Posts Tagged ‘Crise’

GRÉCIA – UM ANO DEPOIS DO FMI

23/04/2011

Um ano depois, a Grécia está mais pobre e afundada na recessão. A crise da dívida continuou a contagiar Irlanda, Portugal, Espanha, Bélgica… Os juros continuam altíssimos e a Grécia pode ter de pedir a reestruturação da dívida. A 23 de Abril de 2010, o Governo grego de Papandreou pediu o resgate ao FMI e à Comissão Europeia. Em Maio de 2010, FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu aprovaram um pacote de empréstimo no valor de 110 mil milhões de euros, impondo à Grécia uma brutal austeridade, que lançou o país em profunda recessão e não resolveu a crise da dívida. Num ano de atrocidades sociais, houve cortes de salários e de pensões de reforma, parte dos trabalhadores da função pública perderam subsídio de Natal e de férias, enquanto a inflação disparava. Os impostos foram aumentados, o número de autarquias foi drasticamente reduzido, enquanto se multiplicaram as privatizações. Até ilhas gregas foram postas à venda.

E o desastre não parou: na semana passada o Governo anunciou novo pacote de cortes e mais privatizações até 2015.Durante este ano o povo grego lutou com bravura, realizando oito greves gerais. Para dia 11 de Maio está já marcada nova Greve Geral, para protestar contra as mais recentes medidas decretadas pelo Governo. A taxa de desemprego ultrapassa já os 15% e a recessão aprofunda-se tendo o banco central grego previsto uma queda da economia de 3% em 2011 – o terceiro ano consecutivo de recuo do PIB. E a crise da dívida continua.

A Grécia continua a pagar juros altíssimos, até há pouco 5,2%. O défice não baixou o previsto, porque as receitas se afundaram devido à crise. A dívida atinge os 340 mil milhões de euros, 150% do PIB grego. No início desta semana, as taxas de juro das obrigações gregas a 10 anos atingiram um valor inédito desde o início do euro: 14%. Nesta quinta feira, as taxas da dívida a dois anos, curto prazo, chegaram a 22%, dez vezes mais do que paga a Alemanha. Esta subida deve-se à crescente especulação sobre um possível pedido iminente de reestruturação da dívida. Especulação que foi alimentada por um e-mail com origem no banco norte-americano Citigroup.

Em Março passado, a Moody’s voltou a baixar o rating da Grécia, enquanto a Fitch anunciou nesta quinta feira que a Grécia deverá reestruturar a dívida em 2012. A mais recente onda especulatória em torno da dívida grega começou com a declaração do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, ao jornal “Die Welt”, na semana passada, afirmando que a Grécia podia ter de reestruturar a dívida. Um ano depois do pedido de resgate grego, o efeito de contágio continuou a estender-se a outras economias europeias. Os governo irlandês e português já pediram também o resgate, enquanto as taxas de juro da dívida da Espanha continuam a subir e o contágio já atingiu outros países, como a Bélgica. Recentemente, o FMI voltou a chamar a atenção para a “vulnerabilidade” dos bancos europeus.

Texto retirado do blog “A Máfia Portuguesa

PORTUGAL NO FUNDO II

27/10/2010

Acho caricato que aqueles que pedem sacrifícios e compreensão aos portugueses pelo tempo difícil que estamos a atravessar, são exactamente os mesmos que na mesa das negociações do Orçamento de Estado não demonstrem flexibilidade nem vontade.

É a isto que se chama política?

MAIS UMA VEZ: A CRISE!

13/05/2010

Vivemos em crise crónica! E infelizmente é o zé povinho que tem de arcar com as responsabilidades dos devaneios financeiros praticados neste país ao longo dos anos.

O líder do PSD pediu hoje desculpa pelo conjunto de medidas que foram hoje aprovadas pelo Governo, mas sublinhou a urgência do pacote.

“Quero começar por pedir desculpa, não porque me sinta responsável, mas porque elas [as medidas aprovadas] representam um conjunto de medidas duras para a generalidade dos portugueses”, disse Pedro Passos Coelho em conferência de imprensa.

O líder do PSD continuou é que é importante nesta altura “que se dê uma palavra de explicação ao país sobre o que se passou”.

Argumentou Passos Coelho que “chegou a temer-se pela moeda única” e que “hoje estamos a pagar o preço de políticas erradas” que têm colocado o país na mira dos mercados.

O líder do maior partido da Oposição disse, contudo, que “esta não é a altura de apurar responsabilidade, mas de dar a mão ao país para ele sair da situação onde se encontra”, uma situação que Passos caracteriza de “estado de emergência nacional”, sublinhando que muitas das nossas instituições financeiras “passaram pelo maior aperto de que há memória” nas últimas semanas.

retirado: Diário Económico

19/02/2009

bonecada3

CAFÉ ALIANÇA ENCERROU

16/02/2009

De acordo com o jornal Sol, uma ordem de despejo decretada pelo tribunal de Faro estará na origem do encerramento do centenário café Aliança, na baixa da cidade, adiantou hoje a Câmara Municipal, que pretende salvaguardar o património cultural do estabelecimento.

«Um litígio judicial entre o senhorio e o inquilino do café Aliança resultou, ao que tudo indica, numa ordem do tribunal para despejo. Por orientação do presidente da Câmara de Faro, José Apolinário, técnicos do serviço de Cultura e Património do município de Faro acompanham a intervenção judicial no sentido de salvaguardar a defesa do património material do café Aliança», explicou a autarquia num comunicado.

«Com esta posição o município quis garantir que a memória do café Aliança, assim como o seu recheio, constituído em muitos aspectos por peças únicas e de indiscutível valor cultural, fiquem, protegidos enquanto referência histórica e cultural da cidade, independentemente das questões judiciais entre o proprietário e inquilino».

O café Aliança está entre os 3 mais antigos cafés do país, a par d’A Brasileira, em Lisboa, e do Majestic no Porto, sendo palco ao longo deste mais de um século de existência, de diversas tertúlias de intelectuais e visitado por ilustres como Fernando Pessoa, Marguerite Yourcenar ou Simone de Beauvoir.

Na base da acção de despejo está uma queixa do senhorio devido ao alegado incumprimento no pagamento das rendas, que a ser verdade (o tribunal confirmou) tem toda a legitimidade para o fazer, pois não é pelo facto do café ter um alto valor cultural e ser um dos mais antigos do país que dá o direito aos proprietários de faltarem constantemente às suas responsabilidades.

Antes pelo contrário, deveriam ter orgulho pelo facto de gerirem um dos mais antigos espaços comerciais do país e zelar para que situações como esta não ocorressem. Infelizmente isso não aconteceu, e o resultado é este. Faro fica sem o seu mais antigo café e perde um local carregado de histórias e recordações.

19/12/2008

crise