Posts Tagged ‘cordao dunar’

DEMOLIÇÕES NA PRAIA DE FARO SEMPRE VÃO AVANÇAR

22/03/2011

De acordo com uma noticia avançada pelo jornal Público, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, admitiu hoje que as demolições na Praia de Faro são um processo “incontornável” mesmo não havendo verbas disponíveis de imediato para avançar com a remoção das construções em zona de risco.

Oitenta por cento das construções situadas na área concessionada à autarquia deverão ser demolidas, de acordo com o projecto de Plano de Pormenor (PP) da Praia de Faro, recentemente concluído.

Segundo a mesma fonte, às 282 edificações agora sinalizadas para serem removidas da faixa central da praia juntam-se ainda as 249 dos extremos poente e nascente da praia, cuja demolição já estava prevista, o que significa que só restarão 85 das actuais construções.

Confrontado sobre a existência de verbas disponíveis para avançar com a demolição de mais de 500 construções, Humberto Rosa afirmou que existe a “sensação” de que o processo é “incontornável” mesmo sem dinheiro no imediato. “Ainda que não haja dinheiro de repente, estes planos também não são para ser feitos no imediato”, afirmou o secretário de Estado do Ambiente, sublinhando que o processo “acabará por compensar a prazo”.

“O que seria uma Praia de Faro varrida constantemente no Inverno por temporais com um cordão dunar a rebentar”, questionou o governante, alertando para o impacto económico que as intempéries também têm na Ria Formosa. “A motivação do Ministério do Ambiente é fazer o devidamente planeamento baseado em estudos científicos que apontam o melhor caminho e disso não nos podemos desviar”, concluiu.

NOVA BARRA PODE SURGIR NA PRAIA DE FARO

12/10/2010

De acordo com uma noticia avançada pelo Jornal de Noticias, o cordão dunar pode romper na zona do parque de estacionamento à entrada da ilha de Faro. Só ainda não aconteceu graças às reposições de areia que ali têm sido feitas para travar o curso normal da Natureza.

A convicção é de um especialista em dinâmica e gestão costeira da Universidade do Algarve para quem a destruição da ilha “é um perigo iminente”. Segundo Óscar Ferreira, toda aquela zona “é frágil e de risco” agravado pelas construções que ocupam quase toda a área útil. “Todos os Invernos o cenário é o mesmo. Basta haver uma maré-viva com uma tempestade associada para que a água galgue as margens e as casas nas extremidades da ilha corram risco de ruir”, acrescenta.

Foi o que aconteceu no último fim-de-semana. De acordo com o mesmo jornal, ondas de cinco metros e fortes rajadas de vento arrastaram água e areia até à estrada e deixaram a ilha intransitável. Os moradores passaram noites ao relento com medo que as casas caíssem e apelaram ao prometido realojamento.

Anteontem, face ao que chamou de “alarme social gerado”, o presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, convocou uma conferência de imprensa improvisada na ilha para garantir que “haverá alojamento disponível, em caso de necessidade”, mas a solução definitiva ainda não tem data marcada.

A acompanhá-lo, a responsável do Polis, Valentina Calixto, colocou o dedo na ferida ao dizer que “pode acontecer o mesmo em ilha que na ilha da Fuzeta” onde todas as casas foram destruídas pelo rebentamento do cordão dunar.

PRAIA DE FARO E ILHA DA FUZETA EM RISCO

18/02/2010

A forte ondulação das marés e a força do vento na praia de Faro têm deixado os moradores em sobressalto. Em cima das dunas, no lado poente da praia, algumas casas continuam a resistir à força das águas, que não param de roubar chão às frágeis habitações.

A água levou a areia que sustenta parte do pátio da casa de Vasco Silva e à vista ficaram as estacas. “Há dois dias havia aqui areia. Agora veio o vento de sudoeste e levou o resto. Não podemos lutar contra o ar”, explica.

Ana Maria Cruz também tem a casa em perigo. “O meu marido, eu e o meu filho ficamos toda a noite aqui, não dormimos nadinha”, conta. “Tenho muito medo mesmo, até pensei que esta noite levasse o passeiozinho que a gente aqui fez, mas não. Levantei-me às três da manhã e o mar estava mais calmo”, remata.

Pequenas escavadoras da câmara vão tentando limpar a estrada que ficou submersa de areia e por todo o lado há uma imensa nuvem de pó no ar, devido ao forte vento que se faz sentir.

Quase todos os estabelecimentos estão fechados, mas há quem vá tentando resistir: “Está sempre tudo cheio de areia. A estrada cheia de areia, a esplanada cheia de areia e não se faz mais nada que é limpar a areia, todos os dias”, comenta João Rosa, que tem um café-quiosque junto à praia. Na ilha poucos se lembram de um inverno tão rigoroso como este nos últimos 10 anos.

Também na Fuzeta, o mar continua a romper a ilha até à ria Formosa. Em apenas dois dias, mais onze casas ficaram completamente destruídas. Mas, desde o início do Inverno, já cerca de 30 as casas vieram abaixo na Fuzeta. Muitas pessoas têm ido até à ilha ver os estragos e o que sobrou depois da passagem do mar revolto. A ilha foi rasgada de uma ponta à outra pela água e abriu-se uma nova barra de passagem.

Ninguém mora na ilha todo o ano, mas algumas pessoas vão tentando tirar os pertences que têm nas casas de férias com receio que o mar acabe por chegar às habitações que ainda vão resistindo. Para o fim-de-semana esperam-se novas vagas e tempestades no mar, mas as marés vivas mais fortes do ano estão previstas para Março.

Sebastião Teixeira, geólogo da Administração Hidrográfica do Algarve, tem acompanhado de perto a evolução e os estragos causados pelas marés, tanto em Faro como na ilha da Fuzeta.

O geólogo considera que esta é a evolução esperada, mas relembra que o pior pode ainda estar para vir. ” O período de tempestades ainda não acabou e está prevista uma para o fim-de-semana”, alerta o especialista. “Em Março vem a maior maré do ano. O final do mês [de Fevereiro] vai ser um período crítico para a ilha”, remata Sebastião Teixeira.

notícia retirada do site do DN – Diário de Notícias

Seguidamente estão dois bons filmes de Ricardo Badalo elaborados a 15 e 16 de Fevereiro que demonstram a força das águas na Ilha da Fuzeta e no rompimento do cordão dunar surgindo a forte possibilidade da criação de uma nova barra.