Posts Tagged ‘Moura’

LENDA DA CASA DA MOURA ZAIDA

14/03/2009

Na serra de Sintra, perto do Castelo dos Mouros, existe uma rocha com um corte que a tradição diz marcar a entrada para uma cova que tem comunicação com o castelo. É conhecida pela Cova da Moura ou a Cova Encantada e está ligada a uma lenda do tempo em que os Mouros dominavam Sintra e os cristãos nela faziam frequentes incursões. Num dos combates, foi feito prisioneiro um cavaleiro nobre por quem Zaida, a filha do alcaide, se apaixonou.

Dia após dia, Zaida visitava o nobre cavaleiro até que chegou a hora da sua libertação, através do pagamento de um resgate. O cavaleiro apaixonado pediu a Zaida para fugir com ele mas Zaida recusou, pedindo-lhe para nunca mais a esquecer. O nobre cavaleiro voltou para a sua família mas uma grande tristeza ensombrava os seus dias. Tentou esquecer Zaida nos campos de batalha, mas após muitas noites de insónia decidiu atacar de novo o castelo de Sintra.

Foi durante esse combate que os dois enamorados se abraçaram, mas a sorte ou o azar quis que o nobre cavaleiro tombasse ferido. Zaida arrastou o seu amado, através de uma passagem secreta, até uma sala escondida nas grutas e, enquanto enchia uma bilha de água numa nascente próxima para levar ao seu amado, foi atingida por uma seta e caiu ferida. O cavaleiro cristão juntou-se ao corpo da sua amada e os dois sangues misturaram-se, sendo ambos encontrados mais tarde já sem vida.

Desde então, em certas noites de luar, aparece junto à cova uma formosa donzela vestida de branco com uma bilha que enche de água para depois desaparecer na noite após um doloroso gemido…

Fonte: Site Lendas de Portugal

LENDA DA MINA DOS MOUROS

28/02/2009

Próximo da Vila de Pereira-Jusan, e um bocado abaixo da Fonte da Bica, encontra-se a Mina dos Mouros, que é uma fonte na boca de uma mina, tendo uns 4 metros de comprido e 1.50 metros de largo. É feita de pedra e cal e tem um banco feito a picão na pedra com capacidade para 4 ou 5 pessoas se sentarem. Está alguma coisa entulhada e coberta de silvas, mas ainda deita água que se aproveita para irrigação. Ao sítio onde está a fonte dá-se o nome de Mesquita, o que faz supor ter havido aqui algum templo árabe.

Mas a Mina dos Mouros (que nunca teve mais comprimento do que a actual, o que se evidência pelo seu emparamento) é objecto de grandes cuidados para as gentes do sítio, crendo firmemente que lá dentro existe uma moura encantada, guardando grandes tesouros. Têm-lhe feito em redor grandes escavações, mas dizem que chegando a certo sítio não há picão que entre na rocha. Já se vê que é o resultado do encanto. Vendo que o penedo não se movia, tentaram um último recurso: aspergiram-no com água benta e fizeram-lhe rezas, mas foi o mesmo que nada – o tesouro continuou a ficar encantado.

Uma mulher da Vila de Pereira-Jusan resolveu desencantar isto numa manhã de S. João por meio de rezas feitas sob a forma de um padre, mas esqueceu-se que o segredo é a alma do negócio, divulgou o seu plano e muita gente foi à Mina dos Mouros nessa tal manhã. Ao aproximarem-se ouviram ladrar 2 cães e tomando isto por bom agouro, voaram para a mina. Ali, no lugar da moura, estava o proprietário do terreno e os 2 cães. Este disse ao povo que visto esta mina encantada estar na sua propriedade, todos os tesouros que ali aparecessem seriam só para ele. Ouve ditos e altercações de parte a parte, mas por fim ninguém cavou na terra e nem se fizeram as rezas : e lá continuou tudo a ficar encantado.

Esta lenda tem dado margem a que muitos indivíduos tenham querido tentar fortuna procurando desencantar a moura.

Fonte: Ovar Virtual

LENDA DA CASTELÃ DE SALIR

22/11/2008

A vila de Salir, no Algarve, deve o seu nome à filha do alcaide de Castalar, Aben-Fabilla, que fugiu quando viu o seu castelo ameaçado pelo exército de D. Afonso III. Antes de fugir, o alcaide enterrou todo o seu ouro, pensando vir mais tarde resgatá-lo.

Quando os cristãos tomaram o castelo encontraram-no vazio, à excepção da linda filha do alcaide que rezava com fervor que tinha preferido ficar no castelo e morrer a “salir”. De um monte vizinho, Aben-Fabilla avistou a filha cativa dos cristãos e com a mão direita traçou no espaço o signo de Saimão, enquanto proferia umas palavras misteriosas. Nesse momento, o cavaleiro D. Gonçalo Peres que falava com a moura viu-a transformar-se numa estátua de pedra. A notícia da moura encantada espalhou-se pelo castelo e um dia a estátua desapareceu.

Em memória deste estranho fenómeno ficou aquela terra conhecida por Salir, em homenagem pela coragem de uma jovem moura. Ainda hoje no Algarve se diz que em certas noites a moura encantada aparece no castelo de Salir.

Retirado do site Lendas de Portugal