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Faro e o Algarve estão a saque!

15/03/2010

Tanto a cidade de Faro como o seu concelho têm sido nos últimos meses assolados por inúmeros assaltos violentos, com uso de armas, quer a residências quer a estabelecimentos comerciais surgindo no seio da população um sentimento de insegurança que aumenta de dia para dia.

E o pior de tudo é que não se vislumbra por parte das autoridades competentes uma atitude satisfatória para inverter esta situação e o resultado está à vista!!! O Algarve que se podia gabar de ser uma das regiões mais seguras da Europa encontra-se hoje em dia a saque com as graves implicações que isso tem no turismo e na vida dos cidadãos.

Está mais que na altura das entidades responsáveis actuarem com objectividade e eficiência nesta matéria!

Seguidamente, fica registado o relato de mais um assalto noticiado pelo Jornal Correio da Manhã.

De cara tapada e pistolas em punho, dois assaltantes ameaçaram a funcionária da loja ‘Brinde’ e roubaram todo o dinheiro da caixa.

O assalto aconteceu à hora de fecho do espaço comercial, anteontem, na rua traseira à praça Francisco Sá Carneiro, junto ao mercado, em Faro. A empregada preparava-se para fechar as portas e começar a contar o dinheiro do dia. A PSP tomou conta da ocorrência e entregou a investigação à Polícia Judiciária (PJ).

Ao que o CM apurou junto de fonte policial, “na altura havia apenas um cliente no interior da loja, que também foi ameaçado com uma arma”. Os dois assaltantes, que as autoridades suspeitam que possam ter sido apoiados por mais um ou dois elementos de vigilância na rua, levaram 1200 euros em notas e o telemóvel da funcionária, no valor de 250 euros. Os ladrões fugiram a pé. A empregada ficou em estado de choque.

Segundo confidenciou ao CM uma das funcionárias, os assaltantes “só se interessaram pelo dinheiro e telemóveis e não tentaram levar mais nada da loja”. A dupla tinha mais do que uma pistola. As câmaras de videovigilância terão registado todo o assalto.

Uma outra loja da mesma marca nas proximidades foi assaltada recentemente, tendo os assaltantes actuado da mesma forma. Também na zona, no início de Fevereiro, um supermercado Minipreço foi assaltado por indivíduos armados e de cara tapada, levando as autoridades a suspeitar dos mesmos autores. Segundo um residente, a zona “está a ser frequentada por pessoas com comportamentos estranhos que têm provocado um forte sentimento de insegurança.”

GANG DOS PONTOS EM FARO

27/10/2009

A PSP de Faro confirmou hoje que existem três grupos de jovens, maioritariamente menores de idade, a dedicarem-se a actividades criminosas na capital algarvia, mas a polícia já tem provas suficientes para levar os grupos a julgamento.

“Há uns três grupos na cidade, compostos cada um por seis a 10 indivíduos, a maioria menores de idade, que se dedicam à actividade criminosa, da qual um elemento já está em prisão preventiva”, disse hoje à Lusa o comandante da PSP de Faro, intendente Victor Rodrigues.

Segundo o intendente, todos os restantes indivíduos “estão já referenciados”, existindo já provas suficientes para se passar à fase de acusação dos jovens.

Os jovens vão a tribunal, serão julgados e estima-se que alguns fiquem mesmo em prisão efectiva, referiu o comandante da PSP de Faro.

Os indivíduos referenciados são “todos rapazes”, quase todos portugueses e a maioria não estuda.

De acordo com o jornal “Correio da Manhã”, existe em Faro um grupo de jovens que actua com violência durante a noite, atacando pessoas e destruindo estabelecimentos em troca de pontos para subirem na hierarquia do grupo.

Apelidado de “gang dos pontos”, a forma de actuação do grupo terá sido inspirada no jogo de vídeo norte-americano “Grand Theft Auto”, no qual ganha mais pontos quem actuar com mais violência.

Outro grupo violento de cuja existência se tem falado nas cidades de Faro e Olhão é o “gang do palhaço”, que alegadamente cortaria a boca às vítimas de orelha a orelha para que estas ficassem semelhantes a um palhaço.

O comandante da PSP de Faro adiantou à Agência Lusa que sobre o “gang do palhaço” não se confirma a existência de nenhuma ocorrência de pessoas cortadas de orelha a orelha.

Noticia retirada: Diário Digital/Lusa

GANG EM FARO

25/10/2009

Um gang de menores tem nas últimas semanas assolado a capital algarvia com acções de vandalismo, assaltos e violência baseado no jogo de vídeo ‘Grand Theft Auto’ (GTA) onde ganha-se pontos por cada crime que se pratica. Os maiores prémios são atribuídos por crimes de maior monta, como assaltos à mão armada ou homicídios. Mas ao jogador basta bater numa qualquer personagem que encontre no cenário para ganhar dinheiro. Ver noticias relacionadas nos seguintes links: A e B.

 E isto está a ser transposto para a vida real sem que as autoridades possam agir de forma conveniente, pois tratam-se de menores e como tal estão livres de “prisão”. De acordo com uma noticia do Correio da Manhã, uma fonte da PSP clarifica que apesar de os ter identificados, afirma que  “todos os fins-de-semana se faz 10 a 20 detenções, mas, presentes a tribunal, saem logo devido à idade”.

Contudo a população farense não está a aceitar de ânimo leve este ambiente de guerra civil nas ruas da sua cidade e  começa-se já a falar pelos cantos da cidade na possibilidade da formação de grupos de populares (Milícias Populares) que pretendem colocar um ponto final neste problema.

Este cenário é de ser evitado, pois corre-se o risco de este problema se transformar numa tragédia de grandes proporções, para além de existir pessoal tecnicamente preparado e pago com o dinheiro dos nossos impostos para grarantir a ordem pública. Mas tal como o blog Insurgente afirma, “as milícias populares não são um mero atraso civilizacional. São a única conclusão lógica de um Estado que se recusa a fornecer um dos poucos serviços básicos essenciais à sua própria existência: a justiça e a defesa da propriedade privada dos governados.”

Não há dúvida que esta lei tem de ser urgentemente modificada de forma a que as forças de segurança possam ver o seu trabalho respeitado e possam actuar de forma eficiente. Entretanto, enquanto a lei não muda, as forças de segurança em Faro terão de viver com este condicionalismo legal e  forçosamente terão de “inventar” rapidamente uma forma eficiente de combater este cenário de violência.

O cidadão respeitador, sério e honesto é que não pode continuar a ser a vitima no meio disto tudo!