num manifesto excesso de zelo e como forma de prevenção extrema.

Há que não esquecer que, por pior que possa ser o enquadramento social e educativo de uns pais, o ambiente familiar natural, é e será sempre o melhor sítio onde uma criança pode estar e tal só assim não sucederá em casos extremos que têm de ser totalmente excecionais em que a integridade física ou psíquica do menor corre um sério risco de ser fortemente afetada. É verdade que muitos pais têm defeitos, podem ser alcóolicos, pobres ou até drogados, podem não ter as competências sociais, formativas e educativas ideais para cumprir as suas funções parentais mas são sempre os pais dessa criança ou jovem. Por isso, por vezes, há que escolher não a solução mais fácil que passaria simplesmente pelo seu internamento numa instituição de acolhimento, mas antes pela solução que, sendo mais difícil de aplicar, será claramente a melhor. Estou-me a referir à importância do apoio, se possível, ao domícilio dos próprios pais, munindo-os e formando-os com vista à atribuição das competências específicas que permitam o melhor cumprimento (ou, pelo menos, menos mau) das suas funções e responsabiliadades parentais.

É chocante verificar os exageros e abusos em que incorrem muitas destas entidades responsáveis pela tutela da integridade dos menores e que são, em toda a linha, altamente reprováveis. Ainda há uns meses atrás uma voluntária numa IPSS contava-me uma destas histórias de arrepiar: Uma mãe de 3 filhos, perfeitamente normal, mas que tinha “o grave defeito de ser pobre”. Por isso, viu os seus filhos serem-lhe retirados, mas como não haviam vagas para os 3 filhos numa mesma instituição, estes foram divididos e distribuídos, em separado, por diferentes instituições afastadas umas das outras. Mas o mais chocante ainda é que se somassemos o valor que o Estado estava a dar a cada instituição pelo acolhimento de cada menor e o entregássemos à dita mãe, esta passaria a ter as condições económicas que estiveram na origem desta situação.

Da maturidade ou imaturidade do Zé Povinho

30/05/2012 by

Há uns dias atrás o Engº Macário Correia proferiu uma declaração arriscada mas audaciosa.

Disse ele que não tem obra de grande monta para mostrar porque andou estes 4 anos a tentar pôr ordem na casa e a sanear as finanças da Câmara Municipal de Faro.

O povinho tem que começar a habituar-se à ideia que ser bom governante não é mostrar betão feito e dívidas no banco. Ninguém pode esticar demais a corda só com o objectivo de ser reeleito ainda que tenha de pagar o preço da hipoteca das gerações vindouras.

Veja-se o exemplo das regiões autónomas espanholas. Na ânsia de serem reeleitos, os presidentes lançaram-se em grandes obras. Agora, regiões como a comunidade Valenciana estão tecnicamente falidas, entre muitas outras.

A actual crise é um momento de provação para o eleitorado:

– Ou prova ser maduro e crescido ou prova ser pavloviano, primário e instintivo.

Se Passos Coelho tivesse feito campanha, nas últimas eleições legislativas, dizendo que iria cortar os subsídios de férias e natal nos próximos anos, que iria criar uma sobretaxa de IRS em Dezembro do ano em que foi eleito, que iria aumentar o IVA da electricidade e da restauração, teria ganho à mesma as eleições ?

Cristóvão Norte apresenta a sua candidatura à liderança do PSD/Faro

15/05/2012 by

O Deputado Cristóvão Norte, 35 anos, natural de Faro, apresentou na passada semana a sua candidatura à liderança da concelhia do PSD/Faro cuja eleição decorrerá no dia 26 de Maio.

Sob o lema “Um Tempo Novo!”, Cristóvão Norte propõe uma liderança que traga o justo reconhecimento regional e nacional da importância de Faro no PSD. “uma equipa forte e coesa que representa os valores em que acredito: competência, trabalho árduo, honestidade, transparência e renovação. Comigo não há estados de alma, nem motivações obscuras ou outras obediências”, assegura.

O candidato referiu também que a aceitação deste desafio, resulta de “uma amadurecida decisão, fruto de grande ponderação e avaliação sobre o que entende ser o melhor futuro para o PSD farense e também para o nosso Concelho”.

Encabeçando uma lista de renovação, Cristóvão Norte considera que protagoniza uma nova solução de liderança do PSD em Faro preparada para um tempo novo, de coesão e fortalecimento do partido na sociedade farense.

Apenas sou fiel ao meu livre e independente pensamento. Sei que a maioria dos militantes do PSD de Faro se revê na minha postura e no meu pensamento”, realça.

Outro desígnio é trazer os militantes de volta à participação na vida activa do Partido, abrindo-se as portas ao debate e à discussão, quer nos plenários, encontros temáticos, colóquios, fóruns e trocas informais de ideias.

Para terminar, Cristóvão Norte reforçou que importa assegurar a coesão e por isso, conta com todos. Mesmo com todos. Não enjeita apoios e chamará a participar todos os que estejam disponíveis. A voz, a força e o contributo individual de cada militante são para si o estímulo e o incentivo para melhor trabalhar.

Nota curricular: Cristóvão Norte, tem 35 anos, é natural de Faro e licenciou-se em Direito e em Economia. É, na actual legislatura, Deputado na Assembleia da República, tendo sido Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Faro entre 2009 e 2011. Foi Conselheiro Nacional do PSD e Presidente da JSD/Algarve, tendo sido o 1º Subscritor da Petição “Curso de Medicina Já!” que reuniu 10.000 assinaturas em 2006.

Carlos de Deus Pereira anuncia a sua candidatura à concelhia do PSD/Faro

15/05/2012 by

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Reforçar a posição do Partido Social Democrata (PSD) em Faro e fazer com que o partido possa verdadeiramente contribuir para o desenvolvimento do Concelho” são dois dos objetivos que norteiam a candidatura de Carlos de Deus Pereira à liderança da Concelhia do PSD Faro, apresentada hoje no Hotel Eva, em Faro.

Carlos de Deus Pereira começou a sua intervenção abordando um misto de sensações. “Motivação para contribuir para o desenvolvimento de Faro e desilusão pela forma como o PSD Faro tem vindo a exercer as suas funções”, afirmou.

O candidato referiu que “é tempo de pensar nas pessoas, na cidade de Faro e no Concelho”. E deixou um apelo a todos os militantes, de todas as estruturas, para que se unam e para que, em equipa, o PSD Faro possa prestar um contributo decisivo rumo ao desenvolvimento do Concelho de Faro. Desafiou ainda os agentes políticos a assumirem um papel mais ativo e interventivo na defesa dos interesses de Faro, e que esse deve ser um trabalho permanente e de envolvimento com os militantes com as pessoas e com o território.

Um novo paradigma, ao serviço dos militantes, do PSD, de Faro e dos algarvios”, sustentou Carlos de Deus Pereira.

Referiu-se também ao Concelho de Faro e à sua localização espacial, situada entre a Ria e as campinas, que tem dificultado um crescimento urbano planeado e sustentado, o que justifica o seu pouco crescimento nas últimas décadas.

E realçou ainda “o fantástico potencial de Faro, as suas características únicas e a importância de capitalizar mais e mais a valorização do seu património cultural, histórico e gastronómico”, tendo elencando mesmo algumas medidas concretas para o Concelho, entre as quais se destacam: a criação de um parque de feiras e de exposições e um parque empresarial; criar um parque de ciência e tecnologia como base de um novo paradigma de desenvolvimento local; promover a ligação da universidade às empresas. Para além do apoio às associações e ao desenvolvimento de redes de solidariedade.

Para terminar, Carlos de Deus Pereira reforçou que “a Concelhia de Faro deve estar próxima das populações e constituir uma porta aberta ao diálogo com todos os agentes da sociedade, promovendo o debate e a recolha de informações sobre os problemas e carências, aspirações e desejos das pessoas”.

E que a sua candidatura “segue o princípio da abertura e do envolvimento com todos os militantes e também com a sociedade civil, assumindo uma atitude ativa e desinibida, por Faro, pelos farenses e pelos algarvios”.

NOTA CURRICULAR

Carlos de Deus Pereira é advogado e lidera um escritório de advocacia em Faro.

Master em Gestão Desportiva e com uma especialização em Direito do Desporto Profissional, a sua carreira tem uma ligação natural ao desporto. Foi professor universitário de Direito do Trabalho e Direito Comercial entre 2001 e 2009.

Futebolista profissional e internacional, passou pelo Sport Lisboa e Benfica e pelo Sporting Clube Farense. Mais tarde, foi Presidente do Farense Futebol SAD e Presidente da Mesa de Assembleia Geral do Sporting Clube Farense. Recentemente, foi eleito Vice-Presidente da Mesa de Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Primeiro de Maio – Feriado Internacional

01/05/2012 by

Numa altura em que o suprimento de alguns feriados em Portugal é uma possível em cima da mesa, derivado da conjuntura politico/económica é sempre bom nos relembrarmos dos motivos pelo qual existem os feriados. Hoje é feriado e comemora se o dia do trabalhador. É um feriado que se comemora a nível internacional tendo origem nos Estados Unidos. Em Portugal, só a partir de Maio de 1974  (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia.

O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-IN  (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT  (União Geral dos Trabalhadores).

No Algarve, assim como na Madeira é costume a população fazer piqueniques e são organizadas algumas festas na região.

Paul Ryan- Um economista realista

28/04/2012 by

O congressista republica Paul Ryan tem-se vindo a notabilizar, nos últimos tempos, como um homem que combate ferozmente as políticas expansionistas/socialistas de Obama desmontando e desmascarando, de forma convicta e muito bem fundamentada, os enganos e perigos dessas políticas.

Eis aqui uma breve apresentação sobre o seu pensamento e argumentos contra o déficit público. Mais realista não se pode ser

A revolução está em NÓS.

25/04/2012 by

Comemorou se hoje mais uma data histórica em Portugal, o 25 de Abril de 1974. Independentemente do modo como foi comemorada esta data, uma coisa é certa, graças á revolução em causa, cada um de nós pode faze-lo como entender. É um dos direitos adquiridos. Não querendo fazer uma exposição histórica do seu significado, do 25 de Abril, prefiro nesta data fazer pequenas reflexões sobre os dias de hoje e os dias de então. Como todos sabem, atravessamos hoje momentos socio-economicos e mesmo políticos, de extrema dificuldade. É uma das consequências do 25 de Abril. Recordo que Portugal, em tempos de ditadura, sempre passou ao lado de todo o que existia pelo mundo, tenha sido guerras ou prosperidade económica. As revoluções acontecem quando existem na sociedade grandes desigualdades entre classes. A fome, a precariedade, o desconforto, a falta de prosperidade são alguns dos fortes factores que podem ser indiciadores de uma revolução. É sempre bom estarmos em alerta.

Do estado castigador ao estado protector, o Portugal de hoje é muito diferente de então. O conceito de estado social implementado por países da Europa ocidental é hoje um dos grandes pesos que atravessamos. Implementado em alturas de grande prosperidade económica, hoje é um fardo que as actuais economias não conseguem suportar. Em Portugal o estado protector é mais um estado atrofiador tendo seus tentáculos em todas as áreas estratégicas não com uma cultura de regulador mas sim como portas que não se abrem a uma prosperidade que todos desejamos.

Para aqueles que se querem identificar como donos do 25 de Abril, estão hoje com indícios de falta de lucidez sobre o seu significado. A maior diferença entre a democracia e a ditadura é o dono da liberdade. Em democracia o dono da liberdade somos nós próprios mas atenção, a nossa liberdade acaba quando interfere na liberdade do próximo. Ao contrário do que muitos pensam, a liberdade não é um direito tão adquirido como se pensa. A falta de transparência, a falta de rigor, a falta de comunicação dá-nos a ligeira sensação de querer ocultar o que não deve ser ocultado. Temos hoje a noção de que vivemos momentos de grande corrupção mas na realidade a informação que vamos tendo sobre casos de grande corrupção em Portugal, deve se ao 25 de Abril. Em ditadura o rácio de corrupção é muito maior, mas como não existe fuga de informação, porque a liberdade tem dono, parece nos que não existia. Muito pelo contrário.

O Portugal de hoje é muito diferente, pelo menos em imagem, de outros tempos. Mas a revolução ainda não acabou. Existem muito para fazer, muito que discutir, muito que implementar. Não são as grandes obras públicas, entendido por alguns como um grande dinamizador da economia, mas sim “obras” ao nível do reformador, do qualificador e de uma economia mais próspera. Repare que ainda hoje o nível de escolaridade da população é preocupante, independentemente dos biliões que se gastou e se continua a gastar. Muito se tem de fazer em relação á educação em Portugal, porque a democracia só funciona se houver participação daqueles que vivencias esses tempos. Na realidade a falsa qualificação que se anda a certificar é um factor que contribui para uma democracia menos democrática.

Auto medicação…Diagnostico Primeiro

22/04/2012 by

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Seja Gestor…do seu Tempo

20/04/2012 by

É comum em conversas com amigos ouvirmos as mais diferentes expressões, fazendo nos parecer que são pessoas muito ocupadas. “Não tenho tempo para nada…” ou “…não posso, tenho cenas para fazer…” ou “…ando tão ocupado que não tenho tempo para dormir…” ou mesmo “…ando a dormir pouco…estou cheio de trabalho…” ou ainda “…24 horas por dia é pouco para mim…precisava de mais tempo…” ou mais ridículo “…um dia deveria ter 48 horas…”. Com tudo parece-me que falta definir de uma vez por todas, que um dia tem 24 horas. Não são mais nem menos. O princípio de nos mentalizarmos deste intervalo de tempo é um passo para adquirir uma determinada regra e rigor em nós. Os relógios são todos cronometrados para realizar contagens de tempo com algum rigor e é para todos. Mesmo que não se encontrem sincronizados todos eles fazem a cronometragem de 1 minuto, de uma hora, de um dia. Sejamos claros, um dia tem 24 horas e temos de nos organizar para este intervalo de tempo.

Vamos então considerar um individuo que na realidade anda muito ocupado. Um individuo que exerça uma actividade laboral diária e esteja a melhorar a sua formação, isto é, que estuda. Uma das regras de uma pessoa saudável é dormir em média 8 horas por dia. Podemos considerar que se dormir algumas vezes 6 horas deve repor a falta noutro dia. Continuando, 8 horas para trabalhar, hora e meia para refeições diárias, 5 horas para ir às aulas mais 2 horas para estudar em casa, diariamente. Até aqui temos 23 horas e meia totalizadas. Não esquecer que estamos a falar de um individuo muito ocupado na realidade. Verificamos que sobra meia hora diária para outras coisas. Não consideramos o tempo despendido em deslocações. É um factor a ter em conta uma vez que a qualidade de vida é um factor preponderante para uma vida saudável. Qualquer caso em que as deslocações demorem mais de 20 minutos seja a pé ou em qualquer tipo de veículo motorizado, considero que é tempo não útil, logo quem se encontrar nestas condições deve repensar as distâncias entre os diferentes pontos que exigem nossa presença. Recordo que o nosso individuo ocupado é uma pessoa saudável e que procura uma qualidade de vida melhor. Entendo que qualidade de vida não é ter um conjunto de serviçais para realizarem tarefas por nós. É um conjunto de factores e características que nos fazem sentir saudáveis, sorridentes, descontraídos, com mais saúde, e que sejamos nós próprios a definir essa qualidade de vida, quanto baste.

Repare que até aqui ainda não falamos de actividades sociais. Só falamos de actividades que estejam directamente dependentes do individuo e não da sociedade. Nosso individuo é uma pessoa bastante ocupada. Logo é natural que nos dias uteis esteja nas suas diversas actividades. Para o fim-de-semana deixamos espaço para essas actividades sociais uma vez que não temos de exercer a actividade laboral ou ir á escola/universidade. Recordo que estas são as que dependem de nossa presença.

Estamos no fim-de-semana e devemos alargar um pouco o tempo por actividade. Fazendo o somatório de tempo por actividade, 9 horas para dormir, vamos considerar agora 2 horas para refeições, é fim-de-semana e temos de descansar, restam nos ainda um total de 22 horas livres para fazermos o que entendermos. Ora se não tivesse considerado 1 hora a mais por refeição e 1 hora a mais para repor actividade cerebral em relação aos dias úteis, tínhamos um dia completo por semana para actividades sociais. Ora está se mesmo a vêr que parece que existe qualquer coisa aqui de errado. Mas como é que aparece tanto tempo livre, num individuo muito ocupado?!Não será melhor voltarmos atrás e fazermos outra vez o somatório?! A reposta é simples, Não.

Acho que o leitor neste momento está um pouco cético com esta conversa toda. Não esteja. Repare que esta simplificação na contabilização dos tempos por actividade serviu para demostrar o tempo efectivo por actividade. Claro que há sempre atrasos ou imprevisto ou outros factores diversos. Mas nós acima de todo somos gestores do nosso tempo. As actividades descritas são aquelas que o indivíduo tem obrigatoriamente que estar presente. Por que razão, parece-lhe que o tempo não chega para nada?!… A resposta também é simples: por falta de gestão do próprio tempo.

É prática corrente não sermos educados para cumprir regras e estabelecer algum rigor. Logo nosso cérebro divaguei-a por não estar “disciplinado”. A noção da “falta de tempo” vem do tempo despendido por excesso, em relação ao tempo efectivo por actividade, não compensando o excesso, logo fazendo um somatório de excessos de tempo ficamos á margem do intervalo de tempo disponível diário, as 24 horas. Por exemplo, se sua entidade patronal necessita de mais tempo, tudo bem, mas não se esqueça que foi contratado para aquelas horas diárias. Logo o tempo excedente deve ser compensado, seja monetariamente ou privando a entidade patronal do tempo excedente noutro dia da semana. O leitor faz sua preferência. Parece conversa fíada mas repare que estamos a falar do seu tempo. E o leitor deve ser gestor do seu tempo e não ser condicionado por outros factores que não o leitor. Repare que quando está em aulas, entra na aula ao “toque da campainha”, saí também ao “toque da campainha” e existe aqui uma pequena tolerância, sensivelmente 5 minutos. Repare que não é uma tolerância contabilizada em horas mas sim em minutos. Esta tolerância serve mesmo para outros factores imprevistos. Estabeleça tolerâncias fazendo as compensações devidas.

A metodologia apresentada serviu só para estabelecer um factor comparativo com o seu dia-a-dia. Claro que outros comparativos se podem estabelecer mas que sejam coerentes com o seu dia-a-dia. Se se identificou com alguma das situações expostas, tenha a noção que precisa de definir prioridades no seu dia-a-dia. Deve ter em conta, estabelecer o seu índice de qualidade de vida. Com certeza que o leitor deseja ser um individuo saudável. Vivemos rodeados de escolhas e esquecemos das escolhas com que nos rodeamos, outras vezes fazemos por esquecer e no fim quem gere as escolhas somos nós. Temos de viver com as nossas escolhas e deixar o tempo correr. Só corre atrás do tempo quem nada pode fazer. Acima de tudo, seja gestor do seu tempo.

Pedagogia Financeira Aplicada

17/04/2012 by

Taxa de juro, Spread, TAN, índice de confiança, rating, indicadores, são alguns dos termos aplicados em engenharia financeira que têm definições próprias, dependendo do contexto em que estão inseridos. Para um individuo comum o não domínio destes conceitos leva muitas das vezes que tome praticas, inconscientemente, menos indicadas, levando em muitos casos á ruina financeira. Muitos são os artigos de economistas e gestores, opinando sobre os mais diferentes temas económicos, que abundam na comunicação social. Mas falta um pouco de pedagogia. Ora nem todos sabemos destas coisas e muitas das vezes as opiniões nem sempre ajudam á compreensão.

Agentes económicos abundam-nos com créditos e mais créditos sem, pedagogicamente, informarem dos custos inerentes. O propósito deste pequeno artigo é entender qual a melhor metodologia financeira na aquisição de um produto ou serviço. O que será melhor adquirir um determinado produto/serviço, isto é comprar, ou adquirir determinado produto/serviço mediante um “leasing”?!… Vejamos então dois casos práticos:

  • Comprar Serviço/produto

Após 5 anos de casamento, Paul McCartney pagou à sua mulher, Heather Mills, nada mais, nada menos que 49 milhões de dólares. Assumindo que tenham feito sexo TODAS as noites durante esses 5 anos (coisa muito improvável), a relação custou a McCartney 26.849 dólares por noite. A próxima fotografia é da Heather.

  • “Leasing” de Serviço/produto

Por outro lado, Kristen, a prostituta que apanharam com o Ex-Governador de New York , Elliot Spitzer, cobra a extravagancia de 4.000 dólares por noite. Se Paul McCartney tivesse “contratado” a Kristen durante 5 anos, ter-lhe-ia pago 7,3 milhões de dólares para ter sexo TODAS as noites (coisa bastante provável), com uma poupança total de 41,7 milhões de dólares. A próxima fotografia é da Kristen.

Tendo em conta o valor acrescentado desta operação, á que considerar que Kristen tem 22 anos, nunca tem dores de cabeça, faz tudo o que lhe pedires, não se queixa, não te faz nada que não desejes. Tudo isto, por uma sétima parte do custo total, sem encargos adicionais.

Como vêem, a lógica financeira é indesmentível: A operação de compra tem em conta diversos factores de influência, nomeadamente disponibilidade financeira imediata. Por outro lado a operação “leasing”, apesar das semelhanças de uma operação de aquisição imediata e prolongada no tempo, trata se de uma operação ponderada, analisando todas as variáveis adjacentes. O “leasing” é uma operação financeira mais lógica e racional, do que a compra.