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GERAÇÃO RASCA

28/01/2009

A corrupção, o facilitismo e as vigarices imperam em Portugal e no mundo também! Todos os dias surgem casos e mais casos em todos os cantos do globo e de norte a sul do país, uns mais mediáticos do que outros, mas todos sem excepção a mostrar avidez, falta de civismo e uma falta de honestidade assustadora.

Impera a filosofia do vale tudo e das golpadas dadas por banqueiros, políticos, correctores, empresarios, consultores, advogados, etc, etc…

Estes casos para mim são piores do que a CRISE, aliás a crise é possivelmente o resultado de toda esta podridão.

E já repararam na idade “tipo” dos sr.s visados? E no entanto, dizem alguns, a “Geração Rasca” é a minha…

DERROTA DO BENFICA

05/01/2009

“O Benfica precisa de mudar a sua forma de jogar”. Esta foi uma das principais conclusões do treinador Kiki após a derrota com o último classificado da liga, o Torrense.

Estás enganado pá, o Benfica precisa é de mudar de teinador e quanto mais depressa melhor!!! Comportou-se de uma forma vergonhosa na pré-época, de uma forma vergonhosa na taça UEFA e de uma forma vergonhosa na taça de Portugal (não esquecer que tiveram de ir a penaltis na Luz com o Penafiel) e no campeonato a tristeza continua…

O Kiki pode ter muito jeito para falar, acredito que até tenha futuro como RP em várias discotecas de  Lisboa mas para treinar equipas de futebol….esse não é o seu maior talento.

Quem o meteu lá, que abra os olhos e vá buscar um novo treinador, de preferência da escola sueca ou holandesa.

A VALSA

26/11/2008

Recebi por e.mail este artigo de opinião de Mário Crespo, que foi publicado no JN, e decidi colocá-lo no “Moura Encantada”

A valsa

“Dancemos, já que temos a valsa começada e o nada há-de acabar-se como todas as coisas”

Várias vezes ao dia figuras do Estado e do sector privado desdobram-se a anunciar que Portugal está em óptima posição para enfrentar a tormenta. O argumento é o mesmo. O nosso sector bancário é do melhor que há. Os gestores do passado e do presente tudo previram, até o imprevisível.

Podemos dormir descansados porque os nossos bens, tal como as G3 desaparecidas no 25 de Abril, estão em boas mãos.

Não é verdade.

Os nossos bens não estão seguros e nós não estamos em melhor posição do que outros. Temos fundos de reforma públicos e privados aplicados em bancos estrangeiros que já faliram, e cujo futuro é incerto. Para evitar a corrida aos bancos, quem nos governa e gere é obrigado a participar nesta farsa para nos serenar porque, como disse o poeta moçambicano Reinaldo Ferreira, “Dancemos já que temos a valsa começada e o nada há-de acabar-se como todas as coisas.”.

Os primeiros acordes da valsa vieram de longe sob as batutas do Primeiro-Ministro Cavaco Silva e do Governador do Banco de Portugal Tavares Moreira que empenharam 17 toneladas de ouro num sonho de rendimentos fabulosos prometidos por um especulador chamado Michael Milken, dono da Drexel, na mais pura tradição da Dona Branca. Investir na Drexel, era de facto o tal “gato por lebre”, que o Professor Cavaco Silva viria a denunciar na Bolsa de Lisboa, causando o grande crash no mercado em Portugal. Pena é que essa sensatez não se tenha aplicado na Drexel. Desse desastre de 1990, Portugal só conseguiu reaver uma parcela menor, esgravatada nas sobras da falência fraudulenta, já com Milken na prisão. O que se recuperou foi ainda mais irrisório depois de abatidos os custos da acção movida em nome do Banco de Portugal pelos advogados de Wall Street da Cadwater, Wickersham & Taft, que foi o litígio mais caro da nossa história.

Há duas décadas havia evidência concreta que Portugal não tinha nem a regulação adequada nem o bom senso para aplicar medidas que evitassem investimento jogador e ganancioso com dinheiro público. Não só não havia prudência como não havia vontade política de impor salvaguardas prudenciais. O populismo sempre se sobrepôs ao bom senso. Em Março de 1999 um governante veio a público anunciar aos portugueses endividados que o Governo tinha uma lei para equiparar as falências das famílias às falências das empresas, portanto com as mesmas garantias patrimoniais na administração de massas falidas.

Traduzido, o que isso dizia era: comprem o carro, a playstation e as férias em Punta Cana com o cartão, porque quando não puderem pagar o governo dá uma ajudinha. Isto aconteceu há uma década e arauto deste maná era Ministro-adjunto no Governo de António Guterres e chamava-se José Sócrates. É bizarro e preocupante que estes actores do passado e do presente, acolitados por executivos de uma banca em dificuldades, nos venham de hora a hora dizer que está tudo bem.

Não está.

Deviam dizer-nos para deitar fora o cartão de crédito. Deviam obrigar os anúncios do Credito na Hora a ser exaustivos na explicação do que oferecem. Deviam sugerir que muitos de nós não temos dinheiro para ter nem plasma nem carro.

Que, de facto, já não temos casa.

Que temos que fazer opções entre aceitar o canto dos prestamistas que, com ou sem fraque, nos virão cobrar, e fazer economias para a educação dos nossos filhos, porque só essa nos pode garantir algo de sólido no futuro.

E isso não vem com computadores à borla e “garantias” de segurança de quem nunca as assegurou.

BANCO ALIMENTAR RECUSA ALIMENTOS DA JSD

24/11/2008

Parece mentira mas é a das mais puras verdades. O Banco Alimentar contra a Fome, de acordo com uma notícia avançada pelo Jornal de Noticias de 3 de Novembro, recusou os alimentos alegando que “os bancos alimentares são apolíticos”.

 

 

Mas vamos à história completa…De acordo com o mesmo jornal, a JSD, tendo conhecimento das recentes noticias de que davam conta da dificuldade do Banco Alimentar em ter produtos suficientes para acudir a esta época de crise, contactou a instituição a informar a pretensão de durante o seu Congresso Nacional marcado para o próximo fim-de-semana em Penafiel, recolher junto dos seus Congressistas, Observadores e Convidados bens alimentares para serem doados a quem necessita. Mas o Banco Alimentar contra a Fome recusou. “Recusamos porque os bancos alimentares são apolíticos” confirmou ao JN a presidente da Federação de Bancos Alimentares, Isabel Jonet, explicando ainda “A iniciativa não se enquadra no âmbito da nossa política. Nós fazemos campanha nos supermercados. Eles não estão no sítio onde estão os alimentos”.

 

Felizmente cerca de 15 instituições similares aplaudiram a iniciativa e borrifaram-se para o seu estatuto “apolítico” tendo contactado a JSD para que esta lhes disponibilizasse os produtos recolhidos durante o Congresso. E assim vai ser.

 

Para além da recolha de bens alimentares, estimada em cerca de 2 toneladas, o Congresso também será aproveitado para doar sangue destinado à recolha de medula óssea.

 

Sou obrigado a concluir que os produtos alimentares que algum militante social democrata (ou se calhar, de outro partido) pretenda dar para o banco alimentar correrá o risco de ser considerado impróprio para consumo em virtude de saber ou ter uma cor política. Isto é vergonhoso! Considero uma atitude lastimável e que presta um péssimo exemplo à camada mais jovem da nossa sociedade sobre o que é a ajuda desinteressada ao nosso semelhante independentemente da sua cor, religião, nacionalidade ou preferência política.

 

Mas antes de terminar este post, tenho de deixar uma pergunta no ar…Se os bancos alimentares são “apolíticos”, porque motivo alguns presidentes do Banco Alimentar são militantes de peso de alguns partidos políticos, como por exemplo o PS, no caso do Algarve? Como é obvio isso não tem problema nenhum, mas de facto, há coisas que não se entendem…