Posts Tagged ‘Espanha’

NAVEGADORES NÃO DOBRARAM O CABO

29/06/2010

A jogar 10 contra 11 era inevitável o que aconteceu.

Manter o Ronaldo em campo 90 minutos à espera da jogada de mestre da vedeta é reduzir a restante equipa a um bando de coxos. Portugal vale mais do que isso.

REFERENDO: CATALUNHA QUER INDEPENDÊNCIA

14/12/2009
94% dos eleitores querem a independência da Catalunha

A independência da Catalunha em relação a Espanha foi defendida por 94,71% dos eleitores que votaram ontem (Domingo) em 166 municípios da região espanhola numa consulta que não era vinculativa.

 
 

No entanto, este resultado expressivo justifica que o parlamento regional convoque um “referendo vinculativo” sobre o tema já para 25 de Abril de 2010.

Os resultados foram divulgados ao final da noite de hoje pela Coordenadora Nacional que confirmou terem participado cerca de 30 por cento dos 700 mil eleitores que podiam votar nos locais onde foi realizada a consulta.

O ‘sim’ obteve 94,71% dos votos e o ‘não’ 3,53%, tendo-se registado 1,76% de votos em branco e 0,34% de votos nulos.

A cada um dos eleitores foi perguntado se “está de acordo que a nação catalã se converta num Estado de Direito independente, democrático e social integrado na União Europeia”.

fonte: SIC

PURA ADRENALINA

03/03/2009

Eis um filme de pouco mais de 6 minutos que mostra um dos vários circuitos possiveis no Caminito del Rey, situado em Málaga – Espanha.

1º DE DEZEMBRO

01/12/2008

D. Sebastião, um rei jovem e aventureiro, habituado a ouvir as façanhas das cruzadas e histórias de conquistas além-mar, quis conquistar o Norte de África. Na batalha de Alcácer Quibir no Norte de África, os portugueses foram derrotados e D. Sebastião desapareceu. Após o desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, sucedeu-se o Cardeal D. Henrique (1578-1580), que faleceu em 1580, sem ter designado um sucessor. Assim, Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel I Invadiu Portugal e submeteu-o a 60 anos de domínio, designado por “domínio filipino“.

 

Com o primeiro dos Filipes (I de Portugal, II de Espanha), não foi atingida de forma grave a autonomia política e administrativa do Reino de Portugal. Com Filipe III de Espanha, porém, começam os actos de desrespeito ao juramento de Filipe II em Tomar. Em 1610, surgiu um primeiro sinal de revolta portuguesa contra o centralismo castelhano, na recusa dos regimentos de Lisboa a obedecer ao marquês San-Germano que de Madrid fora enviado para comandar um exército português.

 

No início do reinado de Filipe III, ao estabelecer-se em Madrid a política centralista do Conde-duque de Olivares, o seu projecto visava a anulação da autonomia portuguesa, absorvendo por completo o reino de Portugal. Na Instrucción sobre el gobierno de España, que o Conde-Duque de Olivares apresentou ao rei Filipe IV, em 1625, tratava-se do planeamento e da execução da fase final da sua absorção, indicando três caminhos:

 

·  1º – Realizar uma cuidadosa política de casamentos, para confundir e unificar os vassalos de Portugal e de Espanha;

·  2º – Ir o rei Filipe IV fazer corte temporária em Lisboa;

·  3º – Abandonar definitivamente a letra e o espírito dos capítulos das Cortes de Tomar (1581), que colocava na dependência do Governo autónomo de Portugal os portugueses admitidos nos cargos militares e administrativos do Reino e do Ultramar (Oriente, África e Brasil), passando estes a ser Vice-reis, Embaixadores e oficiais palatinos de Espanha.

 

A política de casamentos seria talvez a mais difícil de concretizar, conseguindo-se ainda assim o casamento de Dona Luísa de Gusmão com o Duque de Bragança, a pensar que dele sairiam frutos de confusão e de unificação entre Portugal e Espanha. O resultado veio a ser bem o contrário.

 

A reacção à política fiscal de Filipe IV vai tomar a dianteira no processo que conduz à Restauração de 1640. Logo em 1628, surge no Porto o ” Motim das Maçarocas“, contra o imposto do linho fiado. Mas vão ser as ” Alterações de Évora“, em Agosto de 1637, a abrir definitivamente o caminho à Revolução.

 

Nas “Alterações de Évora”, o povo da cidade deixava de obedecer aos fidalgos e desrespeitava o arcebispo. A elevação do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, bem como o aumento das antigas sisas, fez subir a indignação geral, explodindo em protestos e violências. O contágio do seu exemplo atingiu quase de imediato Sousel e Crato; depois, as revoltas propagaram-se a Santarém, Tancos, Abrantes, Vila Viçosa, Porto, Viana do Castelo, a várias vilas do Algarve, a Bragança e à Beira.

 

Em 7 de Junho de 1640 surgia também a revolta na Catalunha contra o centralismo do Conde-Duque de Olivares. O próprio Filipe IV manda apresentar-se em Madrid o duque de Bragança, para o acompanhar à Catalunha e cooperar no movimento de repressão a que ia proceder. O duque de Bragança recusou-se a obedecer a Filipe IV. Muitos nobres portugueses receberam semelhante convocatória, recusando-se também a obedecer a Madrid.

 

Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar (1581) tinha-se tornado insuportável: nomeados nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal; feito o arrolamento militar para guerra da Catalunha; lançados novos impostos sem a autorização das Cortes. Isto enquanto a população empobrecia; os burgueses estavam afectados nos seus interesses comerciais; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante a impotência ou desinteresse da coroa filipina.

 

Portugal achava-se envolvido nas controvérsias europeias que a coroa filipina estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador, Bahia, em 1624; Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630).

 

Em 12 de Outubro, em casa de D. Antão de Almada, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Decidiu-se então ir chamar o Duque de Bragança a Vila Viçosa para que este assumisse o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal.

 

No dia 1 de Dezembro de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país. Assim, um grupo de 40 fidalgos dirigiu-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos. A Duquesa foi presa e o Secretário morto. Foi assim que Portugal recuperou a sua independência, sendo D. João IV, Duque de Bragança, aclamado rei, com o cognome de “O Restaurador”, dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança.

  

Fonte: Wikipédia