Posts Tagged ‘Sustentabilidade’

FARO COM TRANSPORTES URBANOS ECOLÓGICOS

08/06/2013

De acordo com uma noticia avançada pelo jornal Sulinformação, 21 novas viaturas dotadas de tecnologia amiga do ambiente e com melhor acesso para pessoas com mobilidade reduzida e ainda a criação de um novo circuito de minibus e outro entre o aeroporto e os hotéis de Faro e Montenegro, são as novidades que a Câmara de Faro e a empresa EVA Transportes vão apresentar na terça-feira, dia 11 de Junho.

Para ler a noticia completa clicar aqui

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REABILITAÇÃO URBANA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

27/09/2012

A “FARO 1540” vai promover no dia 19 de Outubro (6ª feira) a 3ª edição do seu Seminário de Reabilitação Urbana e Desenvolvimento Sustentável, que vai decorrer no auditório do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (Campus da Penha).

Esta ONG, através das comunicações que serão apresentadas por um conjunto de especialistas, procura fomentar um debate profícuo e objectivo, bem como informar os participantes de forma esclarecedora sobre as tendências e as matérias que giram em torno das temáticas abordadas no decorrer do Seminário e que este ano vão incidir essencialmente nos conceitos de Património e Identidade, Marketing e Economia Urbana, Revitalização e Regeneração Urbana, Coberturas Ajardinadas e Jardins Verticais e Edifícios “verdes” de alta performance.

Para a “Faro 1540”, a reabilitação de edifícios degradados e a requalificação de ruas, passeios e praças é visto como uma ferramenta fundamental para a coesão da cidade, aumentando os seus níveis de qualidade de vida, atractividade e competitividade económica contribuindo de modo efectivo para a sua sustentabilidade e reforço da sua identidade e história. No entanto, apesar de ser amplamente referenciada e debatida, a reabilitação urbana, não tem tido a aplicabilidade e a dimensão desejada, quer por falta de políticas incentivadoras, quer por falta de sensibilização e excesso de burocracia e entraves vários, tendências que importam serem alteradas, em prol da desejada sustentabilidade económica e ambiental das nossas cidades.

Ainda sobre esta matéria, é de referir que a crise económica e financeira que agora estamos a atravessar é fruto de um desenvolvimento pouco sadio e baseado num conceito de capitalismo selvagem e sem ética, visando a maximização do lucro fácil em detrimento da qualidade de vida dos cidadãos e pelo respeito com o ambiente e seus recursos naturais. Para se ter uma pequena noção do que se passa, é de frisar que apenas 2% dos fluxos mundiais de capitais está relacionado com a economia real. Ora isto é incomportável e o resultado está à vista! É urgente surgir uma nova economia e uma nova mentalidade que respeite o cidadão, que vise o seu bem-estar e que crie simbioses com o ambiente. Só assim será possível salvaguardar os recursos naturais e salvaguardar com qualidade e respeito a existência do ser humano e as gerações vindouras, sem nunca esquecer que apesar de este ser um problema global, as respostas mais eficazes são as que ocorrem à escala local.

As inscrições já se encontram abertas e os interessados poderão inscrever-se e consultar o programa do seminário no site desta associação em: www.faro1540.com

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QUALIDADE DE VIDA EM FARO

17/12/2008

Apesar de ser um conceito relativamente recente, a expressão “qualidade de vida” é um chavão, actualmente, usado e aplicado com bastante regularidade no nosso quotidiano e em quase todas as análises e discussões de políticas de ordenamento e planeamento do território.

 

Contudo, apesar de ser abundantemente aplicado, o conceito de qualidade de vida é de difícil descrição, uma vez que é um conceito abrangente e no qual se interligam diversas abordagens e diversas problemáticas.

 

Nos anos 70/80, a qualidade de vida era analisada por aspectos essencialmente economicistas, prevalecendo sobretudo os indicadores de crescimento económico, negligenciando ou remetendo para segundo plano aspectos fundamentais que permitissem analisar com rigor e veracidade o desenvolvimento de uma sociedade.

 

Actualmente a análise da Qualidade de Vida já não se fica só pelos indicadores de crescimento económico e vai mais longe, assentando em 3 pilares basilares. Contudo, para se efectuar uma correcta análise, estes 3 pilares não podem ser vistos como peças individuais rígidas, mas terão sim, de ser vistos com flexibilidade e como um cruzamento e uma interligação entre os três.

 

O primeiro pilar tem a ver com a distinção entre os aspectos materiais e imateriais da qualidade de vida. Os aspectos materiais estão fundamentalmente relacionados com as necessidades humanas básicas, como por exemplo, as condições de habitação, acesso a água e esgotos, acesso a cuidados de saúde, ou seja, aspectos ligados a infra-estruturas. As questões imateriais estão sobretudo relacionadas com o ambiente, com o património cultural, com a segurança, com a participação cívica, com o bem-estar e ganham mais relevo quanto mais é desenvolvida uma sociedade ou cidade. Já as questões materiais são preponderantes em sociedades ou cidades menos desenvolvidas.

 

O segundo pilar, faz a distinção entre aspectos individuais e colectivos. Os aspectos individuais estão mais relacionados com as características sociais, económicas, familiares e pessoais dos indivíduos. Já os aspectos colectivos estão sobretudo relacionados com os serviços básicos e os serviços públicos.

 

Por fim, o terceiro pilar faz a distinção entre aspectos objectivos e aspectos subjectivos. Os aspectos objectivos estão relacionados com os indicadores de natureza quantitativa. Por sua vez, os aspectos subjectivos são direccionados para a sensibilidade subjectiva que os indivíduos têm da qualidade de vida e que é, claramente, de acordo com um estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, elaborado por Santos e Martins (2002), sobre Qualidade de Vida Urbana, muito diferente de pessoa para pessoa, e de estrato social para estrato social. Este último aspecto é de fundamental importância: os indicadores de qualidade de vida têm diferentes traduções, consoante a estrutura socio-económica da população e, portanto, o mesmo indicador pode ser percepcionado de forma diferente por estratos socio-económicos diferentes.

 

Ainda segundo o estudo elaborado por Santos e Martins (2002), importa ainda referir duas outras questões fundamentais que devem ser equacionadas quando se analisa a qualidade de vida e quando se quer definir um conjunto de indicadores de qualidade de vida. A primeira, tem a ver com o facto de as necessidades dos indivíduos estarem intimamente relacionadas com o contexto social, político e cultural em que vivem. Há, portanto uma variação significativa dessas mesmas necessidades, tanto ao longo do tempo (as necessidades de Portugal de hoje não são, obviamente, as mesmas de há 20 anos ou 30 anos atrás) como também ao longo do espaço.

 

A segunda, de acordo com a mesma fonte, está relacionada com a caracterização de um espaço em termos de bens e serviços existentes: a qualidade de vida é medida não só em função da existência desses recursos, mas também, da sua acessibilidade e facilidade de utilização. Directamente relacionado com este último aspecto, coloca-se também a questão do nível de satisfação da população utilizadora desses mesmos bens e serviços, o que será central na análise mais subjectiva da percepção da qualidade de vida.

 

Mais recentemente, a problemática em torno do conceito “Qualidade de Vida” tem ganho um grande interesse e uma grande relevância no ambiente urbano e citadino, talvez devido ao facto desta se relacionar directamente com as principais questões que marcam a sociedade urbana moderna.

 

Este protagonismo, tem sido alimentado e reforçado por uma pressão crescente por parte dos munícipes que graças ao aumento do seu conceito de cidadania se tornam naturalmente mais exigentes e críticos com a sua cidade e com as condições que esta oferece. Contudo, também não é de negligenciar a competição que se tem vindo a estabelecer cada vez com mais afinco, entre centros urbanos para a atracção de recursos humanos altamente qualificados e de investimentos que representam uma mais valia para o município.

 

Faro é uma cidade que tem um enorme potencial para apresentar um nível de qualidade de vida excepcional, fruto de um vasto número de indicadores naturais de grande relevância para a análise deste conceito. Contudo, Faro, também é possuidora de péssimos indicadores (acessibilidades, ausência de espaços verdes, limpeza, desordenamento) , que conseguem deitar por terra qualquer ambição em apresentar Faro como uma cidade com uma boa qualidade de vida.

 

Faro, como capital de distrito, não pode negligenciar o conceito “Qualidade de Vida”, altamente importante para a sua estratégia de desenvolvimento económico e de planeamento urbanístico.

 

Neste sentido, Faro precisa urgentemente de fomentar politicas concretas que visem o desenvolvimento de um modelo de análise de qualidade de vida e actuar nos indicadores que neste momento são menos favoráveis para a obtenção de um nível de excelência na escala da qualidade de vida.

 

Porque Faro merece!