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POLIS QUER PRAIA DE FARO FECHADA AO TRÂNSITO

04/07/2011

De acordo com uma noticia avançada pelo Jornal Correio da Manhã, os carros vão ser proibidos de entrar na ilha de Faro. É uma solução drástica da Sociedade Polis para acabar com o caos no trânsito na zona, durante o Verão, que deverá entrar em vigor já no próximo ano, após as obras de construção da nova ponte e dos acessos à praia.

Contudo os veículos dos moradores continuarão a ter acesso automóvel ao interior da praia.

O projecto de requalificação entrou na fase de concurso de concepção e elaboração, mas a ideia geral é só uma: dar prioridade a peões e bicicletas e acabar com as confusões de trânsito no Verão. “A intenção é fechar o acesso à ilha durante o Verão”, assumiu ao CM fonte da Sociedade Polis Ria Formosa.

Para isso serão criadas condições de estacionamento antes da travessia, nas traseiras do aeroporto de Faro, e será instalado um serviço de transporte público para a ilha. Comerciantes e turistas entendem que é uma medida positiva. “O trânsito é caótico, e muita gente vai embora porque não tem condições para estacionar. Se forem criadas alternativas, vai ser positivo”, referiu ao CM Rui Barreto, do bar O Rui. A nova ponte terá uma faixa de sentido alternado para circulação automóvel, uma para bicicletas e outra para peões. A estrada de acesso à praia será totalmente requalificada com a introdução de uma faixa pedonal e ciclável, articulada com o estacionamento.

O transporte público que garantirá a ligação entre o parque de estacionamento atrás do aeroporto e a praia de Faro, apesar de não ter sido mencionado os moldes do seu funcionamento, ao que tudo indica será pago pelo utilizador, tal como já aconteceu no ano transacto com um comboio vai-vem que tinha um custo de 1,5 euros por passageiro.

DEMOLIÇÕES NA PRAIA DE FARO SEMPRE VÃO AVANÇAR

22/03/2011

De acordo com uma noticia avançada pelo jornal Público, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, admitiu hoje que as demolições na Praia de Faro são um processo “incontornável” mesmo não havendo verbas disponíveis de imediato para avançar com a remoção das construções em zona de risco.

Oitenta por cento das construções situadas na área concessionada à autarquia deverão ser demolidas, de acordo com o projecto de Plano de Pormenor (PP) da Praia de Faro, recentemente concluído.

Segundo a mesma fonte, às 282 edificações agora sinalizadas para serem removidas da faixa central da praia juntam-se ainda as 249 dos extremos poente e nascente da praia, cuja demolição já estava prevista, o que significa que só restarão 85 das actuais construções.

Confrontado sobre a existência de verbas disponíveis para avançar com a demolição de mais de 500 construções, Humberto Rosa afirmou que existe a “sensação” de que o processo é “incontornável” mesmo sem dinheiro no imediato. “Ainda que não haja dinheiro de repente, estes planos também não são para ser feitos no imediato”, afirmou o secretário de Estado do Ambiente, sublinhando que o processo “acabará por compensar a prazo”.

“O que seria uma Praia de Faro varrida constantemente no Inverno por temporais com um cordão dunar a rebentar”, questionou o governante, alertando para o impacto económico que as intempéries também têm na Ria Formosa. “A motivação do Ministério do Ambiente é fazer o devidamente planeamento baseado em estudos científicos que apontam o melhor caminho e disso não nos podemos desviar”, concluiu.

PRAIA DE FARO: FRENTE DE MAR VAI SER DEMOLIDA

09/03/2011

De acordo com o jornal Correio da Manhã, o Plano de pormenor prevê 434 demolições na Praia de Faro.

Segundo a mesma fonte, a divulgação do Plano de Pormenor da zona desafectada da Praia de Faro deixou perplexos os residentes. O Plano prevê a demolição de mais 185 habitações na zona desafectada, algumas legais, a juntar às já anunciadas 249, nas zonas nascente e poente. Deverá vir abaixo toda a frente do lado do mar, os restaurantes Paquete, Camané, Zé Maria, Roque e Forte e a colónia de férias, além de dezenas de casas.

NOVA BARRA PODE SURGIR NA PRAIA DE FARO

12/10/2010

De acordo com uma noticia avançada pelo Jornal de Noticias, o cordão dunar pode romper na zona do parque de estacionamento à entrada da ilha de Faro. Só ainda não aconteceu graças às reposições de areia que ali têm sido feitas para travar o curso normal da Natureza.

A convicção é de um especialista em dinâmica e gestão costeira da Universidade do Algarve para quem a destruição da ilha “é um perigo iminente”. Segundo Óscar Ferreira, toda aquela zona “é frágil e de risco” agravado pelas construções que ocupam quase toda a área útil. “Todos os Invernos o cenário é o mesmo. Basta haver uma maré-viva com uma tempestade associada para que a água galgue as margens e as casas nas extremidades da ilha corram risco de ruir”, acrescenta.

Foi o que aconteceu no último fim-de-semana. De acordo com o mesmo jornal, ondas de cinco metros e fortes rajadas de vento arrastaram água e areia até à estrada e deixaram a ilha intransitável. Os moradores passaram noites ao relento com medo que as casas caíssem e apelaram ao prometido realojamento.

Anteontem, face ao que chamou de “alarme social gerado”, o presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, convocou uma conferência de imprensa improvisada na ilha para garantir que “haverá alojamento disponível, em caso de necessidade”, mas a solução definitiva ainda não tem data marcada.

A acompanhá-lo, a responsável do Polis, Valentina Calixto, colocou o dedo na ferida ao dizer que “pode acontecer o mesmo em ilha que na ilha da Fuzeta” onde todas as casas foram destruídas pelo rebentamento do cordão dunar.

BALEIA MORTA DEU À COSTA NA PRAIA DE FARO

18/08/2010

Uma baleia-anã, em avançado estado de decomposição, deu à costa esta tarde, por volta das 16 horas, na praia de Faro. De acordo com o biólogo marinho Élio Vicente, o animal morreu há pelo menos seis dias e não será possível saber o que aconteceu. “Os órgãos estavam demasiados degradados para que pudessem ser obtidos resultados através de uma necropsia, ficaria sempre a dúvida sobre a origem das bactérias e vírus, tanto poderiam ser do animal como de outros que se estivessem a alimentar dele, ou da própria água”, explicou o técnico do Zoomarine.

De qualquer forma, as causas podem ter sido naturais, “tratando-se de uma cria, é possível que se tenha perdido da mãe e deixado de mamar, ou sofrido de uma qualquer doença congénita”, ou de origem humana, “como atropelamentos por embarcações e asfixia devido a redes de pesca”.

Muitos foram os curiosos que quiseram ver o animal, apesar das recomendações da polícia marítima, para que fosse manti- da uma distância mínima de segurança. “Não deixem as crianças brincar com esta areia molhada, não sabemos do que morreu a baleia”, recomendavam os polícias aos pais cujas crianças brincavam na área.

Quem não viu o animal, não pôde deixar de sentir o mau cheiro que se estendeu até cerca de um quilómetro. Dentro de água houve quem se deparasse com pedaços do animal. Foi avistada, ao fim da tarde, “uma alforreca gigante”, mas o facto nada terá a ver com o que aconteceu à baleia. “Répteis e mamíferos têm fisiologias diferentes”, assegurou Élio Vicente. Em Julho também deu à costa, em Odeceixe, uma outra baleia morta e na semana passada foi a vez de um golfinho em Faro. Também nas últimas semanas, 25 tartarugas apareceram mortas.

Fonte: Diário de Noticias

ACESSO À PRAIA COM NOVAS REGRAS

02/07/2010

De acordo com uma noticia avançada pelo Jornal Correio da Manhã, um parque de estacionamento junto à pista norte do aeroporto, um comboio turístico para transporte de pessoas até à ponte e semáforos na estrada são as novas regras estabelecidas pela Câmara Municipal de Faro para acesso à praia. O sistema deverá entrar em funcionamento este fim-de-semana ou, o mais tardar, no início da próxima semana.

O objectivo é eliminar o actual caos que se verifica no acesso à praia de Faro, principalmente no Verão”, explica Macário Correia, presidente da edilidade. O autarca adianta que o parque de estacionamento, com 300 lugares, terá utilização gratuita e sofrerá beneficiações no futuro.

“Fizemos, para já, uma construção provisória, em gravilha, sem cobertura, porque o Programa Polis prevê, para 2011, uma edificação definitiva com outras condições”, referiu o edil de Faro, que esclareceu as novas regras.

“Estamos a terminar a colocação de semáforos antes da curva que dá acesso à ponte. Lá ficarão, em permanência, um GNR e um funcionário camarário, que darão prioridade ao comboio turístico, explorado por uma empresa privada, que transportará as pessoas do parque à ponte a um preço simbólico, ainda por definir”, diz Macário.

O presidente da Câmara de Faro não exclui a hipótese de, no futuro, restringir, no Verão, o acesso à praia à generalidade dos automobilistas.

“Estamos a estudar outras medidas que possam ajudar a descongestionar o trânsito no local. Vamos constatar o efeito das regras agora estabelecidas e depois decidir sempre com a intenção de servir melhor a generalidade dos munícipes”, garante Macário Correia.

400 CASAS A DEMOLIR NA PRAIA DE FARO

20/03/2010

De acordo com uma notícia avançada pelo jornal Barlavento e pela rádio TSF, o Ministério do Ambiente quer demolir todas as habitações da Praia de Faro que se encontram no lado do mar.

Segundo a mesma fonte, a decisão já terá sido comunicada à Câmara Municipal de Faro que, de acordo com declarações do edil Macário Correia à TSF, recebeu um pedido do Ministério do Ambiente para que fornecesse a “informação da história administrativa e urbanística destes terrenos e edifícios”, situados em terrenos afectos à autarquia desde 1956.

PRAIA DE FARO E ILHA DA FUZETA EM RISCO

18/02/2010

A forte ondulação das marés e a força do vento na praia de Faro têm deixado os moradores em sobressalto. Em cima das dunas, no lado poente da praia, algumas casas continuam a resistir à força das águas, que não param de roubar chão às frágeis habitações.

A água levou a areia que sustenta parte do pátio da casa de Vasco Silva e à vista ficaram as estacas. “Há dois dias havia aqui areia. Agora veio o vento de sudoeste e levou o resto. Não podemos lutar contra o ar”, explica.

Ana Maria Cruz também tem a casa em perigo. “O meu marido, eu e o meu filho ficamos toda a noite aqui, não dormimos nadinha”, conta. “Tenho muito medo mesmo, até pensei que esta noite levasse o passeiozinho que a gente aqui fez, mas não. Levantei-me às três da manhã e o mar estava mais calmo”, remata.

Pequenas escavadoras da câmara vão tentando limpar a estrada que ficou submersa de areia e por todo o lado há uma imensa nuvem de pó no ar, devido ao forte vento que se faz sentir.

Quase todos os estabelecimentos estão fechados, mas há quem vá tentando resistir: “Está sempre tudo cheio de areia. A estrada cheia de areia, a esplanada cheia de areia e não se faz mais nada que é limpar a areia, todos os dias”, comenta João Rosa, que tem um café-quiosque junto à praia. Na ilha poucos se lembram de um inverno tão rigoroso como este nos últimos 10 anos.

Também na Fuzeta, o mar continua a romper a ilha até à ria Formosa. Em apenas dois dias, mais onze casas ficaram completamente destruídas. Mas, desde o início do Inverno, já cerca de 30 as casas vieram abaixo na Fuzeta. Muitas pessoas têm ido até à ilha ver os estragos e o que sobrou depois da passagem do mar revolto. A ilha foi rasgada de uma ponta à outra pela água e abriu-se uma nova barra de passagem.

Ninguém mora na ilha todo o ano, mas algumas pessoas vão tentando tirar os pertences que têm nas casas de férias com receio que o mar acabe por chegar às habitações que ainda vão resistindo. Para o fim-de-semana esperam-se novas vagas e tempestades no mar, mas as marés vivas mais fortes do ano estão previstas para Março.

Sebastião Teixeira, geólogo da Administração Hidrográfica do Algarve, tem acompanhado de perto a evolução e os estragos causados pelas marés, tanto em Faro como na ilha da Fuzeta.

O geólogo considera que esta é a evolução esperada, mas relembra que o pior pode ainda estar para vir. ” O período de tempestades ainda não acabou e está prevista uma para o fim-de-semana”, alerta o especialista. “Em Março vem a maior maré do ano. O final do mês [de Fevereiro] vai ser um período crítico para a ilha”, remata Sebastião Teixeira.

notícia retirada do site do DN – Diário de Notícias

Seguidamente estão dois bons filmes de Ricardo Badalo elaborados a 15 e 16 de Fevereiro que demonstram a força das águas na Ilha da Fuzeta e no rompimento do cordão dunar surgindo a forte possibilidade da criação de uma nova barra.

A GESTÃO E ORDENAMENTO DA PRAIA DE FARO

11/02/2010

A associação “Faro 1540″ vai promover no próximo dia 27 de Fevereiro (sábado), pelas 20H30, mais um jantar conferência desta feita subordinado ao tema “A Gestão e Ordenamento da Praia de Faro”.

Para além de uma breve caracterização da Praia de Faro e dos seus grandes problemas, serão apresentados os principais resultados e conclusões da tese de Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais “Aplicação do Método de Avaliação Contingente ao caso da Praia de Faro”, recentemente defendida na FCT/UNL.

As inscrições para este jantar, deverão ser feitas junto dos membros da Direcção ou para o e.mail da associação.

PRAIA DE FARO VAI TER DOCUMENTÁRIO

01/02/2010

“Ilha” é o primeiro documentário cinematográfico realizado sobre a comunidade de pescadores e mariscadores que habita a Praia de Faro há mais de meio século. Com narração do cantor José Mário Branco, o trabalho tem estreia marcada para Maio, na RTP 2.

Gravado em vídeo digital, “Ilha” é a segunda produção audiovisual da editora algarvia “Livremeio Produções”, com sede em Faro, e as gravações realizaram-se ao longo das quatro estações do ano para captar o “modus vivendi” da aldeia – nome não oficial – piscatória, que, embora tenha luz e água, não dispõe de saneamento básico.

Em entrevista à agência Lusa, os realizadores, Mauro Amaral, 33 anos, e Carlos Fraga, 56, definem o resultado final como um documento intimista e plural que aborda a autenticidade dos pescadores e o medo de verem as suas casas demolidas pelo “Polis Ria Formosa”, um programa governamental para requalificar 48 quilómetros de frente costeira desde a Praia de Vale do Lobo até Vila Real de Santo António.

No entanto, Carlos Fraga refere que não queriam que o resultado final se transformasse num filme “panfletário” com um só ponto de vista e, por isso, foram entrevistadas várias pessoas, nomeadamente um especialista em erosão costeira da Universidade do Algarve.

A narrativa do “Ilha” foi escrita por jovens poetas algarvios e dita pelo músico José Mário Branco e deverá estrear “ainda antes do Verão no canal RTP 2”, adiantou a dupla de realizadores, salientando que também a música é “made in Algarve” e criada especificamente para o projecto cinematográfico.

O filme de índole informativa tem uma duração de 54 minutos, entrevista 11 pessoas, todos homens, e vai candidatar-se ao Festival de Cinema Independente de Lisboa, o “Indie”.

Fonte: Jornal Público