Posts Tagged ‘Ambiente’

FARO COM TRANSPORTES URBANOS ECOLÓGICOS

08/06/2013

De acordo com uma noticia avançada pelo jornal Sulinformação, 21 novas viaturas dotadas de tecnologia amiga do ambiente e com melhor acesso para pessoas com mobilidade reduzida e ainda a criação de um novo circuito de minibus e outro entre o aeroporto e os hotéis de Faro e Montenegro, são as novidades que a Câmara de Faro e a empresa EVA Transportes vão apresentar na terça-feira, dia 11 de Junho.

Para ler a noticia completa clicar aqui

“FARO 1540” DEBATE A RIA FORMOSA

19/03/2013

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A “FARO 1540”, no dia 23 (Sábado) às 21h30 vai promover uma conferência/debate, subordinada ao tema “Ria Formosa e a sua relação com Faro”.

Espera-se abordar nesta conferência/debate questões como a sua riqueza ambiental e paisagística e as suas necessidades de preservação, o potencial económico e turístico da laguna, a sua interacção com a cidade e a gestão sustentável e harmoniosa da relação cidade/ria.

Local: Rua Pedro Nunes, n.º 14 – Faro
A entrada é livre!

Contamos com a vossa presença e com a vossa preciosa ajuda na divulgação desta conferência.

TERTÚLIA “RIA FORMOSA”

15/05/2011

Dia 17 de Maio, 3ª feira, a FARO 1540 vai levar a efeito na Sociedade Recreativa Artística Farense (Rua do Montepio, 10 – Faro), às 22h30, no âmbito do Festival da Natureza que está a decorrer por todo o Algarve, uma tertúlia subordinada ao tema “Impacte dos Poluentes na Fauna e Economia da Ria Formosa“, que terá como orador principal o Biólogo Marinho, Tiago Gomes.

INVESTIR PARA PROTEGER A NATUREZA É ALTAMENTE RENTÁVEL

13/08/2010

Investir milhões para proteger a diversidade da vida animal e vegetal permitirá, a longo prazo, um retorno do investimento cem vezes superior, estima um estudo do economista indiano Pavan Sukhdev.

Mais de mil milhões de pessoas dependem, directamente, dos recifes de coral, das florestas e dos mangais para a sua sobrevivência. E se os líderes políticos não tomarem, rapidamente, medidas radicais para travar a destruição destes recursos, tornar-se-ão inevitáveis conflitos, fomes e refugiados climáticos, alerta o estudo.

“Reconhecer e pôr um preço nos serviços prestados pela natureza à sociedade deve ser uma prioridade para os responsáveis políticos”, explicou Pavan Sukhdev, principal autor do estudo “A economia dos sistemas ecológicos e da biodiversidade”.

Investir cerca de 45 mil milhões de dólares (30 mil milhões de euros) por ano no desenvolvimento de áreas protegidas terrestres e marinhas permitirá garantir benefícios na ordem dos quatro a cinco mil milhões de dólares (2,6 e 3,3 mil milhões de euros) por ano, durante várias décadas, estima o economista.

“As soluções para as alterações climáticas encontram-se nos recursos naturais. Podemos utilizar a recuperação dos ecossistemas para a adaptação (às mudanças) e devemos utilizar os ecossistemas – as florestas, os oceanos – como principal ferramenta de redução” das emissões de gases com efeito de estufa, estimou.

O estudo, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), foi lançado pela Comissão Europeia em 2007 e terá a sua versão final apresentada em Outubro de 2010. Numa primeira fase, apresentada em Maio de 2008, Pavan Sukhdev estimou que a erosão da biodiversidade representa um custo estimado entre 1350 e 3100 milhões de euros por ano.

FARO INAUGURA OLEÕES

06/06/2010

De acordo com uma noticia avançada pelo jornal Barlavento, a Câmara Municipal de Faro celebrou ontem, dia mundial do Ambiente, um protocolo de colaboração com a Reciclimpa, uma empresa privada do sector da reciclagem de resíduos domésticos e industriais, no sentido de iniciar a recolha de óleos alimentares usados.

Para esse efeito, de acordo com a mesma fonte, irão ser instalados 30 oleões em todo o concelho, de forma a garantir a optimização do serviço e a colheita destas substâncias de uso doméstico que não tinham, até agora, tratamento adequado.

TRAGÉDIA NA MADEIRA: UM DESASTRE ANUNCIADO HÁ QUASE 2 ANOS

27/02/2010

O programa da RTP2, Biosfera, em Abril de 2008, faz em 5 minutos a previsão do que iria acontecer na Madeira em Fevereiro de 2010.

Ora vejam

A GESTÃO E ORDENAMENTO DA PRAIA DE FARO

11/02/2010

A associação “Faro 1540″ vai promover no próximo dia 27 de Fevereiro (sábado), pelas 20H30, mais um jantar conferência desta feita subordinado ao tema “A Gestão e Ordenamento da Praia de Faro”.

Para além de uma breve caracterização da Praia de Faro e dos seus grandes problemas, serão apresentados os principais resultados e conclusões da tese de Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais “Aplicação do Método de Avaliação Contingente ao caso da Praia de Faro”, recentemente defendida na FCT/UNL.

As inscrições para este jantar, deverão ser feitas junto dos membros da Direcção ou para o e.mail da associação.

COPENHAGA: TEMPERATURA EM PORTUGAL SUBIU 1,2 ºC EM 80 ANOS

11/12/2009

De acordo com a agência Lusa, Portugal aqueceu 1,2 graus nas últimas décadas e vive fenómenos extremos como chuvadas intensas, ondas de calor e vagas de frio prolongadas. O Instituto de Meteorologia monitoriza este tempo e procura antecipar-se ao futuro catastrófico que estará para chegar.

“Os fenómenos extremos podem vir a ter frequência maior do que no passado. Estamos a bater recordes sucessivos de verões mais quentes, ondas de calor mais prolongadas. Nos últimos 30 anos houve uma curva ascendente nas temperaturas médias”, alerta Adérito Serrão, presidente do Instituto de Meteorologia (IM).

De acordo com a mesma fonte, a temperatura média em Portugal subiu 1,2 graus desde 1930. Antes disso demorara um século para aumentar 0,8 graus. Esta diferença “significativa” explica-se em grande parte pela revolução industrial, que trouxe alterações nas emissões de dióxido de carbono (CO2).

CIMEIRA DE COPENHAGA

10/12/2009

Está marcada para sábado, por volta das 18 horas, no Jardim Manuel Bívar,  uma vigília à luz de velas em Faro, da responsabilidade da ONGA ”AVAZZ”, como parte de um grande dia de mobilização global contra as mudanças climáticas. Será um evento breve e simples e para que seja um sucesso só precisamos… de aparecer! Basta passar por lá uns momentos, de preferência levando uma vela – e um amigo(a)
 
Eventos como o nosso estarão acontecendo simultaneamente em todos os cantos do mundo, na altura em que os nossos governantes estarão em Copenhaga para as negociações climáticas mais importantes do nosso tempo. A mensagem é clara: O Mundo Quer um Acordo para Valer – um tratado suficientemente forte para combater as perigosas mudanças climáticas.

QUALIDADE DE VIDA EM FARO – CONCLUSÕES

18/09/2009

A Casa do Povo de Estoi acolheu na noite de ontem, 16 de Setembro, mais um colóquio organizado pela candidatura “Faro está Primeiro”, subordinado desta vez ao tema da Qualidade de Vida. Fechando o ciclo de intervenções, o Eng.º Macário Correia elegeu cinco áreas fundamentais de actuação para a melhoria necessária dos padrões de qualidade de vida no concelho:

– Perda da capitalidade – ao contrário dos nossos adversários, que têm uma visão redutora da condição geográfica de Faro, Macário Correia defende que Faro se deve assumir como um concelho charneira no desenvolvimento de toda a Região;
Desqualificação do espaço público – é necessário resgatar alguma qualidade de vida nos bairros da cidade e nas ruas e artérias das freguesias. É preciso limpar arruamentos, acarinhar os espaços verdes e recuperar o estado dos equipamentos públicos. Numa palavra, é preciso qualificar o espaço público farense e usar de muita pedagogia para alterar os comportamentos menos cívicos de uns poucos;
Ausência de um planeamento estratégico global – Exceptuando Estoi e uma parte de Santa Bárbara de Nexe, Faro não tem o seu espaço arrumado. Abundam medidas avulsas e desgarradas, mas falta uma visão sistémica do território. É preciso acabar com “a política da courela”;
Péssima situação financeira do município – um passivo gigantesco, de quase 90 milhões de euros, não nos deixa grande margem para, num só dia, resolvermos todos os problemas das pessoas. No entanto, tem que haver recursos para responder às necessidades das populações e conseguir aumentar a qualidade de vida de quem reside, trabalha ou faz férias no nosso concelho. É um imperativo de desenvolvimento;
Falta de organização interna da autarquia – para dar uma resposta mais expedita às solicitações, é preciso limar arestas no funcionamento da Câmara. Motivar as pessoas é algo que manifestamente não tem sido bem feito nos últimos 20 anos. Por outro lado, há estruturas internas e gabinetes que se sobrepõem, o que resulta em perdas de eficácia e em desresponsabilização.

O evento contou igualmente com prelecções de conhecidos pensadores sobre o assunto como o Dr. Fernando Silva Grade, o presidente e recandidato à Junta de Freguesia de Estoi, Dr. José Paula Brito e do Arq.º Paisagista Jorge Coelho. Depois de décadas de completa descaracterização do recorte arquitectónico farense, a “beleza branca”, para Fernando Silva Grade há que mudar de paradigma: o progresso de um determinado território não pode suster-se num desenvolvimento em quantidade mas sim em qualidade. O conhecido artista plástico, que vem defendendo que Faro tem que defender com unhas e dentes o que resta do seu património arquitectónico, sob pena de perder o que resta da sua identidade, disse no final da conferência que acredita que “Macário Correia personifica a visão, a abertura de espírito e a mentalidade contemporânea” que garante um desenvolvimento qualitativo.

De realçar ainda a apresentação do arquitecto paisagista Jorge Coelho, para quem a Qualidade de Vida só estará ao alcance de Faro, se garantirmos um atento e empenhado ordenamento do território e das acessibilidades. Para este especialista é ainda necessária a qualificação da integração da cidade na envolvente, bem como uma visão mais alargada ao nível dos transportes, sugerindo a constituição de uma Entidade Regional de Transportes. De resto, essenciais são também os sistemas de mobilidade e transportes centrados na comunidade.

No final dos trabalhos, moderados pelo Eng.º Bruno Lage, houve lugar a uma animada sessão de perguntas e respostas.

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QUALIDADE DE VIDA DISCUTIDA EM FARO

14/09/2009

Vai decorrer 4ª feira (dia 16), às 21h30, na aldeia de Estoi (casa do Povo), um colóquio/debate subordinado ao tema “Qualidade de Vida no concelho de Faro”.

O termo Qualidade de Vida, embora seja um conceito relativamente recente, é hoje em dia, amplamente referenciado em discursos e conversas informais, sendo um tema central e praticamente obrigatório em todas as análises e políticas de gestão, ordenamento e planeamento do território, em particular das cidades.

Contudo, apesar de ser um “chavão” muito aplicado, o conceito de Qualidade de Vida é complexo e engloba diversos aspectos, que se interligam, e que vão desde as questões mais materiais, ligadas à satisfação das necessidades humanas básicas, até às questões imateriais (p.e., a segurança, ambiente, cultura, a participação cívica).

Vem assistir e participar neste interessante debate que tem como um dos principais objectivos identificar as questões mais pertinentes que os farenses pretendem ver melhoradas e quais os principais problemas que anseiam ver solucionados ou minimizados.

A entrada é livre!

C O L Ó Q U I O / D E B A T E
“Qualidade de vida no Concelho de Faro”
16 Setembro – 4ª feira – 21h30
Casa do Povo de Estoi
Moderador: Eng.º Bruno Lage
Oradores : Dr. José Paula Brito,
Arq. Jorge Coelho,
Dr. Fernando Grade
Encerramento: Eng.º Macário Correia

CICLO DE CINEMA EM SETEMBRO NOS ARTISTAS

25/08/2009

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A Associação FARO 1540 vai levar a efeito nas próximas três terças-feiras (dias 1, 8 e 15 de Setembro), na Sociedade Recreativa “Os Artistas” (Rua do Montepio, 10 – Faro), com o apoio desta Sociedade, um ciclo audiovisual com a exibição das obras:

HOME – Nosso Planeta, Nossa Casa – Dia 1 de Setembro/ 22H45
Zeitgeist the Movie – Dia 8 de Setembro/22H45
Zeitgeist Addendum – Dia 15 de Setembro/22H45

É de referir que estes dois últimos filmes foram vencedores, respectivamente, do prémio 2007 e 2008 do “Artivist Film Festival” atribuído por Hollywood na categoria de melhor película.

Os filmes/documentários Zeitgeist explicam e demonstram a falência e a ruptura do actual modelo económico/financeiro que “gere” o mundo. Para além disso apresentam provas de como os grandes grupos económicos e financeiros actuam a nível mundial para exercer directa ou indirectamente a sua influência em governos e economias mais fracas, contribuindo assim para o colapso da economia mundial e para o surgimento da inevitável crise financeira que agora atravessamos.

Como forma de combater este cenário de recessão mundial, o projecto Zeitgeist apresenta um modelo alternativo ao actual modelo económico/financeiro e explica como este funciona e pode ser implementado.

O filme HOME faz a descrição da exploração desenfreada que o Homem tem tido na gestão dos recursos do nosso Planeta sobretudo nos úlimos 50 anos e prevê os cenários se nada for feito para inverter esta tendência e qual a tecnologia que se encontra já disponivel para inverter essa situação.

A entrada é livre e os filmes são legendados em português!

MOVIMENTO DE DEFESA DO PONTAL

24/06/2009

Esta quarta-feira, 24 de Junho, 4ª feira, terá lugar uma mesa redonda para debater o futuro do Pontal. O evento terá lugar na Universidade do Algarve (UALG), no Anfiteatro 3.24, Edifício 8, FERN, Campus Gambelas, pelas 18 horas. A sessão será antecedida de uma breve apresentação do projecto (15 min), à qual se seguirá a discussão aberta.

No final do debate será eleita a Comissão Coordenadora do Movimento de Defesa do Pontal, até hoje já aderiram ao MDP as seguintes organizações:
Almargem
Associação Faro 1540
Bloco de Esquerda – Núcleo de Faro
Juventude Social Democrata / Faro
Moto Clube de Faro
Movimento de Defesa do Pontal
Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve
Assim como um número razoável de cidadãos.
O MDP está aberto a todos os cidadãos e organizações de todos os carizes que comunguem dos seus principios fundadores:

O Movimento de Defesa do Pontal é aberto a todos e todas os cidadãos e cidadãs, a todas as associações e organizações, partidos politicos que assumam o compromisso da defesa intransigente do valores naturais e sociais do Parque Natural da Ria Formosa, e o seu usufruto de forma aberta, regulada e sustentável.

Tendo como fim último a defesa do PNRF e dos seus valores, o MDP propõe que o Pontal constitua um exemplo a seguir no modelo de gestão do PNRF a saber; defesa do ecossistema lagunar lutar conta a situação de abandono a que o PNRF tem vindo a sofrer criar áreas compatíveis com a fruição pelas populações dos espaços naturais, sempre que tal seja ambientalmente sustentável. Criar um espaço digno para usufruto e educação ambiental das populações, associações e movimentos dos concelhos de Faro e Loulé, bem como de todos os que nos visitam.

A plataforma considera que a melhor maneira de defender o parque é pela via de propostas concretas que representem benefício para as populações da região, especialmente de Faro e Loulé.
Pelo que renovamos o nosso apelo à participação de todas e todos cidadãs e cidadãos dos concelhos de Faro e Loulé, e a todas as organizações que comunguem destes principios a aderirem e trabalharem no MDP.

PLANOS DE ORDENAMENTO DE FARO JÁ ESTÃO NA NET

13/03/2009

A Câmara Municipal de Faro disponibiliza a partir de hoje, no seu site na internet, os Planos de Ordenamento do Território de todo o município.

De acordo com o jornal Região Sul, todos os cidadãos podem aceder aos mapas interactivos actualizados, de uma forma mais rápida, eficaz e gratuita sem deslocações às instalações municipais. Os mapas disponibilizados destinam-se aos mais diversos fins, destacando-se, as plantas de localização para a emissão de alvarás de construção o que até agora só era possível obter através de um pedido junto dos serviços competentes da autarquia, mediante pagamento.

QUALIDADE DE VIDA EM FARO

17/12/2008

Apesar de ser um conceito relativamente recente, a expressão “qualidade de vida” é um chavão, actualmente, usado e aplicado com bastante regularidade no nosso quotidiano e em quase todas as análises e discussões de políticas de ordenamento e planeamento do território.

 

Contudo, apesar de ser abundantemente aplicado, o conceito de qualidade de vida é de difícil descrição, uma vez que é um conceito abrangente e no qual se interligam diversas abordagens e diversas problemáticas.

 

Nos anos 70/80, a qualidade de vida era analisada por aspectos essencialmente economicistas, prevalecendo sobretudo os indicadores de crescimento económico, negligenciando ou remetendo para segundo plano aspectos fundamentais que permitissem analisar com rigor e veracidade o desenvolvimento de uma sociedade.

 

Actualmente a análise da Qualidade de Vida já não se fica só pelos indicadores de crescimento económico e vai mais longe, assentando em 3 pilares basilares. Contudo, para se efectuar uma correcta análise, estes 3 pilares não podem ser vistos como peças individuais rígidas, mas terão sim, de ser vistos com flexibilidade e como um cruzamento e uma interligação entre os três.

 

O primeiro pilar tem a ver com a distinção entre os aspectos materiais e imateriais da qualidade de vida. Os aspectos materiais estão fundamentalmente relacionados com as necessidades humanas básicas, como por exemplo, as condições de habitação, acesso a água e esgotos, acesso a cuidados de saúde, ou seja, aspectos ligados a infra-estruturas. As questões imateriais estão sobretudo relacionadas com o ambiente, com o património cultural, com a segurança, com a participação cívica, com o bem-estar e ganham mais relevo quanto mais é desenvolvida uma sociedade ou cidade. Já as questões materiais são preponderantes em sociedades ou cidades menos desenvolvidas.

 

O segundo pilar, faz a distinção entre aspectos individuais e colectivos. Os aspectos individuais estão mais relacionados com as características sociais, económicas, familiares e pessoais dos indivíduos. Já os aspectos colectivos estão sobretudo relacionados com os serviços básicos e os serviços públicos.

 

Por fim, o terceiro pilar faz a distinção entre aspectos objectivos e aspectos subjectivos. Os aspectos objectivos estão relacionados com os indicadores de natureza quantitativa. Por sua vez, os aspectos subjectivos são direccionados para a sensibilidade subjectiva que os indivíduos têm da qualidade de vida e que é, claramente, de acordo com um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, elaborado por Santos e Martins (2002), sobre Qualidade de Vida Urbana, muito diferente de pessoa para pessoa, e de estrato social para estrato social. Este último aspecto é de fundamental importância: os indicadores de qualidade de vida têm diferentes traduções, consoante a estrutura socio-económica da população e, portanto, o mesmo indicador pode ser percepcionado de forma diferente por estratos socio-económicos diferentes.

 

Ainda segundo o estudo elaborado por Santos e Martins (2002), importa ainda referir duas outras questões fundamentais que devem ser equacionadas quando se analisa a qualidade de vida e quando se quer definir um conjunto de indicadores de qualidade de vida. A primeira, tem a ver com o facto de as necessidades dos indivíduos estarem intimamente relacionadas com o contexto social, político e cultural em que vivem. Há, portanto uma variação significativa dessas mesmas necessidades, tanto ao longo do tempo (as necessidades de Portugal de hoje não são, obviamente, as mesmas de há 20 anos ou 30 anos atrás) como também ao longo do espaço.

 

A segunda, de acordo com a mesma fonte, está relacionada com a caracterização de um espaço em termos de bens e serviços existentes: a qualidade de vida é medida não só em função da existência desses recursos, mas também, da sua acessibilidade e facilidade de utilização. Directamente relacionado com este último aspecto, coloca-se também a questão do nível de satisfação da população utilizadora desses mesmos bens e serviços, o que será central na análise mais subjectiva da percepção da qualidade de vida.

 

Mais recentemente, a problemática em torno do conceito “Qualidade de Vida” tem ganho um grande interesse e uma grande relevância no ambiente urbano e citadino, talvez devido ao facto desta se relacionar directamente com as principais questões que marcam a sociedade urbana moderna.

 

Este protagonismo, tem sido alimentado e reforçado por uma pressão crescente por parte dos munícipes que graças ao aumento do seu conceito de cidadania se tornam naturalmente mais exigentes e críticos com a sua cidade e com as condições que esta oferece. Contudo, também não é de negligenciar a competição que se tem vindo a estabelecer cada vez com mais afinco, entre centros urbanos para a atracção de recursos humanos altamente qualificados e de investimentos que representam uma mais valia para o município.

 

Faro é uma cidade que tem um enorme potencial para apresentar um nível de qualidade de vida excepcional, fruto de um vasto número de indicadores naturais de grande relevância para a análise deste conceito. Contudo, Faro, também é possuidora de péssimos indicadores (acessibilidades, ausência de espaços verdes, limpeza, desordenamento) , que conseguem deitar por terra qualquer ambição em apresentar Faro como uma cidade com uma boa qualidade de vida.

 

Faro, como capital de distrito, não pode negligenciar o conceito “Qualidade de Vida”, altamente importante para a sua estratégia de desenvolvimento económico e de planeamento urbanístico.

 

Neste sentido, Faro precisa urgentemente de fomentar politicas concretas que visem o desenvolvimento de um modelo de análise de qualidade de vida e actuar nos indicadores que neste momento são menos favoráveis para a obtenção de um nível de excelência na escala da qualidade de vida.

 

Porque Faro merece!