Posts Tagged ‘Algarve’

ENTREVISTA NO JORNAL DE FARO COM BRUNO LAGE

06/04/2013

A entrevista integral com Bruno Lage no Jornal de Faro, em: http://www.jornaldefaro.com/?p=889

Proposta de roteiro “Conhecer o concelho de Faro” por parte do entrevistado em:  http://www.jornaldefaro.com/?p=898

“Faro tem de assumir de forma clara e efetiva o desígnio de fazer evoluir economicamente o concelho, qualificar e modernizar a cidade respeitando, contudo, a sua história e identidade. Para que isto se torne uma realidade, é necessário apostar em conceitos como o ambiente e a cultura, como a qualidade de vida e o bem-estar das populações, na formação e fixação de massa crítica e numa nova cultura urbana, rompendo definitivamente com o marasmo e com a inércia a que o município tem estado sujeito nas últimas décadas”.

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FARCUME: 2º FESTIVAL DE CURTAS-METRAGENS DE FARO

06/08/2012

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Vai decorrer nos dias 23, 24 e 25 de Agosto a 2ª edição do FARCUME: Festival de Curtas-Metragens de Faro, que ocorrerá nesta cidade, na Escola de Hotelaria e Turismo.

Serão mais de 12 horas de cinema, repartidas em quatro categorias que são elas: Animação, Documentário, Ficção e Videoclips, onde o público terá acesso a curtas com muitos actores conhecidos e premiadas em festivais reputados como o Fantasporto e em outros conhecidos festivais internacionais de cinema que ocorrem nos EUA, França, Japão, Brasil, Argentina e Espanha.

Paralelamente ao programa cinéfilo haverá uma exposição de fotografia subordinada ao tema FARO: Identidade & Património e no final de cada sessão decorrerão festas que seguramente proporcionarão bons momentos de convívio entre público, actores e realizadores.

Este festival, da responsabilidade da FARO 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro, recebeu ao todo 84 curtas-metragens, o que se traduz num aumento de quase 200% em relação à edição anterior o que, segundo a organização, é um claro indicador do interesse e da curiosidade que este festival tem vindo a despertar neste meio, onde inclusive já chegou ao Brasil que conta este ano com uma representação bastante significativa de trabalhos.

A organização pretende que esta iniciativa vá crescendo de forma gradual de modo a transformar-se a curto-prazo num festival de curtas-metragens de referência a sul do país dando a conhecer e lançar novos talentos para além de divulgar e promover junto do público os excelentes trabalhos que são realizados nesta área, mas que, nem sempre têm a divulgação desejada e merecida.

Os trabalhos apurados serão exibidos e avaliados por um Júri idóneo composto por 3 elementos que terá um peso de 60% sobre a decisão final. Os restantes 40% estarão a cargo do público presente nas diferentes sessões que terá a oportunidade de votar no recinto nas suas curtas favoritas.

Os ingressos para os 3 dias de festival podem ser adquiridos na página electrónica do evento em: <www.farcume.faro1540.org> ou na plataforma Bilheteiraonline.pt

FARCUME: Festival de Curtas-Metragens de Faro

03/02/2012

O FARCUME, Festival de Curtas-Metragens de Faro lançou esta semana a sua página electrónica em: http://farcume.faro1540.org

De acordo com a organização, o FARCUME, dentro de um ambiente informal, bem-disposto e descontraído procura premiar e reconhecer a dedicação, o empenho, a criatividade e o mérito dos realizadores, actores e equipas técnicas que com parcos meios conseguem desenvolver trabalhos de grande qualidade.

Esta 2ª edição do FARCUME pretende exibir e promover trabalhos até um máximo de 30 minutos de duração, repartidos em quatro categorias que são elas: Animação, Documentário, Ficção e Videoclips.

Divulga, Fala, Partilha: http://farcume.faro1540.org

PORTAGENS NA VIA DO INFANTE ESTÃO SOBREAVALIADAS

28/03/2011

A denuncia partiu da FARO 1540!

A FARO 1540 emitiu um comunicado com base no que foi discutido na última Conferência “Cidades pela Retoma – Acessibilidades e Transportes”, organizado por esta associação, a manifestar o seu profundo desagrado pelo pagamento de portagens na Via do Infante (A22) que, ao que tudo indica, vão começar no dia 15 de Abril. Esta imposição será um forte rombo na economia da região e na vida dos algarvios.

Se bem que o conceito do utilizador-pagador, nos tempos de dificuldades financeiras que o país atravessa pareça correcto, não é menos válido o conceito SCUT, que visa diminuir e minimizar assimetrias entre o país procurando fomentar o dinamismo económico e a circulação célere de bens, pessoas e serviços nas zonas menos desenvolvidas ou mais periféricas de Portugal continental. Recorde-se que, a este propósito, entre 2006 e 2008, para manter esta estratégica económica, houve um aumento de 7,5 cêntimos por litro de combustível (2,5 cêntimos/ano) para pagar as vias sem custo para o utilizador (SCUT). Curioso que, agora que as portagens estão em funcionamento já em quase todo o país, não tenha surgido ainda nenhuma indicação sobre o término deste imposto nos combustíveis.

A FARO 1540 considera que as despesas directas e indirectas provocadas pela introdução de portagens vão ser sobejamente superiores às receitas geradas por estas e que devia prevalecer o bom senso mantendo a Via do Infante como SCUT.

No entanto, mesmo que se decida implementar portagens, (e uma vez que estas portagens visam pagar as despesas de manutenção das SCUTS) a  FARO 1540  não considera justo, que o valor previsto a ser cobrado na Via do Infante (7 cêntimos/km) seja somente 1 cêntimo mais barato que os preços praticados pela Brisa na A2, empresa esta que para além das despesas de manutenção e gestão ainda visa o lucro.

Por outro lado, tal como já alertado, dos 133 km da Via do Infante, 94 km foram construídos com recurso a fundos comunitários e somente 38,3 km (entre Alcantarilha e Lagos) foram pagos já num contrato SCUT. Assim considera-se que só esses 38,7 km são passíveis de serem portajados. Contudo a FARO 1540 não considera correcto que só o lado do Barlavento da Via do Infante esteja sujeita a portagens, tanto mais que vemos o Algarve como um todo indissociável. Neste sentido, o custo inerente a estas portagens no Barlavento devem ser diluídas por toda a Via do Infante passando o custo do km a representar 2 cêntimos em detrimento dos 7 cêntimos anunciados. Assim, uma viagem de ida e volta de Lagos a VRSA passaria a custar 5,32 €uros em vez dos 18,62 €uros que estão previstos.

A FARO 1540 considera que a existirem portagens, este valor dos 2 cêntimos por km é de facto o valor justo na Via do Infante pelas questões anteriormente mencionadas (inexistência de alternativa, não ser auto-estrada e construída em parte por fundos da União Europeia) e está convicta que poucos reflexos negativos teria na vida dos algarvios e na economia da região.

comunicado completo aqui

LIVRO: A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO ALGARVE

01/10/2010

O meu amigo Aurélio Cabrita, vai este sábado, por volta das 16 horas, apresentar na Biblioteca Municipal de Faro, o seu livro “A proclamação da República no Algarve”.

A não perder.

PORTAGENS NA VIA DO INFANTE NÃO!

06/07/2010

Mediante a vontade de algumas pessoas em querer portajar a Via do Infante, ficam aqui registados alguns dos principais argumentos para dizer-se não a esta imposição.

1- A Via do Infante não pode ser considerada uma estrada de modelo de ”financiamento Scut”, pois tem uma natureza e uma génese diferente, e a esmagadora maioria do seu traçado foi construída muito antes da invenção desta fórmula, da autoria do Ministro das Obras Públicas de então, eng. João Cravinho, num governo presidido pelo eng. António Guterres. Tarda em ouvir-se este “mea culpa” por um dos erros políticos mais caros da história do nosso país;

2- A Via do Infante não reúne os requisitos técnicos para poder ser considerada uma auto-estrada, quer ao nível do separador central, quer da largura das faixas laterais, quer do pavimento perigoso em vários troços (situações de aquaplanning) quer por várias situações de inclinação contrária;

3- Esta estrada já foi baptizada cinco vezes ao longo da sua vida. De um dia para o outro, decisões administrativas rebaptizaram aquilo que começou por ser a Via Longitudinal do Algarve, depois passou a Via do Infante, posteriormente foi Itininerário Principal nº 1 (IP1), num passe de mágica passou a Autoestrada nº 22  (A22) e agora transformou-se em SCUT. Mas a estrada foi sempre a mesma!…

4- A EN 125 não é, nem será, uma alternativa à Via do Infante. A Via do Infante é que foi construída como uma alternativa à EN 125. Foi esta que aliviou o trânsito de uma via claramente urbana, como é a EN 125, hoje ladeada por milhares de estabelecimentos comerciais, com todas as consequências que isso implica;

5- As obras de requalificação da EN 125 (redenominada de Algarve Litoral), que nem sequer arrancaram, não terão como efeito produzir uma alternativa à Via do Infante em termos de fluidez de tráfico. Está-se a falar de construir 84 rotundas, de reduzir a largura das faixas de rodagem existentes, de construir passeios e ciclovias, de obras de embelezamento, etc;

6- A Via do Infante é a única estrada longitudinal do Algarve, de características interurbanas, que liga uma ponta à outra da região. Forçar, por força do agravamento dos custos da circulação de pessoas e mercadorias, à utilização da “Rua 125”, provocará um congestionamento rodoviário, e significará um recuo de 25 anos no sistema de comunicações da região;

7- Ao optar por absorver os fundos comunitários e orçamentais na construção da Via do Infante, no início da década de noventa, o Algarve viu-se na altura impedido de fazer outros investimentos públicos, mas a obra ficou feita, e paga. Querer, quase duas décadas depois, introduzir portagens numa via desta natureza, é penalizar duplamente a região, os seus habitantes e, por via dos seus visitantes, as suas actividades económicas também;

8- O Algarve é uma região sui-generis: aqui, o princípio da equidade só se aplica para pagar. Quando se trata de receber, aplica-se ao Algarve o princípio da selectividade. Desde 2005 que não se faz no Algarve um único investimento público significativo, todos os grandes projectos estão congelados (do Hospital Central do Algarve, à renovação da rede ferroviária), e a Barragem de Odelouca foi construída com um empréstimo que os algarvios estão a pagar no preço da água que consomem, situação verdadeiramente inédita no País…

9- Impor portagens na Via do Infante tem um impacto muito negativo num sector económico vital para o país, como é o Turismo, no qual o Algarve é, de longe, a principal região geradora de receitas. As portagens significam uma perda de competitividade face à vizinha Andaluzia onde elas não existem. Na prática constituem mais um imposto que se abate sobre 5,5 milhões de pessoas que vêm ao Algarve e aqui circulam, e metade são estrangeiros. É o interesse nacional que está em causa, e esta questão não pode deixar de ser tida em conta;

10- Não se discute sequer modalidades de isenção nem de pagamento, porque entende que a Via do Infante não pode ser à força considerada uma estrada de “modelo SCUT”. É nessa rede, a que o Algarve não pertence, que se devem aplicar os princípios da universalidade, da equidade e da transparência de critérios. Não se pode é considerar igual, aquilo que é desigual.

ALGARVE REFORÇA BANDEIRAS AZUIS

07/05/2010

De acordo com o jornal Barlavento, o Algarve continua a ser a região com maior número de Bandeiras Azuis, tendo sido contempladas 69 praias, e é também a região que mais aumentou o número de praias galardoadas (mais 15 do que em 2009).

Catorze novas praias foram hoje contempladas com a Bandeira Azul, que abrange este ano 240 zonas balneares em todo o país e corresponde a mais de metade das praias oficialmente classificadas.

“Temos este ano um número recorde de 240 praias, mais 14 do que no ano passado, o que é muito significativo. Depois do inverno que tivemos e depois de tudo o que aconteceu na Madeira conseguimos manter este número recorde”, disse hoje o presidente da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), José Archer.

Para o responsável, este número recorde de praias com Bandeira Azul deve-se à preocupação de todos os portugueses em preservar a orla costeira.

Noticia completa aqui

Faro e o Algarve estão a saque!

15/03/2010

Tanto a cidade de Faro como o seu concelho têm sido nos últimos meses assolados por inúmeros assaltos violentos, com uso de armas, quer a residências quer a estabelecimentos comerciais surgindo no seio da população um sentimento de insegurança que aumenta de dia para dia.

E o pior de tudo é que não se vislumbra por parte das autoridades competentes uma atitude satisfatória para inverter esta situação e o resultado está à vista!!! O Algarve que se podia gabar de ser uma das regiões mais seguras da Europa encontra-se hoje em dia a saque com as graves implicações que isso tem no turismo e na vida dos cidadãos.

Está mais que na altura das entidades responsáveis actuarem com objectividade e eficiência nesta matéria!

Seguidamente, fica registado o relato de mais um assalto noticiado pelo Jornal Correio da Manhã.

De cara tapada e pistolas em punho, dois assaltantes ameaçaram a funcionária da loja ‘Brinde’ e roubaram todo o dinheiro da caixa.

O assalto aconteceu à hora de fecho do espaço comercial, anteontem, na rua traseira à praça Francisco Sá Carneiro, junto ao mercado, em Faro. A empregada preparava-se para fechar as portas e começar a contar o dinheiro do dia. A PSP tomou conta da ocorrência e entregou a investigação à Polícia Judiciária (PJ).

Ao que o CM apurou junto de fonte policial, “na altura havia apenas um cliente no interior da loja, que também foi ameaçado com uma arma”. Os dois assaltantes, que as autoridades suspeitam que possam ter sido apoiados por mais um ou dois elementos de vigilância na rua, levaram 1200 euros em notas e o telemóvel da funcionária, no valor de 250 euros. Os ladrões fugiram a pé. A empregada ficou em estado de choque.

Segundo confidenciou ao CM uma das funcionárias, os assaltantes “só se interessaram pelo dinheiro e telemóveis e não tentaram levar mais nada da loja”. A dupla tinha mais do que uma pistola. As câmaras de videovigilância terão registado todo o assalto.

Uma outra loja da mesma marca nas proximidades foi assaltada recentemente, tendo os assaltantes actuado da mesma forma. Também na zona, no início de Fevereiro, um supermercado Minipreço foi assaltado por indivíduos armados e de cara tapada, levando as autoridades a suspeitar dos mesmos autores. Segundo um residente, a zona “está a ser frequentada por pessoas com comportamentos estranhos que têm provocado um forte sentimento de insegurança.”

ALGAR COM OS MELHORES RESULTADOS NACIONAIS EM RECICLAGEM

05/02/2010

De acordo com uma noticia avançada pelo jornal “Barlavento”, a Algar, empresa responsável pela recolha e tratamento de resíduos urbanos dos 16 municípios algarvios, atingiu em 2009 os melhores resultados de recolha de resíduos diferenciados em Portugal continental.

Os dados da Sociedade Ponto Verde (SPV) indicam que a Algar encaminhou para reciclagem um total de 24.191,5 toneladas de resíduos, correspondentes a uma capitação de 57,4 quilos por habitante.

Este valor de capitação é, mais uma vez, o melhor apresentado por todos os sistemas aderentes ao SPV em Portugal continental, e o segundo melhor a nível geral.

Contudo, sabendo que cada cidadão produz em média, por dia, cerca de 4 kg de RSU, a quantidade alcançada de 57,4 kg não é nada de espantoso pois representa 15 dias de reciclagem num ano. Ainda há muito trabalho a fazer nesta matéria, mas não deixa de ser positivo ver os algarvios na linha da frente no que concerne à reciclagem.

FORTE SISMO EM PORTUGAL

17/12/2009

Um violento sismo de 6,0 graus na escala de Richter sacudiu esta madrugada a zona Sul de Portugal.

O tremor de terra foi sentido às 01h37 em todo o Algarve, Alentejo, em Lisboa, Setúbal, havendo relatos da ocorrência no Porto e em Vila Nova de Gaia. Algumas cidades marroquinas e espanholas também sentiram o abalo.

O epicentro do sismo foi em pleno Oceano Atlântico, perto do banco do Gorringe, a 31 km de profundidade e a 120 km a Sudoeste do Cabo de São Vicente.

Felizmente, para além do susto e da forte vibração de móveis, janelas, portas, materiais suspensos e de alguns objectos, não foram registados danos, tendo ainda acontecido até ao momento mais 6 réplicas de intensidade inferior a 3 na escala de Richter.

Em Faro chegou-se ao patamar IV na escala de Mercalli e  ao V em Lagos, Vila do Bispo e Portimão.

A MENTIRA TEM PERNA CURTA!

27/11/2009

Da Variante Norte de Faro, não há vestígios. Havia cartazes.

As obras de requalificação da EN 125, agora conhecida pelo pseudónimo de “Algarve Litoral”, sofreram um novo revés da sua saga já longa e atribulada. Desta vez foi o Tribunal de Contas que, como garante da legalidade da contratação do Estado, recusou o visto prévio ao contrato desta concessão rodoviária, à semelhança do que aconteceu com outras congéneres no resto do país, o que ilustra a forma ligeira como a empresa pública Estradas de Portugal lida com este tipo de processos.

No caso da variante Norte de faro, obra fundamental e “emperrada” à anos, depois de uma operação de marketing, onde para além dos outdoors houve espaço para uma inauguração com a presença do Sr. Primeiro-Ministro assistiu-se mais uma vez ao mais lamentável e básico exercício de eleitoralismo de que há memória no Algarve, como ilustra a figura.

De acordo com um comunicado do PSD/Algarve, foi anunciado “aquilo que continua a ser uma mentira evidente, ou seja, que estava em curso uma obra que nunca passou do papel, não se sabe quando passará, tem um projecto que carece de rectificação, não há terrenos expropriados e, obviamente, não existe um metro quadrado de obra feita.”

Em pleno período eleitoralista, refere ainda o comunicado “a Estradas de Portugal E.P. deixou-se passar pelo enxovalho de ver simular o início de uma obra inexistente, com umas máquinas a esgravatar numa nesga de terreno pertencente à Câmara de Faro, numa tentativa desesperada de salvar a pele de um autarca em apuros, com a presença do próprio Primeiro Ministro em cerimónia de lançamento do primeiro pingo, a 20 de Agosto de 2009.”

RESULTADOS DAS LEGISLATIVAS 2009

28/09/2009

Decorreram ontem as eleições legislativas 2009, saindo-se vencedor o Partido Socialista de José Sócrates, com 36,56%, embora longe da maioria absoluta. Apesar da vitória (uma “Extraordinária Vitória” de acordo com José Sócrates), é de realçar que este é um dos piores resultados de sempre do Partido Socialista, perdendo em relação a 2005, 24 deputados, totalizando agora 96 mandatos. Só no Algarve o PS perde 3 deputados (1 para o PSD, 1 para o BE e 1 para o CDS), ficando agora com 3 deputados pelo Algarve, o mesmo número alcançado pelo PSD.

A taxa de abstenção em 2009 foi ligeiramente superior à verificada em 2005, cifrando-se em 39,40%. Desta vez, ao contrário do que se sucedeu nas eleições Europeias do passado mês de Junho, as sondagens realizadas na última semana de campanha e as projecções à boca da urna corresponderam genericamente à verdade.

O PSD de Manuela Ferreira Leite tem um resultado desastroso, alcançando 78 deputados (mais 6 em relação a 2005) e obtendo uma percentagem pouco acima da percentagem alcançada por Pedro Santana Lopes em 2005 (28,70%), que como todos sabemos concorreu em condições extremamente dificeis. Nas suas declarações, Manuela Ferreira Leite apesar de assumir as suas responsabilidades, tentou desdramatizar o péssimo resultado que obteve, como se nada de especial tivesse acontecido e “agarrando-se” às eleições autárquicas que aí vêm. Mas este assunto (eleições europeias, legislativas e autárquicas) terá forçosamente de ser bem discutido internamente.  

O CDS alcança o seu melhor resultado dos últimos 26 anos, fruto de uma boa franja de eleitorado descontente do PSD, chegando aos dois dígitos em termos percentuais (10,46%) e alcançando 21 deputados contra os 12 alcançandos em 2005, passando a ser a 3ª força política mais votada e com deputados eleitos em círculos eleitorais de Norte a Sul do País e Ilhas (Madeira), sendo por este facto, pela primeira vez, um verdadeiro partido “nacional”.

O Bloco de Esquerda teve um resultado “demolidor” no Algarve e em Faro ultrapassando os 15%, elegendo folgadamente um deputado por este círculo eleitoral. A nível nacional, o BE ficou-se pelos 9,85%, duplicando o seu número de mandatos que passa a ser de 16 deputados.

A CDU subiu ligeiramente conseguindo conquistar mais 1 deputado (agora 15) em relação a 2005.

Resultados a nível Nacional

PS: 36,56% – 96 deputados

PSD: 29,09% – 78 deputados

CDS: 10,46% – 21 deputados

BE: 9,85% – 16 deputados

CDU: 7,88% – 15 deputados

outros: 3,11%

Brancos/Nulos: 3,05%

Abstenção: 39,40%

Resultados no Algarve

PS: 31,86% – 3 deputados

PSD: 26,16% – 3 deputados

CDS: 10,71% – 1 deputado

BE: 15,38% – 1 deputado

CDU: 7,75%

outros: 4,46%

Brancos/Nulos: 3,68%

Abstenção: 41,02%

Resultados no Concelho de Faro

PS: 32,90%

PSD: 26,05%

BE: 15,38%

CDS: 10,43%

CDU: 8,0%

outros: 3,14%

Brancos/Nulos: 4,10%

Abstenção: 40,96%

VISÃO DEMOCRÁTICA EM FARO

19/09/2009

Considero triste e lamentável que após 35 anos de democracia em Portugal e em pleno século XXI, ocorram cenas de falta de tolerância e de respeito democrático na capital de uma das regiões mais cosmopolitas e desenvolvidas do nosso país.

Não me querendo alongar, para já, muito mais sobre este assunto, deixo algumas imagens do triste espectáculo com que algumas pessoas presentiaram a cidade de Faro, os farenses e a candidatura da coligação “Faro está primeiro”.

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MOVIMENTO DE DEFESA DO PONTAL

24/06/2009

Esta quarta-feira, 24 de Junho, 4ª feira, terá lugar uma mesa redonda para debater o futuro do Pontal. O evento terá lugar na Universidade do Algarve (UALG), no Anfiteatro 3.24, Edifício 8, FERN, Campus Gambelas, pelas 18 horas. A sessão será antecedida de uma breve apresentação do projecto (15 min), à qual se seguirá a discussão aberta.

No final do debate será eleita a Comissão Coordenadora do Movimento de Defesa do Pontal, até hoje já aderiram ao MDP as seguintes organizações:
Almargem
Associação Faro 1540
Bloco de Esquerda – Núcleo de Faro
Juventude Social Democrata / Faro
Moto Clube de Faro
Movimento de Defesa do Pontal
Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve
Assim como um número razoável de cidadãos.
O MDP está aberto a todos os cidadãos e organizações de todos os carizes que comunguem dos seus principios fundadores:

O Movimento de Defesa do Pontal é aberto a todos e todas os cidadãos e cidadãs, a todas as associações e organizações, partidos politicos que assumam o compromisso da defesa intransigente do valores naturais e sociais do Parque Natural da Ria Formosa, e o seu usufruto de forma aberta, regulada e sustentável.

Tendo como fim último a defesa do PNRF e dos seus valores, o MDP propõe que o Pontal constitua um exemplo a seguir no modelo de gestão do PNRF a saber; defesa do ecossistema lagunar lutar conta a situação de abandono a que o PNRF tem vindo a sofrer criar áreas compatíveis com a fruição pelas populações dos espaços naturais, sempre que tal seja ambientalmente sustentável. Criar um espaço digno para usufruto e educação ambiental das populações, associações e movimentos dos concelhos de Faro e Loulé, bem como de todos os que nos visitam.

A plataforma considera que a melhor maneira de defender o parque é pela via de propostas concretas que representem benefício para as populações da região, especialmente de Faro e Loulé.
Pelo que renovamos o nosso apelo à participação de todas e todos cidadãs e cidadãos dos concelhos de Faro e Loulé, e a todas as organizações que comunguem destes principios a aderirem e trabalharem no MDP.

CARTAZ DA SEMANA ACADÉMICA

09/04/2009

A Semana Académica do Algarve vai decorrer de 7 a 17 de Maio no Largo de São Francisco, em Faro.

E o cartaz é o seguinte:

Quinta-feira, dia 7 – Dia de Tunas

Sexta-feira, dia 8 – Ludo – Slimmy – DJ Tiesto
Palco RUA: You Should Go Ahead

Sábado, dia 9 – Mind da Gap – Da Weasel – DJ King Bizz
Palco RUA: Freddy Locks

Domingo, dia 10 – Fio Dental – Quim Barreiros
Palco RUA: Banda da RUA

Segunda-feira, dia 11 – Nome – Íris
Palco RUA: Killing Electronica

Terça-feira, dia 12 – Bunnyranch – Tara Perdida
Palco RUA: Green Machine

Quarta-feira, dia 13 – Kumpania Algazarra – Blasted Mechanism
Palco RUA: OliveTreeDance

Quinta-feira, dia 14 – David Fonseca – Klepth
Palco RUA: Dois Mil e Oito

Sexta-feira, dia 15 – Mesa – Buraka Som Sistema
Palco RUA: Resinance

Sábado, dia16 – Platinum ABBA – (Nome internacional a confirmar)
Palco RUA: Skalibans

AEROPORTO DE FARO CAI 20%

24/03/2009

De acordo com a PressTUR, o Aeroporto Internacional de Faro registou em Fevereiro uma queda de passageiros a rondar os 20%, representando menos 42 mil passageiros em relação a igual período do ano transacto.

Em media, o movimento de passageiros nos aeroportos portugueses baixou 9,8% no mês de Fevereiro, com quedas de 9,6% nos aeroportos do Continente e dos Açores geridos pela ANA e de 11,2% nos aeroportos do Funchal e do Porto Santo, geridos pela ANAM — mostram os dados de tráfego a que o PressTUR teve acesso.

AEROPORTO INTERNACIONAL DE FARO

24/02/2009

O ministro das Obras Públicas anunciou na passada semana um investimento de 130 milhões de euros na remodelação e ampliação do Aeroporto de Faro é uma forma de combater a crise económica pois permitirá a criação de mais emprego.

Na apresentação do projecto que decorreu no Aeroporto de Faro, e de acordo com a TSF, Mário Lino mostrou-se confiante de que mesmo que a actual crise diminua o tráfego de passageiros, esta será uma situação temporária, o que deve levar o país a pensar em medidas de médio e longo prazo.

«Nestas alturas, há sempre alguém que diz que a crise vai baixar tráfego, mas as decisões não se tomam pelo que se vai passar no mês seguinte ou no ano seguinte», acrescentou o ministro que disse que o Governo tem de perceber a importância de projectos decisivos para o futuro.

No Aeroporto de Faro, o Governo pretende, numa primeira fase, que começa já em Março, implementar o sistema ILS em mais uma pista, alargar a faixa de segurança da pista mais para sul e aumentar em cerca de dez as novas posições de estacionamento para aviões.

Numa segunda fase, que se estenderá de 2011 a 2013, será dada prioridade à remodelação do terminal de passageiros deste aeroporto que recebe actualmente 5,5 milhões de passageiros por ano, sendo que o objectivo é que este número aumente para oito milhões.

Ao lado do aeroporto será construído um hotel, sendo que a nova aerogare terá novos espaços públicos para os passageiros e mais lojas.

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LENDA DA MOURA DOS PÉS DESCALÇOS

21/02/2009

Há uma lenda pouco conhecida que conta uma história que dizem ter acontecido no interior algarvio, na zona da Serra do Caldeirão.

Antes do nascer do sol, numa manhã de S. João, um pastor que andava por um vale viu uma formosa donzela sentada no gargalo de um poço, que lhe acenou. Ele aproximou-se. Perguntou-lhe o que fazia ali sentada àquela hora da manhã e ela, batendo os pés descalços na água, disse-lhe que estava à espera de quem lhe trouxesse os seus sapatos, para poder regressar ao seu país.

Em contrapartida, quem lhe levasse os sapatos seria grandemente recompensado e, parando de bater os pés, retirou da parede do poço atrás das suas pernas duas grandes esmeraldas que mostrou ao pastor. “Onde estão os teus sapatos?” perguntou-lhe o homem já só vendo as esmeraldas na sua frente. “Isso terás tu de descobrir. Mas será no ano que vem, pois agora tenho de me ir embora”. Respondeu-lhe a donzela e, antes do sol começar a aparecer por cima do horizonte, saltou para dentro do poço e desapareceu como num passe de magia.

O homem ainda procurou as jóias, mas não as encontrou. Foi para casa muito perturbado e contou à mulher o que lhe acontecera. Esta aconselhou-o a, no ano seguinte, levar uns sapatos seus. O homem assim o fez. Quando chegou ao poço já a donzela lá estava a bater os pés na água. Ela disse-lhe o mesmo que no ano anterior e voltou a mostrar-lhe as jóias. O pastor deu-lhe os sapatos que levava, mas ela recusou-os dizendo que não eram os seus. O homem insistiu, mas de nada adiantou. Por fim, rendido, voltou a perguntar-lhe onde estavam os seus sapatos, mas a donzela não respondeu, apenas parou de bater os pés e ficou longamente a olhar para a água. O homem irritou-se, pois o céu estava a clarear e ela não lhe respondia. Voltou a perguntar uma e outra vez, mas a donzela mantinha-se imóvel a olhar para a água do poço. O pastor não queria ter de esperar mais um ano para ter as suas esmeraldas. Assim, puxou a moura para fora do poço para lhe poder roubar as esmeraldas antes que desaparecessem com ela ao nascer do sol. Mas, no momento em que os seus pés saíram da água começaram a desfazer-se em salpicos de água e, em pouco tempo, todo o seu corpo se desfez em água na frente do homem.

Este, perturbado, procurou as jóias onde ela estava sentada, mas não as encontrou, acabou por destruir todo o gargalo à procura das jóias, mas não as encontrou. Por fim, cansado, debruçou-se sobre a água para beber um pouco e foi quando viu dois sapatinhos verdes alinhados no fundo do poço. Diz quem lá vive que nas manhãs de S. João ainda é possível ver os sapatos verdes no fundo do poço, esperando pelo regresso da sua dona.

Autor: IS

LENDA DA MOURA ENCANTADA DE ALFACE

24/01/2009

Esta é uma história que já contavam os avôs dos meus avôs e aconteceu no lugar de Alface, na freguesia de Estoi.

Um dia, um homem, passeava por um campo onde só floresciam pedrinhas, pedras e pedregulhos. Contudo, para seu grande espanto, viu uma pequena planta quase sem folhas, com um ar muito frágil e quebradiço, a desabrochar numa pequena fenda no topo de uma grande rocha. Trepou pela rocha para ver melhor a planta e sentiu a necessidade de lhe tocar. Nesse instante, ouviu uma voz feminina que parecia sair do pequeno tronco que agora tremia, apesar de não haver vento: “Alimenta-me e acarinha-me durante um ano. Fala só para mim e para mais ninguém, dá-me leite todos os dias e alguns dias o teu sangue e logo serás recompensado”.

O homem, muito assustado, saiu dali a correr, mas a voz parecia segui-lo, continuava a ouvir aquelas palavras por mais que se afastasse. Os dias passaram, mas a voz permanecia latejante na sua cabeça, nem a dormir tinha descanço. Estava a dar em doido! Por fim, decidiu fazer o que a voz lhe pedia. Assim, um dia levou um púcaro de leite e foi ao campo pedregoso onde vira a planta. Não teve dificuldade em encontrar a rocha, mas a planta não passava de uma tosca haste quase seca. Pensou que já seria tarde demais, mas como tinha ido até ali, deitou o leite sobre ela e foi-se embora. Mas, a partir do momento em que despejou o leite sobre a planta deixou de ouvir a voz.

No dia seguinte estava curioso com o que teria acontecido à plantinha e foi ao local. Para seu grande espanto esta estava erecta, verde e viçosa. Disse-lhe algumas palavras e a planta estremeceu, como que a responder-lhe. Continuou a falar com a planta e esta parecia reagir ao som da sua voz. Lembrando-se de todas as tarefas qe a voz lhe confiara, levou a mão ao bolso e tirou um pequeno canivete, fazendo com ele um golpe no pulso e deixou correr algum sangue para a fenda onde estava a planta. A partir desse dia não voltou a falar.

O tempo foi passando e o homem todos os dias ia falar com a planta, levava-lhe leite e por vezes oferecia-lhe um pouco do seu sangue, como lhe fora pedido. A planta foi-se desenvolvendo e transformou-se muito rapidamente numa bela árvore. Com o engrossar do tronco a fenda onde ela crescia ia-se alastrando e alargando. O homem deixou de ir ao local para satisfazer a sua curiosidade sobre a planta e passou a ir lá porque se sentia feliz a falar com a árvore e achava realmente que ela o ouvia.

Um dia, quando chegou, viu a grande pedra partida ao meio e a árvore havia desaparecido. No seu local estava uma bela mulher de longos cabelos negros que lhe falou: “ Não me procures mais, pois aqui estou, o ano passou e o encanto quebrou. Agora diz-me qual a coisa que te irá fazer mais feliz e ela será-te concedida.” O homem pensou, voltou a pensar e, por fim, respondeu-lhe: “Podia escolher ouro, rubis, prata, terras a perder de vista, ou gado sem fim, mas nada disso me faria tão feliz como fui neste ano em que só com uma planta falei. Assim, quero que o tempo volte para trás e com a minha planta quero falar.”

“Isso não te posso dar, pois do tempo não sou senhora, mas agora comigo podes falar e responder já te poderei”.

“Assim minha senhora serás, pois o tempo não volta atrás”.

Autor: IS

MAQUETE DO HOSPITAL CENTRAL DO ALGARVE

20/01/2009

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LENDA DAS AMENDOEIRAS EM FLOR

03/01/2009

Há muito tempo, antes da independência de Portugal, quando o Algarve pertencia aos mouros, havia ali um rei mouro que desposara uma rapariga do norte da Europa, à qual davam o nome de Gilda.

Era encantadora essa criatura, a quem todos chamavam a “Bela do Norte”, e por isso não admira que o rei, de tez cobreada, tão bravo e audaz na guerra, a quisesse para rainha.

Apesar das festas que houve nessa ocasião, uma tristeza se apoderou de Gilda. Nem os mais ricos presentes do esposo faziam nascer um sorriso naqueles lábios agora descorados: a “Bela do Norte” tinha saudades da sua terra.

O rei consegui, enfim, um dia, que Gilda, em pranto e soluços, lhe confessasse que toda a sua tristeza era devida a não ver os campos cobertos de neve, como na sua terra.

O grande temor de perder a esposa amada sugeriu, então, ao rei uma boa ideia. Deu ordem para que em todo o Algarve se fizessem plantações de amendoeiras, e no princípio da Primavera, já elas estavam todas cobertas de flores.

O bom rei, antevendo a alegria que Gilda havia de sentir, disse-lhe:

– Gilda, vinde comigo à varanda da torre mais alta do castelo e contemplareis um espectáculo encantador!

Logo que chegou ao alto da torre, a rainha bateu palmas e soltou gritos de alegria ao ver todas as terras cobertas por um manto branco, que julgou ser neve.

– Vede – disse-lhe o rei sorrindo – como Alá é amável convosco. Os vossos desejos estão cumpridos!

A rainha ficou tão contente que dentro em pouco estava completamente curada. A tristeza que a matava lentamente desapareceu, e Gilda sentia-se alegre e satisfeita junto do rei que a adorava. E, todos os anos, no início da Primavera, ela via do alto da torre, as amendoeiras cobertas de lindas flores brancas, que lhe lembravam os campos cobertos de neve, como na sua terra.

LENDA DA MOURA CASSIMA

06/12/2008

Esta lenda passa-se em 1149, na véspera da reconquista de Loulé aos Mouros pelo Mestre D. Paio Peres Correia
Loulé estava sob domínio dos mouros e seu governador tinha três belas filhas Zara, Lídia e Cassima que era a mais nova.

Quando D. Peres se encontrava no exterior da muralhas da cidade pronto para conquistar a cidade, o governador levou as suas filhas até uma fonte onde as encantou, com o objectivo de as preservar de um possível cativeiro. Contudo o governador nessa noite conseguiu fugir para Tânger deixando as suas filhas para trás.

Mas este não conseguia viver feliz ao pensar na pouca sorte das suas pobres filhas. Até que num certo dia apareceu em Tânger um “carregamento” de escravos vindos de Portugal onde se encontrava um homem de Loulé, que o governador não hesitou em comprar.

Já no palacete o mouro perguntou ao Carpinteiro se ele não gostaria de voltar para perto da sua família, este sem perder um segundo disse que sim. Logo o mouro pegou num alguidar cheio de água dizendo ao louletano para ele se colocar de costas para o alguidar e saltar para o outro lado, prevenindo-o que se caísse dentro da água iria-se afogar no oceano, dando-lhe 3 pães (pães esses que continham a chave para o desencantamento das mouras) diz-lhe o que fazer com eles a fim de libertar as suas lindas filhas do encantamento a que foram sujeitas. O carpinteiro salta e como num passe de mágica chega a sua casa abraçando a sua mulher, logo de seguida ele vai até um canto da casa e esconde os 3 pães dentro de um baú.

Passado algum tempo mulher descobre os pães e fica desconfiada por ele estarem escondidos, então ela pega numa faca afim de ver se há alguma coisa dentro deles, espetando a faca num de imediato ela ouve um grito e as suas mãos enchem-se de sangue vindo do interior do pão.

Na véspera de S. João (dia para o encantamento ser quebrado) o carpinteiro estava indiferente à animação pois só pensava em cumprir a promessa por ele feita ao ex-governador, logo que pode pegou nos pães e foi até fonte. Chegando a altura certa este atira o 1º pão para a fonte e grita por Zara, a mais velha das irmãs e uma figura feminina sobe no espaço e desaparece diante dos seus olhos. Logo de seguida atira o 2º e grita por Lídia volta a aparece-lhe outra bela rapariga que desaparece no ar diante dele. Por fim atira o 3º e grita pela filha mais nova do ex-governador, nada acontece, ele volta a grita por Cassima e uma jovem moura aparece-lhe agarrada ao gargalo da fonte, que lhe diz que não pode sair dali devido a curiosidade da sua esposa. Ele pede-lhe desculpa em nome da sua pobre mulher, esta diz que a perdôa e que tem uma coisa para a mulher deste pois jamais poderá sair daquela fonte e atira um cinto bordado a ouro para as mãos do carpinteiro, enquanto desaparece no interior da fonte…

No caminho o Carpinteiro para ver melhor a beleza do cinto coloca-o em redor de um troco de um grande carvalho, mas de imediato a arvore cai por terra, cortada cerce pelo cinto fantástico.

Benzendo-se e rezando o carpinteiro compreende tudo: Cassima dera-lhe o cinto apenas para se vingar! Sua mulher ficaria cortada ao meio, como o carvalho gigantesco!…

Este correu para casa abraçou a mulher e nessa noite não consegui pregar olho com medo que a moura ali aparece-se, mas isso nunca aconteceu. Tal como a moura Cassima lhe dissera não mais poderia sair da fonte. Apenas por vezes, segundo se diz – principalmente nas vésperas de S. João – ela consegue agarrar-se ao gargalo da fonte, e mostrar sua beleza, e chorar a sua dor aos que se aventuram por até lá….

Retirado do site Lendas de Portugal

LENDA DA CASTELÃ DE SALIR

22/11/2008

A vila de Salir, no Algarve, deve o seu nome à filha do alcaide de Castalar, Aben-Fabilla, que fugiu quando viu o seu castelo ameaçado pelo exército de D. Afonso III. Antes de fugir, o alcaide enterrou todo o seu ouro, pensando vir mais tarde resgatá-lo.

Quando os cristãos tomaram o castelo encontraram-no vazio, à excepção da linda filha do alcaide que rezava com fervor que tinha preferido ficar no castelo e morrer a “salir”. De um monte vizinho, Aben-Fabilla avistou a filha cativa dos cristãos e com a mão direita traçou no espaço o signo de Saimão, enquanto proferia umas palavras misteriosas. Nesse momento, o cavaleiro D. Gonçalo Peres que falava com a moura viu-a transformar-se numa estátua de pedra. A notícia da moura encantada espalhou-se pelo castelo e um dia a estátua desapareceu.

Em memória deste estranho fenómeno ficou aquela terra conhecida por Salir, em homenagem pela coragem de uma jovem moura. Ainda hoje no Algarve se diz que em certas noites a moura encantada aparece no castelo de Salir.

Retirado do site Lendas de Portugal

O EFEITO DONUT EM FARO

19/11/2008

 

O efeito Donut, ou se preferirmos o esvaziamento dos centros urbanos, está neste momento a tornar-se uma realidade em Faro.

 

É já comum depararmo-nos com inúmeras casas fechadas, emparedadas e num estado de degradação acentuado, onde por vezes, se assiste derrocadas de maior ou menor gravidade.faro_degradado

 

Este fenómeno tem aumentado sobretudo nas últimas duas décadas, fruto das profundas alterações a que a sociedade portuguesa tem sido sujeita ao nível económico, social e cultural, tendo surtido numa forte transformação no parque habitacional português.

 

De referir que as cidades têm vindo a assumir um papel determinante, enquanto centros de decisão política, cultural e económica o que efectivamente condicionou as formas de habitação e onde Faro, não é excepção. Nesta cidade tem-se verificado um ritmo de construção e uma especulação imobiliária superior à média do território nacional.

 

Em consequência deste fenómeno temos a franja mais jovem da sociedade (jovens famílias) a fixarem-se na periferia onde os preços são mais acessíveis, enquanto se assiste ao envelhecimento e à desertificação do centro urbano. Como consequência, vê-se o comércio na baixa da cidade a definhar, as ruas com falta de vida e alegria, as habitações a degradarem-se e o sentimento de insegurança a aumentar.

 

casa_degradada2Para inverter esta tendência é urgente levar para os centros urbanos equipamentos e infra-estruturas que “chamem” pessoas ao centro e promover a recuperação e o arrendamento dos imóveis fechados. Porque não apostar em residências universitárias em alguns edifícios do centro da nossa cidade e que neste momento se encontram em estados de degradação avançados? Como é óbvio também não se pode negligenciar a politica de transportes colectivos e áreas de estacionamento.

 

Sobre o arrendamento há que efectivar, com urgência, politicas que visem incentivos aos senhorios e à reabilitação urbana de forma a que estes se sintam motivados a colocarem os seus imóveis no mercado de arrendamento e que parte desses imóveis se destinem aos jovens, com a aplicação de rendas controladas.

É insustentável continuar a viver em cidades completamente degradadas, sem vida e será uma política suicida continuar a “empurrar” os nossos jovens para fora dos centros urbanos. Não promover políticas que invertam esta situação será conduzir a cidade à decadência e à morte pelo seu interior.

LENDA – A Moura do Castelo de Tavira

15/11/2008

A noite de S. João é, desde tempos imemoriais, a noite das mouras encantadas. A tradição conta que no castelo de Tavira existe uma moura encantada que todos os anos aparece nessa noite para chorar o seu triste destino. Os mais antigos dizem que essa moura é a filha de Aben-Fabila, o governador mouro da cidade que desapareceu quando Tavira foi conquistada pelos cristãos, depois de encantar a sua filha. A intenção do mouro era voltar a reconquistar a cidade e assim resgatar a infeliz filha, mas nunca o conseguiu.

Existe uma lenda que conta a história de uma grande paixão de um cavaleiro cristão, D. Ramiro, pela moura encantada. Foi precisamente numa noite de S. João que tudo aconteceu. Quando D. Ramiro avistou a moura nas ameias do castelo, impressionou-o tanto a sua extrema beleza como a infelicidade da sua condição. Perdidamente enamorado, resolveu subir ao castelo para a desencantar. A subida através dos muros da fortaleza não se revelou tarefa fácil e demorou tanto a subir que, entretanto, amanheceu e assim passou a hora de se poder realizar o desencanto.

Diz o povo que a moura, mal rompeu a aurora, entrou em lágrimas para a nuvem que pairava por cima do castelo, enquanto D. Ramiro assistia sem nada poder fazer.

A frustração do jovem cavaleiro foi tão grande que este se empenhou com grande fúria nas batalhas contra os Mouros. Conquistou, ao que dizem, um castelo, mas ficou sem moura para amar…

Lenda retirada do site: Lendas de Portugal